person_outline



search

Rua Nove, primeiras aventuras

A rua nove fica entre duas avenidas movimentadas de uma dessas cidades lotadas. Sobreviveu ali em meio ao caos das cidades grandes, nessa rua moram quatro garotos que gostam de brincar e se divertir, são eles Edu o mais tímido, Leo e o esportista, Triguinho o mais esperto e Saulo o cientista. Os meninos vivem felizes na alegria de ser crianças e embora vivam no caos da modernidade adoram uma casa na árvore, um rolimã na rua e um futebol no campinho improvisado no terreno baldio da esquina.
Certa manhã enquanto brincavam viram sair da casa 999, um carro preto com vidros escuros.
Parecia carro de cinema!
— Disse Edu surpreso!
A casa da 999, era uma casa suntuosa bem-feita com arquitetura dos anos 40, para os nossos padrões modernos de hoje uma casa velha e estranha, mas para o Saulo que era o entendido do assunto aquela era a casa dos sonhos.
— Triguinho o mais ativo logo falou:
— Pessoal vocês viram aquilo?
— Sim vimos, declarou Leo! Pois, bem a minha mãe falou que o morador dessa casa e estranho. — Refutou Triguinho! De fato a casa era de outra época de um estilo pouco usual, seu morador Marcelo, era pouco visto na rua e no bairro. Os seus pais o tiveram já em idade avançada e quando o moço cresceu e se formou, seus pais já velhinhos logo sucumbiram pela idade avançada, desde então ele vivia sozinho na casa, embora moço ainda não tinha se casado o que se sabia que era advogado e que trabalhava muito e pouco era visto, deixando o imaginário dos meninos, aguçado a cada passagem do seu carão preto que entrava e saia da casa sem seguir horários e padrões sociais normais, logo os meninos ficavam atiçados pela curiosidade normal de crianças nessa idade, ou seja, eles tinham todos 12 anos. Se reuniam todos os dias logo pela manhã após o café religiosamente na casa da árvore que fora construída ao lado da firma do pai de Leo que estava localizada geograficamente localizada em uma das esquinas da rua, fazendo frente com umas das avenidas principais que cortavam a rua nove.
A tarde estudavam juntos na mesma escola e na mesma sala do 7 ano o que fazia com que a empatia entre os quatro fosse maior ainda.
— Ainda se refazendo da curiosidade Triguinho foi interrompido por Saulo que disse:
-Triguinho, você anda meio paranoico com essa casa!
— O menino franzino arregalou os olhos e bradou fortemente.
Como? Claro que não caro amigo, sabem sou um investigador nato e não vou descansar enquanto não descobrir esse mistério. Mistério! — Replicou Saulo. Creio que esqueceu que o nosso vizinho, na verdade, e um, cara, solitário que perdeu os pais muito cedo e que trabalha demais, vive sozinho, não tem tempo para namoradas e nem tem muitos amigos. Na verdade, ele e o típico esquisitão, mas longe de ele e a sua grande casa engraçada ser um mistério! — Edu sempre calmo e com a sua típica da idade disse:
— Creio que como disse o Saulo ele é uma pessoa que tem poucos amigos e gosta de privacidade, isso e normal não vejo nada de errado nisso. — Triguinho respondeu: — Pessoal sei, mas vejam pelo lado bom da vida temos todos os fatores que determinam aqui uma investigação:
— Ele e sozinho! Esquisitão e Tem poucos amigos.
— Todos riram e voltaram para casa estava na hora de ir para escola a conversa continuaria no recreio e todos sabiam que pelo olhar de Triguinho ele não iria deixar barato aquele momento.
— Na hora do recreio Triguinho retomou o assunto e fez ao grupo uma daquelas propostas irrecusáveis que surgem nessa idade.
— Pessoal e se nos subirmos na mangueira que tem na casa do Leo e pular o muro da casa 999, para dar uma espiadinha rápida?
— Todos se olharam rapidamente o olhar de amigos que já se conhecem a tempos e que entendem cada movimento facial uns dos outros. Léo disse:
- Olha Triguinho sabe que somos amigos para todas as horas, mas essa já e demais, invadir a casa dos outros sem ter algum motivo e mesmo que tivéssemos não seria correto e contra a lei!
