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Por quê?

Sou como um barco sem leme,
Preso à cadeia das marolas,
circundando os dias, a vida, sem destino,
amando um amor ao marulhar dessas ondas.
Com emoção contemplo esse mar, essas partidas.
Com olhar vago e cheio de volúpia entre lembranças,
com medo, nessas incertezas, nessa viagem de sonhos,
querendo te amar, tangido pela graça dos teus passos.
Na inconstância dessa viagem a esmo, desgovernada,
entre meus vícios, olho esse mar, essa ausência sentida.
Entre vagas reminiscências, nesse abandono desordenado,
nasce novas esperanças, sem alimento, ouso navegar.
Por quê não me ensinaste o ator de amar?
Apenas me embriago reticente, com minhas cicatrizes,
odiando as aparências das quais somos feitos,
juntando meus amigos nesse caos dos meus sentimentos.
Por quê não me idealizaste?
Apenas atiraste-me ao mundo feito traste,
juraste amor e negaste tua presença, teus beijos.
Até mesmo a razão dessa rima, nesses versos torpes.
Por quê me fizeste quieto, introspectivo?
Só há centelhas e pulsação nessa busca,
suor escorrendo dos meus poros, nessa embriaguez.
Lembranças contidas diante do teu navegar, nessa vida.
Minha angústia merece teu respeito.
Minha busca merece teus carinhos nesse caminho...
Por quê não me ensinaste a amar?
Por quê?
Foste sensata e serena, em cada passo premeditado,
Não arrefeceste diante dos malogros.
Não incorporaste a farsa nesse caminhar.
Aqui fiquei entre marolas, nesse mar revolto e angústias.
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Atualizado em: Seg 18 Abr 2022

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