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O ALFABETO DO VELHO OESTE - LETRA T

Tally – Termo usado pelos cowboys para fazer contas de bovinos. Os cowboys, que na recolha das boiadas, deviam fazer as contas, chamavam-se “Homens Tally”. Alguns escreviam as cifras, outros colocavam pedrinhas no bolso direito da calça e a cada dez bovinos que passavam, passavam uma pedrinha para o bolso esquerdo. Outros usavam fazer talhos num pedaço de galho, ou então nós num pedaço de corda.
 
Taps – Contração Americana da palavra “Tapadero”. Tratava-se de uma espécie de sobre botas em pele, com várias formas, que eram fixadas nos estribos e nas quais se enfiavam as botas. Em teoria deviam proteger os calçados dos espinhos e dos arbustos espinhosos.
 
Tarp – ou “Tarpaulin”.  Um pedaço do tecido grosso e impermeável, usado para cobrir os carroções ou as selas rústicas de madeira. 
 
Tarrabee – “Americanização” da palavra Mexicana “Taravilla”. Tratava-se de um pequeno instrumento de madeira resistente, com a forma similar a um remo, que era usado para confeccionar cordas com a crina de cavalo.  
 
Tartarugas – Era a maneira que chamavam os cowboys a “Cowboys Turtle Association”, que depois trocou de nome para “Rodeo Cowboys Association”. Aquelas “Tartarugas” trajavam coletes com botões forrados com pele de cervo em forma de tartarugas. Era o distintivo para os participantes profissionais de rodeos.    
 
Tecumseh – Cacique Indígena da tribo “Shawnee” que em 1812, durante a guerra anglo-americana, conseguiu formar uma aliança entre as tribos estabelecidas entre Ohio e o Mississippi. Essa junção de forças representava uma grande ameaça aos USA. Então os Americanos tentou conquistar para sua causa, as cinco importantes tribos das Nações Civilizadas: “Cherokees”, “Chickasaws”, “Choctaws”, “Creeks”, “Seminoles” e a potente Federação dos Iroqueses, mas as cinco Nações hesitavam e os Iroqueses desistiram. A Federação dos “Algonkins” não teria dificuldades em derrotar os Americanos.  
 
Tempo – Expressão do cowboy para indicar o pagamento. Quando ia receber o seu salário mensal, dizia: “Vou pegar o meu tempo”.  
 
Tenderfoot – Palavra usada, para indicar a primeira boiada Inglesa, importada do Leste, que na pradaria cheia de espinhos, geralmente contraia uma série de lesões na parte interna dos cascos, porque os bovinos não estavam habituados a aquele tipo de terreno. Mais tarde, aplicava-se esse termo, a cada homem sem experiência que vinha do Leste para o Oeste. 
 
Tendões do joelho – Os Índios e os “Ciboleros” Mexicanos cortavam geralmente a faca os tendões da pata posterior dos grandes animais selvagens na altura dos joelhos; entre os quais o bisonte, o alce, e o urso, para impedir que eles escapassem. Aleijado assim era fácil dar-lhe o tiro de misericórdia. Também o s lobos arrancam com os dentes, os tendões do joelho dos grandes animais, dos bovinos e dos cavalos, para que retornando mais tarde, o animal ferido não tendo a possibilidade de fuga, fosse morto e ingerido calmamente. 
 
Tepee – Tenda de peles de animais, sustentada por ramos, nas quais usavam como reparo os Índios das pradarias, durante suas peregrinações. Muitos cowboys passavam várias noites nesses “Tepees”, de seus amigos Índios.
 
