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Aurora

Meus arredores são consumidos por auras. Eu sou de água, ela de ar. Cada respirar meu parece ser um sopro de medo, eu só sinto minhas costas dormentes e meus olhos não conseguem olhar os rostos, o rosto, que estão, está, perto de mim. Eu nunca fui algo, nem ao menos em meu maior delírio, mas durante pequenos compassos dentre bocas que disseram meu nome eu me vi em existir. Eu não existo, eu imagino. Sou tão finito e frágil, cada segundo parece feito de cristal em minhas mãos, mas ela disse o meu nome. Uma vez. Eu preciso de mais? Eu preciso? Ou só o meu sentir corrompido me torna alguém entre as estrelas? Eu sou um rio esperando sua foz? Minha foz. Eu só busco a paz. Onde encontrarei o mar e mergulharei em profundezas não desbravadas enquanto me conecto com todo meu arredor.  Enquanto me perco em todo meu arredor. Enquanto me torno um com todo o oceano, enquanto me torno onda e bato nas rochas, enquanto.  Mas não se iluda, rapaz, você é sujo e de frente com o mais alto arcanjo sua imundice nefasta e humana deveria se render aos pés deste. Você se rendeu, não? Você é um covarde, você é um lixo, não ouse levantar sua voz perto das portas do paraíso. Eu espero, em louvor, sua pele queimar. Mas, até agora, o você não era eu? Sim, era. Eu quero explodir em chamas no ar que consome meus pulmões. Eu quero me tornar a chama, eu quero queimar junto do ar, eu quero me perder em cinzas infinitas. Pequeno homem, pequeno e infemo homem, você não terá uma morte de glória, você será esquecido apodrecendo em seu quarto. Vão abrir a porta e vão sentir o cheiro de seu pecado. Você é um pecado. Você sou eu. Eu sou ninguém. Você não é ninguém. 

 

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Atualizado em: Dom 21 Jun 2020

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