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Deixe o Karl cair parte 4

Agora vamos ao quinto capítulo... espero que gostem e eu prometo a voces que com o tempo vão entender o título kkkk é isso.
Apostou tá apostado    
Alguém já deve ter te dito que apostar não é legal, não faça isso, apostar não é brincadeira... até o presente momento talvez você ainda acha que isso tudo é só um blá blá blá, mas depois dessa TALVEZ a sua cabecinha mude de idéia.                     
Lá estava eu sentada suave na minha cadeira, estrategicamente posicionada ao lado da janela, no último lugar da fila, na ultima fileira da sala da esquerda para a direita. Teoricamente se é um dia de escola, está tudo normal e meio que estava. Porém, todavia, contudo, entretanto parece que a garotinha aqui tem problema com apostas e desafios, - e olha que nem rola cassino por aqui – e resolveram duvidar de mim novamente
Não sei em que conversa ou em que momento a minha habilidade de cumprir um desafio virou pauta, mas lá estava a minha amiga dizendo:
- Eu duvido que você rouba um picolé da padaria.
Agora vamos dividir a interpretação dessa frase em partes: primeiro a minha, que foi algo do tipo “vou mostrar que vocês não devem duvidar de mim.”. E a outra parte, a sua interpretação disso.  Onde estudei, todos os lanches eram comprados, quase que nada é de graça (ou talvez nada) em uma instituição particular. Além disso, vossa senhoria já deve saber que pegar algo que não lhe pertence é crime. Tudo bem explicado, segue  a história.
Toda a minha vontade estava concentrada em provar aos meus colegas e amigos que não havia motivos para duvidar de mim. Nessa mesma linha de pensamento, esperei o recreio chegar a quase o final para ir na cantina cometer o ato fatídico.
Cheguei, dei dois reais para a  moça (esse era o preço do picolé) ao invés de pegar um peguei dois, infelizmente a atendente percebeu. Quando eu já estava no meio do pátio ela me gritou e me seguiu. Perguntou o por quê de eu ter pego mais de um, aí eu coloquei um dos que estava na minha mão escondido num balcão que ficava do lado oposto. Mostrei a ela que tinha só um na minha mão. A maldita rebateu dizendo que tinha me visto esconder o outro, por conta desse comportamento ela foi me levando  para a coordenação.  Tão sortuda...
A sala em que ficava minha turma, tinha uma visão privilegiada das salas do corredor ao lado da cantina no térreo. Pois enquanto eu estava parada em frente a sala da coordenação nesse mesmíssimo lugar, (junto com a atendente) os meus colegas podiam me ver da janela.
É muito confortável quando alguém chama a sua atenção, portanto comprometo-me a ser sucinta nas palavras dessa parte.
A moça contou o que fiz para a coordenadora, e a coordenadora, que vamos chamar de Gisele, ficou toda “passada chocada” com uma  feição de “que deselegante”. Eu fiquei ali escutando o monologo da mulher que me pegou no pulo, tentei me explicar no que dava. Ainda assim mais parecia um criminoso que jogou gasolina em um local, acendeu um fósforo e... “eu não tenho culpa se essas substâncias possuem propriedades inflamáveis”.
Bronca vai bronca vem, fui tristemente obrigada a ouvir a historia em que “levei sem querer a tesoura da minha colega para casa, minha mãe fez eu devolver na frente de todo mundo...”. naquele momento, só passava pela minha cabeça o telefonema que a tal Gisele faria para a minha mãe, essa era a pior parte. Depois de todo esse melodrama voltei para a sala, fiquei de boa lá e uma amiga minha daquela época começou a me chamar de “roubadora de picolé”. A galera chamava ela de “Dudão” porque era bruta e um monstro nos esportes.
Agora chegou a hora de ir para a casa e saber o que me aguarda...
-suspense-
Consegui formular varias argumentações boas e formas de responder a possível  abordagem da minha mãe. Ainda subia um leve pânico em relação a como ela reagiria, mas chorar o leite derramado não adianta.
Minhas irmãs pareciam tranqüilas e agindo de maneira habitual... então não sabem de nada. Talvez a bomba vai ser solta com todo mundo junto, por que não? Naquele momento nem lembrei do meu pai ou de conferir onde é que poderia estar... não por insensibilidade, só não era o meu foco.
Então perguntei para minha irmã mais velha onde estava a “mamãe”, (é assim que a gente chama ela) e a resposta foi a seguinte:
- A mamãe? Ela ta pendurada no telefone desde cedo tentando resolver um problema com a operadora.
Isso me garante duas coisas, a primeira que a coordenadora pode ter de fato ligado. A segunda: independentemente de ligou ou deixou de ligar, a minha mãe não pôde atender porque a linha estava ocupada. Deus é bom o tempo todo, o tempo todo Deus é bom.
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Atualizado em: Dom 21 Jun 2020

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