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Psychosocial FINAL PERFEITO

A escuridão cessa, e Michael caminha pelas instalações subterrâneas do hospício, carregando-a em seus braços, como se fosse um enorme pedaço de carne. Corelle desperta pronta para resolver tudo do seu modo, até que passam por uma estrutura de ferro, e a bela vê uma criatura de chifres no reflexo, em vez do loiro frio e calculista. “O quê está acontecendo aqui?” Questiona, e decide não reagir, para descobrir mais sobre a situação. “Ah enfim acordou.” Diz o homem de cabelos dourados, e a bela entre em estado de pânico, puxando um tijolo com o uso dos seus poderes, que acerta a cabeça da criatura, livrando-a dos seus domínios.
_Quem é você? Questiona-o erguendo mais pedaços de concreto como escudo. _Sou Michael Kovat. Retruca limpando o sangue da testa que já começa a cicatrizar. _Não é não. Rebate fazendo-o virar o rosto em direção ao aço, para que veja o seu tenebroso reflexo. _Ora. Ora. Finalmente fui descoberto. Sorri e a face do doutor se derrete, transformando-se num rosto masculino pálido, de cabelos vermelhos, dotado de olhos negros, e chifres na testa. Apesar da excentricidade é belo, contudo Corelle está mais preocupada em descobrir a verdade, do quê simplesmente pensar em futilidades. —Lúcifer? Questiona-o, e a criatura gargalha de maneira irônica, fazendo-a sentir calafrios. –Não. Mas o próprio Diabo sim. Esclarece, deixando-a ainda mais preocupada. Se não era seu pai ali, quem poderia ser aquela criatura? _Larry?! Tenta descobrir, arrancando mais risos nada discretos, e isto a irrita, ao ponto de lançar-lhe o concreto. –Não vou perguntar duas vezes. Diz com voz firme, mas o ser empalidecido apenas observa suas pernas, que levemente tremem, entregando o seu medo. —Afaste-se dela! Diz Larry reaparecendo, e se coloca a frente da moça, deixando-a ainda mais preocupada. Já tinha problemas com demônios, fanáticos, zumbis, anjos. Quem mais queria a sua cabeça ruiva? _Como se um demônio do seu patamar pudesse lidar comigo. Retruca o estranho ser, com seus olhos que demonstram enorme foco em Corelle. —Talvez ele não, mas e o arcanjo destinado a te destruir? Diz uma voz conhecida, e a bela dá um passo para trás, ao ver um anjo pousando ao lado do seu amado tutor. _A propósito, não fui eu que te trouxe para cá. Responde com um sorriso confiante, e Corelle fica ainda mais confusa. O quê está havendo ali? _Logo saberá. O verdadeiro Kovat responde, e tanto ele quanto Larry vão para cima do sujeito. _Patéticos. Responde congelando o tempo, e a moça recua, percebendo que ele não a influenciou de propósito. _Cabelos ruivos, olhos de mosca, ainda não percebeu quem sou? Questiona-lhe erguendo sua mão ao encontro da face dela, e em questão de segundos surge a sua frente, fazendo com que seu coração bata como se fosse rasgar o peito. _É. Eu a trouxe a Saint Louis. Eu a torturei, e para ser sincero sentir um enorme prazer nisso. Responde aparecendo na frente dela, toda vez que a pobre se esforça para desviar o olhar. _Por quê? É tudo o quê lhe vem a mente, e escapa dos lábios. _Você é um problema para os meus planos. Responde, olhando para a sua mão em que se forma as imagens da moça. _Sempre cheia de si, ousada, e atrevida. Não pode sair por aí. Tem que ser mantida na rédea curta. Retruca, e ela o olha sem entender do quê se trata de fato. _Você é filha de Lúcifer, a favorita para reinar no Inferno, o anticristo feminino. Acho que já deu para entender. Esclarece e a moça vai para trás. Que tinha dons especiais tudo bem, mas filha de Lúcifer? Os fanáticos estavam certos ao seu respeito? _Isso não é verdade. O anticristo é um homem cruel controlando o mundo. Retruca, e quando tem uma oportunidade, abre a porta, e vai para as escadarias. O eco de sua bota se expande. Pelo som é possível sentir o seu desespero, e quando enfim chega ao último degrau, de novo o ruivo surge a sua frente. —Demorou bastante. Por quê não usou suas habilidades irmãzinha? Pergunta em tom de sarcasmo, e ela quase cai de costas, mas ele a segura, trazendo-a para o seu peito. — Você já me conhece Core.  Se transforma no garoto que morreu no topo da árvore, e continha uma carta entre os dedos. —Adam. Diz assustada, e seus olhos se enchem de lágrimas.  —Então Larry... É a segunda coisa que escapa da sua garganta. —Ele nunca poderia me matar. Assim como nunca poderia ferir Danyel Herrow. O garoto desapareceu há anos, e Michael pegou sua forma emprestada. Esclarece, e a dama coloca as mãos na cabeça, é inevitável pensar que todos na sua vida eram alguma coisa. —Por quê me torturou? Finalmente ela retorna a si, e se afasta do homem de cabelos de fogo que ri de sua ingenuidade. —Você devia ser minha, mas foi do Larry e de Michael. Responde como se isso fosse fazer algum sentido. —Deixe-me adivinhar também sou sua noiva ? Pergunta com ironia, e o outro dá uma leve balançada na cabeça, respondendo-lhe com este gesto. —Meu Satã! Eu não tenho direito de escolher a quem amar?! É sempre o mesmo discurso! Demonstra incomodo, e raios serpenteiam o seu pulso. _Se depender de mim, este direito é nulo, você é minha. Diz-lhe como se fosse uma boneca, e a incredulidade dela aumenta. — Eu sou do Larry, eu sou sua. Mas e o quê eu quero? Onde fica?! Rebate sentindo raiva da descoberta, e ele tenta se aproximar. —Não ouse. Michael pode não ter feito nada. Só que você fez. Ergue suas barreiras de concreto, e ele as desfaz com um estalar de dedos. —É poderosa por controlar os elementos naturais, mas eu estou acima disto. Nunca se esqueça. Ri e ela continua a gerar um espaço entre eles, mantendo-o distante. —Você gostou daqueles momentos. Não adianta negar agora. O ruivo caminha em sua direção, e ela se encolhe. —Gostei de quê? Ser seu brinquedinho sexual? Que não acabava morto como as pobres enfermeiras? Rebate, subindo a terra para se proteger, e outra vez ele destrói a matéria com um gesto simples usando apenas seu sopro agora. — Era elas ou você. Acho que fui bonzinho. Responde deixando-a impotente outra vez, e em meio a aquele silêncio em que suas vozes reverberam pelo espaço, mais uma vez ela manipula o concreto para resguardar. —Isso não é bondade é doença. O quê ganha me perseguindo? Pergunta então se transforma em ar, e voa para fora de Saint Louis, escondendo-se em meio as barricadas que impedem os zumbis de entrar. —Se cuidei de você, é bondade sim. Responde surgindo diante dela, colocando a mão na parede, impedindo-a de movimentar, e lhe obrigando a ficar colada a ele. —Isso não faz sentido. Você é mais forte que eu. É evidente que pelos cabelos ruivos e o irmãzinha, nós somos da mesma linhagem, e que és tu o anticristo. Fala sentindo o desespero apoderar-se dela, e seus olhos grandes apavorados, enchem a boca dele de saliva. —Você está certa. Eu sou mais forte, e o Anticristo. Mas é divertido te julgar, te possuir, e te obrigar a entrar no meu jogo. Explica acariciando-lhe o queixo, e Corelle se vê naquele mundo vazio, onde literalmente parecem as últimas  pessoas da Terra. —O quê eu fiz de tão ruim para quê sinta esse prazer? Olha com certa pena, e isso o enoja ao ponto de virar o rosto, por conta do estômago embrulhado. —Você me levou a ser preso no abismo, e me mostrou o quanto a escuridão é deliciosa. Revela, e ela tenta escapar, mas ele a pega pela cintura, deixando-a desconsertada. —Do quê está falando? O olha horrorizada, e ele ergue uma sobrancelha. —Substitua Mikael por Bael, e vai entender. Você era minha irmã e sobrinha, eu queria fazer o quê quisesse, mas me entregou aos seus pais, e Miguel e Azazel, ou Danyel e Larry como costuma chamar, tomaram suas dores de tal forma que me trancaram no mundo dos antigos, onde os horrores nunca cessam. Explica com um sorriso, e a moça se abraça, ao ouvir em que lugar ele foi jogado.  —Eu fui atormentado por exatos mil anos, com o castigo o de ser uma garota estúpida que era violada por uma versão de mim e as criaturas repulsivas. Todo dia, toda hora, até que enfim um grupo de humanos idiotas me libertou.
 Conta sentindo prazer por ter sido tão terrivelmente torturado naquele lugar. —Várias espécies estiveram dentro de mim, por sua culpa Lucy. Porquê abriu a sua boca para os seus amantes. Olha para ela com rancor, e esta fica em silêncio, se segurando para não dizer algo que o faça odiá-la ainda mais. —Se fosse uma boa menina, teria calado a boca, e me deixado ir adiante sem que me condenassem. Seus olhos negros cheios de fúria, deixam-na apavorada, como nunca antes. Nem mesmo Larry tinha esse poder, apesar de sua face deformada. —Quando sai daquele inferno, jurei que te faria sofrer dez vezes mais do quê sofri. Ninguém nunca me entregou, mas tinha que vim e estragar a minha diversão não é?! A ira presente por um aperto em seus braços, e os olhos assustadores, a deixa em choque. —Só que eu estava fraco. Por isso quando me aproximei para te julgar, Larry se intrometeu, e na segunda vez, o falso Danyel. Responde abaixando a cabeça, e então a ergue com um sorriso maléfico. —Mas eu não era o único. A maravilhosa filha de Lúcifer agora não sabia de seus poderes, nem se lembrava de nada. Por isso soube que bastava te afastar do seu protetor demoníaco, para cair nos meus braços. Outra vez os olhos de mosca a incomodam, e ela se debate, tentando ir para longe dele, mas o sujeito a faz ficar grudada ao seu corpo. —Eu vou te torturar para sempre Luciféria. A encosta contra a parede, e esta grita aterrorizada, despertando num colchão branco, onde Michael a havia colocado para dormir mais cedo depois da conversa que tiveram. 
—Hey? Está tudo bem? Pergunta-lhe tentando tocar-lhe a face, e a bela o olha temerosa, prestes a chorar. —Por favor pare de jogar comigo. Lágrimas fogem dos seus olhos, e o rapaz fica sem entender nada, e só pensa que ela descobriu sobre os planos do céu para a Terra. —Eu sei quem você é. Corelle não ajuda, e o faz sentir-se encurralado. —Não use mais a imagem dele. Ordena num choro profundo, e o anjo a abraça forte, sentindo-se confuso. —Por favor não faça isso. Eu não quero continuar no Inferno Bael. Chora e deixa a verdade sair. Ao ouvir aquele nome, Michael sente um calafrio percorrer a espinha. “Agora ela sabe que o condenou.” Pensa acariciando-lhe a cabeça.
A noite...Michael se certifica de deixar Corelle dormindo, e a tranca na cabana, enquanto se encaminha em direção ás arvores. “Ela já sabe?” Pergunta um homem de olhos castanhos, e cabelos negros que parecia o irmão dele nascido da miscigenação entre a deusa e outro deus. “Parece que sim, e está com medo.” Confessa, e o homem acende o cigarro, levando-o aos lábios com um sorriso raivoso. “Vai ter que eliminá-la desta vez. Não há outro meio.” Olha para o rapaz, e sopra a fumaça em seu rosto, enquanto seus olhos grandes o encaram.
