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INSACIÁVEL

Quando sua boca ávida procurou a minha

Numa fúria alucinante de quem volta de um sonho ruim,

Assustei-me, desesperei e pensei até que não conseguiria corresponder...

Fechei os olhos, numa entrega apreensiva,

Deixei-me levar aos embalos do seu beijar...

Pouco a pouco fui percebendo,

Realmente o que estava acontecendo

E em meio ao sobressalto,

Atraquei em teus cabelos,

Puxei-os tão forte, como quem os quisessem arrancá-los,

Tuas mãos amolduraram-se em minha cintura,

Como se o fôlego quisesse roubar-me,

Apertavas-me ainda mais contra seu peito,

Onde já não se distinguiam mais as batidas de cada coração,

Parecia que naquele momento,

A sintonia ouvida era um tum tum descompassado....

Acelerado, desvairado,

Como se a qualquer momento os corações fossem sair pela boca...

As pernas pareciam não querer obedecer,

Tremiam como se houvesse algo a temer,

Um arrepio se instaurava por toda as costas,

Fio a fio.... aumentava o arrepio...

Os beijos outrora tímidos, sem estampidos,

Agora alucinavam a quem assim os admiravam....

O frenesi aumentava,

Qual animal arpoado na ânsia entre vida e morte...

O suor escoar pela fronte,

Misturava som, cores e movimentos,

Tudo... Nada... à mente passava...

Cenas escuras, coloridas, obsoletas desenhavam-se na razão...

Da garganta, um grito ensurdecedor começa a formar-se

Mas como solta-lo?

Borboletas a bater suas asas dentro da barriga, já sentiu isso?

Uma vertigem, vertiginosa a rodopiar tudo a volta... quem se importa?

Um torpor a avermelhar a bochecha... alguma queixa?

Agora... segura de mim... tomo o remo do meu barco...

E nesta embarco de corpo, alma e coração...

Insaciável ânsia de viver... Incansável mania de amar... (H.S. 18.11.15)

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Atualizado em: Sáb 22 Out 2016

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