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Análise "I GOTTA FEELING"

"O mundo jaz do maligno." Para alguns uma ideia fantasiosa, para outros a mais pura verdade.

Crenças à parte, o que se pode ver num âmbito geral, independente de pré-conceitos ou doutrinas, é que somos, a cada dia, mais escravos. Não do maligno, mas daquilo que ele representa.

Trabalhamos toda a vida pelo objetivo da própria vida, ou seja, o sustento. Negativo! Somos seres imediatistas, ansiosos pelo próprio prazer e trabalhamos pelo dinheiro, pelo prazer que este pode proporcionar.

Isso significa metade da vida destruindo o restante da própria vida.

De certa forma, somos escravos do sistema, capitalista, monopolista, individualista, do nosso país e do mundo. Nossas necessidades não são exatamente nossas, mas nossos problemas também não são deles.

Deles quem? Daqueles que compõem o sistema. O topo da pirâmide. Aqueles mascarados pelo diploma e bela oralidade.

A busca frustrante pelo corpo perfeito, a competição pelo status de mais rico morador do bairro, da rua, ou do prédio que seja, estimulando o consumismo, prazer, prazer e prazer. Não necessariamente nessa mesma ordem.

Fazer o bem é caretice, espancar um pobre coitado na rua é que te dá moral para encarar os "amigos" de cabeça erguida. Tudo porque a maioria já encheu a "cara" estimulados por aquela "babaca" da propaganda de cerveja, e porque já consumiram a dose diária de drogas ilícitas que os tornam mais otários que os próprios otários de nascença.

Tomara Deus não existir. De modo que seus olhos inexistentes não vejam a degradação dos corpos pelo pecado, os corações sujos pela lascívia, a extinção do significado amizade pela cobiça, a ilusão da opulência.

Mais uns anos e tiramos 1 Cor 13 da bíblia, isso se não derem um jeito de acabar com ela antes. Esse pungente domínio da mídia junto à inaptidão das massas acarretou danos irreversíveis, que é o que chamamos hoje de normalidade.

"I gotta feeling" retrata os nossos jovens com objetividade e clara visão do real. Eles, os mais afetados pela sensação de imortalidade, são a própria estatística de que esse sentimento é irreal, talvez por culpa de um tal homem-aranha, ou tantos outros. Levam a sério a expressão de que a vida pode ser somente algumas horas, na incerteza de que o amanhã virá, mesmo sem ter a exata noção do que isso significa.

Seres alienados. Seres influenciados para que mais tarde influenciem, tornando essa rotatividade infinita.

É curioso o fato de podermos estar sendo influenciados pela visão de Walter Benjamin, mas só aceita esse pensamento quem já parou ao menos alguns minutos para refletir sobre a sua própria visão de mundo.  

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Atualizado em: Sáb 30 Out 2010

Comentários  

#1 Rastoldo1 23-10-2010 23:06
Análise.

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