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Eu não sei.

Eu pulei no ralo e estou descendo lentamente. Estou em queda-livre e as paredes gritam nomes pra mim. "Nunca esqueça o que fizeram e o que fez", elas murmuavam em meio aos gritos. Eu nunca vou esquecer. Eu nunca vou te esquecer. 
Eu não mais grito, ninguém vai ouvir. A dor agora é minha amiga e a solidão se recorda dos nossos abraços no meio das madrugadas, logo após eu chegar do bar. Naquela bancada eu gritava em silêncio, gritava a cada copo, gritava nas mensagens, gritava com as respostas, gritava a cada tacada trivial em um jogo de sinuca. Nomes gravados na minha memória, nomes que são peregrinações longínquas até a basílica do seu mais profundo sentimento, do seu maior medo, do seu doído antigo amor. 
Não importa mais, eu acho. O final já foi escrito e a passagem mundana pelo caminho das pedras, após tornar meus pés carne viva, chega ao seu fim. Eu estou agora nas areais da praia e o mar me chama para mergulhar na imensidão das braçadas desconhecidas. A água do oceano me abraça assim como as lágrimas que escorriam pelo meu rosto chegavam ao meu pescoço e me enforcavam. 

 

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Atualizado em: Sex 24 Jan 2020

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