person_outline



search

Uma Reflexão sobre o Desenvolvimento Econômico Regional pelo ponto de vista do Pequeno Empreendedor

Para a Reflexão na Temática da Gestão e Desenvolvimento Regional
Pelo Curso de Formação Profissional em Logística Internacional pela Metodologia do Professor Gustavo Minari
Abrir um Negócio de Comércio de Produtos Alimentícios Brasileiros nos Estados Unidos, por exemplo.

 ·        Esta é uma dúvida corriqueira de Brasileiros quanto a vender alimentos do Brasil nos EUA, como uma excelente oportunidade de Negócio Empresarial. Sim, de fato, esta ideia será sempre uma excelente ideia do ponto de vista Econômico, já que por aqui, no Brasil, os alimentos são de um Clima Tropical, o que significa que não, lá de fato as aves não gorjeiam como cá. Sábio Gonçalves Dias em sua canção do Exílio.

·         A primeira pergunta que me vem em mente quando alguém que more nos EUA o menciona: olha que grande oportunidade, não há ninguém que comercialize alimentos e comidas Brasileiras na região onde moro!! E a pergunta, claro: Por que será que não há ninguém que venda alimentos típicos do Brasil nos EUA? Será que é um processo fácil o de se iniciar uma exportação de alimentos?

·        Inclusive não estou aqui para descrever todos os passos que são necessários a quem quer que seja, a obter-se a permissão de exortação de alimentos a qualquer outro país, já que em termos de culinária, sim, o que há aqui no Brasil é surpreendente. Estou aqui para comentar que tudo deve ser enxergado como um “Negócio”, daí tudo sempre fica pelo menos mais factível. Afinal, imaginar que quem vai abrir algo nos EUA que trate de vendas de comércio de alimentos que temos no Brasil, considerando que terá uma venda de 30 tabletes de doce de goiabada cascão, por exemplo, por mês, então pronto, já começou errado, já que o preço do frete minguará qualquer oportunidade que lhe surgisse. Este é um dos pontos que as pessoas têm determinada dificuldade em compreender, que o Comércio Exterior não nasceu para que simplesmente houvesse vendas spot, para aos termos se “tirar pedidos”. Ao Comércio Exterior tudo sempre deverá ser considerado como algo grandioso, como, aqui nós estamos sempre tratando de uma
distância fenomenal em termos do Frete e que o rateio deverá ser o suficiente para a manutenção da competitividade, caso contrário, um tablete de goiabada custará R$ 10,00 como preço de compra e, somando ao frete, USD 1.500,00 em preço de venda. Valeu a pena? Não.

·        Estou dizendo que exportar alimentos a qualquer que seja o país será incrivelmente complicado a se obter a permissão, entretanto que, vender alimentos do Brasil nos EUA sempre será uma das maiores e melhores oportunidades que alguém possa ter em uma vida inteira. Então, primeiro, considerar atividade de Comércio ao
nível Internacional como o de quem abastece uma cadeia de consumo e valor no Exterior. Por isto, as perguntas:

·   Serei o fabricante destes tabletes de doces de goiabada cascão? Portanto precisarei primeiro ser um “fabricante de tabletes de goiabada cascão”. Isto não é simples, levando em conta que precisará de um alvará de permissão de produção e comércio, com assinatura de “n” profissionais a começar pelo próprio nutricionista, quem identificará e
descreverá as informações de rotulagem.

·   Seria um comerciante de goiabada cascão do Brasil aos EUA? Portanto, que aqui começa a ficar mais simples, uma
vez que atuarei como Representante Comercial de uma Marca Brasileira. Por isto, bastaria entrar em contato com o Fabricante e me filiar a este como em Representação de vendas. Há a venda e o fabricante exportador que realizará
todo o procedimento Logístico de inteligência e entrega do produto ao Cliente deste Representante Comercial, o agente intermediário, quem será comissionado por exatamente ter sido o interventor desta venda, atuando em nome do Fabricante regular em termos de ANVISA, Alvará com a permissão de fabricação e comércio, etc.

·   Em qual quantidade? Centenas de milhares, de maneira que valesse a pena a contratação de frete e além de
transpor toda a burocracia de permissão ANVISA ao Negócio.