“Eu te amo Luciféria.” Vem a mente de Corelle, que continua em um sono profundo, encolhendo-se no sofá. Ela está vendo a si mesma, andando em direção a uma árvore de tronco robusto, de mãos dadas com um jovem de cabelos longos e lisos, e olhos azuis mais claros e frios que safiras. Eles parecem gostar um do outro, e se olham como dois apaixonados. Mas ao chegar na copa, a mesma se incendeia, e ouve-se o tilintar de espadas iluminadas de metal se encontrando. A sua versão ruiva de olhos violetas, está usando uma armadura de prata, e seu rosto claro e amarelo contém uma linha de sangue. O arcanjo está com as asas abertas, e ela também, suas asas rosadas espalham as penas no ar. “Eu te amei uma vez, e você me traiu com um demônio!” Saca a espada indo para cima dela. “Eu trai ao céu por sua causa, e matou o meu pelotão!” Ergue a lâmina pronto para cortá-la, mas ela se defende posicionando-a como um escudo. “Eu não posso mais amar você. Agora é a hora de fazer a escolha, e eu opto por meu pai Todo Poderoso.” Quebra sua lâmina com o impacto, e os estilhaços voam. “Deixe-a em paz!” Grita Alak, um homem de armadura negra, cabelo ondulado, pele morena, e íris tão vermelhas quanto o sangue, colocando sua espada na frente, para o impedir de matá-la. “O amante vem para resgatá-la?!” Sorri, o fato de Alak aparecer o deixa feliz, pois só queria um motivo para matá-lo. Os dois iniciam a batalha, sem piedade alguma, e Lucy (a vida passada de Corelle) os encara assustada. Anjo e Demônio estavam prestes a violar as regras dos seus, por causa dela, e iam se aniquilar ali mesmo. “Já chega!” Grita e a vibração de sua voz, causa um estrondo forte o suficiente para afastá-los. Ao ver seus olhos violetas, Miguel fica catatônico, não apenas pelas marcas que lhe deixou, como também pelo fato de quê suas asas estavam enegrecendo, e ele estava se corrompendo como Alak o anjo que expôs suas penas manchadas, para aterrissar no chão em segurança. Ele tenta continuar a lutar, mas treme, fazendo um sinal trêmulo de silêncio, e se retira. “Está tudo bem agora, mas precisamos nos retirar.” Diz Alak, e os dois se afastam do campo de batalha, para irem a fonte da cura. Porém quando chegam, algo acerta a cabeça do anjo manchado pelo pecado, fazendo cair inconsciente no piso, e Lucy se vê diante de um sujeito coberto  por uma capa escura, e proteção no rosto que lhe permite vê apenas os olhos vermelhos como sangue.
 “Você não está vendo os problemas que causa a nossa espécie?” Diz a criatura, e coloca suas ansas de morcego para fora. O quê a deixa apavorada, pois diz a lenda que somente aqueles que mergulharam no abismo do medo, o pior dos círculos do inferno, no qual tudo o quê a criatura surge, ganham as características animalescas da deusa mãe Tiamat. A imperatriz tenebrosa que deu inicio ao universo, com sua escuridão profunda a qual somente Apsu pode iluminar, e de quê até Lúcifer mantinha distância.
Lucy conhecia bem aquela forma, desde nova fora educada e protegida pela deusa dragão, portanto conhecia bem cada uma das lendas do povo debaixo. “Você não devia está...?” Tenta dizer, e a criatura voa a sua frente. “Preso no quê chamam de abismo do medo, de onde os deuses morcegos condenados nunca saem?” Pergunta-lhe com um sorriso tenebroso, e ela ergue seu punho de ferro. Mas o forasteiro apenas desvia, e segura seu pulso com sua mão dotada de garras negras. “Você mereceu tudo o quê sofreu.” Diz reconhecendo aqueles olhos semelhantes aos de Alak. —Mereci. Mas me castigar dessa maneira não te faz melhor do quê eu. Rebate comparando-os, e os com os dentes semicerrados ela olha para o lado. _Aquele inferno em quê me jogaram me fortaleceu. Será que fará o mesmo por você? Questiona-lhe, encaminhando-a até o penhasco, sem que esta perceba. —Este não é o caminho para o abismo. Ela sorri confiante, olhando para trás. —Não. Mas o mundo dos humanos que você e sua família estúpida tanto amam, vai conhecer esta definição de Inferno! A empurra para trás, e ela agarra sua máscara, descobrindo seu rosto. É quando tem a certeza de aquele era Bel, o gêmeo perverso de Alak, e seus olhos se enchem de pavor. Tiamat tinha lhe ensinado a se defender desde cedo, mas a sua curiosidade, a levou a encontrar-se com o perigo. Lembra-se de quando Miguel a estuprou a sangue frio? Não era ele ali mas sim outro, que a fez crer que era o arcanjo, para garantir que teria a sua vingança. 
Desde que saiu das profundezas da desolação, em quê o anjo manchado e o príncipe celestial o colocaram, após uma trégua por amor a ruiva, o maldito a atormentava na forma do seu antigo amor, para que não só a culpa caísse nas costas deste, como também para se assegurar de que ela se machucaria física e psicologicamente, pois o gêmeo odioso, o perverso, tinha certeza que nada nunca apagaria o quê Lucy sentia por Miguel. 
Era a ele, Bael, a quem a dama devia temer, e este era o principal motivo para Larry assassinar seus pretendentes. Ele não queria que Bael se aproximasse, fazendo-a se apaixonar por ele, apenas para pisar em seu coração, por um crime que cometeu contra a mesma, e ela o fez pagar caro.
Lucy o temia, pois não importava o tamanho de suas habilidades, ele sempre a vencia, e a tinha contra a sua vontade. —Bael... É o quê tenta dizer mas ele a empurra para o poço radioativo das almas. —Morra Luciféria! Grita ao vê-la ser puxada pelas mãos das almas que não querem reencarnar. —Se bem que viva, é o termo correto. A observa do topo, empinando o nariz, ao assistir as almas que institivamente puxam-lhe os cabelos, mordem-na arrancando sua pele, e lhe afogam no próprio sangue. “AAAAAAAH!” Corelle berra ao acordar, e como não vê o rapaz por perto, corre até a gaveta e pega uma arma, que ele deixou ali para o caso de encontrar zumbis, e a usa para atirar contra a porta.
Ao ouvir a explosão o loiro e o irmão se entreolham, o de olhos castanhos se impõe, tentando ir na frente, mas o alado coloca a mão no seu peito, mantendo-o para trás. “Eu vou lá. Você fica. Não se esqueça da minha autoridade.” Demonstra imponência e se prepara para correr. “Não se esqueça do quê ela fez com as suas asas, uma recaída, e você perde seu poder no céu.” Ameaça-lhe com um sorriso, e o celestial balança a cabeça, passando a mão nos cabelos ao correr.
 “Hey.” Acena ao vê-la saindo, e a garota aponta a pistola na sua direção. “Eu não sei quem você é. Mas não vou confiar. Só há uma criatura na Terra que sei que me ama, e não me machucaria.” Diz para o anjo, e este fica sem reação. “É melhor me deixar ir. Se me seguir eu atiro.” Diz se encaminhando para longe, e ele segura em seu pulso. “Não posso.” Sussurra. Sem saber o quê fazer, ele tira a sua camisa, e depois do pesadelo que teve, ela aperta o gatilho sem pensar duas vezes. As asas o protegem, como se fossem blindadas, e os olhos dela crescem de pavor. “Você é um anjo!” Grita com desgosto, e isto o preocupa. “Aproxime-se.” Diz o belo, e ela recua. “Preciso te mostrar algo.” 
CAPITULO 18 – O ANJO QUE SE RECUSA A CAIR. Corelle se aproxima, e quando ele levanta o braço, encontra uma única pena negra próxima a sua vértebra. “Miguel?” Os olhos dela demonstram seu espanto, e ele abaixa a cabeça, confirmando em silêncio. “Você está começando a lembrar não é?” Questiona recolhendo as penas, e coloca a camisa outra vez. “Parece que sim. Mas não sei mais o quê real, e o quê é parte das minhas memórias.” O olha com certo desprezo, e este continua a se sentir mal. “Eu te garanto que isto é real.” Responde enquanto retorna a sua forma original, mantendo as asas encolhidas. “É o quê uma alucinação me diria para não acordar.” Sorri com tristeza, e ele ri um pouco pensativo. “Isso é verdade, mas você consegue sentir tudo não é? O vento, a vibração da minha voz, o medo de quê alguém apareça.” Tenta lhe ajudar, e esta o olha incrédula. “Já ouviu falar de sonho lúcido? Que a vida é formada de átomos, e as sensações nada mais são do quê reações químicas?” Pergunta com o ar de ceticismo, e isso o deixa sem palavras.
 Na outra vida ele era o cético, e ver-se como aquele que se baseia na fé agora, o incomodava bastante. “Se isto é um sonho por quê não levita e o vírus zumbi continua a agir?” Se esforça mais uma vez, e ela cruza os braços, o encarando com outra resposta na ponta da língua. “É simples. Criei uma imitação do mundo em quê estou acordada, e trouxe para este plano todas as limitações que nele existem.” Retruca ainda sem acreditar nele. “Mas você sabe agora. Por quê não tenta alterar o seu cenário? Comece me apagando da sua frente. Já que caso não se lembre, eu quase a matei no passado.” Fita-lhe com o cenho franzido, e aguarda por sua reação. “Certo.” Responde e se concentra para mover tudo entorno dela, ao ponto de desfazer a matéria. “Eu continuo aqui.” Cruza os braços, e ela abre os olhos. “A realidade é controlada pelo consciente coletivo, por isso não sou capaz de alterar. Você realmente está aqui.” Retruca e ele ergue a sobrancelha, revolvendo os olhos por segundos, sem acreditar que ela confia nas falácias que ensinaram aos humanos, para lhes dar a impressão de poder.
“Se o pensamento grupal tivesse algum poder. O mundo teria acabado em 2012.” Pensa com o olhar indiferente. Não há humano que controle a sua própria vida, o consciente coletivo nada mais é que uma ilusão, criada pelos celestiais, por saberem que basta usar as palavras certas, para mudar toda a vida de um filho do altíssimo. Sendo assim quando querem castigar um humano, o faz ver determinados símbolos, que o leva a se ferir, e o mesmo vale quando querem abençoá-lo. Os que ouvem a palavra sabem bem que das mãos de deus não podem escapar. Já os que não a ouvem, acreditam piamente que podem manipular situações que fogem do seu plano. É por isso que a mente é preciosa, e a de Corelle é mais ainda, pois se as suas informações chegarem ao consciente coletivo, através dos símbolos que o arcanjo lhe ensinou na outra vida, pode destruir o sistema criado pelos céus.
“Está muito pensativo.” Ela o observa e nota seu olhar distante. O arcanjo fica a pestanejar, talvez a única opção seja mantê-la insana, para que não tenha que destruí-la. –Você está certa isso é um sonho. No momento se encontra numa maca, vegetando após o acidente que sofreu enquanto fugia de Larry. Seus olhos nem piscam, ele é um soldado, e desde a batalha, tem feito tudo o quê é ordenado pela esfera superior. —Eu te mostro. Segura a mão dela, e a leva até uma realidade em quê de fato isso aconteceu, para fazê-la crer que tudo não passa de uma alucinação ligada ao coma. Ao assistir sua dor, a bela se escora no vidro, e começa a chorar. —Por quê tenho tanto prazer em me torturar? Encara seu outro eu, e o olhar dele vacila, não quer lhe provocar mais sofrimento, por isso agir como se ela tivesse perdido o juízo não é fácil. —Que cena mais patética. Bael surge diante deles, como uma fumaça que se materializa, e o anjo a coloca para trás de si, agindo  como seu guardião. —Isso não é um sonho Corelle. Você de fato está destinada a sofrer nas minhas mãos. O ruivo a provoca, e a moça fica em dúvida sobre que parte do cérebro ele representa. —Eu sou real. Ele também é. Aponta para o arcanjo, cujo o olhar parece tomado pelo desespero, como se quisesse calar-lhe a boca. É quando ele olha para o reflexo, e vê que as laterais de suas penas estão enegrecendo, mesmo que fosse para salvar a ordem estabelecida por seu pai, ele estava mentindo, e prestes a ser desmascarado. —Ainda é apegado a ela? Depois de tanto tempo? O demônio provoca, direcionando seu indicador para as penas escuras. —O quê está havendo? Por quê você está caindo? Corelle pergunta, afastando-se, temendo que aquele espaço desencadeie um novo pesadelo. —Ele mentiu para você garota tola. Bael revira os olhos, e a moça o olha assustada, achando que ele introduziu as memórias menos desagradáveis para torturá-la lentamente. 
