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Debate e deporrada

A CNN Brasil veio para ser quase mais do mesmo, uma GloboNews de grife internacional. A emissora chega para dar abrigo à enorme quantidade de militantes que se formam nas universidades e desembocam em redações enviesadas. As redações são facilmente confundidas com diretórios acadêmicos apinhados de psolistas por todos os lados. E, para piorar, o Jornalismo ensina a “mudar a sociedade” e não a reportar os fatos.
No entanto, na CNN, o quadro O Grande Debate vem sendo o grande diferencial e sucesso do canal. O sucesso aconteceu porque o debate é o que ele tem que ser: a exposição e defesa de ideias antagônicas acerca do tema proposto. A novidade é a presença de um debatedor de viés conservador, ou simplesmente de direita.
Acomodada ao “papo de comadres”, a imprensa está assombrada com um “estranho no ninho” chamado Caio Coppolla. Cheio de argumentos e sabendo concatenar suas ideias, Caio pega no contrapé esquerdistas mal acostumados a repetir chavões, estatísticas enviesadas e fontes suspeitíssimas. A bolha, para onde falavam, estourou, resultado: por ter seus argumentos refutados, caírem em descrédito e não suportarem o contraditório, saíram Gabriela Prioli, Augusto de Arruda Botelho e Marcelo Feller. Os três correram para as redes sociais (dar uma justificativa para o que resta da bolha) e descarregaram suas mágoas. Nunca fez tanto sentido dizer “fugiram do debate”.
Atualmente, Caio debate com Bruno Salles. Até agora, Bruno debate de maneira justa, não lançando mão de argumentos que não se sustentam, ilações repetidas por notórios adversários do Governo e o que encerra qualquer discussão, o argumentum ad hominem (quando se ataca quem fala, não refutando o conteúdo do que foi dito). Pior, a explanação lógica de Coppolla era, muitas vezes, contestada, quando caía a pose e a fala ensaiada, com grunhidos, interrupções e chiliques.
Creio que Caio Coppolla não será tolerado por muito tempo na CNN Brasil. Apesar de trazer muita audiência e repercussão para o quadro, ele está em ambiente inóspito e território inimigo. Não só vencendo os debates (a meu ver), mas eliminando seus oponentes, como no Big Brother Brasil, o representante da “nova direita” é temido.
Por enquanto, O Grande Debate, enquanto não se apequenar, é imperdível.
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Atualizado em: Sex 24 Jul 2020

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