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CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO

Falar sobre o Ensino Religioso significa falar de diversidade de religiões, respeito e tolerância. Pois este é o cenário mundial atual, e o Brasil não está fora dele.
        Antigamente, com a existência de uma ou duas religiões oficiais, o Ensino Religioso se limitava à doutrina de tais religiões.
        De acordo com novas mudanças na História e na cultura mundiais, o Ensino Religioso foi tomando novas formas, e passou a ensinar e a abordar a questão dos valores, e não mais somente a doutrina.
        Novamente, a partir de mudanças no cenário mundial, o Ensino Religioso assumiu configurações modernas, abordando, então, conceitos mais amplos, que contemplam, na sua totalidade, a diversidade de religiões que continuam surgindo a todo momento, em todos os recantos do Planeta, e se tornam conhecimento público em consequência da globalização.
        A educação religiosa, então, torna-se mais ecumênica, no sentido de unir os povos numa espiritualidade maior, ainda que cada uma com suas próprias características e diferenças. A simples orientação doutrinária ou mesmo a abordagem de valores, foram substituídos pelo estudo e análise da História das religiões, seu papel no cenário do Brasil e do Mundo, e objetivos espirituais de cada uma delas.
        Não apenas uma, mas todas as religiões são apresentadas aos alunos nas escolas, com sua cultura, seus ritos e diversas formas de vivenciar e demonstrar a Fé, como também a influência de cada crença na formação das sociedades onde floresceram.
        No entanto, nem todas as escolas incluem o Ensino Religioso no seu Projeto Político Pedagógico ou no seu Currículo, e os professores que assumem esta área da educação, não se sentem preparados para a conjuntura atual que envolve a religião nas salas de aula.
        Infelizmente, acontece que algumas – para não dizer a quase totalidade das escolas – ao assumir seus professores de Ensino Religioso, colocam nesta função qualquer educador que aceite dar estas aulas.
        Ao contrário do que muitos pensam, o Ensino Religioso é de suma importância no currículo escolar, pois lida com a espiritualidade humana, tornando o ensino mais integral e completo, uma vez que a religião permeia todos os aspectos da vida, quando assumida e vivenciada conscientemente.
        Por isso, se faz urgente e necessário que os educadores do Ensino Religioso se preparem, se atualizem e se dediquem profundamente para retransmitir aos seus alunos uma visão mais ampla das religiões, a fim de compreenderem o significado real de valores como o respeito pelo diferente, a tolerância e a importância de vivenciar a Fé na vida individual e coletiva.
        Mesmo com um sonhado ecumenismo unindo todas as religiões do mundo, no que elas têm de melhor e de mais positivo, o professor precisa compreender que algumas crenças ainda se fecham em si mesmas, o que vai refletir na vida dos seus alunos, no sentido de não aceitarem as outras crenças com a mesma tolerância e liberdade de religiões mais abertas.
        Para não causar maiores traumas nas crianças e jovens que se encontram inseridos dentro destas religiões mais limitadoras, é necessário que o próprio professor aceite esse paradigma e oriente os seus alunos no sentido de respeitar e jamais forçar ninguém a aceitar ou mudar sua crença em detrimento daquilo que sua religião não assume na sua Fé.
        Desta forma, podemos concluir que o Ensino Religioso, na figura do professor, precisa superar todas as barreiras, mesmo as que divergem do sentido de liberdade, por mais incompreensível que pareçam. O professor, ao invés de ser um mero doutrinador, poderá tornar-se um intermediário, incentivando os alunos de diversas crenças que vivam a sua Fé com plenitude, sem julgar outras crenças e seus princípios doutrinários. Seria necessário um estudo muito mais profundo de todas as religiões, para então compreendê-las e assimilá-las mais racionalmente.
        A tarefa do Ensino Religioso é justamente, a de libertar as mentes de qualquer preconceito que nos afaste uns dos outros. Ao mesmo tempo que tarefa, é um grande desafio, o de nos sentirmos parte de uma grande Fraternidade Humana, apesar das diferenças inerentes a cada grupo religioso ou cultural.
 
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Atualizado em: Ter 22 Maio 2018

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