 Reconhecendo as memórias, Bael ri, sinalizando para o arcanjo que dará seguimento a ideia. É quando o rapaz pálido, gira abraçando-a forte, e esconde-lhe entre as asas. “Você pode destruir tudo pelo quê eu e meus irmãos lutamos.” Fecha os olhos e sussurra apertando-a contra o peito, demonstrando que ainda que esteja desesperado, consegue controlar as suas emoções. “Então sim eu menti. Estou perto de você porquê querem que te mate, e sou o único anjo que te dará um fim piedoso.” Continua a murmurar em meio a escuridão, que se expande por conta da cor das suas asas. “Mas prefiro que fique viva e ache que é tudo um sonho. Do quê te eliminar para sempre.” Explica-lhe retomando a visão, e ela o encara com uma expressão triste, sem saber o quê fazer. Os dois se encaram por longos segundos, no mais completo silêncio, então ouvem o som de uma cabeça cortada, e o rosto de Bael alcança os seus pés.
“Não sejam dois idiotas. Corram daqui antes que ele se regenere.” Diz uma voz conhecida, e o anjo ergue a sua asa, para que vejam de quem se trata. Cabelos bagunçados, rosto deformado, e unhas que mais parecem garras, usando uma camisa de força preta toda estilizada com spikes e coturno, definitivamente é o assassino satânico. “Larry?!” Corelle grita ao reconhecê-lo, e o demônio desvia o olhar, ela ainda está nos braços de outro, e isto certamente não o agrada nem um pouco. “Saiam daqui antes que destrua ele de novo.” É  a única coisa que diz, tentando não saltar no pescoço do arcanjo, e este a liberta. 
“Pelo visto seu protetor está de volta.” Diz soltando-a, e os olhos dela crescem, há alguns minutos tinha lhe protegido, e agora queria empurrá-la para os braços de outro. “Ainda se recusa a descer?” O ser obscuro pergunta, e  o celestial o encara com raiva. “Eu nunca serei como você.” Rebate após muito pensar, e o demônio ri olhando para o reflexo do arcanjo. “Eu comecei assim com as asas manchadas. Mas não há tempo para discutir, tire-a daqui, deixa que eu lido com o psicopata.” Ri da desgraça alheia, e depois muda o tom, impondo que se afastem o quanto antes. “Vou sobreviver. Temos muito o quê conversar. Agora vão.” Ordena olhando para a moça, que apesar de odiá-lo pelos assassinatos dos seus pretendentes, não quer vê-lo ser destruído, pois também cometeu uma boa parcela de crimes, e não pode julgá-lo. “Eu manipulo a matéria! Vão!” Esbraveja, e o arcanjo a carrega, afastando-se do campo de batalha, pouco antes da cabeça de Bael se refazer.
“Alak. Ou devo dizer Azazel?” O ruivo sorri ao se reconstruir o suficiente para a batalha, o rosto está sendo formado por músculos, e os olhos se encontram esbugalhados, mas ele já consegue ver, e isto é o quê importa. “Tanto faz. O quê interessa é que vou te dar uma surra, por voltar a atormentar a minha noiva.” Ri afiando suas garras na parede, e se prepara para a briga.
“A mesma noiva que está outra vez caída de amores pelo arcanjo?” O azucrina, e a frase realmente emputece o ser das trevas. “Ela se une a mim no final. Sempre foi assim.” Responde pouco confiante, e notando que o atingiu, o gêmeo atroz prossegue. “As asas dele nunca estiveram tão manchadas.” Brinca, e o demônio lhe desfere as garras na face, o quê faz o perverso sorri em silêncio, pois pelo descontrole, descobriu que o velho ponto fraco de seu irmão continua a funcionar.
“Ele vai cair por ela. Então seu final feliz será arruinado.” Ri e desvia do golpe de Larry. Corelle, sempre foi a sua criptonita, e tendo a certeza de quê o efeito da filha de Lúcifer ainda era eficaz, Bael decidiu usar isso como vantagem.
Os dois lutam, Larry perde as estribeiras, avançando como um animal, e não como uma criatura racional. O quê resulta num fracasso sem igual, o demônio cai no piso, e o gêmeo de cabelos de fogo, o prende ali. “Devia esquecer dela. A partir do momento em quê sai, Luciféria se tornou o meu brinquedo, e nem você, nem o arcanjo podem me parar.” Vangloria-se deixando o outro para trás, e se encaminha até os dois, para recuperar a sua futura escrava. “Talvez não possamos, mas ela pode.” Olha para cima com satisfação, e se transforma numa gosma negra que desaparece. 
“Então você caiu?” Corelle pergunta, seguindo ao lado do arcanjo, e este nega. “Não.” Responde com incômodo. “As asas ainda...” Aponta para as penas que estão pintadas de preto, e ele as recolhe sentindo-se envergonhado. “Seria pior se você não estivesse destinada ao Alak.” Retruca se recordando da sensação que teve ao sentir o calor da sua pele. “Alak? Ah. O Larry.” Diz ao se dar conta dos nomes. “Por quê seria pior?” Questiona tentando manter a conversa, pois o silêncio a levaria a pensar no perigo que corria, e não queria tal coisa. 
“Quer mesmo falar sobre isso?” A olha como quem quer evitar o assunto, e no fundo torce mesmo para quê não o tente. “Por favor...” Implora, e ele percebe que não é sobre eles, e sim para evitar pensar na criatura que está no seu encalço. — Eu sou um arcanjo, e escolhi seguir com a luz. Me tornei o melhor dos melhores, estou no lugar que antes foi de Lúcifer. Se cair agora, não vou reinar no Inferno como ele, vão me destruir, para evitar transtorno. Responde de forma sistemática, tentando fugir da questão romântica a qualquer custo. — Ah sim. Percebe que está sendo inconveniente, e olha para trás, esperando por mais uma aparição do inimigo. —Não daria certo. Retruca dando explicações sobre questões subjetivas. —Eu sei... Concorda, e isso o intriga, levando-o a alongar a conversa que seria curta. —Aceita isso tranquilamente. Atira suas palavras no ar, mirando em seu inconsciente, e ela olha confusa para o caminho, tentando entendê-lo. —Creio que seja porquê vi tudo. Jamais aceitaria me unir a um anjo de novo. As brigas seriam constantes. Argumenta seguindo como uma robô, também tentava evitar aquele assunto, só queria saber mesmo da questão das asas, não da vida que poderiam ter. —Juntar-se a um anjo não é tão ruim. Somos protetores, atenciosos, e refinados. Se defende como se fosse um ultraje e ela ri. —Para humanas sonhadoras são excelentes. Demonstra compaixão. — Mas eu sou filha de Lúcifer, a atenção que preciso vai além do quê uma criatura pode dar. Não necessito ser protegida, e certamente etiqueta não é o meu forte. Completa o desanimando ainda mais. Ele não queria cair, porém está perto dela, o fazia esquecer de suas asas, e agir como um caído, exilado do céu por junta-se a uma mulher. —Resolveu tocar no assunto para me esnobar? Questiona com um sorriso maldoso, como quem reconhece uma tática, e ela ergue as mãos em rendição. —Não, eu só queria saber das asas. Confessa com um riso envergonhado. —Mentir é um pecado. Ri das bochechas rosadas, e então a coloca atrás dele subitamente. Pedindo para ficar em silêncio, enquanto verifica se há motivos ou não para se preocuparem. 
Uma cobra verde e gorducha está a frente deles. Corelle se concentra para atirar o concreto contra a mesma, e o anjo segura a sua mão, mantendo-a parada. “É só um animal comum.” Conclui em voz baixa, e os dois passam por trás da criatura. “Ela está cheia, é inofensiva, como você depois de tomar refrigerante.” Solta um risinho malvado, e a guia, com os dedos entrelaçados aos seus.
As veias de ambos pulsam, e os dois percebem o quanto se afetam. Preocupados por serem descobertos, os dois esbarram um no outro, e quase que Corelle escorrega em cima de serpente. O quê a desestabiliza, ao ponto de agarrar-se a ele. 
“Você está bem?” Ele pergunta, segurando-a pelas costas, e ela acena a cabeça envergonhada. “Eu vou afastá-la.” Ergue a ofídio para longe, e quando ela se aconchega em seus braços, deixa o bicho fugir de seu controle, e a mesma cai, sentindo-se ameaçada, e bloqueando a saída deles. Ela está cheia, mas toda cobra ameaçada ataca.
Ao vê-la abrir a sua boca, Corelle a empurra para longe com um movimento. “Aprendi a ter controle desde que me afastei de Larry.” Responde ao olhar do seu companheiro de viagem, arremessando a pesada criatura, e o anjo relembra o momento em quê ela perdeu o domínio da fera. _Não precisa de proteção contra estas adversidades. Mas há seres poderosos atrás de ti. Mesmo que não goste de anjos, vai ter que se acostumar comigo. Diz atirando um raio para assustar a pobre rastejante, e a dama o estranha. Se tinha tal capacidade porquê não a ajudou antes? “Anjo sim, e homem também pelo visto.” O observa com olhos semicerrados.

CAPITULO 19- O ANJO, O DEMÔNIO, E A FILHA DO INFERNO.  Por horas Corelle e Michael andam lado a lado sem trocar novas palavras, e então do nada a bela cai na terra. “Não era você que queria conversar?” Enfim fala, e percebe que a moça estava em silêncio por outro motivo. Os olhos negros como carvão, a pele pálida, e as veias roxas denunciavam que não estava tão bem quanto gostaria. “Droga Corelle!” Ele a pega no colo, notando que o vírus zumbi estava agindo em seu organismo, e a mesma o encara sem reconhecê-lo. Já manifestava sinais animalescos, e só tinha continuado a segui-lo por conta do cheiro da sua carne. “Eu não vou te machucar.” Sussurra pronta para mordê-lo, e ele desvia quando ela avança. “Ainda consegue falar isso é bom.” A pega pela cintura, e voa para o laboratório mais próximo. “Cruz de machados. Cruz de machados.” Olha por cima, e ao reconhecer o símbolo num prédio, pousa no terraço, onde o arcanjo de antes o recebe com um sorriso, por não ter visto suas novas cores. “Não a trouxe para morrer.” Dá um escorão, levando a garota para dentro, enquanto esta encara o anjo de olhos castanhos, com um pouco de receio.
O rapaz entra num laboratório, e a coloca amarrada numa maca, para garantir que não será atacado pela mesma. Então inicia o processo de cura, cortando parte da sua pele para dissolver num estranho liquido que colocou no beque. “Eu estou faminta.” Corelle reclama, tentando se soltar, e ele ignora, pois está realizando cálculos precisos, para não afetar seus átomos de forma negativa. “Quieta. Logo vai desejar comida normal.” Ordena ainda pensativo, e o irmão deste entra na sala.
“Traidor.” Corelle diz em voz baixa, e  o outro celestial a encara com raiva. Michael não os ouve, e fica tão distraído que nem percebe quando duas penas negras caem no piso. “Você caiu?” O irmão miscigenado diz com mais alegria que decepção, e os olhos da moça crescem espantados. “Não seja bobo Gabriel.” O cientista, olha para os frascos, aguardando o resultado, e Gabriel pega-o pelo colarinho, erguendo-o contra a parede, enquanto a possível cura cai no piso, quebrando em milhares de pedaços.