— Os demais concordaram com Leo , deixando Triguinho cabisbaixo, mas mesmo assim ele não desistiu e disse:
-Olha sei que isso não e legal, mas nós não vamos pegar nada ou entrar na casa e o que proponho e que deixemos a bola cair do outro lado então teremos um motivo para pular e pegar a bola o que nos permite uns minutinhos para olhar o que tem na casa e no terreno afinal. Duvido que vocês nunca ficaram curiosos para ver o que tem dentro da casa ?
—  Mesmo com Saulo que era o mais racional sendo contra os meninos, resolveram colocar o plano em ação, afinal a curiosidade das crianças era imensa e a adrenalina do momento vencia a razão. Combinaram que tudo iria acontecer pela manhã logo depois do café, pois era o momento em que Marcelo o dono da casa saia geralmente para trabalharem seu escritório .Triguinho e quem chutaria a bola para o outro lado do muro Leo e Saulo ficariam dando suporte na mangueira de onde poderia ver o movimento da rua e Saulo e Triguinho e quem iriam pular para supostamente resgatar a bola seria tudo muito rápido e segundo Saulo, tudo se daria em torno de cinco minutos.
— Logo pela manhã após o café os meninos se reuniram na casa da árvore, Triguinho era o mais otimista e não via a hora de ver tudo dentro do terreno e finalmente descobrir alguma pista sobre o vizinho esquisitão. As 9 e meia o carro de Marcelo cruzou o portão e saiu rápido em direção à avenida principal. Os meninos rapidamente desceram e foram para casa de Leo, começaram a jogar bola e quando Saulo deu o sinal Triguinho com um chute forte lançou a bola para o outro lado, nessa altura do campeonato todos já estavam com a adrenalina bem alta.Triguinho e Leo rapidamente subiram na mangueira e ultrapassaram o muro com facilidade passando ao pátio da casa o medo era que Marcelo tivesse algum cachorro solto no pátio o que não se confirmou dentro do terreno os dois logo viram a bola parada perto de uma cadeira de balanço de palha revestida por uma coberta verde clara a casa continuava suntuosa por dentro com suas janelas bem postas e detalhadas e com amplo espaço nas áreas laterais os meninos olharam tudo em volta bem-arrumado e organizado e Triguinho correu para a janela para olhar dentro da casa.Edu e Saulo permaneciam na mangueira, estáticos como duas pedras de gelo suavam frio e seus olhos permaneciam imóveis diante da cena, de repente a sorte dos meninos mudou um barulho forte feio do portão da entrada e um carro preto com vidros escuros logo chegou até os meninos e parou a porta se abriu e um rapaz de estatura média para alta desceu do carro rapidamente e perguntou aos dois que ali estavam no pátio:
-Quem são vocês e o que querem aqui?
— Os meninos paralisados por aquela surpresa, permaneciam estáticos ali no meio daquele pátio.
— O rapaz já com voz alterada perguntou novamente:
— Quem são vocês e o que querem aqui — Edu do alto da mangueira deixou escapar em voz alta. Meu Deus!
— Marcelo assustado pela voz que vinha do alto olhou para cima e disse:
-O que vocês dois fazem nessa árvore.
— Olhou novamente e disse: — Espere um pouco conheço você apontado para Leo!
— Você e o filho do mecânico da esquina.
— Leo meio sem jeito deixou escapar em voz baixa, sim!
— Quando Marcelo foi falar novamente foi interrompido por Triguinho que disse rapidamente:
-Olha moço posso explicar estávamos jogando então chutei a bola para o alto e ela caiu aqui. Deu uma respirada e continuo sem parar de falar. Quando foi recomeçar a falar foi interrompido?
Pare disse Saulo em voz alta do alto da mangueira não fale mais nada, Triguinho não pestanejou e continuou, olha Saulo sei que vocês pensam que falo demais, mas não e isso, como disse o seu Marcelo a bola veio para esse lado, mas, na verdade, estávamos curiosos para ver a sua casa e como ela era, pois, nunca ninguém entrou aqui e o senhor convenhamos e bem estranho!
— Todos os meninos se olharam e manifestaram a sua indignação com Triguinho colocando as mãos na cara dizendo: — Meu Deus!
