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INDISCIPLINA ESCOLAR

A muito, a indisciplina escolar deixou de ser um evento ocasional no dia-a-dia de educadores e de educandos do ensino público e privado brasileiro. Esse fenômeno constitui um dos maiores obstáculos pedagógicos nos diferentes níveis de ensino, do fundamental ao universitário, por interferir diretamente no processo ensino-aprendizagem, evidenciando tanto as dificuldades do professor em ensinar, quanto à dos alunos em aprender (EYNG et al., 2005). Neste sentido, surgem algumas indagações, que por sua vez, nortearam a presente investigação: qual o perfil (social e familiar) do aluno, tido como indisciplinado, pela comunidade escolar? Como lidar, pedagogicamente, com o problema? Em tempos modernos, certos princípios estão em pauta gerando preocupação sobre a ação docente perante os valores que devem ser construídos no processo educativo. O problema da indisciplina é um dos principais obstáculos enfrentados pelo professor em sua atuação em sala de aula, pois se percebe a falta de regras e limites por parte da criança desde a primeira infância. A criança que aprende desde pequena que o mundo é feito de regras, poderá se comportar de acordo com elas, mesmo sem a presença dos pais. Destacamos em especial a indisciplina na educação infantil e como o professor está lidando com a falta de limites em sala de aula. Para melhor compreender o assunto, é importante analisar primeiramente o significado da palavra “disciplina”. A parceria entre família e escola é necessária para detectar as possíveis falhas e tentar solucionar os problemas da disciplina. Sendo assim, com uma posição firme dos pais de encarar a disciplina como prioridade da criança neste momento, há possibilidade de uma posição pró-ativa por parte do aluno, não só no que diz respeito à escola, mas também na família.
       Esperamos que, nesse momento social em que a mudança de comportamento é visível, este material possa auxiliar para suas reflexões e contribuir para o repensar da disciplina junto aos grupos com os quais convive e desenvolve sua ação profissional. Ressaltamos que o presente estudo é pertinente ao sistema de ensino, isto é, as escolas públicas e privadas, no entanto, o artigo abordará tal problemática apenas nas escolas privadas de educação infantil.
Sabemos que não temos a solução pronta e acabada, mas através dos resultados apresentados nesta pesquisa, esperamos contribuir com os profissionais que se deparam com a problemática aqui abordada. No cotidiano escolar percebemos que o educador necessita ter qualidades humanas imprescindíveis como, por exemplo: equilíbrio emocional, responsabilidade, caráter, alegria de viver, ética e principalmente gostar de ser professor. Além é claro de ter um maior conhecimento sobre o manejo de sala e de como melhor se relacionar com o aluno, também o professor, tem um papel de mediador entre nossa realidade social e a função de educar. E esta realidade social que nos apresenta o grande desafio: viver num mundo de alto desenvolvimento tecnológico sem esquecer que estamos tratando com seres humanos em formação. Portanto, faze-se necessário criar normas juntamente com todos os alunos e professores para serem cumpridas, e as que não forem respeitadas, o professor deve estabelecer um diálogo para saber o porquê e adapta-las.
       Não é apenas o professor que deve estar interessado na boa disciplina, mas toda a escola como também na família, pois é na sala de aula que se ajuda a construir futuros cidadãos com personalidade, onde vão aprender a limitar seus instintos que são impulsivos e necessitam de correção desde a primeira infância.
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Atualizado em: Seg 7 Set 2020

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