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[Cartas] AGORA

Jamais seria capaz de imaginar como se daria isso aqui. O agora. Nos seus exatos termos. É surreal demais. Tem instantes que demoro a acreditar… olho para mim mesma e digo, baixinho, num sussurro “eu ansiei tanto”… momento que torno as estações passadas e, quase sem querer, realizo uma comparação drástica, percebo o contraste. E constato que, pela primeira, a realidade conseguiu ser imensuravelmente mais do que a imensidão que outrotra fantasiei.

Cada dia me vejo ainda mais surpreendida.

É incrível tudo o que me proporciona sentir.

Sou, sobretudo, grata.

Reconheço que gosta do meu eu, nu e cru. Adoro isso, como sou sempre eu mesma, de verdade, sem filtros. Não faz ideia de como gosto do mim quando estou com você. Já que não tenho receio de mostrar quem realmente sou, não vejo barreiras e instante algum cogito não fazer o que tenho vontade por receio de como vai me perceber.
Não há julgamentos.Também não os temo.

Me deixa a todo instante incrivelmente confortável, sinto-me divinamente bem em mostrar todas as versões de mim mesma.

Ah, ainda há tantas que não viu. Aliás, será um imenso prazer te mostrar.

Sabe o que me impressiona? O que me cativa ainda mais?

Que não idealiza o meu eu, não me quer como uma versão pirata de mim mesma. Deseja o meu eu, nu. Conhece aos poucos cada uma das minhas versões, enxerga os acertos e os erros e, ainda assim, permanece.

Não se é preciso dizer nada, sem proferir nenhuma palavra, já me mostra o suficiente, esse detalhe significa o universo e o mundo…

E isso é somente uma das coisas que me fazem admirar o agora.

Obrigada.

Obrigada, por tudo que me proporciona sentir.
Obriga, pelo nosso “agora”.


Janaina Couto ©
[Publicado — 2020]

@janacoutoj

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Atualizado em: Dom 28 Jun 2020

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