“Não é hora para brincadeiras Gabriel.” O anjo demonstra calma, e percebendo que está muito controlado, o outro celeste vai em direção aos beques, e pega a segunda e última leva. “Coloque isso no lugar.” Diz de forma imperativa, e o irmão sorri com confiança. “Mostre-me suas asas primeiro.” Desafia, e Corelle se livra de uma das amarras, olhando-o desesperada enquanto acena com a cabeça, para não o fazê-lo. “Mostre ou ela será como os outros.” Ameaça, e a bela salta ao seu encontro, com tanta velocidade que o tempo se move lentamente para os dois. O arcanjo está com as asas abertas, cujas as bordas estão marcadas de preto, mas o outro ainda não viu, por isso ela torce seu pescoço para o lado, tomando a cura de suas mãos. 
“Como essa filha de Satã fez isso?” Diz o arcanjo olhando para a sua palma vazia, enquanto a moça segura o beque, e se prepara para administrá-lo. “Como posso usar?” Pergunta esperando por uma resposta, e o anjo de olhos azuis, volta a si. “É injetável.” Diz aproximando-se, e tira o vidro de suas mãos trêmulas. “Você. Saia daqui.” Expulsa o irmão que olha para trás cheio de desconfiança, e quando estão a sós, ele fecha a porta trancando-a.
“Obrigado.” Agradece tirando o cabelo do seu pescoço, para aplicar a injeção, então ele passa por trás, e lhe dá sua mão para segurar. “Vai doer bastante.” Avisa, e ela engole seco. A agulha atravessa a sua pele, e ela se encolhe recuando, ao apertar seus dedos. 
_Pelo visto interrompi algo. Larry os encontra agarrados, e o arcanjo e a filha demoníaca riem, mostrando a injeção para o ser obscuro. _Sei. Revira os olhos, e pega a seringa, jogando-a no lixo após sentir o cheiro celestial presente nela. _Tenho um plano que pode ajudar a Corelle. Explica, e os dois esperam por detalhes. Ao ver como agem de maneira parecida, quase sincronizada, o demônio limpa os olhos como se um cisco tivesse caído. _Vamos levá-la até a matriz das ideias. Responde forçando-os a se afastarem, e ao ouvir aquele nome, o arcanjo verifica se a porta está trancada. _Se eu fizer isso eles vão destituir a minha autoridade! O anjo grita em voz baixa, e notando a preocupação deste para com o seu status, o rival começa a jogar. _Tem a chance de escolher os desígnios de seu pai, onde é quase um rei, ou ajudar a filha de Satanás, a quem amou um dia e te traiu... O quê é mais importante? O amor de seu pai, ou o calor dela? O opositor ri erguendo uma sobrancelha confiante, e Corelle estraga seus planos, entrando no meio da conversa. _O meu calor? Eu jamais me uniria a um de vocês dois. São dois idiotas. Se defende, tentando fazer sua voz ser ouvida, e percebendo que o anjo não faz parte da batalha, o quê tem a face horrenda, decide brincar com o quê não deve. _Prefere Bael então? Ao ouvir tais palavras a bela fica enojada, e o arcanjo o repreende com o olhar, mostrando que passara demais dos limites. _Bom então vamos Larry. Corelle responde após uma longa pausa, destruindo o silêncio que se instalara. _Obrigado por tudo Michael. Aperta sua mão como se tivessem tratado de negócios financeiros, e ao ver a frieza dela, o anjo se incomoda com sua postura. _Eu posso perder tudo Lucy. Tenta se explicar, sentindo que está fazendo a escolha errada de novo. O quê chateia Larry, ao ponto de abrir o portal para irem, pois só tocou na sua ferida, para garantir que servisse a vontade do pai em vez da sua. _Eu me chamo Corelle, e não estou te pedindo nada. Ela se fecha, e ele percebe. _Você me traiu. A relembra, e a moça que estava indo embora com a criatura, volta sem acreditar no quê ouviu. _Esqueça o passado, não te faz bem lembrar. Cuide bem de suas preciosas asas, e apague minha existência da sua vida. Diz sem pensar, e como ambos estão afetados, Larry decide intervir. _Já sabemos que o romance entre um anjo e um demônio não dá certo. Agora vamos, Bael tem tempo de sobra para nos vencer. Pega em seu pulso, e a jovem se une ao ser infernal, tentando não olhar para trás. _Nos vemos na última batalha. Esteja pronto. Não terei misericórdia por conta da sua compaixão de hoje. Diz ao entrar na luz negra, e o anjo olha para baixo. 
_Eu vou com vocês. Diz caminhando até eles. _O quê? Não ouviu que ela te traiu? Foi comigo ainda por cima! Larry fica incrédulo, e por conta dos seus atos, Corelle revira os olhos. _Não há um dia que não me recorde disso. Mas não me perdoaria por deixá-la para morte duas vezes. Responde olhando nos olhos violetas da dama. _Ela não iria morrer! Eu iria salvá-la como sempre fiz! Retruca já perdendo a cabeça. _Os tempos são outros. O anjo ergue as asas manchadas, e enfim se junta a eles na viagem. _Corelle Lorrow, a fracassada, sendo alvo de disputa do caído Alak e do arcanjo Miguel. Acho que já estou numa ilusão. Ri de fato duvidando do quê está acontecendo. _Já disse que é real. O anjo diz, e o demônio fica indiferente. _Tão real quanto o sangue que vou tirar dele, se estragar nosso casamento. Ameaça, e a dama coloca a mão em seu ombro. _Já disse. Não vou ficar com nenhum dos dois. Sorri, e enquanto o portal os dissolve, eles riem da afirmação. _Veremos. Dizem em uníssono, e ela gargalha, sentindo pena de ambos.
CAPITULO 20- O CONSCIENTE COLETIVO
Em meio a luz, os três caminham, assistindo a vida de várias pessoas, como se fossem milhares telas digitais se passando por eles. “Acho que Platão não se referia a isso quando falou sobre o mundo das ideias.” Corelle brinca ao observar a história de uma mulher gorducha que estava a vivenciar um romance. Dona Guilhermina era casada com Henrique, um rapaz bonito, de boa família que a amava mais que tudo. Mas no consciente coletivo, onde todas as mentiras criavam vida através dos sonhos, as pessoas também podiam entrar na mente alheia, e quando Corelle o fez, descobriu que Guilhermina mentia para os amigos, nem namorado tinha, pois poucos gostavam dela. “É melhor não fazer mais isso.” Michael segura sua mão, levando-a de volta para o centro dos sonhos.
 _Quanta ousadia. Diz uma voz familiar, e o regente do mundo onírico surge na forma de uma bela mulher. _Não queremos brigar Morpheus. Larry ergue a mão em rendição, e o anjo e caída olham tal atitude sem repeti-la. _São os 3 patetas. O anjo manchado, o príncipe celestial, e a princesa vadia. Morpheus é bem direta, e Corelle abre a mão, pronta para dar uns tabefes na deusa. Só que tanto o penoso quanto o morcego, lhe impedem de alcançar a governante do mundo onírico. _Eu conheço todos os seus segredos bebê. Sei que está aqui para se livrar de Bael, e tem interesses românticos em...Inicia e a bela salta a frente dos dois, com seus olhos arregalados. _Preciso chegar a matriz! Grita impedindo que os dois saibam que seu coração possui inclinações que anseia disfarçar. _Em Michael que é o gótico de seus sonhos, ou em Larry que é o sociopata que amou a vida toda? Quem realmente...Morpheus prossegue desafiando, e com o olhar indiferente a jovem a julga. _Mal te conheço e já te odeio. Replica, e a mulher ri. _Ah que dó. Eu não posso ajudá-los. Cristo e Bael me matariam. Explica aos demais, e a jovem sorri com arrogância. _Morpheus se acha. Mas não passa de uma covarde, presa a status. É provável até que seja virgem porquê ninguém a quis. Ao ouvir tais insultos, os dois pretendentes agarram a dama, lhe tapando a boca. _Ela não quis dizer isso Morpheus. Larry tenta ajudar, e a deusa se enche de raiva, transformando-se numa sombra negra e densa com voz masculina. _Corram. O demônio diz, enquanto cria um escudo diante do ser esguio. Corelle fica para tentar lutar, e o arcanjo a carrega no colo. _Lembra quando disse para não entrar em pensamentos? Pergunta tentando distanciar-se do gigante magricelo. _É porquê Morpheus o fez, tentando ajudar cada criatura pensante. Retruca, e Corelle balança os ombros. _Ele ajudava cada pessoa, e sentia que seu eu estava se corrompendo, mas não parava, até que um dia toda sua luz se esvaiu. Diz se recordando da batalha contra Morpheus. 
Assim que este caiu, ficou confuso sobre quem era, ao ponto de transformar-se na última mulher a quem prestara auxílio. A dominadora Helena, uma nobre que não sabia quando devia parar de provocar intrigas, porquê nunca conheceu o amor verdadeiro, e queria fazer um inferno da estadia terrestre dos outros.
 _Morpheus tinha uma paixão secreta por Helena, e tudo o quê queria era realizar seu sonho. Infelizmente para a força cósmica, o desejo de Helena, era que os sonhos de todos virassem pesadelos. O arcanjo prossegue, e Corelle engole seco, pois nota o quanto a mesma era insuportável.
Morpheus enegrece até se tornar escuro como carvão. Seu corpo se eleva acima da terra, e ele emagrece bastante. Assim nasce Sandman, o ser que derrama a areia nos olhos alheios, levando-os a cair na mais profunda escuridão. Morpheus luta para voltar a si, mas Sandman é mais forte, pois havia ingerido inúmeros reflexos cruéis da humanidade que agora sonhava com o fim dos tempos, e ansiava pela destruição total da vida existente. 
