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Desabafo

Somos todos responsáveis
É inegável a responsabilidade do setor de produção referente ao estado em que se encontra o meio ambiente. Entretanto, achar que só voltando nossas críticas aos ricos, e pressionar o sistema para implementar ações visando soluções, pode ser um tanto utópico, visto que, todos têm culpa e devem colaborar.
É possível perceber o quanto questões essenciais beiram o exagero, quando mal abordadas, e/ou, quando a intenção é usar o carácter da questão para benefício financeiro individual. Isso causa sempre questionamentos que descaracterizam a demanda. Como podemos citar o racismo por vezes sendo questionado quanto a real intenção ou a má-fé e/ou melindres. 
 A responsabilidade nos enunciados a favor ou contra o aborto, a violência dos machos humanos sobre as fêmeas, e outras que se eternizam, pode favorecer ao sistema, enquanto as vítimas continuam no sofrimento. Apontar culpados e aspirar apenas por punições, será mesmo o melhor caminho? É só isso?
Gosto de contemplar a ideia que é o trabalhador e principalmente, o servidor público, a mola mestra, o termômetro para medir ações promotoras de humanidades, pois quando voltados a isso, resgatam direitos e apontam vulnerabilidades, porém, quando essa mesma categoria se dispõe a apenas gerar embates, sem que se coloque como exemplo, os sonhos possíveis se tornam utopias.
Precisamos lembrar, como diz, Émille Durkheim, a sociedade é anterior ao indivíduo, e se sobrepõe a ele, mas não é só isso, pois a própria é constituída também por ele, que por sua vez cria categorias, grupos que irão influenciar os próximos membros e até os atuais que estejam fora da sua moral, como cita Max Weber quando aponta a ação social.
Assim como células que se dividem e criam novas, o trabalhador precisa contagiar com ações, ser percebido como exemplo, assumir a postura de elemento formador de opinião, não por seu muito falar, pois sua fala nem sempre é coerente em elação a prática, e assim confundida com ambição de poder. Precisa assumir posturas éticas e não tão moralistas.
É notável a qualquer cidadão sem muita informação, ou graduação, os males trazidos pelo Carbono, pelo Metano, polímeros e outros, os quais, são apontados em nossos discursos como vilões, assim como os capitalistas. Todavia, ficamos alegres, iguais a pinto no lixo, quando nos destacamos dos nossos pares por conseguir um produto lindo, daqueles que poucos têm, mesmo que compostos ou produtores de elementos promotores de doenças e degradadores do meio ambiente. Se promover status, aparentemente tudo bem, pois o culpado é sempre o rico e o governo.
Somos a maioria e não mudamos nada, somos peças utilizadas à exaustão e descartadas, mas insistimos em colocar o capitalismo e os capitalistas no banco do réu, enquanto aspiramos por uma sobreposição de classe (troca de posição de poder). Será que a ética e a estratégia estariam nessas condições, de mãos dadas? O que fundamenta a ética, senão uma transformação individual, uma introspecção? Não seriamos ou estaríamos todos potencialmente capitalistas? O capitalismo não é uma persona, uma instituição, mas um fazer humano.
A ação individual se sobrepõe a qualquer outra, mas não extingue a relevância da criação de leis, fomentadoras de ações positivas voltadas para as minorias, educação popular e o controle dos setores promotores de degradação do meio ambiente. Todavia, uma lei, para ser profícua, exige que seja a externalização de vontades e não a imposição de um grupo sobre outro, para que, com isso, evitemos situações como as provocadas por certos governantes que coloca a si e os protegidos acima dela, em detrimento àqueles que são punidos pelo mínimo de transgressão.
Como podemos desconhecer leis ativas no interior do país, isso é inaceitável, não é? Nem tanto, pois, em quantas leis você participou ativamente de sua criação, quando seu representante político solicitou sua opinião sobre aquela matéria? A você não, mas ao partido, ao grupo político ao qual pertence, ele consultou, e sabemos o porquê. É desanimador saber que a persona, a qual coloquei minha confiança, não me representa, entretanto, representa um grupo menor, o qual em suas decisões não leva em consideração o que eu, enquanto eleitor, desejo.
Criam leis para serem aplicadas nas massas, mas nestes momentos os grupos dos legisladores estão fora, acima, intocáveis, e tudo ganha a cara da enganação, manipulação, mas também com grandes fragilidades expostas, como indicando caminho para quem pode pagar advogados.
Viva a educação ambiental, a autonomia, a introspecção e o autoconhecimento!!!!
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Atualizado em: Qui 1 Fev 2024

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