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LENDAS DO AMOR

É engraçado como o ser humano tem uma busca natural por alguém que lhe complemente, crescemos procurando por "algo", "alguém" que possa preencher um "vazio natural" que se apresenta desde cedo. Ouvimos tantas histórias, tantas lendas incríveis e fantasiosas sobre o amor, que talvez estas possam servir para alentar os corações mais românticos ou ainda afugentar os mais lógicos. Fato é, que por mais que pareça-nos absurdo crer em almas gêmeas ou contos do tipo, ainda permanece contido o desejo de que seja verdade.
Entretanto os anos se passam, as primeiras decepções vem, e a vida leva-nos a raciocinar de forma mais objetiva. Logo nas primeiras experiências é rompido o vínculo com as histórias que escutamos , ou ainda antes, quando as experiências não são nossas, mas dos nossos pais (que se divorciam, e entram em relacionamentos duvidosos) .Não é preciso ser nenhum gênio para se constatar que contos romantizados, lendários sobre o amor não passam de aspirações ancestrais da humanidade por achar alguém que lhe complemente.E então, de pronto, tentamos ser mais racionais, fugimos desta "entrega total", conformamo-nos com o fato de que o outro não nos completa, mas é alguém que está ali (muitas vezes sem estar), e que temos que viver por nós mesmos, aceitando o fato um bom sexo, um corpo bonito, e contas dividas são quesitos mais do suficientes para manter um bom relacionamento.
Ainda assim, é estranho porque, por mais que as questões amorosas pareçam estar pressupostamente solucionadas, o homem parece conter, dentro si, uma ética atemporal, uma espécie relicário de valores eternos, com vida e vontade próprias que de tempos em tempos ressuscita pelas madrugada, lembrando-nos de que nem tudo é tão racional quanto supomos.
E é justo quando você está mais bem resolvido, quando sua vida está tão bem encaixada, o amor sexual já lhe basta e é suficiente, e você mais do que adaptado aos moldes da sociedade fria e capitalista, parece estar feliz, que... Surge alguém para lhe tira o ar, lhe complementar, levar-lhe a loucura, a Vênus e ás estrelas! Alguém que parece ter sido feito para você, e você para ele, que o sexo, as conversas, o amor, o companheirismo, tudo, absolutamente tudo parece perfeito, E você, um ser tão racional, começa a dizer aos quatro cantos do universo, e pior para si próprio, ainda por cima feliz e radiante que encontrou sua alma gêmea! Mas... Espere um pouco, você não acreditava nisso! É, disse bem, não acreditava, num passado bem passado....
Acredito que a natureza, ou Deus, seja como você queira chamar, tem um gatilho amoroso, e que talvez o mundo funcione como um grande imã. Aonde sim, talvez de uma forma mais lógica, as pessoas não se unam por influência de um cupido levado (sem ter mais o que fazer), mas por afinidades. E ai você, com o coração nas mãos, sentido ele tão aquecido, e olhando naqueles olhos lindos lhe remetendo ao infinito, admira ao amado inesperado, não com um ser, mas como uma obra de arte, e tem vontade dele fazer parte. Passa a fazer amor, ao invés de sexo, e quer a ele fundir-se. A todo momento quer estar perto, sentir seus cheiro, ter em sua boca o seu sabor... Pode ser até, que diga eu te amo a todo o tempo, se ache um chato bobo, e mesmo assim continue dizendo... Porque sim, esse tal amor, é muito, muito mais forte que você. Ah essa natureza!!!!! Me pegou de surpresa!E quer saber de uma coisa? Essa coisa de ser muito lógico é realmente uma chatisse.
Bom mesmo é crer em príncipes e princesas, ver na casa do amor um castelo, conseguir enxergar num taxi um cavalo branco, e num ônibus uma carruagem. Dentro de um apartamento, olhar o teto e ver estrelas! Fundir-se num ato de amor, viajando em cometas, rasgar o céu do infinito, saltar as horas, transcender o tempo e quando cair em si, ter aqueles olhos lindos olhando para você, observando-o, dizendo-lhe que o amam, ainda que os lábios não precisem pronunciar palavras,e você sinta sua veracidade, porque brilham, brilham, como sóis incandescentes! E talvez hoje eu possa contar histórias de amor, com a delicadeza que elas merecem, e elas soem como lendas fantasiosas, até que quem as tenha lido, as possa viver.
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Atualizado em: Qua 25 Jul 2012

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