_A vontade de Helena mergulhou o mundo na inquisição. O mesmo prossegue. Devido aos sonhos loucos que os padres recebem, os mesmos acreditam no retorno de Cristo, e como resultado caçam as bruxas, matando tantos inocentes quanto culpados. O céu fica em estado de desespero, e quando o arcanjo desce, ele se depara com o seu antigo grande amor, preso a uma estaca no meio de uma floresta, provavelmente capturada por aldeões. _Luciféria? Ele a estranha, e ao vê-lo a mesma salta para cima, enroscando a corrente benzida em seu pescoço, e sufocando-o sem compaixão. _Mais um inquisidor caiu na minha armadilha. A ruiva sorri, e este abre suas quatro asas. _Um anjo? Meus clientes pagarão muito mais por sua cabeça! Continua alegre, arrastando-o, e sem saber que decisão tomar, ele transforma seu corpo em luz, fazendo-a largá-lo antes que fique cega. _Eu sei que veio do Inferno, mas esta recepção é calorosa até para mim. Responde, passando a mão pela garganta queimada, e a dama ergue sua espada. _Esta lâmina foi forjada pela Rainha das Qliphoth. Se fosse você, não me aproximava. Ameaça, e ele revira os olhos, saca sua espada e a desarma, com um movimento. _Eu te ensinei a lutar. Não seja tola. Retruca, e a mesma desenha um círculo entorno de si, cheio de símbolos titânicos de proteção. _Seu Deus não é maior que os meus. Rebate, e se prepara para lançar algum encanto destrutivo. _Está bem eu me rendo. É bom ver que se sobressaiu uma vez na vida. Ele diz se prostrando diante da mesma, e os olhos dela cerram. _Não vim aqui capturá-la. Vim oferecer minha ajuda. Explica, e traços de energia se formam acima de sua cabeça. _Como um celestial poderia ajudar uma bruxa? Me levando para ser purificada pela décima vez?! Questiona preparando-se para arremessar a força que manipula. _Não, lhe mostrando uma pista que pode parar todas as mortes. Abaixa a cabeça, e lhe mostra sobre o Deus do Sono em um pergaminho que a moça de baixa estatura visualiza com ceticismo. _Ele é apenas o Deus dos Devaneios. Nada pode fazer para ajudar. Esclarece e o anjo ergue os olhos notando o nível de ignorância da bruxa. _Foram os sonhos Luciféria que fizeram os homens se voltarem contra o seu povo. Se convencermos Morpheus a criar revelações para equilibrar o mundo, as mortes terão fim. Aclara, e ela o olha ainda descrente. Sonhos teriam causado a sanguinária histeria coletiva? Não fazia sentido, e ele não lhe dava ares de confiança por isso continuava na defensiva. _Talvez pense que me conheça Sr. Alado. Mas para começar meu nome é Matteuccia, não Luciféria. Além do mais, seu povo nunca teve piedade com o meu, porquê devia confiar em ti? Ela segue dentro do círculo, e ele fica cabisbaixo, sabia que não era digno de tal segurança. _Eu vi tudo, todos os que perdeu, seu amado, sua mãe, seus filhos... sei porquê foi a um convento...e a razão de sair de lá. Responde tentando apelar para a gentileza, e a bruxa continua indiferente. _Estupro pelas mãos de um padre que assassinei é sempre um bom motivo para abandonar a igreja. Diz-lhe com asco, e o mesmo percebe. _A igreja não nos representa Luci...Matteuccia. Tenta se defender, e os dois ouvem um grito estridente há poucos metros de distância. O quê leva a bela a saltar para fora do círculo, pronta para ajudar quem fosse, porém o anjo a toma nos braços. _Unoami eat! Berra rasgando o pulso de ambos, e misturando seu sangue. _O quê fez? Ele pergunta sem entender. _Um feitiço de união. Tudo o quê fizer a mim atingirá a ti também. Se tentar me matar, você morre. Ri e o mesmo não consegue conter a gargalhada _Você é mortal Mat. Eu sou um anjo. O quê te fere não me mata. Destrói sua armadilha, mostrando-lhe que o ferimento se regenerou, e a mesma o beija rapidamente, deixando-o sem reação. _Impamor. Diz de supetão, e então o corta de leve acima da mão. _Esse não vai curar. Sai andando, e o arcanjo tenta abrir suas asas mas não consegue, porquê ela o tornou um mortal.  _O quê você fez? Quer morrer ou quer proteção? Questiona, sem compreender as suas intenções, então ela encosta o dedo indicador na ponta do nariz dele. _Quero que seja merecedor de seus dons. Se o quê diz é verdade, vou te devolver seus poderes. Se mentiu te mandarei de volta ao teu amado criador... Caminha pela mata. _De forma lenta e agonizante. O olha nos olhos, e este a segura contra a copa da árvore. _Você nos uniu, e me fez mortal. Precisava tanto de um par que me obrigou a ser o seu? Inquire rindo de sua própria presunção. _É um arrogante. Já disse que não confio em você. É só isso. As bochechas de Mat ruborizaram. O quê o leva a se calar, e os dois seguem a viagem. _Sua unha é bem afiada. Ele muda de assunto reparando que ela tem garras de prata no lugar das unhas. _Herança do Inferno. Diz com um sorriso forçado, e ele para de segui-la. _Vamos fazer um trato. Eu te digo onde encontrar Morpheus, te ofereço minha proteção, e você devolve meus poderes. Faz a oferta e ela ri de forma zombeteira. _Não entendeu não é celestial? Eu dou as regras aqui. Preciso ter certeza de quê não vai me matar. Abaixa o tom, se recordando dos pesadelos em que luta contra um que se parece a ele. _Já tive a oportunidade de te fazer desaparecer para sempre, mas outro a salvou, e me deu tempo para pensar no meu erro. Ele diz e a mesma deixa de se mover. _Você é o guerreiro de luz dos meus pesadelos? Diz sem virar-se para ele, e percebendo que ela lembra, o mesmo recua. _Temo dizer que sim. Caso se refira a um anjo semelhante a mim, usando uma espada para parti-la ao meio. Ele surge por trás dela, e ergue a arma na sua frente, fazendo-a tocar no objeto que lhe atormenta a anos. _Resimor. Diz ao sentir os dedos dele sob a sua mão, e cobre a face com um capuz dourado de pano grosso. _Não pise mais nestas terras, e obrigado pelo pergaminho. Fala com frieza, deixando-o para trás. Percebendo que seu poder foi restaurado, ele voa e pousa na sua frente. _O quê foi isso? Inquire, e ela olha para o solo, apertando as mãos. _Não quero falar sobre. Se não quiser perder seus poderes outra vez, sugiro que parta. Ameaça tentando afastá-lo, mas isso só o faz ficar mais próximo, de tal forma que lhe segura o queixo molhado por lágrimas silenciosas.
 _É tudo real. Infelizmente é real. A verdade a domina, deixando-lhe de joelhos, e o guerreiro fica ainda mais desnorteado e pensativo. _Eu sou mesmo a filha das trevas que fez um anjo cair. Não sou uma bruxa... sou um... As palavras não saem. _Anjo. Ele completa, e ela se ajoelha nas folhas secas do outono. _Como isso é possível? Meu pai é Diano Lucifero e minha mãe ... De novo o silêncio interrompe a narrativa. _É o primeiro anjo a aliar-se a Lúcifer, Laylah a própria noite... ou...Ele tenta dizer, e os olhos dela sobem cheios de ira. _Lilith o demônio noturno. A quem ela veio se tornar depois da queda. Completa com voz embargada, e ele concorda. _Sabe o quê as bruxas farão comigo se lhes contar a verdade? O encara copiosa e este não sabe como reagir, ser um anjo para ele é a coisa mais importante do mundo, então não compreende porquê alguém iria se envergonhar de suas asas. _Elas vão me entregar a um conselho, e o conselho vai me exterminar. Anjos e bruxas não combinam Sr...O olha temendo que sua afirmação venha a fazer sentido. _Arcanjo Miguel. Sente uma estaca entrar em seu peito, e fecha os olhos, mas ele continua quieto diante dela. _Então reúna bruxas que entendam que você veio dos céus e que isto não é uma vergonha. Responde e ela ri, como se quisesse chorar ainda mais. _Não é tão simples. Se mostra negativa, e ele revira os olhos. _Você acha que para Cristo foi? Indaga, e ela balança a cabeça para os lados, negando o quê ouviu. _Eu sou filha de Lúcifer! O caminho devia ser mais fácil! Esbraveja batendo levemente contra o seu peito, sem se importar com o quanto está vermelha. _Podemos pertencer a caminhos diferentes, mas a estrada é tortuosa para ambos. Diz de forma dura, e ela range os dentes. _Você restaurou os meus poderes, como o prometido lhe prestarei auxilio. Vamos até Morpheus, salvaremos o teu povo e o meu, e depois, vai erguer a sua tradição. Ergue a mão, e ela se levanta. Os dois unem forças para encontrar Morpheus, porém nem o céu, nem o inferno se alegram por tal auxílio. Os anjos vão até a moradia do deus dos sonhos, e a alada filha de Lúcifer tenta lhes socorrer, mas os mensageiros do céu, torcem o nariz para a mesma. “Ela não vai parar o Homem de Areia Negra. Vai lhe dar mais força!” Grita um dos subordinados do arcanjo, e com um olhar de seu comandante, o mesmo baixa a cabeça, e se une ao exército. 
“Sedepen!” Ela conjura, tentando afastar Morpheus de Sandman. Mas a força da criatura, é maior que a sua, e por isso este a devora com uma abocanhada. “Luciféria!” o arcanjo vocifera erguendo sua mão, e o braço perde a sua forma tornando-se pura luz, luz o suficiente para tirar a bela do estômago das sombras. Ao ser resgatada, a ocultista estende sua mão para o ar, e notando que Sandman é a escuridão do próprio Morpheus que está se sobressaindo a ele, ela lança seu feitiço “Invemaenbe” ordena e todo o breu retorna para dentro do Deus. Contudo no lugar dele, está uma estática réplica de Helena. _Helena. É a última vez que se ouve o tom de Morpheus, antes dele se transformar em sua amada, deixando de existir de vez. _Estamos em maus lençóis! Diz Matteuccia ao olhar para o sorriso da dama, e o arcanjo concorda com a mesma expressão de surpresa. —Nós discutimos  com novo Morpheus, até chegarmos a um consenso, e salvarmos os dois povos. Diz o anjo nos dias atuais, e a bela bruxa encarnada baixa a cabeça. _Mas Matteuccia nunca conseguiu fundar o próprio culto não é? O olha de forma acusadora. _Os celestiais não te viram com bons olhos, e os infernais também não foram a favor. Explica com certo peso em sua voz, e ela olha para o piso fluorescente. _Então me vendi ao diabo para poder ser reconhecida. Diz com certo desgosto, e o anjo estranha sua afirmação. _Eu não sei. Me mandaram retornar para o reino celestial, porquê não confiavam em mim quando estava perto de você e...Ele começa a se defender, e então se toca de quê a dama teve mais uma lembrança perigosa. _Do quê se recorda? Pergunta de forma sombria. _De ir atrás da irmã de Lilith que cuidou de mim na Terra, e fazer um pacto com aquele que agora quer me destruir. Diz com as unhas perfurando o peito. _Finalmente se lembrou. Diz o demônio surgindo em meio ao consciente coletivo, e os dois ficam apreensivos.
_Guarde suas garras, eu a domino como bem entender, e aliás chega de lucidez. Luciféria Lilith II, minha rainha soturna. Sorri, e ao rimar o nome da moça, suas íris ficam brancas como a neve, e o glóbulo escurece até ficar completamente negro. A bela joga a cabeça para o lado com dificuldade, e se encaminha para os braços do inimigo, voltando-se contra aqueles que anseiam salvá-la.—Sandman. Bael diz para a sombra gigante. —Destrua-os. Ordena passando sua mão na costa de Corelle, e guiando-a em rumo ao centro do consciente, onde lhe faz colocar a mão numa esfera iluminada, aproximando seus lábios do ouvido da sua presa. _Cumpra aquilo que sempre planejou. A mãe de Danyel Herrow quebra a coluna, e vários outros evangélicos são levados por um feixe, que acreditam ser a entrada para o paraíso, até começar a chover sangue dos céus. _Mergulhe o mundo na escuridão. A lua é puxada em direção ao sol, e cresce tanto, que este passa a orbitá-la, fazendo com que não haja mais luz. — Faça com que todos sofram dez mais do quê sofreu. O caos se instala entre mortais. _ Traga os seres das sombras. Nós sabemos que não existem só mortos-vivos humanos. Vários seres horrendos que parecem ter saído do útero de Tiamat, caminham por sob Erebu. _Seja o Anticristo a que foi destinada. O demônio pousa sua mão por cima dos dedos da garota, e lhe beija no rosto, com intuitos nada benévolos. _Vai ter que mandar muito mais do quê o Sandman para nos impedir. Larry surge na sua forma horrenda, com o lábio pintado de vermelho, e o arcanjo olha para a forma como o demônio se porta perto da garota. 
CAPITULO 21- A ANTICRISTO E O DEUS QUE SE TORNOU TITÃ
Após o ataque no consciente coletivo, Corelle desapareceu junto ao demônio, e Michael e Larry discutiram sobre quem era o culpado, até perceberem a perda de tempo, partindo numa jornada em rumo ao próprio Lúcifer, com o intuito de conseguir ajuda para libertar a moça.
 Ao chegar no portal, o anjo encara o demônio. _Anjos não podem...Diz de má vontade, e o ser das trevas gargalha, empurrando em rumo a energia pela qual este atravessa. _Você está a um passo de cair. Basta ser o primeiro a avançar. Esclarece assim que entram no longo túnel de pedra, onde se encontram as masmorras de todos os escravos de Lúcifer. Políticos, Assassinos, e Mentirosos que mancharam seu nome ao longo da história, e não param de berrar, implorando pela misericórdia divina que nunca vem. “Humanos Erebianos?” Questiona o alado, e o homem cujo o olho nunca para de sangrar afirma em silêncio enquanto caminham.