— Marcelo não entendendo nada e já bastante irritado com aquela audácia dos meninos se preparava para passar aquele sermão nos danados quando olhou para todos rapidamente e como num piscar viu passar um filme a sua frente.
— Apesar de ser filho único, Marcelo foi criado num lar harmonioso e solido com pais prestativos e protetores, a diferença de idade nunca foi um empecilho para que recebesse dos seus pais amor e carinho. De repente aqueles meninos intrometidos trouxeram ao rapaz a recordação dos seus dias de infância, naquela casa onde ele por diversas vezes fez estripulias e brincadeiras divertidas com a sua mãe dona Benta e o seu pai seu, Juca. A morte precoce dos dois num momento em que Marcelo atingira a maturidade tivera uma marca profunda na vida do rapaz, pois o mesmo entrara num período de isolamento profundo a única forma de combater isso foi aprofundar-se no trabalho e gradualmente perder aquela alegria e vibração do passado.
— Marcelo foi de repente interrompido por seus pensamentos e voltou a si, olhou rapidamente para os meninos tentando manter a calma e disse:
-Ok! Vamos com calma vocês dois sentem-se ali na varanda os outros dois que estão na mangueira passem para o outro lado e expliquem novamente com calma um de cada vez o que estavam fazendo, enquanto preparo um suco e umas bolachas para vocês.
— Os meninos se olharam rapidamente e ficaram preocupados com a reação de Marcelo. O moço vendo a aflição de todos retrucou:
-Fiquem calmos! Não vou reprimir vocês nem chamar, os seus pais apenas quero entender essa curiosidade toda. E deixando expressar um leve sorriso balançou a cabeça assertivamente para eles, entrando na casa para organizar o lanche prometido.
O lanche chegou e os meninos puderam ver que além do suco e bolachas, Marcelo havia proporcionado a eles mais algumas guloseimas. Triguinho era o mais animado e falava o tempo todo com Marcelo e os seus amigos, os demais ainda não havia digerido aquilo tudo e Saulo era o mais nervoso e impaciente diante daquela cena.
— Seu Marcelo o que o senhor quer saber perguntou Saulo.
— Marcelo que até então estava se divertindo com tudo aquilo olhou para Saulo e disse:
-Fique tranquilo Saulo, como disse não pretendo entregar vocês a seus pais ou puni-los por estar aqui, mas convenhamos, cometeram um deslize invadindo minha casa isso todos sabemos e ilegal e espero que não voltem a fazer nunca mais. Os meninos se olharam e todos ficaram cabisbaixos o rapaz vendo que tinha pegado pesado com os meninos disse:
-Ok! Sem problema deixemos isso para lá, entendo vocês exclamou em bom-tom!
— Edu disse: — Entende!
Saulo falou: — Como assim entende!
— E Marcelo então disse sentem-se vou falar a vocês o porquê entendo essa curiosidade. Apesar de parecer um, caro esquisito como fui tachado, disse Marcelo olhando para os meninos que riram abertamente. Sou uma pessoa normal que já tive infância, aliás ela foi-se a poucos anos, pois não sou tão velho assim tenho 26, embora o trabalho tenha-me roubado alguns anos.
— Tive pais bem carinhosos e amorosos, sou filho único como vocês devem saber e graças a Deus nunca me faltou nada, meu pai conheceu minha mãe Já em idade avançada e os dois eram advogados, compraram essa casa pertencia a meu avô nos anos 50 e estava sempre alugada, quando meus pais se casaram vieram morar aqui e fizeram algumas reformas, foi aqui que nasci e passei toda minha infância e garanto a vocês foram os melhores anos de minha vida. O rapaz abaixou a cabeça e se calou rapidamente, os meninos percebendo a tristeza em suas palavras e Leo perguntou:
— Foi quando seus pais morreram que você se fechou?
— Sim! Respondeu Marcelo em tom de nostalgia, meu pai morreu primeiro um câncer o levou de vez, já minha mãe não aguentou a tristeza de tê-lo perdido e logo se foi também ela não a aguentou a separação eles eram muito unidos.
— Sinto muito! Disse Edu.
Obrigado, Respondeu Marcelo.
-Triguinho que agora estava quieto, prestando atenção a tudo disse:
-Então Marcelo como eles  era antes deles morrerem? Então! Respondeu Marcelo era muito legal cresci aqui e embora eles já tivessem uma idade avançada sempre foram ótimos pais eu brincava muito com meu pai e nossa casa tinha muitos espaços legais como a piscina, a quadra e a sala de jogos.
