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A Causa e o Propósito do Sofrimento – capítulo 44

A apresentação do argumento do Senhor relativo à Sua Onipotência, nos capítulos anteriores, a este último de Jó (42º) ou seja, ao Seu grande e infinito poder, por fim convenceu a Jó sobre qual deveria ser a sua atitude perante Ele, e então ele se dobrou diante de Deus pronunciando as seguintes palavras:

“2 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.

3 Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia.

4 Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.

5 Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.

6 Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.”

Ele declara expressamente a sua humildade e arrependimento (V. 6).

Ele por fim reconhece que Deus pode tudo e que nada do que pretender fazer poderá ser frustrado, porque tem todo o poder para levar a efeito a Sua vontade.

Aquele que não reconhece isto é insensato, tal como Jó estava sendo, ao pensar que podia definir Deus com seu conhecimento limitado.

Por isso ele reconheceu que de fato estava encobrindo o propósito de Deus com a sua falta de conhecimento.

Ele confessou a sua ignorância, e que o seu conhecimento anterior do Senhor, era bem menor do que aquele que lhe foi permitido ter agora por tudo que aprendera na sua aflição, de modo que disse que antes conhecia somente de ouvir, mas que agora também pelo que via com os olhos, ou seja, havia adquirido um conhecimento maior e melhor.

E neste conhecimento superior aprendeu que é bom para o homem estar calado diante de Deus, sem tentar ser Seu conselheiro, ou apresentar argumentos para justificá-lo, porque Deus não precisa, leão que é, de defensores, de advogados.

A nenhum homem tem constituído Seu advogado na terra, senão somente a Seu Filho Jesus Cristo, como nosso Advogado perante Ele, no céu.

Tapar a boca é necessário, quando o desejo de falar e exarar pareceres sobre os propósitos de Deus que nos são ocultos, torna-se algo quase que incontido.

É preciso refrear tal paixão da carne e agir somente debaixo do mover do Espírito.

Jó aprendera a sua lição e devemos também aprender a nossa.

Quando isto acontece, então podemos ser obreiros aprovados, vasos úteis, idôneos, para o uso de Deus, tal como Jó fora como intercessor e sacerdote para os seus três amigos.

Os sacrifícios oferecidos pelos três amigos de Jó, para que não fossem castigados por Deus, em sua ira contra eles, e as orações de Jó em favor deles, não fez com que se tornassem aceitáveis ao Senhor, mas que a Sua ira fosse desviada deles, porque não foi a eles que aceitou, mas a Jó em sua oração e ofício sacerdotal, como afirmado no verso 9.

Temos um grande Sumo Sacerdote no céu que intercede por nós à direita do Pai, e que ofereceu o grande e único sacrifício por nós, o Seu próprio corpo na cruz, de modo que Ele se tornou aceitável a Deus, para que a Sua ira fosse desviada de nós, de modo que fomos resgatados da maldição da Lei porque nosso Senhor Jesus Cristo foi aceito pelo Pai como oferta no nosso lugar.

Tudo o que o Senhor deu a Jó em dobro, relativamente ao que possuía antes, depois de tê-lo livrado da prisão de aflição em que se encontrava, não foi uma recompensa pelos seus sofrimentos, mas a expressão da Sua grande bondade para com os Seus filhos.

Isto serve de ilustração para nós, quanto às coisas que herdaremos juntamente com Cristo, depois de termos suportado com paciência todas as aflições que devemos enfrentar com bom ânimo neste mundo, por amor a Cristo.

Se estivemos em desonra neste mundo, nos será concedido na glória, estar em dupla honra, tal como Deus fizera com Jó, quando lhe restaurou, para que servisse de exemplo quanto ao que fará com todo cristão fiel na glória do porvir.  

Também nos será dado estarmos em comunhão com os nossos demais irmãos em Cristo, alegrando-nos com eles na presença do Senhor, no grande banquete em que Ele mesmo nos servirá para celebrar o nosso amor com Ele e uns com os outros.

Jó que não tinha mais esperança de permanecer em vida, quando no auge da sua aflição, ainda veio a ter filhos e filhas no mesmo número dos que haviam morrido (dez), e destes teve descendentes, aos quais viu até à quarta geração, quando ele morreu aos cento e quarenta anos, velho e cheio de dias, conforme a bondade do Senhor lhe concedera, para servir de sinal, de que aqueles que Ele ama, ainda que afligidos neste mundo, hão por fim de serem levantados por Ele para estarem em Sua presença para sempre.
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Atualizado em: Qui 4 Ago 2016

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