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A Causa e o Propósito do Sofrimento – capítulo 43

O Senhor exigiu de Jó uma resposta para as perguntas que lhe fizera nos capítulos 40 e 41 do seu livro, que estaremos comentando, uma vez que Jó lhe havia censurado, ainda que indiretamente.

Ao ter afirmado insistentemente que era justo, fazia com que consequentemente, Deus fosse considerado injusto por permitir que ele estivesse sofrendo todas aquelas coisas.

Deus permitiu que o diabo afligisse a Jó, mas não poderia ser considerado injusto por ter-lhe dado tal permissão.

Afinal, é o processo que Ele costuma usar para purificar os santos e lhes aumentar a fé.

Assim, por mais consagrado a Deus que um cristão possa ser, ele não tem o direito, de ficar afirmando, quando é  provado: “sou santo, sou justo, sou do Senhor, tenho sido fiel, e não deveria estar passando por esta provação”, porque, se o fizer, se tornará digno da mesma repreensão de Deus relativa a Jó.

Diante da confrontação direta que o Senhor lhe fizera, finalmente se humilhou e se calou perante Ele, dizendo-Lhe as seguintes palavras:

“4 Eis que sou vil; que te responderia eu? Antes ponho a minha mão sobre a boca.

5 Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.” (Jó 40.4,5)

Deus continuava falando do meio do redemoinho, porque Jó ainda se fazia digno de repreensão apesar de ter se humilhado, porque o Senhor que tudo sabe, pode ter descortinado em seu coração ainda alguma resistência à Sua vontade, apesar das palavras de humilhação que Jó havia proferido.

Isto é muito comum de acontecer como o legume que foi mal cozido, e que apesar de estar amolecido por fora, ainda continua endurecido por dentro.

Tal é o que ocorre com muitos cristãos quando são repreendidos por Deus. Eles o admitem externamente, mas continuam se justificando em seu interior.

Assim, não se submeteram de fato à repreensão, porque esta gera arrependimento sincero no coração e plena aceitação da admoestação recebida.

Deus continuaria portanto fazendo perguntas a Jó, porque ele estava tornando vão o Seu juízo, ou seja, não estava permitindo que a repreensão do Senhor produzisse o efeito esperado e eficaz em seu coração, porque ainda permanecia na posição de procurar se justificar perante Ele, baseado na sua própria justiça, e isto, como comentamos anteriormente, era uma forma de condenar a Deus indiretamente (Jó 40.8).

Então os argumentos do Senhor para Ele, naquele momento não seriam mais para levá-lo a refletir sobre a sabedoria de Deus na criação, mas a considerar a força do Seu potente braço e da Sua voz, com os quais pode abater todas as coisas criadas, inclusive o próprio homem.

Jó não estava dando a consideração que é devida ao Senhor, de que todo homem deve temê-lo porque pode tirar a vida do corpo e lançar a alma no inferno.

O poder de lançar no inferno não é do diabo, mas de Deus.

Portanto, qual soberbo ou poderoso poderá prevalecer no juízo com o Todo-Poderoso?

Deus fará com que aqueles que com Ele não ajuntam sejam espalhados como o pó miúdo, ou seja, como a moinha.

Para mostrar aos homens qual é a grandeza da Sua força, o Senhor lhes deu uma pequena amostra desta força ao ter criado alguns seres de força e coragem extraordinárias, como o hipopótamo.

De quão maior força e poder não está dotado Aquele que o criou?

Todavia, falar da força do hipopótamo seria pouco para levar Jó a refletir no poder de Deus, por isso, Ele continuou a citar outros seres dotados de força extraordinária, que havia criado, como citou por exemplo o crocodilo (Jó 40.1), que é um animal que a ninguém e a nada teme.

Deus o fizera assim para revelar que em Seu caráter nada e ninguém pode perturbá-lo, intimidá-lo, vencê-lo, porque é soberano sobre tudo e todos.

Se o homem teme o crocodilo, quem há então que seja tão ousado para se erguer diante de Deus para enfrentá-lO? (v. 10)

Tudo Lhe pertence, e Ele não é devedor a ninguém (v. 11).

Deus criou o crocodilo lhe dotando não somente de uma boca com dentes mortais, mas também de uma couraça protetora impenetrável.

Jó deveria portanto, considerar o grande poder do Senhor para submeter os Seus inimigos e a todos os que resistem à Sua vontade.

Ele era um homem justo, mas deveria vigiar para não ser encontrado na mesma condição dos ímpios, cujas vontades resistem a Deus.

Ele não seria justificado perante o Senhor por conta dos grandes sofrimentos a que havia sido submetido, porque esteja na condição em que estiver, é dever de todo homem se submeter à vontade de Deus.
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Atualizado em: Qui 4 Ago 2016

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