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O impossível está suspenso: todo dia é uma aula diferente

Enquanto educador (a) e mediador (a) do conhecimento, como estamos ensinando e avaliando o aluno? A nossa proposta de ensino-aprendizagem-avaliação é um processo rico ou um fardo para o aluno? Como os alunos me avaliam?
Para o conhecimento ser prazeroso para as partes (professor e aluno) têm que haver envolvimento, compromisso e responsabilidade de ambos. Este fato é evidenciado no artigo – O papel da avaliação na metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática através da resolução de problemas, de Márcio Pironel e Sabrina Aparecida Martins Vallelo (2017). Embora, seja um caso do ensino de matemática, no entanto, o conteúdo e a forma de abordar um problema em sala de aula podem ajudar o professor em quaisquer áreas – disciplina, independente do nível.
Somos intimados a fazer uma reflexão crítica das nossas práticas em sala de aula, seja na escola, instituto, universidade e etc,. Como podemos despertar o interesse da criança, do adolescente e do adulto pelo aprendizado quando estamos numa defensiva, sem aptidão para a transformação do velho em novo. Quando estamos assegurados na zona de conforto do conformismo que me deixa perplexo e inconformado com o despertar de um aluno que exige autoconhecimento inexistente em mim.
Precisamos ser ativos, reflexivo e comprometido com o processo de ensino-aprendizagem, tendo em mente que é necessário superar o ensino tradicional, decoreba, repetitivo, sem planejamento e sem consciência com o desenvolvimento real do aluno. Porém, não se trata de negarmos o que aprendemos, mas melhorar o que sabemos. Além disso, o professor precisa saber qual é o momento certo de avaliar. De acordo com Pironel e Vallelo (2017, p. 280-281), “quando pensamos em avaliação precisamos saber, de modo bastante claro, quando avaliar, o que avaliar, como avaliar e porque avaliar. E, segundo os autores, “avaliar é preciso, principalmente porque a aprendizagem é imprecisa, mesmo quando o ensino é bem orientado” (PIRONEL; VALLELO, 2017, p. 302).
Por isso, que é de extrema importância sabermos que uma avaliação deve sempre acompanhar o ensino-aprendizagem durante o desenvolvimento de toda uma disciplina ministrada. Não é proveitoso, portanto, deixar pra fazer a avaliação no final do processo, pois coloca o aluno na berlinda na última semana de aula, ao invés de convidá-lo para interagir com o conteúdo durante o processo. Aliás, cria um muro e força ele ao estudo somente para passar na disciplina e passar de ano.
A autocrítica da minha prática exige humildade e mente aberta. O professor que não muda o roteiro da aula para não atender uma intervenção do aluno por vaidade não deveria está em sala de aula. Ou melhor, precisa saber que – todo dia é uma aula diferente. Afinal, as turmas são diferentes os alunos também. Embora, que persistem as velhas ideias, no entanto, elas não são eternas e virão outros trazendo novas ideias para transformar o que já é velho.
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Atualizado em: Sex 13 Ago 2021

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