·   Procurar desenvolver e incentivar o consumo do produto Brasileiro no exterior. Desta maneira, não se trata de
realização de apenas um embarque, mas o de se manter uma frequência, com sempre a possibilidade de redução dos preços de Frete, já que seria uma operação firme e continuada.

·   Outro ponto será que há condições de ser um Brasileiro que more nos Estados Unidos e que produza a culinária de
salgados e doces típicos do Brasil no exterior, obtendo a matéria prima localmente, de algum tipo de Negócio já estabelecido que seja, por exemplo, um “Supermercado” de produtos Brasileiros, o que restaria somente o fato de executar a atividade de cozinha?

·   Mas Professor e se eu estiver pensando grande, como o fato de o produto “goiabada cascão” acompanhada de
queijo fresco ser impressionantemente uma boa oportunidade de comércio nos EUA? Então caso esteja a pensar “grande”, certamente não lhe será problema executar todos os passos que são necessários à obtenção das certificações necessárias a importação de alimentos Brasileiros nos EUA, o que, como disse, sempre será uma
Excelente oportunidade de Negócio de Comércio Exterior. É um processo burocrático e complexo, mas não é impossível. Algo que vos seja possível, mesmo que difícil, nunca poderá vos ser um impedimento ao alcance. Não se subestime, ANVISA é um órgão de Estado, portanto age em favor de uma Segurança, a qual é sim reconhecidamente importante em termos internacional. Também que, não espere nunca que o que lhe seja uma excelente oportunidade de Negócio, que isto lhe será fácil obter. Bem pelo contrário. Bons negócios requerem grau elevado de luta e das conquistas.  

Todavia, contribuindo ainda mais um pouco com o debate de quais sejam as oportunidades do comércio dos Made in Brazil no exterior, com a seguinte pergunta: Quais são as políticas de Desenvolvimento ao incentivo de Comércio Exterior a serem adotadas pelos Governos?

Há de fato, esta grande dúvida por parte dos Empresários, sobre qual seja o papel do Governo no fomento da atividade de exportação de produtos brasileiros. Muitos pensam que o papel do Governo seja o de formar o Empresário em sua competência de Produção e Qualidade do produto, quando não, estas são responsabilidades e tarefas a serem alcançadas pelos produtores, enquanto ao Governo, cumpre a função de Desenvolvimento de um ambiente propício ao fomento de Comércio, isto é, Comércio exterior não é uma atividade de Desenvolvimento Econômico e sim a de resultado de um Desenvolvimento Econômico. Desenvolvimento prevê atuações do governo não subsidiarias, isto é, que não comprometem a fidelidade competitiva que deve existir no Mercado, naturalmente. E competir, isto cabe a cada Empresário, ser o melhor, ter o melhor produto, a atividade de venda dos seus produtos. Entretanto, que mereça o seu posicionamento global por competência e não por subsídios. Desta maneira, temos a seguinte reflexão:

·        Primeiro ponto, será que o Comércio Exterior é um Desenvolvimento Econômico, ou este é um resultado de um Desenvolvimento econômico? Então quando falamos sobre Comércio Exterior devemos ter em mente que se trata de uma atividade final ou que é resultado de um Desenvolvimento, como uma consequência por o Estado ter se aplicado ao Desenvolvimento Econômico, isto é, com o fortalecimento do Conhecimento e Educação, bem como o da constituição de um ambiente propício a abertura de Negócios e Produção, com aproximação de Entidades de Pesquisa e Desenvolvimento, além da atuação governamental em incentivos cadenciados e que resultem na Exportação.

·        Desta maneira, como exemplo, vamos considerar conforme acima, uma Produção e Exportação de Goiabada Cascão e Queijos aos EUA, o famoso Romeu e Julieta tipicamente brasileiro. Não sei quem a tenha inventado, mas além de saboroso em uma combinação fantástica de sensações palatáveis, é incrivelmente criativo. Também não o sei ao certo que a Origem desta combinação seja exatamente brasileira. Suponho que sim, pelo menos da maneira como combinamos o doce de goiaba com o famoso queijo "mineiro", não exatamente o queijo fresco, pois aqui me refiro ao perspicaz sabor salgado.