Após alguns minutos, os dois chegam ao salão real, onde encontram um senhor de aparentes conservados 40 anos, sentado ao trono com um olhar que não transmite nada mais que imponência. “O quê o traz...Mas o quê está fazendo aqui?!” Questiona o rei, saindo da penumbra que escondia sua aparência. Os cabelos são ruivos amarelados como mel, a pele é alva com um toque de girassol, os olhos são violetas, e está trajando roupas bastante formais. 
“Ele vai cair por ela.” Larry explica prostrando-se perante ao pai de Corelle, enquanto toma sua forma humana, por saber que Lúcifer detesta os demônios, e o arcanjo o olha incrédulo. “Eu não vou. Gosto da minha posição celeste. Apenas não quero que ela sofra.” Abaixa o olhar, e o primeiro dos caídos vem ao seu encontro. “O céu já não é tão justo quanto se lembra. Talvez cair te faça mais digno do pai, do quê seguir o novo sistema.” Explica enquanto o demônio fica calado, como um lacaio esperando a hora de levantar.
“Não tente me seduzir irmão. Sabe que estou aqui pela...” Michael se encolhe, e tenta desviar do assunto. É quando Lúcifer o encara com certa repulsa. “Minha filha.” Conclui, recebendo as visões dos acontecimentos ao se aproximar de Larry, e faz um sinal para quê o demônio cultuado como deus em Memphis se levante. _Eu lhe dei ordens expressas para protegê-la. O ruivo fita o ser das trevas com rancor. _Eu sei meu senhor, mas...Tenta se explicar, e o governante revira os olhos. _Deixou seus sentimentos falarem mais alto, e como resultado Corelle não confia mais em ti. Termina o quê o outro ia dizer, então sorri de maneira irônica, e o som do trovão ressoa em seguida.
_Morpheus está certa. São 2 patetas. Eu sei que vocês amam a minha menina, mas deveriam ter agido como guerreiros e não pretendentes. Os repreende, e tanto o celestial quanto o infernal o ouvem emudecidos. _Onde ela está agora? Pergunta para Larry, porém é Michael que toma a palavra. _Nos braços de Baal. Diz com certa relutância, e o anjo obscuro gargalha. _É piada não é? O anjo que herdou os poderes de Lilith, e pode mergulhar todas as dimensões existentes em um loop de sofrimento, agora está junto daquele que anseia exatamente isso?! Grita com ódio, e os dois se entreolham, duvidando que ir até o pai da menina tenha sido uma boa ideia.
_Eu sempre fui contra estes romances. Um anjo e um demônio? Um anjo e a filha de um caído? Devia ter seguido minhas opiniões, pois olha só no quê deu! Vocifera, transformando sua cadeira real em cinzas, e os meios-irmãos dão um passo para trás. _Luciféria não é chamada de arma secreta a toa! Ela pode literalmente dizimar as duas raças mães! Confessa, andando de um lado para o outro. 
_Bael já tinha poder sobre ela. Era como se ele já a conhecesse... Michael tenta iniciar sua defesa, contudo Larry o interrompe, recordando-se das palavras exatas do rival e inimigo. _Adam. Larry diz de má vontade, e os outros o olham confusos. _Quem sentia prazer em rimar as palavras para Corelle, era o pretendente Adam. Tenta responder, mas continuam com expressões enleadas. _Eu matei vários garotos que se aproximaram de Corelle. Revela, e o anjo caído o olha com espanto. _Nunca lhe pedi para atrapalhar a vida amorosa da menina. Diz com desconfiança, e o belo cabeludo fica indiferente. _Fiz por conta. Ela é minha eterna esposa, e não podia deixar que outros a tomassem. Demonstra frieza, o quê deixa os outros dois um tanto apreensivos. _A questão é que pelo visto, um deles mereceu seu destino cruel. Sorri de maneira discreta, e volta a explanar seus pensamentos. _Adam foi um dos quê me deu mais dor de cabeça, e pior quando achei que tinha me livrado dele, encontrei uma carta do mesmo no lixo do quarto dela. Seus olhos se voltam para Michael. _Imaginei que seria obra do arcanjo afinal podia sentir o cheiro dele no corpo clonado de Danyel. O observa com certo desgosto. _Mas eu só usei o corpo que a Senhora Herrow permitiu que a ODC copiasse do filho Danyel. Fica sem entender. _Exatamente. Porém antes de ser um Deus titânico, Bael também foi anjo. Elucida, escrevendo as afirmações no ar,  como se fosse um quadro de energia ultravioleta. _É o quê dizem. Você pode tirar o ser de um lugar, mas não pode tirar o lugar dele. Vira-se para os dois, mostrando-lhe o esquema de teorias. _Bael planejou isso desde o início, e manipulou a todos nós, para que não soubéssemos quando a levaria. Conclui encarando-os, deixando Lúcifer e Michael concentrados. _Ele se aproveitou do amor que Lúcifer tinha pela filha. Das minhas inseguranças. A persistência desse penoso. E principalmente, do vazio que existia dentro de Corelle desde que era pequena. Esclarece ainda mais. _Como fomos idiotas. Continua seguindo a mesma linha de pensamento, e começa a se entregar ao seu outro lado.
 _Acalme-se. Todos fomos enganados. O caído pousa a mão no ombro do demônio que já estava a se tornar o louco de spikes. _Há 10 minutos éramos dois estúpidos. Diz com voz rouca, e o grande governante lança-lhe o olhar da morte. _Achei que a falha era de vocês, não minha, mas agora que sei que falhei, não é justo julgá-los. Relata caminhando para fora do salão, e os rivais o seguem sem questionar a onde vão.
Em Nova Jersey... O caos reina, o som de alarmes tocando juntos se faz alto, os cachorros uivam, os gatos miam, até as criaturas marinas ficam acuadas. As pessoas correm batendo umas nas outras e mostrando sua real natureza egoísta. Progenitoras atiram suas crianças no mar, apenas para sobreviver sem um peso nas costas. Genitores lançam suas mulheres e filhas para as criaturas na esperança de haver um mundo sem a raça feminina. Brancos atiram em negros. Grupos de negros massacram os brancos. Políticos são degolados, e o povo rouba todos os pertences. Contudo o pior vem as religiosas que são condenados pelas netas das bruxas que não conseguiram queimar, que na verdade são filhas de Eva que tem prazer em blasfemar. 
“Por favor não!” Grita uma mulher de branco, enquanto outra enfia sua estaca na mesma, empalando-a em questão de segundos. “Socorro!” Urra a segunda ao ser obrigada a sentar-se desnuda no estranho objeto triangular, conhecido como berço de judas. “DEUS TENDE MISERICÓRDIA DE MIM!” Vocifera a outra ao conhecer o estripador de seios. “MEU DEUS!!!” Ouve-se o bramido daquela que conhece o desprazer da serra que corta ao meio. “NÃO!!! MINHA VIRGINDADE!!!” Ulula a quinta ao ser amarrada e receber a perfuração da pera da angústia. 
_É como uma pintura da idade média. A melhor época em que intervir na humanidade. Diz Bael de braços dados com Corelle, observando todo aquele cenário sanguinário com um sorriso. _É como um dos piores pesadelos de uma bruxa. Diz a mesma, enquanto olha para a imagem, e uma lágrima solitária cai por sua face pálida. _É o quê acontece quando uma bruxa rejeita um demônio. Ele brinca, secando o seu olho, e os dois caminham em meio a destruição como se fossem intocáveis. _Você abusou de mim naquela jaula, como esperava receber um sim? Pergunta-lhe, e percebendo que a dama não estava totalmente ao seu comando, ele lhe observa desconfiado, até que ela vira-se, lhe confirmando que permanece sob o seu domínio, pois os olhos continuam brancos. Quem conversa com ele é seu outro eu. _Abuso é uma palavra feia. A corrige. _Prefiro, um  cortejo desastroso com consequências que fugiram do controle. Defende como se tivesse razão. _Palavras demais que definem uma ação simples. Rebate e ele percebe que a mesma era leal a si de tal forma que ainda como zumbi era capaz de lhe dá problemas. 
_Você me libertou e buscou por mim depois não foi? Diz com raiva. _Se fosse um abuso teria fugido, não desejado por mais. Diz com desgosto, e a bela fica em silêncio. _Eu não te desejei Bael. Diz o olhando no fundo dos olhos. _Então por quê me libertou?! O deus perde as estribeiras e a garota sorri. _Pelo poder que poderia me proporcionar. Revela, e o ruivo a pega pelo braço, puxando-a em rumo a um lugar desértico. _Seu corpo reagiu com o prazer. Retruca entredentes. _Meu corpo não fala por mim. Graças a ti aprendi a sentir prazer com a dor, mesmo não me agradando. Rebate ainda sorridente, e isto o enfurece. _Você queria ser minha esposa. Fica absorto, e a bela o encara com um olhar maldoso. _Era a única forma de recuperar os poderes que você me fez perder. A boca do mesmo se abre, enquanto as sobrancelhas se curvam para baixo. _Eu não acredito que você me usou. Enfim entende. _Aprendi com o melhor não foi querido? O empurra, e o demônio vai para trás, pois está desnorteado. _Você disse para esta pobre menina que saiu do Inferno para se vingar. O tom de voz da mulher de olhos brancos se torna zombeteiro. _Eu te tirei do Inferno, porquê sabia que não importava se fizessem o mesmo contigo, você nunca entenderia o meu sofrimento. Caminha na sua direção e quem se sente encurralado agora é ele. _Então toquei na sua ferida. Toca no seu peito com o dedo indicador. _Bael o filho rejeitado de Deus. O irmão terrível. Aquele que só tinha o amor nos braços da maluca da mãe. Diz com um tom infantil e faz um biquinho, como se a dor do inimigo fosse só birra. _Eu te fiz me amar, me desejar, me querer. Só para quando este momento chegasse ... Ri na cara dele, e este tenta lhe atingir com um tapa que ela bloqueia com o braço. _Tá doendo é? Sua voz melódica o desconcerta. _Como é que um deus se sente, após descobrir que foi vencido por um anjo? A bela sussurra no seu ouvido, e ele segura seus braços, afastando-a.
_Você não me venceu. O ruivo treme, e certeza é a última coisa que transparece. _Olhe ao seu redor Bael. O mundo que me fez sofrer está a ruir para que o novo exista. Abre os braços de forma teatral. _O mundo que você construiu, a crença que você defendeu... Logo será apagada da história. Gargalha, e ele a pega pelo pescoço. _O quê você fez? Questiona sabendo que seu plano foi por água abaixo. _O quê um anticristo deve fazer oras. O olha com maldade, e este pressiona seus dedos na garganta dela. _Não vou repetir. Os dentes quase não desgrudam quando fala. _Certo. O observa sem vida no olhar, e então suas íris fluorescentes brilham até cobrir o planeta de ultravioleta. _Esse mundo é meu agora, e você querido diabo, será esmagado pelo meu salto.  O olha com indiferença, e percebendo que ela está fora de controle, o mesmo a joga contra a parede. _Thlili Aiareficlu ! Esbraveja num susto e a mesma desperta como se acabasse de acordar de um pesadelo, e se depara com o céu coberto por traços de sua energia.