Terra de Ninguém – Ao fixar as fronteiras entre Kansas ao norte, e Colorado a oeste, o Texas ao sul e o Oklahoma ao leste, aconteceu um fato curioso que os cartógrafos de Washington se esqueceram de uma faixa de terras estéreis, larga 30 milhas e longa 200 milhas. Quando notaram tal erro, cada um dos Estados reclamou sua terra para si. Após  anos de tratativas aquela terra foi chamada de: “Terra de Ninguém” porque nenhum dos Estados a possuía integralmente. Isso significou para os bandidos, ladrões de gado e fora-da-lei, um refúgio ideal. Somente ao fim do século XIX o Governo USA mandou um juiz Federal ao local, e precisamente em Beaver City, próxima a Cimarron River, que atravessava a “Terra de Ninguém” em toda a sua extensão. Finalmente em 1912, o local foi designado ao Estado de Oklahoma e porque nos mapas era desenhada como o cabo de uma panela, girada para o Oeste, essa terra foi chamada desde então de: “A Panela de Oklahoma”.
 
Tex Willer – É um herói do Velho Oeste, protagonista de histórias em bandas desenhadas, comics, quadrinhos, fumetti ou tebeos; envolventes e detalhadas, que originalmente foram idealizadas, criadas e escritas por dois autores Italianos: Gianluigi Bonelli (textos) e Aurelio Galleppini (desenhos). O personagem surgiu em álbuns semanais em setembro de 1948, ocupando até hoje a primeira e merecida posição, do Quadrinho Western Italiano. Ele não é o tétrico ou vingativo justiceiro das pradarias, mas um cowboy honesto e humano que, quando obrigado pelas circunstâncias, usa sua arma para reprimir os abusos e as violências de elementos brutais e privados de escrúpulos, e o faz com certa relutância.
Fiel a seu próprio ideal de justiça, sincero e impulsivo, está sempre disposto a ficar desinteressadamente ao lado dos fracos e oprimidos, mesmo tratando-se de Índios ameaçados por brancos aventureiros e desonestos. Tex nunca abandona o seu Colt, porém não é um violento e tanto menos um sanguinário. A sua violência não vai além que alguns merecidos socos bem dados, sempre nos personagens certos. Geralmente prefere usar a sua astúcia, para ridicularizar os grandes criadores racistas de bovinos. Ou então certos coronéis arrogantes e presunçosos. Da união com uma jovem Índia, filha de um grande cacique dos Índios Navajos, teve um filho, Kit, que o segue em suas aventuras, com uma acentuada imprudência. Aliado aos seus eternos “pards” Kit Carson e Jack Tigre. A mais de sessenta anos, as mirabolantes aventuras desse audacioso “Texas Ranger” são publicadas com imenso sucesso, initerruptamente pela Sergio Bonelli Editore (SBE), através de um variado grupo, com excepcionais autores (roteiristas e ilustradores/desenhistas – sob o comando atual de Davide Bonelli) e lidas avidamente, por seus incontáveis e assíduos leitores Italianos, e de vários outros Países, por gerações seguidas. 

Texas Billy – William “Texas Billy” Thompson, o “Bel Billy”, era mais jovem que o seu irmão Ben, porém menos reflexivo e prudente dele. O ápice de sua fama ele atingiu quando em 21 de agosto de 1873, em Kansas, em Ellsworth, um selvagem vilarejo de criadores de gado, matou o xerife Chauncey B. Whittney. Um artigo do “Ellsworth Reporter”, de 21 de agosto de 1873, assim descreveu o acontecido: “Homicídio a sangue frio! O xerife C. B. Whittney morto por um “desperado” bêbado! Tudo começou com um jogo de cartas entre jogadores bêbados. Após terem trocado alguns socos, eles, e entre os jogadores estavam os irmãos Thompson do Texas, sacaram suas armas. Ben e Billy Thompson foram para a rua, gritando: Venham para fora, se quiserem lutar! – o xerife Whittney, desarmado, que passava por ali naquele exato momento, sugeriu que os irmãos não começassem um tiroteio inútil. Os Thompson foram então diretos para o Saloon de Joe Brennam e Ben Thompson, parou diante dele, apontando o seu rifle em direção a Happy Jack Morco. Quando Happy Jack moveu-se, Ben disparou, mas a bala foi desviada por uma das portas giratórias do Saloon, e salvou a vida de Happy Jack. Billy Thompson, porém, apontou então sua arma de cano duplo para o xerife que estava se aproximando e abriu fogo, no momento em que o xerife gritava: Não atire! – todos os dois tiros o atingiram, matando-o instantaneamente. Quando Ben discordou com o irmão, dizendo que não era honesto disparar em alguém desarmado, Billy gritou: Irmão teria disparado até mesmo, em Jesus Cristo, se necessário fosse!”.   

