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Os amigos imaginários

Durante nossas vidas conhecemos e temos contato com diversas pessoas no dia-a-dia, todas diferentes entre si em diversos aspectos, algumas dessas selecionamos para ter um relacionamento mais próximo, são pessoas que nos fazem nos sentir bem, com quem podemos contar a qualquer momento, são uma família na qual realmente temos a opção de escolha, os amigos. Pois bem, vou contar meu relacionamento com amigos bem próximos, adianto que um é o oposto do outro e marcaram, e ainda marcam, bastante minha vida.
O primeiro amigo, posso considerar que é muito divertido, passamos bons momentos, embora curtos. Ele apareceu em momento muito importante, pois eu estava vindo de um período muito difícil e foi capaz de levantar o meu astral de tal forma que fazia com que qualquer problema desaparece ou parecesse coisa boba. Nesse momento comecei a ver a vida de maneira diferente, vendo sentido em tudo o que via e fazia, como nunca tinha imaginado antes, nunca pensei que pudesse me fazer sentir tão bem e leve assim. Me lembro de um pensamento que tive naqueles tempos, “como é bom estar ele”, simples, mas que representava muita coisa.
Como mencionei, passei pouco tempo com este meu amigo, mas como conhecemos novas pessoas quase que o tempo todo, descobri o segundo amigo e sem querer comparar, convivi mais tempo com ele do que o primeiro, para falar a verdade ainda convivo. Ele apareceu em um momento que as coisas começaram a ficar ruins, dia após dia, parecia piorar um pouco mais e esse meu amigo me fazia pensar profundamente e relembrar momentos.
O meu segundo amigo me mudou, creio que bem mais do que o primeiro, mas assim como qualquer relacionamento, havia momentos que eu queria distância, entretanto, era nesses momentos que ele mais aparecia e eu não gostava disso, para falar a verdade eu odiava. O meu dia podia estar indo em uma direção, mas quando ele aparecia, sem avisar ou dar indícios que viria, o dia se transformava para pior, como quando apertamos o interruptor para desligar uma lâmpada em algum cômodo e por mais que eu tentasse evitar, eu acabava descontando em outras pessoas ao meu redor, sabia que era errado e passei a me esforçar mais para impedir essas reações, deixando elas guardadas em local seguro.
Porém, o que caracteriza um amigo? Poderíamos dizer que é aquele que sempre está conosco independente do que aconteça? É aquele com quem você conversa por um bom tempo regularmente? Aquele com que você não tempo muito contato, mas que te transformou positivamente? O que te apoia? O que te encoraja? O que é duro com você?
No caso dos meus dois amigos, posso dizer que eles se encaixam perfeitamente nessas perguntas, cada um da sua forma, visto que, eles são diferentes um do outro, lembra do início do texto? Essas diferenças me fazem tirar conclusões, vejam só, diferentes entre os dois, de que eu gosto de um e do outro não. Vai ver teria que ser assim mesmo, já que um é oposto do outro e vivemos momentos distintos. Para ser sincero, quero voltar a ter contato com o meu primeiro amigo, o mais rápido possível, mas confesso que quero distância do segundo.
Fico imaginando se você, de alguma forma, convive com amigos que tenham características iguais ou parecidas aos meus, talvez sim, talvez não, mas se eu disser os chamam, às vezes você consiga identifica-los mais facilmente, já que possuem nomes comuns, o primeiro tem o nome de Amor e sobrenome Felicidade, já o segundo tem o nome de Depressão e o sobrenome Tristeza.
Embora não possamos vê-los e embora algumas pessoas não acreditem na existência deles, esses amigos são reais, então para essas pessoas que não acreditam, para que possam entender, eu digo, não são somente as crianças que possuem amigos imaginários.
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Atualizado em: Dom 10 Fev 2019
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