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Estado de calamidade pública: Desastres decorrentes das chuvas.

O objetivo não é julgar a imprudência humana, creio que nesse momento ela na consciência de cada um já está sendo julgada. Não é também acusar, apontar o dedo sobre o erro, perante a uma situação que exige cuidado, empatia e solidariedade. Mas queria dizer algumas coisas a respeito e não teria outro lugar para dizer. Se eu publicasse um texto desses no facebook, por exemplo, seria atacado pela comunidade local por minha "falta de humanidade com o povo".

Hà alguns dias, Minas Gerais enfrenta um constante índice de chuva, são mais de 3 dias diretos de chuva nas mais diversas regiões do Sudeste Mineiro. A região do Vale do Aço, do Rio Doce e outras regiões, estão sofrendo bastante por tudo que a chuva ocasionou: transbordamentos de rios, represas se rompendo, demoronamentos e o pior de tudo, enchentes em algumas cidades. 

Caratinga, minha cidade, tem sofrido com inundação em alguns trechos das ruas, desmoronamentos de terra em barrancos e o rio que corta a cidade veio a ter cheia. Isso desperta e muito a população e o poder público local. Mas fico chateado, pois acredito ser algo que não tínhamos necessidades de passar, muito desse sofrimento coletivo poderia ser evitado. Os desmoronamentos de terra é um caso que acredito ser mais complexo. Mas no que se refere as inundações, percebo uma grande falta de infraestrutura de captação e escoamente d'água. Caratinga, uma cidade com cidadões incosciêntes das questões socio-ambientais, pouco se importam para onde vai o lixo que jogam na rua, sem um pingo de dor na consciência, eis aqui a consequência. Eu lamento muito por comerciantes que passam desespero por risco de enchente ou inundação, famílias que perdem abrigo, bens e imóveis por conta de alagamento, mas tudo isso seria evitado por nós mesmo, se soubessémos dos riscos de nossos atos, afinal, "toda ação corresponde a uma reação", todo ato gera consequências. Outra coisa, são as ações (ou as faltas delas) da Prefeitura Municipal e respectivas secretarias competentes para lidar com as obras de esgoto e escoamento de chuva. Não tenho audácia para falar disso, pois não entendo. Mas sei que esse episódio é repentino na história da cidade e já ouvi de especialistas que isso tudo é uma falta de infraestrutura da cidade, algo cabível à Prefeitura em tomar medidas. Mas ao longo de anos e anos de mandato, as pessoas só focam em algo quando não há mais nada que se fazer. 

É triste o cenário de tudo isso, eu particularmente, ainda como um adolescente, fico assustado em ver tantos desastres. São situações dignas de solidariedade, de prestar serviço, orações e tudo que for possível para ajudar. É essencial fazer campanhas, hastear as bandeiras de ajuda e voluntariedade e prestar socorro a quem necessita. Afinal, somos todos humanos e é bonito ver pessoas se preocupando com pessoas. Mas no momento de dificuldades isso faz parecer meramente obrigatório, e gostaria muito que tivéssemos esse apreço em socorrer e ajudar, coletivamente, sem precisar dos remorços, dos choros e do sofrimento. Antes de ter que cuidarmos dos outros no que se refere a um acontecimento triste e "natural" ou em um estado de calamidade, seria muito melhor se cuidássemos evitando jogar lixo na rua, tendo consciência ambiental e assim, evitar possíveis consequências; penso ser um gesto muito mais bonito de cuidado para com a humanidade do que prestar cuidado somente quando em situações onde cuidar parece ser obrigatório ou cumprimento de dever moral. 
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Atualizado em: Ter 28 Jan 2020

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