_O quê está acontecendo? Questiona ao acordar, e ele a pega pelo pulso, levando-lhe para longe de todo o impacto cataclísmico. _É o quê você vai me explicar. Rebate, arrastando-a para dentro de uma limusine a qual ordena seguir viagem. _Quem é você de verdade Corelle Lorrow? Inquire assim que a coloca sentada de frente para ele. _Eu sou a filha de Andreas e  Soraia Lorrow. Protegida de Larry Karses... Inicia e o demônio se entrega a cólera. _A verdade! Só falta lhe acertar um tapa, e a mesma o olha confusa, não entendendo o quê queria dizer. _Você realmente não sabe? Ergue o rosto analisando-a friamente, não se deixaria ser enganado duas vezes. _No mundo real é quem sou. Por quê? O olha desconfiada, recordando-se que estava diante do inimigo, e não podia manter-se para sempre de guarda baixa. _Pelo visto podemos nos ajudar. Abre a porta, e a leva de volta a Saint Louis, onde são recebido por Gabriel que troca olhares ameaçadores com a moça, para mantenha o bico fechado quando se encontrar com Michael. _Se ela abrir a boca para o meu irmão... O arcanjo provoca, e o deus de cabelos de fogo ergue sua mão. _Basta. Ela está sob a minha tutela. Eu decido o quê será feito caso deixe de ser útil. Demonstra imponência, e por ímpeto o outro decide enfrentá-lo levantando a voz. _Ela é a amante de dois seres que são destinados a te dar uma surra! E filha do seu irmão que quer... A voz do alado traidor se reduz quando os olhos do ruivo se tornam completamente negros. _Você está diante do seu Deus. É melhor ter mais respeito. Responde de forma compassada, e todos se encaminham para o laboratório, onde todos os anjos que estão sob o comando de Gabriel se encontram.
_Somente o Michael está de fora dessa corrupção?! A bela não deixa de perguntar, e ao ver todos aqueles olhos inumanos focados em sua pessoa, imediatamente se cala. _O quê farão comigo? Sussurra com medo, encolhendo-se, preparando-se para fugir pela primeira saída. _Não vamos te machucar. Bael esclarece, e ela se distancia ainda mais, acreditando que a resposta está incompleta. _Eu te torturei mais do quê o necessário. Agora preciso que confie em mim. Ergue sua mão, e com olhos enormes ela o observa desconfiada. _Ou terei que te obrigar a dizer sim outra vez. Termina, e ela treme. Não tem ideia do poder que habita o seu interior, e acha que é metade humana, portanto acredita que ceder é a melhor opção para sobreviver aos seres puros. _O quê precisa? Diz de forma relutante, e ele sorri segurando a sua mão. 
Enquanto isso... Os três mosqueteiros do Céu e Inferno, correm contra o tempo para tirá-la das mãos do deus titânico, passando por uma floresta gigantesca, onde as árvores são maiores que o alcance da cabeça da girafa, e mais largas que um elefante. “Ele é o único que pode nos ajudar.” Diz Lúcifer transformado em um dragão, enquanto Michael abre as asas, e Larry flutua transformado numa densa sombra negra. 
Ao chegar os dois mais novos ficam parados na entrada da caverna, e somente o portador da luz atravessa as sombras. “Eu sei que está aí velho detestável.” Diz ao entrar em meio a escuridão, e ouve-se a gargalhada suave de algo cujo o gênero é indistinto. “Samael. Há quanto tempo não nos vemos?” O cumprimenta e o ruivo demonstra total desagrado. “Desde que me expulsou do paraíso porquê engravidei Layla, guerreamos, e entregou todo o seu poder ao meu irmão odioso que o destituiu do cargo de Senhor dos Céus.” Retruca com desgosto, e acaba sorrindo ao ter como resposta apenas o silêncio. “O quê quer garoto insolente?!” O tom dotado de raiva faz com quê o primeiro dos caídos ria com escárnio. “Lhe dá uma chance de fazer o certo, recuperar o teu céu, e cuidar daqueles macacos pelados.” Demonstra total desapego pela humanidade, e quem ri desta vez é a criatura que habita o escuro. “Ser traído por aqueles que amou não deve ter sido fácil não é meu filho?” Diz com um pouco de compaixão, e Lúcifer revira os olhos. “Todos nós tivemos uma derrota.” Mais uma vez luta para ter razão, e uma mão gigante formada por mil galáxias, faz carinho na cabeça vermelha daquele que caiu. “Como sempre. Um garoto mimado.” O ser responde, e se transforma num homem mais alto e forte, com traços semelhantes ao do anjo, tendo por exceção apenas os chifres que são de cervo, e lhe dá um abraço. “Não é hora para paternalismos.” Lúcifer recua ao carinho do pai, e este sorri com certa culpa. “É sempre hora de lutar por um filho pródigo, ou acha que os meus escolhidos são sempre rebeldes por nada?” Se diverte com a afirmativa, e os dois saem daquela gruta. Yaweh é um canastrão risonho, enquanto Lúcifer parece detestar certas formas de agir, é um perfeito retrato do pai legal e o filho correto que deseja ser diferente do mesmo algum dia.
_Pai! Michael se curva, e Deus segura seu ombro. _Não te curves para mim meu filho. O tempo me mostrou que certas coisas devem mudar. Esclarece, e o anjo se levanta. _Azazel. Cumprimenta sabendo que o caído é como seu filho, e não o vê com bons olhos. _Yaweh. Larry acena com frieza, desconsiderando o fato de quê ele é o seu próprio criador. _Como posso ser útil? Pergunta para os três, mantendo sua postura apesar da baixa aceitação do público. _Precisamos ir ao Éden perdido, e voltar no tempo. Lúcifer é bem direto. _Não recomendo tal coisa. Deus mostra resistência a ideia. _Separar Luciféria de Tiamat pode destruir as duas. Esclarece, e os outros dois o encaram. _Bael vai usar Tiamat para fazê-la recriar o universo. Sabe-se lá que planos ele tem. Larry tenta defender que é o melhor a ser feito. _Vocês não entendem. Luciféria agora é a própria vida e a morte, a existência em todos os sentidos. Se algo der errado... Yaweh tenta deixá-los a par do risco. _Destruiremos todas as realidades existentes. Conclui Michael, e Deus o parabeniza por sua sensatez, com um sorriso. _Mas se Bael a usá-la, quem deixará de existir é a própria Luciféria. Larry reage, e os outros três ficam calados, imersos em seus pensamentos.
Em Saint Louis...Bael pega alguns arquivos aos quais somente a ODC tem acesso, e os mostra para a menina que os segura, focando-se em pontos chaves da estranha teoria da Deusa Anjo. “A Deusa anjo é resultado da fusão entre um anjo puro que se prendeu a escuridão de onde nasce a vida.” Lê passando o dedo pelas palavras, que parecem está numa linguagem indizível pelos seres humanos. “Esta embora seja conhecida como deusa, é na verdade a reencarnação da besta, a titã da qual nasceram todas as abominações.” Prossegue, sem entender como aquilo poderia ser tão facilmente traduzido por seus lábios. “Tiamat, Gaia, Antu, são apenas três dos seus nomes. Alguns a conhecem como a representação do próprio...” Tenta terminar, e o ruivo toma os documentos de suas mãos. “Caos.” Diz a última palavra que faltava, e após entregar os papiros para seu subordinado, fecha a porta, e senta-se a sua frente.
_O quê isso significa? Pergunta para o mesmo, enquanto esse põe a mão na cabeça, tentando definir que estratégia utilizar. _Primeiro: Você é filha de Lúcifer e Lilith, o único anjo no Inferno que se recusou a cair. Fala sem vontade, persistindo em atrasar as respostas, para poder manipulá-las, contudo percebe que dizer a verdade pode ser mais conveniente no momento. _Me recusei a cair? Era apaixonada pelo Larry que me criou como sua filha. Matei homens que se recusaram a ficar comigo. Eu... Tenta continuar a confessar seus crimes, e ele ergue a mão, silenciando-lhe para que não prossiga. _Sei de todos os seus crimes. Mas também sei que ainda é capaz de amar. Aclara massageando as têmporas, pois não sabe como lidar com os fatos. _E daí? Responde com um ar de quem nada entendeu. _Você não perdeu a sua principal essência. Logo ainda não caiu. Diz-lhe mesmo sem querer. _Até onde sei , se isso for real, a queda começou porquê eu nasci. Retruca, esticando a cabeça para encará-lo, e este concorda, evitando olhar em sua face. _É. Exatamente isso. Antes de você, não havia o amor. Todos nasciam, cresciam, se desenvolviam e morriam solitários. Fita-lhe e depois gesticula de forma superficial como se fosse uma asneira. _Mas quando Lucifer violou as regras do pai, e deitou-se com Layla, injetando-lhe a energia criativa que nos trouxe a vida, você, o maldito amor nasceu. Responde, e ela começa a rir como se estivesse a beira de um surto psicótico. _Está tudo bem? Ele se aproxima e a mesma usa sua palma como escudo. _É uma piada de mal gosto? Inquire, e ele nega preocupado que isso a perturbe, pois não é nem metade dos fatos aterradores. _Normalmente eu apoiaria suas atitudes, e te deixaria surtar. Abre a gaveta, e então desmancha uma cartela da qual retira comprimidos. _Mas não quero ver ela de novo, então toma. Oferece com um copo d’água. _Ela quem? Tiamat? Responde mostrando que entendeu do quê se trata, e ele nega com a cabeça, enquanto lhe vê analisando a bula. _Luciféria. O seu outro eu. Há 3 seres aí, sendo duas uma só, e o terceiro algo que achei ter me livrado. Responde, então pega um lápis e o papel, e desenha o mapa para a mesma,  lhe mostrando seus estados de consciência, ao fazer três linhas dentro de um circulo. _Corelle é a sua consciência material, é quem está comigo agora. Luciféria é sua consciência subconsciente, é quem está adormecida, quando não invertem os papéis por precisar matar alguém, e Tiamat é um parasita que domina as outras duas. Explica apontando para as linhas de forma crescente.  _Acho que chamá-la de parasita é uma ofensa. O alerta, e ele acata, ainda apontando para a sua explanação. _Veja como quiser. Mas Tiamat não devia está aí dentro, e pior continua a se alimentar de Luciféria, que está deixando de existir aos poucos. Esclarece, aumentando a linha superior envolva das outras. _Como isso aconteceu? Espera por mais dados, e ele maneia a cabeça tentando achar palavras que o livrem da culpa que carrega. _Após o abuso, eu fui preso pelos dois palermas, e para sair do Inferno precisei da ajuda de Apsu. Decide jogar tudo na mesa em troca de alguma credibilidade. _ Mas fui eu quem o libertou... Ela o encara desacreditada, achando que está mentindo. _Sim foi você, depois que Apsu a induziu a fazê-lo por minha causa. Explica a verdade, e ela aguarda por mais provas para dar um veredito. _Eu sai do Inferno antes, por conta de Yaweh, e tomei-lhe o reino dos céus, com o poder que Apsu me deu. Diz mais uma vez, e ela limpa o ar com suas mãos. _Yaweh não lhe deu o poder? Questiona se perdendo em meio as informações. _Não. Essa foi apenas uma condição que Apsu impôs, para que os seus planos não fossem interferidos pelo filho. Esclarece, e ela o ouve atenta. _O quê eu não sabia, era que estava sendo usado pelo mesmo, para destruir a deusa a quem um dia amou. Declara, e ela se agarra aos braços da cadeira. _Tiamat o amava, então por quê ele faria isso?! Sua voz denunciava o pavor, e notando tal situação, o mesmo pousou sua mão sob a dela. _Ciúmes. Ele sabia que ela tinha tomado Kingu como seu par, e não gostou nada disso, pois embora Tiamat tivesse lutado contra todos por ele, no fundo estava focada somente nos seus interesses. Recorda-se do passado, onde a bela Luciféria é amarrada ao piso cheio de símbolos, para receber a lâmina de Azrael. _Nós tínhamos algo em comum. Odiávamos duas mulheres que poderiam ser facilmente transformadas em uma, para enfim destruirmos. Comenta, e os olhos dela se encontram com os seus. _O problema é que Tiamat tinha absorvido toda a força que podia, e por isso quando reencarnei em Marduk, foi difícil me livrar dela. Lembra-se da batalha contra a deusa de 11 cabeças, e do quanto penou para derrubá-la. _Eu achei que havia lhe enviado para o tormento eterno. Mas a esperta, se mesclou a Luciféria, e ficou escondida por milênios, comendo sua essência de pouco em pouco, para que não percebessem a sua volta. Conclui, e a bela coloca as mãos na cabeça. _Como me livro disso?! É direta. _Por quê Tiamat faria tal coisa?! É o quê vem em seguida. _Ela, ela é mãe de Lilith! Derruba tudo o quê está pela mesa, e ele segura seus pulsos. _Corelle ela é uma dos antigos, os antigos que existiam antes do amor, quando só havia a paixão, e as relações eram apenas para o prazer ou criação. Vai ao ponto. _Ela pensa, mas não é como as avós humanas que amam seus netos. Explica de forma dura, e depois seca as lágrimas em seu rosto. _E eu pensando que você era o maior dos problemas. O olha como uma criança assustada, e ele respira fundo. _Certamente não sou um dos maiores, mas também peço que não confie em mim. Cria distância, e a dama o encara com interrogações na cabeça que são expressas pelo olhar. _Apsu e eu somos simbióticos, e ele não terá piedade de Tiamat. Não importa se é uma garota chorona que a carrega. Alumia com frieza, e a deixa sozinha naquela sala que parece cada vez maior e escura.
