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Marés

Entrelacei cordas,

E baixei velas,

Em manhãs mornas,

Pelas noites velhas.

Enjoado de mil marés amaras,

Larguei tantas carregadas amarras,

Rebusquei sonhos tolhidos,

Desde outrora mal vividos.

Agarro agora firme o leme,

Feito arrojado comandante,

Você solta ao vento infrene,

Quero me contemple tolerante.

Escalo o altaneiro mastro,

Risca o céu pequeno astro,

Seu amor por santo lastro,

Neste infindo e belo claustro.

Já esperançosos pela desnublada proa,

Que a nova vida não nos surja à toa,

Que a popa nunca jamais desuna,

Resquícios de escura espuma.

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Atualizado em: Qui 14 Mar 2019
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