Uau! Exclamou Saulo e ainda tem esses lugares aqui.
Sim! Venham ver e Marcelo mostrou o outro lado da casa que tinha uma boa piscina que estava desativada e ao lado uma mine quadra de esportes e do outro lado uma bela varanda com uma ampla sala de jogos entre eles pebolim, sinuca e tênis de mesa.
— Nossa responderam os quatro meninos juntos sua casa e dez!
— O rapaz sorriu e por um instante titubeou, fazia tempo que não descia para aquele lado da casa, somente seu Manuel que fazia a limpeza dos jardins falava das manutenções que fazia ali, ele já não sentia vontade de voltar lá e por diversas vezes pensou em sair da casa para não ver aqueles lugares que traziam tanta saudade a ele.
— Marcelo ainda conversou com os meninos por alguns minutos e falou das diversas aventuras que fazia com seus pais naquele lugar e com os poucos amigos de infância que tinha, aliás, Tita que fora seu melhor amigo ainda visitava Marcelo e sempre dizia a ele que deveria se reerguer e começar a viver novamente afinal a vida continuava e seus pais não iria gostar de vê-lo naquela situação.
— Antes de se despedir dos meninos, Marcelo disse a todos:
-Olha estou pensando aqui com meus botões, vou falar com seus pais e ver se eles aceitam, de vez em quando vou abrir a casa para vocês e seus familiares se quiserem vir aqui no fim de semana, assim acredito que vou dar mais vida e esse lugar e creio que vai fazer bem para todos nos. O que acham?
— Todos ficaram muito felizes e a notícia logo chegou aos pais dos meninos, Marcelo se mostrou uma pessoa boa e comprometida com a felicidade dos meninos, passou a frequentar a casa deles e as festas sócias das famílias, jogava futebol no campinho ajudou o pai de Leo a pintar e restaurar e casa da árvore e gradualmente seguindo as orientações de seu amigo Tita deixou para trás aquela solidão e tristeza que havia invadido seu coração com a morte dos seus pais. Certa vez numa festa de aniversário conheceu Rita, que era prima de um dos meninos e professora de artes na escola onde eles estudavam, acabaram-se conhecendo e ficando amigos e logo depois namorados, os meninos estavam eufóricos e muito felizes com tudo, pois tinham ajudado aquele rapaz a se recuperar e, no fundo, sabiam que aquele era só o começo das muitas aventuras e estripulias que iriam acontecer na rua nove. Afinal aquela turma de amigos estava pronta para sonhar e desvendar muitos segredos e mistérios, pois aquele era um lugar de sonhos e muita, muita criatividade.
- Segunda Parte: O sitio
-O sítio
Edu acordou bem cedo naquela Sábado, estava eufórico a turma todo iria passear no sítio do Leo que ficava no interior, eles sempre passavam fins de semana naquele sítio. Edu amava a natureza e sempre que o Leo convidava a turma toda para ir se divertir lá era uma festa. Naquela manhã, ele estava preocupado pois chovia e fazia um pouco de frio o que começava a melar o passeio, olhou pela janela e depois abriu a porta e se deslocou até a área interna da casa da varanda ouviu o barulho da chuva que caia fina como um véu de noiva, as gotas de água caiam e deslizavam pelas folhas das árvores, aquela cena trazia paz e tranquilidade para o menino que observava e compreendia os sons da natureza com singeleza.
Foi bruscamente interrompido pelo som de alguém chamando pelo seu nome.Edu! Edu! O som ecoava do lado direito de seu muro, era o Saulo seu vizinho que com o guarda-chuva na mãos sofria para não se molhar. Será que não vai parar de chover perguntou o menino todo molhado?
 – Edu meio sem graça respondeu:
-  Sei não!
- Sabe que horas ele combinou de sair Edu? – Depois das 13 horas, segundo o Triguinho.Já sei vou passar um watts para ele e depois envio para você o que ele respondeu. Blz!
- Ótimo! Respondeu Edu, agora saia dessa chuva antes que você fique gripado.
