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A SOBERBA OU A ALEGRIA?

“E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.” (Lucas 15:29 – grifo do autor)

Observem a alegação do filho mais velho: ele reclama que era obediente, que jamais transgredira um só mandamento de seu pai e, mesmo assim, este dava mais atenção e despendia mais cuidados para com o filho desobediente. Este comportamento ilustra a conduta dos escribas e fariseus, relatada no verso 2: “E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles”. Segundo o Dicionário Bíblico Moody, pecadores refere-se “ao povo das ruas para o qual os fariseus olhavam com desdém por que não conhecia a Lei”. Eles reclamavam que Jesus dava atenção aos “pecadores”, inclusive aos publicanos, os ensinava e comia com eles. Eles não admitiam que a missão do Cristo é “buscar e salvar o que está perdido” (Lucas 19:10), que veio para os doentes e não para os que se acham sãos, conforme o Senhor mesmo explica: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2:17).

É lamentável quando alguém se vê no pódio da espiritualidade, no auge da santificação, como o “bam bam bam do pedaço” e em condições de desprezar os demais pecadores. Esta soberba religiosa indica justamente o contrário do que aparenta ser: ao invés de elevada espiritualidade, profundidade no pecado!

O escritor e pensador Helgir Girodo disse: “Toda pessoa arrogante, soberba e altiva não aceita ser corrigida, visto que não deseja ser mudada por um comportamento superior, porque já possui um espírito de conduta inferior que a satisfaz”. Assim eram e agiam os escribas e fariseus! Diferentemente, o “humilde de espírito” está sempre apto para ser corrigido, arrepender-se e entrar para o Reino de Deus. Enquanto o soberbo diz “nunca transgredi um mandamento teu”, o humilde ora: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13). O primeiro é repreendido, o segundo encontra perdão. O primeiro se afoga nas águas do orgulho, o segundo imerge na graça e emerge da morte para a vida.

Ao invés da soberba dos religiosos, alegremo-nos com os céus pelos pecadores que se arrependem (v. 7), considerando que somos participantes da mesma graça e que fomos alcançados pelo amor do Pai quando éramos “ainda pecadores” (Romanos 5:8).
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Atualizado em: Dom 22 Jul 2018

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