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A hipocrisia é a homenagem que as pessoas fazem à covardia

Uns poucos dizem que faz ciência e outros falam que a defende. Quando na verdade poucos de fato fazem, o defende e aplica. Se alguém apresenta algo novo todos viram as costas. Fazer isso é um ato de coragem. Precisamos nadar contra a maré. O perigo disso é cair no velho lema: a teoria é bonita, mais que perfeita no papel. A prática é real. A vivência uma forma amargada.

Aí alguém sempre vai dizer não eu faço ciência e aplico-a. Faz mesmo? Ou trabalha no que parece ser real no seu ideal. E, longe estou eu. Entre o mito fantasioso de umas teorias que as universidades e seus intelectuais ensinam. E o confinamento de uma ação esvaziada de pouco conteúdo não abastecido da fertilidade do conhecimento. Um verdadeiro desencontro, da palavra maldita pela ação corroída pela ferrugem do tempo que não foi vivido.

Precisamos fazer o contrário. Pensar no embrulho. Se continuares pensando dessa forma. Basta – hipócritas que tu és fazer homenagear a covardia. O negocio é que a nossa teimosia e maior que a sabedoria. Quero chegar ao destino pelo caminho mais difícil – atravessando a mata fechada sem conhecê-la. Então, se entro no trem – que me leva para o mesmo destino – não muda quase nada. Seguira apenas o destino de quem escolheu o caminho mais seguro.

Fico na estação. Começo pela prática. Não é o começo. É o fim do começo. Nós, temos um tipo de conhecimento antecedente. Aquele que é seu. Não importa a priori se ele é tortuoso. Se ele está ofuscado. Saindo da estação do trem e entrando na mata sem nenhum equipamento, roupas e mantimentos. Você é um empirista sem teoria. Não. Estou cortando os galhos com as minhas próprias mãos e me machucando. Estou na prática. Certo. Quando eu afirmo que estou na escola perdendo tempo com os alunos, pois, a teoria não se aplica a prática, será que eu estou na mesma situação de quem saiu da estação do trem e do nada resolveu virar um aventureiro de florestas.

A teoria é a roupa e todos os materiais que você precisa e algo mais. O conhecimento sobre o lugar e a mata fechada só você vai adquirir. E ele faz você crescer. Lembrando: os nossos povos originários sabem como funciona direitinho uma mata fechada. Faltei na aula. Só existe um dia em que podemos brincar de índio na escola. Enquanto, todos foram pelo caminho seguindo o trem você escolheu chegar ao destino indo pela floresta para descobrir algo novo.

Passando por essa primeira fase vá averiguar se o seu conhecimento mínimo, aquele que você tinha quando chegou à estação, é coerente com a teoria e com aquele novo conhecimento que acabou de formular sobre como andar na mata fechada. É importante ir à fonte. Leia os clássicos. Busque na literatura. Alguém falou alguma coisa sobre o que você está desvendando. Sempre encontra. Você pode encontrar. Quando finalizar essa segunda etapa volte à estação e apresente aos demais. Vamos lá vê se isso que eu pensei e estudei funciona na mente das pessoas que conhece a floresta da janela do trem. No mínimo vão chamar você de doido.
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Atualizado em: Qui 23 Set 2021

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