- Perto do almoço a chuva havia parado de cair e o céu esboçava um sol bem tímido, o frio permanecia mas era o prelúdio de que o dia iria ser salvo o que animou o menino, as 12 horas recebeu a mensagem do amigo, ficou combinado que todos sairiam em frente da casa do Leo, as 13:30. Iriam de bicicleta, o sítio ficava cerca de dois quilômetros de distância dali.  Os pais do Leo já estava lá desde a manhã pois tinha que arrumar tudo para o fim de semana, já os pais dos outros colegas iriam somente no domingo por causa do trabalho. As 13;30, todos se reuniram em frente da casa, com suas mochilas cheias de coisas algumas necessárias, outras porem de pouco uso para aquela aventura. Descer para o sitio era para os meninos um momento único, eles esperavam todo mês por esse agrado dos pais de Leo, naquele dia chegariam ao sitio e iriam direto para o rio para se refrescar, depois teria a sessão café da tarde com muitas guloseimas entre ela:
- Queijo, salame, torresmo, pão caseiro e leite quente tirado na hora da vaquinha malhada. Tudo era muito gostoso e saboroso e o mais entusiasmado era Saulo que sempre comia mais do que precisava.
- Saulo sempre esperava por essas coisas fresquinhas pois dizia:
-Na cidade não temos essas coisas naturais e gostosas! Duvido que um mercado venda coisas assim! A turma toda caia em risos e a tarde passava como um raio, a noite se reuniam na varanda da casa logo após o banho para ouvir o pai de Leo tocar violão e cantar músicas variadas, enquanto sua mãe e sua irmã preparavam uma sopa bem quentinha de galinha com legumes, depois do jantar tinha a sessão cinema que sempre acabava em confusão pois todos queria escolher seus tipo de filme preferido. Contudo os meninos aproveitavam o sábado como prévia do domingo pois era por esse dia que todos esperavam, pois a casa ficava cheia de gente, entre os que vinham estava o Marcelo o novo amigo e sua namorada a Rita, que era professora de artes da escola. Outros colegas da classe e da escola também desciam para jogar vôlei, o jogo acontecia a tarde na grama onde as vacas ficavam durante a semana. Era uma festa! Logo nos primeiros raios de sol Triguinho já levantava e ninguém mais conseguia dormir com o barulho do menino, uma sequência de travesseiros e chinelos voavam pela sala onde os meninos dormiam.
A casa virava de cabeça para baixo e  logo a mãe e o pai de Leo levantavam e entravam na folia, depois o café era feito e servido ,cada um dos meninos reagia aquele momento de uma maneira, Edu como era o mais sensível e observador logo escutava os pássaros que cantavam alegremente a chegada do sol  com seus raios iluminando o lugar , aquilo enchia seu coração de alegria  e ao  ver a alegria de seus amigos e da casa toda, ele  ficava em paz,  sabia que  aqueles eram momento inesquecíveis para toda a turma. Triguinho era pura energia, falava e gesticulava o tempo todo, seus olhos sempre estavam esbugalhados, ele era a pura alegria! Saulo sempre tranquilo e coerente agia com naturalidade e paciência sem dúvida ele era o mais maduro da turma, por fim, Leo seguia os passos de Triguinho e também não conseguia segurar sua alegria de poder receber todos seus amigos naquele lugar. O que ficava no fim era que sem dúvida aqueles momentos eram únicos, eternos! Coisas que vivemos na infância que somente depois de muitos anos e que conseguimos mensurar e perceber como foram marcantes na nossa vida.
O dia terminava com a certeza de que valia a pena ficar ali e um misto de saudade e certeza de que o retorno seria melhor ainda, ficava estampada na cara dos meninos essa certeza. Para retornar para casa todos voltam de bike isso dava um misto de  a que a aventura não terminava ali, de forma especial naquele dia a bicicleta do Leo teve um dos pneus furados e como era de costume a turma todo parou e continuo o retorno a pé, já que o anfitrião não conseguia pedalar ,chegaram com algumas horas de atraso em casa o que gerou nos pais um pouco de apreensão ,mas tudo foi resolvido com muita conversa , em fim era hora de dormir e sonhar com os próximos passeios no sítio , pois na segunda feira  já tinha aula e todos estavam ansiosos para comentar na escola sobre aquele belo fim de semana.
Pin It
Atualizado em: Qua 17 Jun 2020

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222