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ONDE ESTÁ A FELICIDADE?

No carnê da prestação
Na casinha já quitada
Na divida que oprime
No carro que só passa?
 

Na resposta não dada
Na resposta não tida
Na esquina dos malquistos
Na medalha dos benditos?
 

Está no que se paga
Está na pena máxima
Esta na pena branda
Não está só no perdão?
 

Está na pobreza da riqueza
Na estranheza da pergunta
No insólito das respostas
Na falta igual de clareza?
 

Esta na cria mal criada
Está  no filho mal formado
Está na filha endeusada
No amor que mal me quer?
 

Nos malgrados da paixão
Nos eternos em aflição
Nos mortais em desunião
Nas querelas sem perdão?
 

No QI alto das ilusões
Nos aís de prostração
Nos viés da introspecção
Nos altos QI sem criação?
 

Na mão que se fecha
Na boca que diz não
No dedo que aponta
No braço que se cruza?
  
Na carta que não veio
Na carta que não chegou
Na carta não mandada
Na carta que se perdeu?
 

No maldisse da questão
Na questão sem solução
Na solução mal resolvida
Na solução já malograda?
 

No olhar de um ladrão
No coração de um aflito
Na aflição dos benquistos
Nos maus sem coração?
 

No cheque não assinado
Na promissória esquecida
Na palavra dos falsários
Nos pagamentos indevidos?
 

Na igreja sem perdão
Na mensagem que diz não
No templo que desuni
Na natureza que só une?
 

Na graça de um peralta
Na tristeza de um palhaço
No orgulho da maestrina
No fracasso de um sucesso?
 

Na mesmice da novela
Na repetição de um cult
Na reprise de um drama
No deslize de uma trama?
 

No papo mal traçado
Na conversa do letrado
Na letra do inusitado
No inusitado da conversa?
 

No dilúvio que arrasa
Na chuva que encharca
Na água que atormenta
Na seca que nos mata?
 

No dedilhar de um violão
No cantar de uma canção
No repetir do concertado
No chorar descontrolado?
 

No nascer de uma nação
Na história mal urdida
No herói que vem ao acaso
No covarde que é da hora?
 

Na quimera dos anciões
Na espera dos anfitriões
No estudar de um embrião
No mentir em um acórdão?
 

No outono dos meus anos
Na contagem que nada falta
Na sabedoria que esqueci
No lembrar do que aprendi?
 

Nas perguntas já não feitas
Nas respostas não pedidas
Nos dizeres que nada dizem
Nas palavras que mal se diz?
 

Na cadeia dos enredos
Nos ditos  repetidos
Na verdade inacreditável
Na mentira melhor aceita?
 

No jardim em floração
Na roseira que morreu
No jasmim replantado
Na macieira em botão?
 

Na verdade da mentira
Na mentira só lembrada
No verniz da inverdade
Na frieza do que é vil?
 

Na impressão da emoção
No quilate da esmeralda
No quesito da esperança
No descrédito da punição?
 

No brilho opaco da luz a gás
No brilho eterno da sensatez
Na sombra escura da maldade
Na verdade límpida de Jesus?
 

No descrédito dos mais velhos
Na insensatez do mal querer
Na esperança dos mais jovens
Na realização do bem me quer?
  

No som vívido da mata
No tom seco que mata
Na palavra que sufoca
No silêncio que alivia?
 

Nas ilusões de um bordel
Na sala de estar de um lar
Na esposa bela mas traiçoeira
Na mulher leal e verdadeira?
 

No caminho que é sem fim
Na estrada sempre lerda
No beiral de uma janela
Na porta sempre aberta?
 

Na poesia de um proscrito
Nas leis de um manuscrito
Na clareza de um iletrado
Na caneta de um vassalo?
 

Na cadeira já quebrada
Na mesa sempre posta
Na postura de um venal
Na simplicidade que é leal?
 

No silêncio não existente
No burburinho da nascente
No plantio de uma semente
Na tagarelice da nossa mente?
 

Na amizade de um cachorro
No cantar de um passarinho
No aconchego de um ninho
No dormitar de um anjinho?
 

No brincar de um menino
Na alegria de uma menina
Na jovem que não chora
No choro que não sente?
 

Nos brios de um senil
Na raiva mal contida
Na ira do bem amado
Na luta dos aguerridos?
 

Na comida dos malditos
Nos alimentos bem urdidos
No descanso dos benfazejos
No tormento dos incontidos?
 

Na conversa altiva e alvissareira
No bate papo de fim de tarde
Na gritaria dos não educados
Na falsidade dos doutorados?
 

No telefone não atendido
Na ligação tão esperada
No trânsito enlouquecido
Na "magrela" que nos leva?
 

'Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de sí mesmo' Roselis von Sass - graal.org.br
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Atualizado em: Sáb 5 Jan 2019
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