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O racismo na Biblioteca Mário de Andrade

Correu na Internet dia 2 e 3 de Agosto de 2022, vídeos sobre uma pessoa que cometeu racismo e defensora do Nazismo na Biblioteca Mário de Andrade na cidade de São Paulo a maior do estado paulista. Palco para o crescimento intelectual, chama a atenção termos casos de racismo ali. Funcionárias que trabalham no local e pessoas que frequentam o ambiente também foram alvos, inclusive, homofobia. A infeliz pessoa ainda portava um livro chamado "Minha Luta" de Adolf Hitler, tendo venda proibida em território brasileiro. Tudo isto cabem reflexões. Por quê grupos de pessoas tem aderido à ideologia nazista e fascista em pleno século XXI tendo farto material de análise mostrando os malefícios destes regimes?

Primeiramente, existe uma crença infundada na superioridade de raças fruto do etnocentrismo implantado por séculos em nosso país através do colonialismo. Segundo, estas pessoas que acreditam no Nazismo ou Fascismo são mal informadas, fechadas em seu mundo, cultivadoras do ódio e certamente doentes precisando procurar pessoa especializada para tratamento. Os males do Nazismo e do Fascismo estão evidentes em diversos vídeos, livros, fácil acesso na Internet. Quem procura disseminar estas duas linhas de pensamento faz por má-fé e intencional. Alegar ignorância é mentir. O sujeito atacou pessoas negras, gênero e ainda falou que estava "estudando para melhorar a sociedade". Melhorar usando o livro de Hitler e sua ideologia? A pessoa acabbou sendo presa.

Vejo que buscar o Movimento Rosa Branca à ativa é uma obrigação da minha parte. Tenho trabalhado para ampliar a divulgação dos membros e a finalidade do Movimento Rosa Branca é justamente por estarmos em período bem complicado dentro do Brasil. O Movimento original não existe mais em atividade, sendo lembrado nestes momentos para combater ditaduras, racismo, orientar à formação intelectual pela Democracia e liberdade de expressão. Contextualmente carrega outras bandeiras como a defesa da mulher, o direito de professores(as) poderem ministrar aulas sem vigilância político-ideológica, o incentivo ao estudo e a leitura, valorização da Arte, igualdade entre pessoas e etc. O livro base do Movimento chama-se "A Rosa Branca" escrito pela irmã de duas vítimas, chamada Inge Scholl. No Brasil pode ser encontrado pela Editora 34.

A ideia é justamente fazer o Movimento voltar à ativa com urgência, fomentando lutas contra ditaduras, racismo, atendendo pautas brasileiras além daquelas propostas pelo Movimento original alemão que tentou combater o Nazismo dentro da Alemanha em plena 2ª Guerra Mundial. Sophie Scholl e quase todos(as) os membros foram mortos. Esta e seu irmão foram presos e condenados à morte por guilhotina 4 dias após suas prisões num julgamento tendencioso. Foram presos panfletando na Universidade de Munique onde estudavam em 18 de Fevereiro de 1943 e mortos no dia 22. O Rosa Branca surgiu em 1942 entre Maio e Agosto. Não só Sophie e Hans foram mortos assim como seu professor sem contarmos que foram mais de dezenas de membros assassinados(as).

Visando combater ideologias extremistas e o racismo, sugiro que a Biblioteca faça uma manifestação colocando uma enorme bandeira com a foto de Scholl e os membros mais conhecidos do Rosa Branca, panfletagem para conscientizar, expor políticas afirmativas em favor das pessoas negras e índígenas, não deixando cair no esquecimento. Solicito também a retirada de materiais que incentivem ao Nazismo e ao Fascismo. Estarei o mais breve possível ao local para conversar e dinamizar ações para produzir material específico e atuar em protestos contra o racismo e extremismos. A sociedade brasileira precisa evoluir. Não podemos mais aceitar teorias absurdas que pregam superioridade de raças.

Por fim, quero deixar claro que a cultura alemã não é Nazismo como tentou expor o sujeito preso na biblioteca. A cultura alemã é riquíssima em diversas áreas tendo ótimos filósofos, cientistas, pensadores e no hino atual valorizam suas mulheres! Eles podem ser vistos(as) como "frios(as)" sendo o jeito deles(as). No fundo, eles(as) tem vergonha de falar sobre o tema das guerras. Eu entendo o lado deles(as). Assim como temos dificuldade em falarmos sobre negros e índios escravizados no período colonial e imperial, eles(as) sentem vergonha das guerras. Só que não podemos taxar todo alemão e alemã de nazista. Isto é um erro e um crime. Há grupos neonazistas? Há, sem dúvida. O próprio povo alemão tem dificultado dar voz para tais grupos para que não se repita novamente os erros do passado. Tenho amigos e amigas alemãs. São ótimas pessoas e cultas, adoram o Brasil. Partamos para a consciência em favor da Democracia. É isto.
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Atualizado em: Qui 4 Ago 2022

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