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Reflexâo de domingo

Como todas as solitárias manhãs de domingo, sentou-se à mesa. Escolheu algumas músicas para ouvir e quebrar o silêncio. Abriu seu caderno de recordações, tinha um, era antiga apesar dos tempos, havia inúmeros recursos digitais, mas gostava de treinar a caligrafia, arte tão esquecida. Aproximou-se mais, e com a parca luz ambiente, leu alguns dos antigos textos que escrevera. Pareciam-lhe todos tão atuais. Destacou algumas frases que, a seu entender, necessitavam de outro olhar.
Havia se despedido das redes sociais. Esperava pelo fatídico final e, naquele momento, esperava estar sozinha, íntegra, não conspurcada por imagens e mensagens de ânimo, sarcasmo ou dores do mundo. Já tinha tudo isso dentro de si. Pensara na ilusão que acometia certas pessoas e já acontecera consigo: a falsidade humana, a leviandade, a mentira que se propagava sob as vestes do encantamento. Realmente bom era escutar os clássicos que falavam ao coração, sem armadilhas, sem vitupérios, despertando o verdadeiro sentimento.
Organizara as ideias para o florescimento do dia. Não sabia se conseguiria levar a termo seu intento. Não sabia se poderia suportar certas dores e rancores que haviam se acomodado em seu ser. Tentaria.
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Atualizado em: Seg 22 Fev 2021

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