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Antipolítica Fantasma

O então presidente Itamar Franco, relutou vários meses, em morar no Palácio do Planalto, pois alegava, que amigos tinham confidenciado, a existência de um piano que de vez em quando, tocava sozinho nas madrugadas.
Fantasma palaciano não é algo anacrônico, pois o primeiro funcionário público do Rio de Janeiro foi um servidor fantasma.
Em 1565, Estácio de Sá nomeou o português João de Prosse, como primeiro empregado da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e, ele recebeu por quase três anos sem trabalhar.
 
Os fantasmas são bem antigos em nosso país, mas eles não envelhecem. Possuem um cérebro novo, mas uma mente rudimentar, que evoca duendes e fadas, para que façam depósitos com dinheiro público em suas contas bancárias.
Em uma operação da Polícia Civil, foi descoberto, no belíssimo e imponente Palácio Araguaia, sede do Poder Executivo Estadual de Tocantins, o demonstrativo de pagamento que alcançava 300 funcionários fantasmas, onde recebiam sem nunca estarem lá.
Prática nociva da máquina pública que corta violentamente todos os princípios constitucionais da administração ao povo, eleitores, cidade, país e governo.
 
Receber sem trabalhar é enriquecer ilicitamente, à custa dos recursos financeiros e suor dos que contribuem em conjunto com o Estado.
Uma autoridade que nomeia tal finalidade, quanto a pessoa que aceita ser favorecido por tal ilicitude, deveria ser, de maneira visceral, ignorado do chamado primordial da política.
Penso sugestivamente, que sempre onde está um fantasma público, há outras bandeiras fantasmas hasteadas, que estão igualmente escondidas, até a luz aparecer.
Penso conclusivamente, que argumentos e fatos não funcionam com apaixonados eleitores à beira exagerada. Para eles, o estigma será sempre de “bem feitor”, apesar da fraude contra a Administração Pública, para atingir finalidades particulares.
 
Político fantasma não é um problema estético, mas sim, um distúrbio de efeito profundo, pois é a união do mal com o engano.
Político fantasma não é pluralista e nem dialógico, pois ele está desprotegido da respeitabilidade pública.
Seu discurso na tribuna é feito de inconsistências manipulativas, ingerência e dependência, já que ele aponta o tom bélico do seu perverso estado. Sua moralidade tem a profundeza da lâmina d’água e seus atributos da ciência política, tem o peso do hélio.
Sua única profundidade é o pulso sonoro do coitadismo, onde a defesa é a dispersão complexa do ataque, qualificando com sagacíssimo furor, quem registra por ultrassom de princípios, as normas éticas e morais, que se compreende a honraria política.
 
A resolução de um servidor fantasma, deve ser tratada, pensando no progresso da alfabetização cívica, nos valores públicos sem subordinação e na responsabilidade moral coletiva.
Servidores e políticos fantasmas, são pregos firmados no estômago da corrupção.
Somente a probidade política consegue esvaziar a antipolítica fantasma, que faminta, se alimenta de ganhos monetários subterrâneos.
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Atualizado em: Qua 6 Out 2021

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