Texas Jack – Em 14 de agosto de 1948 o historiador Americano Dr. Homer Croy entrou num dos cômodos da casa situada na South Boston Avenue n.17, em Tulsa, Oklahoma, para interrogar um velho de cabelo branco e com o rosto enrugado, que estava deitado em sua cama, doente, sobre sua carreira de “Último bandido do Velho Oeste”. Pouco faltou para que não fosse morto ali mesmo pelo próprio “Texas Jack” Nathaniel Reed. Finalmente, porém, o astuto historiador conseguiu conquistar a confiança do ex desperado Texano, elogiando sua vaidade e fazendo elogios. Após duas horas, Croy tinha anotado tudo e escutado toda a história daquele temível bandido, que por muitos anos tinha sido escrita, com todas suas variantes, seja dos policiais que dos bandidos sobreviventes. Como acontece quase sempre, também aqui a história era mais modesta que a lenda. É verdadeiro que “Texas Jack” tinha assaltado em 1884, em Colorado, o Expresso de Santa Fé, em 1888 o Banco de Riverside, em Texas, em 1892 a diligência postal perto de Canyon Cap, em Colorado, em 1891 um Banco do Texas, em 1892 uma diligência postal perto de San Antonio, em Texas, em 1893 um Banco em Southwest City, em Missouri e em 1894 a Ferrovia perto de Blackstone, em Oklahoma, mas em 10 anos de agressões, o bandido tinha embolsado $ 1.465,72 dólares. Era realmente um resultado escarço por tantos anos de atividades perigosas e de caça ao homem. Esse foi o comentário de “Texas Jack”: “Quem pensa em ficar rico dessa maneira, não pode ter um cérebro debaixo de seu chapéu empoeirado. Não conheço nenhum fora-da-lei daquele tempo que, ao final, não tenha visto o resultado de sua atividade resumir-se em o nada absoluto”.   