·        E as perguntas iniciais seriam: como estabelecer uma produção deste doce com qualidade e competência logística ao alcance de competitividade com demais que já existam no mercado Estrangeiro. E como Governo, sendo que somente a este cabe incentivar a formação de conglomerados produtivos no Estado, deveria estar claro, neste momento, que as políticas públicas de desoneração da formação desta base produtiva são pertinentes, entretanto que, caso o Governo desonere discricionariamente os impostos, então obterá um problema ainda pior, que é o
da recessão econômica.

·        Por isto, há de se agir com inteligência na formação deste Mercado de Produção e Venda de Produtos ao Exterior, ou seja, pela Exportação de produtos.

·        Inteligentemente, como seria o percurso de incentivo e de produção localmente deste doce de Romeu
e Julieta?

·        Portanto haveria um início, certamente. E qual seria este início? De fato alguém precisa de terrenos amplos a efetuação do plantio de mudas de árvores goiabeiras em número o suficiente a executar uma atividade de produção de tabletes de doces de goiaba cascão. Em que o Estado atuaria? Evidentemente que em desoneração. Mas desoneração em que, professor? Claro, concessão de terrenos em reforma agrária, aos que são atualmente casos de terrenos improdutivos, com a desoneração de ICMS ao comércio de mudas de goiabeiras, assim como em termos da aquisição de animais leiteiros vivos. Desta maneira, se inicia este Negócio localmente com um incentivo inicial sobre estas questões iniciais, simples assim, mantendo todo o resto da cadeia onerado, de maneira que o Estado não fique completamente desguarnecido de seus cofres. Então a venda de goiabas e de leite continuaria
onerada.

·        Concluiu a etapa de regularização fundiária e que os produtores rurais estejam preparados em conhecimento de tudo o que será necessário entender para que a produção de goiabada ocorra então se inicia o processo de aquisição de mudas e plantio. A formação do conhecimento é contínua. Como que os produtores rurais vão conseguir comprar as muda, professor? Mais uma vez o Estado entra com o guarda-chuva, fornecendo crédito aos produtores rurais, uma vez que o crédito é maximizado em gastos na cadeia de suprimentos de mudas desonerada de impostos.

Assim, todo o Capital será direcionado a aquisição de mudas de goiabeiras e na aquisição e formação de pastos, assim como currais e estruturas de fazendas em suas construções civis. Mas a venda de goiaba e leite continuaria onerada e assim os cofres dos Governos suportariam o crédito a juros isento. Mas entendam, é necessário que o Estado atue nesta constituição do conhecimento empreendedor da formação industrial, caso contrário, não provocará a si mesmo as condições que resultará em geração de valor e pagamento de cada uma das parcelas deste
crédito direcionado ao início das atividades.

·        Fazendas constituídas e árvores frutificando? Ok, hora de regressar a oneração do comércio de produção e venda de mudas de goiabeiras, assim como em termos da aquisição de gado leiteiro. Mas se desonera a próxima etapa, que é a de aquisição das máquinas necessárias a produção destes tabletes de goiabada cascão e de queijos. Juntamente, desonera-se a cadeia de produção e comércio de frutas, que serão efetuadas por aqueles produtores rurais.

·        Logo, com a produção, onera-se a aquisição de máquinas e a exportação já é desonerada no Brasil. Qual seria a próxima etapa de atuação do Governo? Na de representação do vendedor de goiabada cascão e queijos nos Estados Unidos, trazendo até o Brasil os interessados e reunindo-os em uma sala, assim como o Governo Federal já o faz, pelo programa PEIEX.

·        Então porque não funcionou ainda a expansão da venda de goiabada e queijos brasileiros nos Estados Unidos?

·        Mais uma vez, como está o nosso processo de regularização fundiria e de desoneração da cadeia de suprimentos iniciais dos processos de produção de goiabada e queijos?

Professor Gustavo Minari
Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional pela UNITAU-SP
Pin It
Atualizado em: Seg 5 Abr 2021

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222