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DISCREPÂNCIA

13 Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre  em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.
14 Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade.
15 Esta não é a sabedoria que desce do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca.
Epístola de São Tiago, cap. 3:13 a 15.

                                  
São Tiago, escritor, pregador e apóstolo de JESUS

Obra de El Greco (1541-1614), pintor, escultor e arquiteto grego.

Uma pessoa é loira
E viaja num carro azul marinho,
Mas combate um negro
Porque o seu desejo
É um mundo só de cores claras.

Cuidado com essa trama
Dos filhos da lama
Que tentam acender a chama
Da indiferença nos corações!

“Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.”
Cruz e Sousa (1861-1898), poeta brasileiro.

Ela veste uma roupa cor de rosa,
Mas segura toda prosa
Uma bolsa preta.

Um rapaz é branco
E quer por todo canto
Pessoas de sua cor,
Mas usa um terno escuro
E tem negro o cabelo.

E ainda mais :
Não come feijão fradinho,
Pois o feijão que degusta
É justamente o feijão preto
Que a cozinheira dá um jeito
De fazer bem temperadinho.

Um outro é moreno chocolate
E acha um disparate
Negros na mesma Universidade.

Cuidado com isto,
Pois o anticristo
Anda à cata de divisão.

“Tudo se veste de uma igual grandeza
quando a alma entre grilhões as liberdades
sonha e sonhando, as imortalidades
rasga no etéreo Espaço da Pureza.”
Cruz e Sousa (1861-1898), poeta brasileiro.

Observai com humildade
Que o Dia se despede sem despeito
Da Noite que com respeito
Toma conta da imensidão.

Veja o Rei Sol
Que se esconde de mansinho
Quando a Rainha Lua
Já se coloca no caminho.

É preciso perceber
Que a própria Natureza
Revela a sua nobreza
Recebendo em seu seio
Semente de todas as cores.

Semente de feijão branco e mulatinho,
De feijão preto, manteiga e vermelhinho
Ficam no colo da Mãe Terra
E encontram nela
O mesmo tratamento.

O TODO Planetário
Embeleza o seu cenário
Com seres de toda espécie,
Pois é isso que o enriquece.

E por que o Ser Humano
Que tem a bênção do raciocínio
Vai cair no desatino
Do racismo?

“Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!”

 Cruz e Sousa (1861-1898), poeta brasileiro.
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Atualizado em: Seg 13 Jul 2020

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