Texas Ranger – Em 1820 no México, tinha sido aberta a porta de sua Província de Coahuila, Texas, aos imigrantes Anglo-Americanos. Essa Província, em sua maioria, estava em mãos de algumas tribos Indígenas e o restante em mãos de “Cabaleros Mexicanos”, “Rancheros” e “Vaqueros”. Em 1830 existiam no Texas mais de 30.000 Americanos, que eram numericamente superiores, aos Índios e Mexicanos, juntos. As palavras revolucionárias dos Americanos fizeram o restante para que induzissem o Governo Mexicano a fechar as portas para a imigração do norte. Os Americanos, que se definiam “Tejanos”, viram-se no mais completo isolamento pelos Mexicanos fortemente armados e ameaçados pelos Índios; portanto decidiram fundar, para acabar com as ameaças, os “Texas Rangers”, uma milícia que devia proteger a região dos colonizadores, na parte oriental do Texas, dos ataques dos Índios e dos Mexicanos. Era muito importante que o “Texas Ranger” conhecesse exatamente o modo de combater e as técnicas dos adversários, pois o Índios orientais chegavam a cavalo em grupos, atacavam, matavam e desapareciam. Os “Rancheros” e os “Vaqueros”, também a cavalo, comportavam-se como os selvagens vermelhos. O “Ranger” era, portanto treinado a movimentar-se sozinho, ou em pequenos grupos, sobreviver, atacar, matar e desaparecer sem deixar rastros. Mas, somente ao início da Revolução dos “Tejanos” contra o México, os “Texas Rangers” foram constituídos num Corpo de Polícia Oficial. Em 17 de outubro de 1835, o Comitê Oficial para a Liberação do Texas, estabeleceu que: “25 Rangers deveriam vigiar as fronteiras entre Brazos e Trinity Tiver, 10 Rangers a margem oriental do Trinity River, 25 Ranger na zona entre o Brazos River e Colorado River”. A revolução terminou em 1836 com a Independência do Texas. Os “Texas Rangers” tornaram-se então, uma Polícia de Fronteira Regular, da República do Texas. Em 28 de dezembro de 1838 uma Lei constituiu o Regimento dos Rangers, com 840 homens. O Regimento tinha 8 Destacamentos, com fortes; os 8 Destacamentos compreendiam 15 Companhias com 56 homens cada um, comandadas por um capitão, um primeiro e segundo tenentes. Os “Texas Rangers” participaram da guerra contra o México (1846/47), tomaram como prisioneiro o Presidente Mexicano em Monterey e entraram em Mexico City. Em seguida foram para a fronteira Mexicana e combateram os Índios, até quando desapareceram. Em 1877 os últimos Índios foram conduzidos em Reservas do Oklahoma. Em seguida foram empregados como Polícia Estatal auxiliadora em conflitos civis. Tal função consistia principalmente em terminar com conflitos sangrentos entre os “Ranchers”. Surgiram então os “Batalhões de Fronteira”, comandados pelo Capitão John Jones. Nenhum “Texas Ranger” tinha o poder de Polícia Independente, mas era sempre submetido à autoridade local: Xerife, “Marshal” da cidade, “Marshal” (USA) e podia agir somente com as ordens de tais autoridades. Se não acatassem tais ordens, o “Ranger” podia ser denunciado e processado, por tal desacato. Hollywood e numerosos romances do Oeste glorificaram o “Texas Ranger” como um herói singular, dotado de poderes ilimitados, cuja vida era repleta de episódios de heroísmo. A realidade era menos aventurosa, portanto bem diferente de tais aclamações. Em de agosto de 1935 o “The New York Herald Tribune” publicava a seguinte notícia: “Famoso e rico de tradição como o Corpo de Polícia do sudoeste, sempre o mais aventureiro e audacioso; os “Texas Rangers” como ficou decidido, cessaram de existir em 10 de agosto. Os deveres deste Corpo serão assumidos pelo Departamento da Segurança Pública, que unirá os “Rangers” à Polícia Rodoviária”. Observação importante é que durante toda a existência dos “Texas Rangers”, tal Corporação jamais usou um uniforme, mas seus homens, sempre trajavam roupas civis.     

Texian – Em Mexicano=Tejanos. Assim eram chamados os colonizadores Americanos da Província Mexicana de Coahuila, em Texas, comandados por Stephen F. Austin. Durante a guerra de Independência contra o México, eram assim chamados, bem como aqueles que se aliavam a outros Estados os “Fighting Texians”. Após a sangrenta batalha de Álamo e a seguinte vitória em Jacinto, essa denominação foi reservada aos veteranos da guerra de Independência, enquanto os demais eram chamados de “Texians”.  

Theodore Roosevelt – “Conduzíamos uma vida dura e livre; com o cavalo e com o rifle. Trabalhávamos debaixo do sol ardente do verão, quando as amplas pradarias ondeavam debaixo daquele calor insuportável e conhecíamos o gelo, o sofrimento da vigilância noturna em rondas ao gado. Mas sentíamos palpitar essa vida audaz em nossas veias e era nossa glória, a joia de viver: o trabalho”. Assim descreveu a sua vida em Dakota um jovem de New York que por volta de 1884 quis experimentar a vida de cowboy. Era um singular cowboy: filho de um banqueiro, diplomado em Direito em Harvard em 1880 e estava destinado a ser eleito o vigésimo sexto presidente dos USA; Theodore Roosevelt. Ele realizou o sonho de cada Americano de viver a vida aventureira do Oeste. Certa vez capturou dois ladrões de gado e após uma longa viagem, os entregou ao xerife da primeira cidadela que encontrou. Como agradecimento, o xerife o censurou atônito: “Diabos, mas porque, não os enforcou lá mesmo?”.  

