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Em busca da minha anistia

A poeira sobre nossas memórias é soprada, as lembranças me consumem e apunhalam, os gritos surgem do aço quente que era o seu abraço, o abraço que me esqueceu. Estou sendo queimado, minha pele escurecida pela chama da sua presença, a presença que sumira, mas eu juro, ela ainda existir em meus sonhos é o suficiente para eu entrar em combustão. 
Você me fez esquecer que existe um mundo além de você, além de você falando da faculdade, além das nossas brigas bobas, além do momento que você se deitava sobre meu ombro e sorria. Agora você é um fantasma no meio das minhas fotografias, um rosto que nunca será apagado que sempre estará na penumbra da minha mente.
Ainda não aceitei que você pode ser feliz em outro alguém. Não consigo aceitar. Andar sem seguir seus passos me faz cair no chão, você me dava o equilíbrio, você segurava a minha mão e me mantinha de pé, você. Eu não consigo, eu não consigo. Única, você é. Toda a perfeição do senhor não é o suficiente para traduzir em linhas o que era ver seus olhos ao meu lado. Existe algo longe de você? Acreditar em esperanças vagas? Moer com ressentimento o seu silêncio não serviu de nada, sua voz ainda consome minha mente. Outrora eu via você aos pés da minha cama, agora eu vejo o meu peito vazio rezando por um passado que não irá voltar. 
Eu não escuto quando falam que eu vou te esquecer, só o som do seu nome é o suficiente para me jogar de novo em órbita ao seu torno. Eu queria ser sua lua, mas o que me sobrou foram só as noites sozinho. 

 

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Atualizado em: Qui 9 Jan 2020

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