person_outline



search

Uma história lombrosa.

Um homem comum havia ganhado poderes de repente, ao escapar de uma situação em que uma garotinha tinha adquirido poderes pelo capiroto e, usando as mãos, apenas estendendo e apontado elas aos outros podia matá-los. Mas não de primeira, a não ser que usasse toda a força para isso de uma vez. 
Ao estender a primeira vez o efeito que causava era de zombaria; essa primeira parte dura pouco, por exemplo, ela estenderia para um celular que estivesse passando um vídeo comum e ao fazer isso o vídeo se transformaria em algo bizarro, mas ao mesmo tempo engraçado, e depois o efeito passaria.
Mas ao estender duas vezes as mãos apontada para uma pessoa, essa pessoa sentiria fortes por todo o corpo e entraria num estado de desorientação. 
Ao estender pela terceira vez, faria essa pessoa se matar; como quando nosso protagonista fugiu da garota e presenciou as pessoas indo se jogar no rio após ela usar seus poderes. Outros iam para frente dos carros e eram atropelados, e outros simplesmente explodiam. 
Os poderes ele adquiriu ao conseguir se livrar dela, empurrando-a no rio quando estava distraída. Quando ele notou que podia fazer isso ao usar as mãos ficou surpreso. De primeira usou e fez uma zombaria, mas na segunda ele ficou chocado ao ver do que era capaz. Ele não podia lidar com aquilo. Usou uma terceira vez, apontando as mãos porque queria testar e, o resultado foi fatal. As pessoas iam se jogar no rio, carros batiam uns nos outros. Chocado com isso ele começou a correr, com medo. Vendo que policiais corriam atrás dele, não teve outra alternativa a não ser matar cada um que o perseguia. 
Parando em um lugar pobrezinho, ele ainda estava em êxtase e se sentindo estranho e culpado. Mas ele não podia resistir ao poder de usar as mãos, então, entrando em uma loja de roupas, ele estendeu a mão ao atendente e de primeira o fez cócegas. Na segunda ele viu o homem se contorcer, mas parou na terceira ao ouvir na lanchonete ao lado os berros de duas pessoas discutindo. Parecia um garoto e uma mulher mais velha. O atendente suspirou aliviado, sem entender o que estava acontecendo, e aos poucos o efeito saia dele.
Atordoado, o homem foi até a lanchonete e suspirou ali, se sentando na parte de fora, escutando de dentro daquele estabelecimento a mulher gritar com o garoto inúmeras vezes “Você chupou!" 
“ Não, eu não chupei!" 
“ Você chupou sim! Era pra vender, você sabe que não pode ficar chupando os picolés daqui! 
“ Mas eu não chupei! Eu já disse!"
“ E por que não encontro no freezer? Você tá de sacanagem comigo?" 
“Ah, sua louca! Você está delirando! Eu já disse que não chupei! “
Era uma zona, e isso fez nosso personagem protagonista rir e se distrair um pouco da situação louca que estava acontecendo com ele. 
" Chupou sim! Admite logo! Eu vou contar pro seu pai! 
" Ah, vai contar isso pro meu pai? Ele vai rir da sua cara! Por que eu não posso chupar um picolé? Tem tantos outros aí! Não me enche o saco! " 
“ Sabe que nós não temos condições pra isso! E não é a primeira vez que você faz! E não foi só um!"
“Me deixa em paz! Quer dizer pro meu pai? Diz! Ele nem liga pra você! Ele quer me levar pra morar com ele, mas você insiste que eu viva com você naquela espelunca! Insiste em me fazer trabalhar aqui e eu só aceito por pena! Era isso que queria ouvir?”
Nesse momento nosso protagonista já não conseguia conter os risos, mas uma moça entrava no estabelecimento e interrompia a discussão. Ele revirava os olhos, afinal estava divertido.
" Deixa que eu te atendo, minha mãe é completamente louca! Você ouviu os gritos! Vai que ela se engane com seu pedido, né?” 
Ele falava com deboche e dava até um sorriso pra sua mãe, e o homem não se aguentava com a cena. 
Em seguida, ao atender a mulher, o garoto saia indo até o protagonista, com um caderno em mãos para anotar o pedido, caso ele fosse fazer um.
“Olá, senhor. O que vai pedir? “
" Primeiramente, senhor está no céu. Eu quero um picolé. Se você não tiver chupado todos.” 
“ Tá de sacanagem com a minha cara?!”
Ele tentou conter o riso, enquanto o garoto o olhava visivelmente furioso. Tinha que se conter para não acabar usando as mãos no estabelecimento, porque não seria nada bonito.
" Fala logo o que você quer, bastardo!"
" Ei.. cadê o respeito? É assim que você atende os clientes? “ 
Dessa vez nosso protagonista não pode se conter, afinal não gostava de ser insultado. Levantou as mãos sem pensar na direção do garoto que não entendeu nada e apenas franziu o cenho. O semblante do homem era imponente, desafiador, mas o único efeito que surtiu no menino foi de primeira estranheza, e quando ele usou pela segunda vez o garoto começou a rir.
" Que isso? Você é maluco?“ 
O homem sem entender apontou mais uma vez, e outra, e outra. No fim, respirou fundo, coçando a cabeça, completamente confuso.
“Eu não entendo... era pra você estar morto agora. Eu tinha poderes até pouco tempo atrás.” 
"Meu Deus, o caso é sério! Vou até me afastar para não me contagiar!”
E o garoto saiu, mas antes pegou escondido um picolé, abrindo a porta que dava acesso a espelunca da sua casa. 
“Céus... o que aconteceu? “ 
Nesse momento, outro cliente que observava tudo apenas tirou seu cigarro da boca e disse:
" Das duas uma, meu amigo: ou você fumou marijuana demais, ou você usou outra coisa ainda mais pesada. Mas ainda tem outra opção, você pode ser louco” 
Nesse momento, nosso protagonista puxava o celular do bolso e ia no WhatsApp, e um sorriso aliviado aparecia em seu rosto ao ver a última mensagem.
"Separei uns baseados dos bons pra gente, mano. Brota aqui pra gente chapar! “
" Nossa, que lombra foi essa! “ 
Ele disse e logo começou a tocar uma música cômica, e fim de história. 
Pin It
Atualizado em: Qua 6 Out 2021

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222