The Up – Expressão que significava “Grande Morte” a qual se referia exclusivamente, a morte de animais, quando acontecia em grande escala por causa de catástrofes naturais.

Thong – Uma tira de couro longa, estreita, e quadrada que, contrapondo-se à “String”. Hoje não é mais feita em couro cru, mas, com couro curtido.  

Tie man – Um cavaleiro que amarrava ao chifre (ou pito) da sela, sua corda. 

Tiro – Animais que unidos, puxavam um carroção ou algo pesado. O “Tiro” mais simples era aquele com dois animais; os “Tiros” com quatro, seis, oito, até dez animais eram usados conforme as dimensões dos carroções e do peso. Os animais para veículos leves e velozes eram geralmente cavalos. Para carroções ou carroças mais leves que deviam fazer longas distâncias sem serem substituídos, eram as mulas e para carroças ou carroções pesados, era comum o uso de bois; os quais, porém, diferentemente dos cavalos e das mulas, não constituíam um “Tiro”, mas uma dupla “Sob o Jugo”.  

Tiro instantâneo – Tiro fulminante sem mirar, com o revólver. Sacada a arma do coldre e atirar perto dele, era uma habilidade que exigia um duro e contínuo treinamento. A empunhadura do revólver devia encontrar-se entre o cotovelo e pulso do braço que estava estendido longo o corpo, o polegar ligeiramente afastado, enquanto que os demais dedos devem ficar ligeiramente dobrados. No ato de sacar o revólver, polegar e indicador permaneciam estendidos, enquanto que os demais dedos fechavam-se sobre a empunhadura, extraindo a arma e levando-a a altura da anca com o cano apontado para frente. Durante tal movimento, o polegar escorrega sobre o cão e o engatilha, enquanto o indicador coloca-se perto do gatilho e somente quando o cano encontra-se na posição horizontal. Para um atirador médio de “Snap Shot” ou “Quick Draw”, toda ação – do primeiro movimento rápido da mão até o disparo – dura 1/5 de segundo. O cowboy era um péssimo atirador da maneira “Quick Draw”, porém um ótimo atirador se mirava o alvo. 

Tlingits – A tribo mais importante do noroeste era a dos “Tlingits”, da família dos “Athapascans”. Eram pescadores e escultores de totens e habitavam toda a costa e ilhas, até o Alaska. Foram os “Stone-boilers”, da pré-história Indígena. Construíam suas embarcações com o cedro de cor vermelha. Aos “Tlingits” referem-se outras duas tribos: os “Haidas” da ilha Queen Charlotte e os “Tsimshians”.   

Tomahawk – Machado de guerra dos Índios. Originalmente usavam clavas, chamadas de “Skulkracker”, e haviam as formas mais variadas de ferro ou osso. Foram os colonizadores que venderam os primeiros machados aos Índios, que recordavam aquelas Europeias feitas em ferro ou bronze. As vendas tornaram-se famosas com a apresentação do chamado “Cachimbo-Tomahawk”, que se tornou muito popular entre os Índios. Os machados de metal tinham logo sobre a lâmina o bocal para o fumo e em sua extremidade (do cabo) a perfuração para tragar a fumaça. Quem não fosse tão presunçoso podia normalmente, fumar um cachimbo diretamente de um machado.  

