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Picolés de Bristol

Eu estava sentado debaixo de um coqueiro olhando o pôr do Sol, quando eu vi uma baleia sair do fundo do mar com sua calda gigantesca. A sua saída fez-se chover, como nunca tinha chovido antes. Afinal, Bristol nunca chovia, por isso é um milagre cair água do céu, mas naquele dia, aquela baleia mudou a história de Bristol.

Para quem não conhece Bristol, sempre quando chega na cidade, fica feliz, porque há muitos parques de diversão e áreas de festas. Naquele dia após a praia eu iria para uma festa, mas uma baleia, mudou o meu rumo para sempre. Eu sempre ia naquela praia para olhar o Sol e comer picolé. Bristol tem praias bonitas, não é qualquer praia não. Ah se não é! Todo dia quando tem Sol, aparece pessoas de vários lugares do mundo para ver as baleias saltarem.  

Bristol, foi lugar onde eu Jack Lamber, tenho o prazer de dizer que eu nasci lá, e nem me pergunte porque eu tenho esse nome, porque é outra história, mas tem haver com os picolés. Bom... Voltando a história da baleia, eu quero dizer que naquele momento em que aquela baleia saiu da água jorrando água para todo lugar, eu só me lembro de ter visto a chuva vindo direto para mim.

    Naquele momento eu parei no tempo, enquanto aquele mar de chuva vinha para a minha cara. Mas o que me chamou atenção foi, que naquele momento eu ouvir sirenes de ambulância passarem e logo em seguida as sirenes pararam. Tinha acabado de acontecer um massacre em um show em frente a praia onde eu estava.

Quando eu estava parado no tempo, tudo ocorria lentamente. Era como se a Terra tivesse parado naquele momento. Quando aquela baleia mergulhou em Terra, e aquela água bateu em mim, eu já não estava mais acordado naquele momento. Tudo veio tão rápido e tão devagar ao mesmo tempo, que os relógios já não sabiam para que lado rodasse o ponteiro. 

Quando eu acordei, eu olhei para uma máquina magnífica que passava o mundo dentro dela. Logo em que me perguntei onde eu estava, vinha dez médicos até a minha cama. Eu logo perguntei o que estava acontecendo. E eles me responderam. Disseram que eu sofri um acidente em uma praia. Disseram que eu não morri, por causa de uma baleia. 

Eu então disse aos médicos que eu não estava entendendo o que eles estavam dizendo. Então eles disseram mais: No dia em que você foi ferido, aconteceu um massacre logo em frente a praia onde você estava. Três atiradores encapuzados mataram duzentas pessoas naquele dia. Logo em que as veaturas chegaram, um dos atiradores saiu pela berada da porta do show e foi correndo em direção a praia.

Chegando lá ele estava muito nervoso e queria matar mais pessoas e até mesmo se matar. E então ele viu você, logo em seguida, puxou sua arma para lhe balear, mas quando ele foi puxar o gatilho, veio uma baleia enorme e caiu sobre ele e sobre você naquele momento. A baleia esmagou completamente aquele atirador, fazendo sobrar somente o sangue dele dentro da areia. Já você, teve sorte! Porque somente a calda atingiu você, mas mesmo assim você ficou com ferimentos graves no pescoço e na barriga.

Então ouvindo aquilo dos médicos, fiquei feliz e alegre. Logo me levantei, de tão feliz que eu estava, mas não podia levantar. Os médicos me disseram que eu tinha que ficar em repouso e eu não queria ficar, queria ir embora. Foi aí que tudo ficou diferente. Não porque eles me impediram de ir embora, mas porque eles me disseram que eu não tinha mais casa e que eu fiquei quarenta anos em coma.

O acidente aconteceu em 1979 e só abrir meus olhos em 2019 num hospital de Los Angeles, na Califórnia. Nunca pensei que eu iria dizer isso, mas eu fui salvo por uma baleia. Uma baleia!

Se tivesse ido naquele show; teria morrido duzentas e uma pessoas naquele dia. Então foi melhor ter sido atropelado por uma baleia inocente que estava arriscando um pulo maior, do que ter sido mais uma vítima daquele terrorismo.

A vida pode ser curta para uns e longa para outros, mas não importa o qual tanto seja a vida. O importante é aproveitar cada momento enquanto se pode respirar. 

A baleia aproveitou o seu último pulo, e eu o meu último picolé de Bristol.

Mas tudo que eu contei aqui, não foi a minha história! Eu não sou o Jack Lamber! Jack Lamber nunca existiu! Eu sou só um contador de histórias de Bristol. Eu sento todos os dias aqui no banco e escrevo uma história diferente. Qual a chance dessa história se tornar real? Quem sabe...

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Atualizado em: Dom 23 Jun 2019

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