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Enxerga minha alma

Eu dei tudo de mim, outra vez.
Acabei com minha alma para estar aqui, mais uma vez.
Poderia enxergar a minha alma, só desta vez?
Enxergou?
É deplorável, ou pior
Eu aniquilei-me
E foi por completo, utilizando o meu medo maior.

Estou traçando uma guerra interna, onde sinto mas não demonstro.
Ultimamente minha mente anda perdida em meios á anjos e monstros.
E cada pedacinho meu vai se desintegrando.
Feliz ou não
a minha alma indolor permanece gritando.

Como se eu fosse um caco de vidro me encontro
A cada martelada me desfaço
E destrói tudo o que eu faço
Tenho tentado ser feliz e até não sentir dor
Finjo que tenho amigos, para preencher todo meu vazio de amizade e de amor.

Minha mente não é um lugar de conforto para dar-me moradia.
Sinceramente?
Ela me faz mal todos os dias.

Sempre que estamos totalmente solitários, percebemos que é uma das coisas mais dolorosas que se pode acontecer.
E ficamos com uma grande interrogação na cabeça
se perguntando o que fazermos para nos engrandecer.
A falta que certas pessoas fazem se tornam bem maiores
Apesar de sabermos que a vida não é só flores
A minha por exemplo é repleta de espinhos e cheia de dores.

Mas por favor, não se importe, se vou estar um pouco drogada
Me enchi de cafeína
pra tentar encher minha alma.

Desejo ter alma de viajante
mas a minha vida faiscante
faz o meu estoque de desejos se acabarem á todo instante

E eu, me recompondo e caindo com essa vida frustrada
Me sinto insignificante
Pretendo me jogar da sacada
ou apenas me acabar em alguma má estrada.

Na beira do abismo me encontro agora
Gritando por dentro, mas sorrindo por fora
E até então, me pergunto o porquê de você ter ido embora

E talvez por isso fingimos estar felizes, ou pelo menos eu finjo.
É muito mais fácil fingir-se
já que as pessoas insistem em reprimir-se.

Eu deveria aceitar de uma vez por todas que eu sou uma pessoa triste e sozinha
Que não nasci para me encaixar em nada, nem em alguém.
Sou uma peça defeituosa no quebra-cabeça que não serve pra nada, nem pra ninguém

E então, pensei em apontar uma arma pra minha cabeça
mas, ao invés, parei e peguei uma caneta
disparei minha imensa dor em forma de rajada, numa caderneta.
Que se tornou uma obscura poesia
pois coloquei alma e caneta em pura sintonia
Agora eu afirmo: minha vida é pura monotonia.
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Atualizado em: Sex 16 Fev 2018

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