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O sufocar das minhas lágrimas

Das noites em que meus olhos forçam-se a fechar.
Mas minha mente acordar e recordar.
Meus olhos a chorar
Lágrimas cansadas.

Das noites abertas em que adentrei a escuridão
Deparando-me com a ilusão
De encontrar uma luz na obscuridade
Mais escuro do que aquele que reside em mim.

Sinto o sufocar das minhas lágrimas
Sinto o escorrer da minha voz
Que em minha garganta, formam-se nós
Matando-me lentamente ferozmente.

À noite como de praxe
Tortura minha existência dolorosa
Perturbada, agoniada, calada e apunhalada.
Por que há de ter tanta dor?

Na tela da minha mente, uma cova, uma sepultura.
É reproduzida, mas não ouvida.
Vozes que somente eu escuto
o mundo surdo prefere permanecer mudo, diante de o meu falso viver.

O céu desta noite refletida por aquilo que me adentra
Tão frívolo e algoz, quanto esta noite.
Tão melancólico e mórbido, quanto a minha mente.
Tão morto e incolor quanto esta alma que habita o inabitável.

Partindo deste corpo, aos poucos deste mundo.
Lágrimas que pesam lágrimas que matam.
Lágrimas que destroem oque ainda restou-se de mim.
Partirei deste mundo, sem um último adeus.

Vejo-me rodeada de flores brancas como meu último sorriso.
Vejo benzedor, vejo o meu grande amor.
Por quem há de ter tantas procuras, o meu maior amor.
Aquela que me ceifará e me levará para o eterno contigo.

Deixe me ir, deixe me partir, deixe me sorrir, uma última vez.
Prometo que partirei feliz, partirei eu e minhas lágrimas.
Deixarei apenas o meu maior amor, a minha maior dor.
Pois, esta alma  partiu assim que meu coração quebrou.

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Atualizado em: Seg 18 Abr 2022

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