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Que mapa?

Eu estou perdido num tempo a deriva, o relógio na parede aponta sempre o momento errado. Eu busco minha sorte e o finito momento no horizonte estrelado, mas ele não me guia, ele só transforma minha vida num mar de mistérios onde cada grão cósmico parece uma porta não aberta em meus dias. As estrelas dançam? Elas parecem segurar minhas mãos as vezes, me jogam em uma ciranda sem fim, colocam em meus olhos o brilho esquecido. Eu não tenho mais brilho, o sol não mais toca meu rosto ao meio dia. Eu fui esquecido, eu não resido no sorriso dos que já conheci. 
É engraçado, não? Sempre ter sido o bobo dançarino e conhecer os antipsicóticos. Parece que tudo mudou, ou melhor, tudo ainda muda, e tudo muda em um compasso que me faz esquecer qual a verdade. Eu sou verdade? Eu não me reconheço mais e não sei se algum dia me conheci. O silêncio que meus olhos gritam me fez perder o compasso da canção das moiras. Preciso aprender a conviver com o vazio. Ele parece tudo em minha vida, sabe? Não sei explicar, acho que ele é a única coisa familiar que me restou.  
Por favor, alguém estenda a mão mais uma vez. Eu sou apenas uma pessoa um pouco confusa mas prometo, tudo alguma hora vai melhorar, mas, por favor, tenha paciência. 
O céu é uma fotografia e todos os sorrisos são apenas passado, as vezes eu choro por estar me esquecendo dele e por não ter controle do meu presente, eu sempre vivo o que restou pra mim. Esperanças pro futuro? Sim. Eu todo dia sonho com o sorriso que, um dia, vai transformar meu delírio em minha alegria. Um dia, as ondas sempre chegam ao mar. Um dia, eu vou chegar em seu abraço.  

 

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Atualizado em: Sáb 8 Ago 2020

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