person_outline



search
  • Artigos / Textos
  • Postado em

Levante-se

Levante-se! Quem nunca ouviu essa frase? Ela sempre soou muito na nossa infância e mais ainda na “aborrescência” da maioria de nós, não acha?
Sabe, às vezes me pego pensando que a melhor época de nossa vida foi quando éramos crianças, porque éramos totalmente livres, ou nos sentíamos assim.
Quando criança, com os pés descalços, correndo pela casa, tudo era motivo de felicidade e leveza.
Tarefas de casa, tarefas domésticas para finalmente usufruir das deliciosas tarefas infantis, brincar, comer e nos lambuzar sem nos preocupar nem um pouco com os olhares dos que nos rodeavam, aquilo era tão normal, era tão simples e fazia parte do cotidiano da nossa infância. Pena que, só mais tarde, nós daríamos conta de que aqueles eram nossos melhores momentos.
As quedas, aquelas com machucado, gritando na orelha da mãe, geralmente tinham a mesma resposta.
– “Nossa!” Machucou? Então, levante-se! Ou quer que passe álcool com arnica?
– Não, mãe! Tem mercúrio?
Perguntava na inocência pueril e depois do choro, ou da bronca, acionava as molas das pernas e, de pé, voltava a correr, ou desafiar a bicicleta, a escalada ou qualquer outra meninice, como se nada tivesse acontecido.
Outros tombos eram ignorados pelos mesmos responsáveis que, de soslaio, verificavam nossa integridade e logo voltavam suas atenções a outros assuntos
Ah, quando criança, tombos e quedas eram parte do crescimento e não envergonhavam, pelo contrário, alguns eram motivo de orgulho com cicatriz e merthiolate, choro e gargalhadas, boa dicotomia.
Levante-se, porque criança não desiste, ou quase sempre não desiste.
Mas, nem tudo é eterno e a criança um dia vai crescer e mudar tudo.
Algumas “ex-crianças” perdem aquela leveza, aquele impulso das molas das pernas, perdem o bom senso de rir do seu próprio tombo, de ignorar algumas circunstâncias e tocar o barco para a frente.
E, então, mesmo de pé não conseguem se levantar e sair do lugar, focam no tombo e esquecem a resiliência, engrandecem o fato e desmerecem os fatores, idolatram os rancores e aborrecem o perdão, curvam-se às circunstâncias e perdem as possibilidades.
Aprenda o que sua mãe também sempre dizia, – “Se não cair, vai demorar mais para aprender a andar.”
Descarte o “Chorar é para os fracos.” Então…
Levante-se, descalce sua “adultiotice”, lambuze suas lamúrias e autocomiseração com doses extras de bons amigos e proatividade, faça o bem para alguém mesmo que tenha que cair de novo, (na brinca dessa vez), só para vê-lo sorrir da sua palhaçada, seja fraco e chore com ele quando precisar e chore sempre que precisar, perdoe, sem questionar, entenda que amar é diferente de gostar, explico: quem gosta, gosta de algo para seu próprio prazer e é bom, quem ama, ama ao outro e busca o suporte ou amparo para o bem desse outro.
Em resumo, nem sempre eu vou gostar de quem eu amo.
Levante-se e lembre-se: Você cresceu. A criança que você foi e viveu ainda está em você. Ações, sensações e, principalmente, reações que o movem foram iniciadas lá, e, amadurecidas, o conduzem até o final da sua existência.
Então, viva diferente da forma que você viveu quando criança, aprecie cada momento, quem sabe estes serão os melhores momentos da sua vida e que os tombos são para ensiná-lo a andar pela sua existência e não para arrastá-lo para uma terrível subsistência sem vida.
Pin It
Atualizado em: Seg 21 Jan 2019
  • Nenhum comentário encontrado

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222