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QUEM É VOCÊ? CAPÍTULO 3

   Antes que eu fosse engolida pelo buraco negro de águas azuis e cristalinas, senti uma mão me puxando para cima, não conseguia distinguir se era sonho ou somente ilusão, mas senti intensamente um corpo quente e rígido contra meu peito...e uma voz grossa e desesperada chamando meu nome:
   - Luna, acorde!
   Senti essa mão acariciando meu rosto, passando entre os meus cabelos, mas meu subconsciente se recusava a acordar daquele sonho-ilusão.
   A fraqueza tomou conta do meu corpo, me sentia como se tivesse tomado toda a água do oceano, meus pulmões doíam e meu corpo desfalecia, quando de repente senti uma dor nos meus lábios, uma leve pontada, não consegui distinguir o que era, um gosto estranho começou a invadir a minha boca, quando dei por mim, percebi que era sangue...desesperada abri os olhos e na minha frente estava um par de olhos negros como a noite... um olhar agressivo e preocupado...mais porque havia gosto de sangue? E antes que eu pensasse em uma resposta, eu já havia sucumbido a fraqueza...
   Ao acordar eu estava em uma casa estranha, grande com enfeites antigos e fora de época, observei ao meu redor e não vi nada familiar, só sabia que era noite por que através da janela vi uma linda lua cheia.
   Coloquei meus pés no chão, sai do quarto e comecei a caminhar pela casa, no andar de baixo vi aquela sombra alta e atraente, desci as escadas com olhar fixo no vulto, quando de repente ele se virou e vi Dante com um olhar triste e apreensivo, caminhei para mais perto, ele recuou e disse:
   - Não venha até mim Luna, você não está preparada para saber quem eu sou.
   Ignorando seu aviso e como um imã atraído por uma carga oposta, fiquei frente a frente com ele, como um raio de luz ele me pegou pelos braços e me apertou na parede, começou a subir a mão entre minha clavícula e quando olhou nos meus olhos já não eram mais negros e sim cinzas, com grande aperto senti sua mão no meu pescoço tentei me soltar mais ele era mais forte, só vi quando seus lábios se abriram e dois caninos se mostraram brilhantes, senti aqueles dentes entrando lentamente em minha veia, e ele apertando meu corpo no seu, eu batia meus braços neles tentando para-lo, mas ele mordeu mais forte e soltou um grunhido de recusa, quando dei por mim já não sentia mais dor e sim excitação, eu já não relutava mais e sim deixei ele se alimentar do meu sangue.
   Acordei no meu quarto sem me lembrar de nada, só sabia que havia ido a praia no dia anterior, olhei para o relógio e vi que estava atrasada cinco minutos, levantei mais que depressa e em questão de dez minutos eu estava entrando no hospital...Hoje as enfermeiras estavam um tanto falantes, já que pela agenda entraria novos médicos no plantão.
   De repente o alto falante grita:
   - Enfermeira Luna compareça à sala 101.  - Enfermeira Luna compareça à sala 101.
   Mais que depressa corro para o destino, entrando na sala me deparo com um lindo homem de cabelos pretos, altura mediana, olhar sexy e despreocupado, corro o olhar pelo jaleco branco e leio:
   -Dr. Evan
   Pensei comigo: "Ótimo tudo que eu precisava, ser estagiária de um médico bonito e sedutor, estou cem por cento fudida".
   Ele caminhou até mim, pôs as mãos dentro do bolso do jaleco, e disse:
   -A partir de hoje você é, a minha enfermeira ajudante.
   Só pensei: "Fudida estou e sai da sala.
   O dia foi tranquilo tirando o Dr. Hot Evan, nada de chuva, então isso quer dizer q eu poderia ir para casa caminhando, arrumei a sala, troquei de roupa e comecei minha jornada, eram seis horas da tarde, o tempo estava fresco e calmo, a cidade tinha muitas árvores pela estrada o que dava um ar de mistério, após caminhar por quinze minutos senti um estranho vento frio na nuca olhei para trás mas não havia nada nem ninguém, acelerei meus passos por precaução, uma luz começou a iluminar as minhas costas e quando virei era nada mais que uma moto familiar.
   -Como diabos esse homem me encontrou?!?! Pensei comigo
   E lindamente ele parou a moto na minha frente desse quase que dançando, e se inclinou e disse:
   -Luna não confie na noite, ela pode ser enganadora.
   Aquilo me arrepiou até a espinha, mas hoje ele estava diferente teus olhos pareciam tensos e urgentes, ele ficou me encarando e quando eu ia dizer algo que nem eu sei o quê, um carro vermelho como sangue parou do meu lado, quando o vidro abaixou as únicas palavras que saíram foi:
   -Dr. Evan...
   Dante se posicionou na minha frente como um leão que protege a comida, Evan saiu do carro caminhou até mim, Evan o lançou um olhar desafiador e ele ignorando não me perguntou se eu queria carona e sim me pegou pelas mãos e me puxou, Dante bloqueou a saída e como águia lhe desafiou dizendo:
   -Cheguei primeiro, então o primeiro passeio é meu.
   Evan desgostoso e sem reação apenas olhou para mim e sorriu, e que sorriso, parecia que tinha desabado tudo...
   Fomos diretamente para casa, quando desci da moto e o olhei ele parecia doente, pálido e sem vida, antes de minha mão chegar até seu rosto ele a segurou e disse:
   - Tudo bem é apenas cansaço.
   Mas por um minuto de distração o corpo dele começou a pesar sobre o meu, desajeitadamente o peguei e comecei a carregá-lo para dentro, o deitei no velho sofá da sala e corri para pegar o Kit de primeiros socorros, apenas pensei sorrindo:
   -Você tem sorte de eu ser enfermeira, vai ficar me devendo.
   Coloquei minha mão para medir o pulso e nada, peguei o estetoscópio para ouvir o coração e nenhum som saia, quando resolvi abrir a sua camisa ele acordou seus olhos estavam cinzas.
   Ele se levantou em uma fração de milésimo de segundo segurou-me pelos cabelos fortemente, girou meu pescoço e por um momento pude ver grandes caninos que depois com grande ganância perfurou minha veia, foi o tempo de sussurrar:
   -Vampiro.
   E sucumbir em escuridão...
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Atualizado em: Seg 25 Maio 2020

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