Do outro lado... A família celestial se encaminha pelas montanhas em busca do primeiro ser. Quando de repente são surpreendidos por um ruivo indesejável, para quem todos erguem suas armas de energia. “Não sejam estúpidos. Apsu continua aqui dentro.” Bael demonstra indiferença, mas Larry e Michael permanecem em guarda, segurando suas espadas de luz e escuridão. “O quê quer aqui?” Larry começa a se modificar para atingir a forma sombria. “Estou aqui para ajudá-los.” Demonstra o oposto com gestos de desprezo. “Não queremos a sua ajuda.” Michael toma as palavras de Larry, e Lúcifer tenta controlar os dois irmãos. “Tiamat está devorando a amada Luciféria de vocês. Se eu não pará-la, perderão aquilo pelo que tanto lutam.” É arrogante, e os dois pretendentes guardam suas armas. “Eu me preocupo apenas com Corelle.” Larry o corrige, e este aceita a resposta. “Ao menos um dos dois se importa com a humana.” Provoca, e indica o caminho para irem até o Primeiro.
Agora os 5 se aproximam da entrada para a outra dimensão que perpassa o céu, o inferno, e os demais reinos existentes. Todos estão apreensivos, esperando que consigam sobreviver a Dimensão Original que deu origem a todas as outras, e onde os deuses são como humanos com superpoderes que precisam sobreviver a bestas colossais devoradoras de carne. Bael parece um pouco humanizado agora. Larry tem o olhar determinado. Michael ainda teme que Yaweh o castigue lá na frente. Lúcifer parece disposto a fazer o quê for preciso, e Yaweh está calmo, porém nada contente.
Ao entrarem na dimensão original,  os deuses se encolhem apreensivos. Não há árvores, nem animais, ou seres vivos. Apenas existem gigantescas moléculas espalhadas por uma longa parede ectoplásmica, da qual saem seres tão pavorosos que fariam o leigo padre apontar o dedo para Lúcifer como seu criador. Apenas Bael não teme as coisas que saem de dentro das células, pois esta não era a primeira vez que havia estado neste lugar, e como continha uma das criaturas ali existentes dentro de si, isto lhe dava uma chance para sobreviver, pois embora Apsu fosse um gigante da Via Andromedana, ele era apenas um garoto em comparação aos inúmeros monstros que habitam seu lar de nascença.
“Carne fresca.” Ecoa das paredes, e os quatros imortais se preparam para se defender. “Não sejam estúpidos.” Bael revira os olhos e cria um espectro para protegê-los. “A água é invisível e neutra” Diz cobrindo-os com um campo de proteção, e os cinco caminham em rumo ao vazio da existência de onde tudo nasce sem viver. “Azathoth et’cha.” Bael se curva, e o ser acima dele pousa ao seu lado, enquanto o deus e os anjos fazem o mesmo por respeito. “Nav’opre Ti” A voz sem cor responde para todos. “Luci poso” Bael parece esclarecer os fatos. “Luci noepri” Rebate em tom solene. “Maes guarum” Discute então vários tentáculos surgem envolvendo o pescoço do jovem Deus supremo. “O quê está havendo?” Larry estranha e os dois celestiais reconhecem como a energia primordial da qual nasceu a linguagem de El. “É Lovecraftiano. A linguagem a qual somente aqueles que conheceram a força superior conseguem falar” diz Michael com o olhar focado na criatura, então após uma longa discussão que somente Lúcifer, o irmão, e o deus parasita entendem todos são cercados por criaturas que parecem ter nascido do avesso a raça humana, pois suas formas são feitas de músculos, as cabeças de ossos, ou carne crua.
“Ah obrigado. Agora os filhos de Nyarlathotep vão nos perseguir.” Diz Larry e os dois celestiais o estranham, “eu não conheci esse ser mas estudei o caos analisando o próprio Nyalarthotep.” Rebate transformando na humanoide criatura humana que pode manipular a matéria.
“Pelo visto todo mundo fez o dever de casa.” Bael se transforma em luz. “Agora vamos. Azathoth não vai nos ajudar. Ele não se importa com os bisnetos de Apsu, nem a continuação da espécie, pois é eterno. Foi burrice virmos aqui.” Diz ao lançar flamas solares numa das criaturas. “Seu poder não tem a ver com a água?” Questiona Larry e o outro ri  girando e fazendo com que as criaturas estourem. “Eu estava usando meu poder de nascença Senhor das Armas.” Brinca, e assim cada um dos deuses vai em busca da saída. 
“Para mim já chega.” Yaweh se impõe, então atinge o vazio com suas vibrações, chacoalhando o espaço onde o ser habita. “O quê está fazendo?!” Bael pergunta preocupado, e Deus cai de joelhos sem entender por quê ferir o outro o atinge. Em meio a berros os olhos do dito antigo todo poderoso sangram, e ele vê como foi quê atingiu aquela forma que hoje se encontrava.  Forçando Azathoth a abrir seus olhos, ele se recorda de quem já foi no início dos tempos e como se tornou uma das suas criaturas, Jesus não era o primeiro descer dos céus para torna-se homem. Assim transforma aquela realidade caótica e repulsiva no conhecido paraíso. 
“Você ainda tem poder?” Bael fica assustado ao notar que Deus se mistura a criatura gigantesca e este gargalha. “Os humanos já não eram saborosos o suficiente, foi por isso que me livrei deles, e escolhi o primeiro idiota que queria roubar-me o trono.” Diz com escárnio e Larry pousa a mão no ombro do irmão. “E você serviu bem ao propósito.” Zomba, e este aperta seus dedos forçando-o a se desmaterializar. “Ao menos eu sou Deus.” Rebate mal humorado. “Você é deus? É como um rei para o imperador , e como o imperador para o supremo. Só me derrotou porquê eu permiti, do contrário nem você, nem Apsu seriam páreos, portanto curve-se escória da Via Andromedana” Responde para Bael e este se enche de fúria. 
“Ao menos vai salvar a garota?” O encara com indiferença, e ele ri. “A garota e Tiamat agora são um só. Vocês decidem o quê farão com ela. Mas como minha filha e neta, garanto-lhes que Corelle não lhes dará cortesia alguma.” Esclarece. “Então por quê nos trouxe aqui?” Michael pergunta unindo ao inimigo por um momento. “Porquê o momento de me reerguer chegou, e agora nada nem ninguém poderá me parar.” Sorri esticando seu corpo tentacular envolta dos 4 imortais.  “Você usou Luciféria para te trazermos aqui.” Michael conclui e pegando os seres por seus músculos, a gigantesca criatura cósmica concorda após devorar uma delas como se fosse um espetinho. 
“Nem ser desmoralizado tira o cérebro que te dei não é?” Ironiza e Michael fica enojado com a cena, pelo visto o melhor era descer mesmo, pois o céu não era nada do quê se lembrava se até o criador tinha sido corrompido. O ódio lhe rasga a alma e este grita sentindo o cosmos lhe perfurar a essência, até que suas asas ficam negras, depois voltam a ser brancas, e sangram terminando por se tornarem vermelhas em definitivo. “Caiu pela paixão por uma híbrida. O vermelho lhe cai...” Antes que termine o filho mais leal acerta-lhe um soco na boca que o faz cuspir sangue. “Parece que o adorado Batman dela estava certo, Deuses sangram!” Retruca com o punho pintado de escarlate.
“Você caiu?!” Os irmãos sombrios perguntam pasmos, pois agora sim tinham uma concorrência declarada. “Sim.” Os encara com sua íris que deixou de ser azul para se tornar laranja na borda. “Deuses sangram. Mas eu sou muito mais que um Deus. Eu sou a própria Entropia!” Responde tornando aquela realidade um inferno outra vez, e então faz com quê várias criaturas rastejem ao encontro do grupo.
“Se precisamos trazê-lo para cá... Saiam todos daqui!” Lúcifer raciocina em meio a batalha, e percebe que até mesmo Azathoth tem um ponto fraco, pois ainda que crie tal realidade e as outras, é provável que esteja a mercê de suas criações, portanto se escaparem deste mundo sem levá-lo ao material, ele teria de destruir os milhares de planetas que construiu até achar a dimensão certa.
 Levam alguns segundos antes que os outros entendam, mas ao fazê-lo, eles abrem um portal para uma terra desértica, onde ainda estão nascendo os dinossauros dos quais a outra versão de Azathoth criaria os homens num pedaço de lama que mais tarde seria conhecido como “corpo”.
Como esperado Azathoth os persegue para o tal mundinho, e como resultado acaba preso ali, pois de todas as dimensões, o planeta azul era a único onde os deuses não tinham poderes, já que este havia sido feito como prisão para os seres etéreos, e somente a crença dos homens poderia mudar alguma coisa, algo que jamais aconteceria no caso de Azathoth. Os rastros da primeira dimensão até esta haviam deixado pistas sobre sua falta de compaixão.
“Enomi deApo etpre!” Larry anuncia ao abrir o livro em direção a criatura que é puxada para dentro do mesmo. A única forma de vencer um supremo é fazê-lo deixar de existir, mas como Azathoth era necessário, nada poderia ser feito sem afetar o universo, portanto só inverteram a sua polaridade, tornando-o irreal, imaginário, como os fatos científicos seriam por milhares de anos. Até enfim a ciência encontrar os terrores enterrados pelos imortais e libertar Azathoth o deus idiota para atormentar a existência outra vez.
“E vocês pensando que o problema era eu.” Bael se defende, e todos riem alegres por ter uma batalha a menos para enfrentar. “O quê faremos sobre Corelle?” Michael questiona. “Ela ainda é a chave que mantém Azathoth respirando pois a filha que conhece os mistérios reside dentro do seu terceiro eu.” Conclui e Larry tem uma ideia.
Anos depois... Após todas as guerras, o fim dos tempos dá espaço a algo novo, e as pessoas enfim respiram em paz na Nova Jersey do outro mundo. Michael assume o manto como Deus, e assim se assegura que a Ordem de Cristo seja digna do cordeiro em vez da Serpente. Já Lúcifer recupera o comando do Inferno, e torna Bael um dos protetores da dimensão do caos, mantendo-o com as regalias de Deus que sempre quis ter, até jogá-lo de novo na dimensão original onde este e Apsu são devorados vivos antes que possam pedir socorro. Este é o prêmio por violar a sua filha. Larry destrói todas as lembranças de poderes que Corelle tinha, e se faz ser visto como um sociopata comum, de quem ela não se afasta por também ser uma assassina, e com o qual tem uma filha que herda seus dons, mas que ao contrário dela não os abraça e sente que o melhor é suprimi-los, pois os ecos de Deus lhe fazem ter certeza que é melhor evitar as tentações do demônio. 
Corelle, a mulher mais poderosa dos mundos se transforma numa pessoa comum, mas ao misteriosamente falecer aos 33 anos, seus olhos mudam de cor, e outra vez a cúpula vem para lhe proteger de si mesma. Um círculo vicioso que se repete em várias realidades, por uma inútil tentativa de Azathoth usando-a para acordá-lo. Será que vai conseguir? Isso só o tempo poderá dizer.
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Atualizado em: Seg 11 Nov 2019

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