Tonkawas – Palavra “Waco”: “Tonk-a-weya” =Aqueles que estão juntos. Descendentes da Família Linguística “Coahuilteki”, que em tempos antigos, durante a dominação Espanhola até 1856 mais ou menos, habitavam no Texas central e que, por causa do seu ritual de canibalismo, foram perseguidos por Índios, Espanhóis, Mexicanos e Texanos, até seu total extermínio. Noah Smithwick em 1900 descrevia assim suas usanças: “Após ter matado e arrancado o escalpo ao “Comanche”, cortavam a sua carne dos ossos, colocando-a num caldeirão, juntamente com milho e batatas. Quando tudo estava cozido e esfriado, toda a tribo se reunia entorno ao caldeirão e, enfiando suas mãos, comiam com prazer demoníaco. Depois da comilança, iam dormir e logo após continuavam a festa, com a Dança do Escalpo”. 

Top Fit – Expressão usada hoje em dia para significar “Em ótimas condições físicas”, foi derivada da linguagem corrente dos cowboys. O cozinheiro da comunidade, quando dizia: “Top Fit”, entendia dizer que a tampa do caldeirão (Top) estava fixado (Fit); o que queria dizer que, a comida estaria pronta em pouco tempo. 

Top Hand – Termo para designar um cowboy experiente, em todas suas funções, que recebia o salário maior que os demais e como recompensa também os melhores cavalos.  

Toppy Mount – Termo para indicar um bom cavalo de sela, que dava confiança ao cowboy que o cavalgava.  

Touro-guia – Esses chamados “Cabestros” eram empregados em regiões com bosques do Texas e do México setentrional para conseguir tirar fora um novilho selvagem das moitas espessas e recoloca-lo novamente ao “Corral”. Fazia-se um furo em um de seus potentes chifres, fazendo passar por ele uma corda-guia, que em sua outra extremidade era amarrada aos pequenos chifres do novilho selvagem. O touro puxava assim o novilho ao local escolhido. 

To tail – Pegar da sela, um bezerro pelo rabo e fazê-lo cair com um movimento rápido.

Trailboss – Responsável (Chefe) pela transferência de boiadas. Proverbio cowboy: “Tenha um olho chefe e dois sobre a boiada, sempre”. 

Trappers – Trap=Armadilha. Homens que armavam suas armadilhas para pegarem animais selvagens e suas peles valiosas. Eles capturavam os animais, exclusivamente com armadilhas; ao contrário dos “Mountain Men”, que eram caçadores de peles na zona além da linha Mississippi-Missouri.   

Transferência de bovinos – Criação de gado (Ranching) e expedição dos bovinos são dois conceitos claramente distintos. Por isso, nos primeiros anos, os “Ranchers” deixavam a incumbência de conduzir as boiadas aos “Experts” da profissão, os quais conheciam a região e dispunham de homens treinados e com o equipamento necessário. Somente mais tarde, tornou-se normal que um “Rancher” guiasse sua boiada pelas trilhas. Nos anos anteriores a Guerra Civil (1861-1865), não se levava com mais de 1.000 bovinos por vez; mais tarde, uma boiada podia contar (segundo o temperamento dos animais) até 2.00 ou 3.000 cabeças. Se os animais fossem tranquilos, bastava um cowboy com seu cavalo levar 250 “Longhorns”; com animais semisselvagens, como aqueles da raça “Brasada”, necessitava-se de um cowboy para cada 150 cabeças. Para uma boiada com 2.500 cabeças, era necessário 10 cowboys a cavalo, e um deles era o responsável pela expedição, era o chamado “Trailboss”; 2 cavalgavam na frente dos bovinos os chamados “Pointriders”, 2 iam aos lados, andando para cima e para baixo os chamados “Swingriders”, 2 cowboys acompanhavam a boiada, mantendo o passo eram os “Flankriders” e mais 3 fechavam a marcha, chamados de “Dragriders”. Cada cowboy necessitava de 5 a 7 cavalos de reserva e eles eram vigiados por outros 2 homens, os chamados “Horse Wranglers”. O responsável por uma das “Trilhas”, Sim Holstein disse em 1879: “Um “Trailboss” precede a boiada de um dia de cavalgada e procura os melhores locais para o acampamento noturno. A coisa mais importante nessa procura é a água. Não se tem ideia de quanto emagrecem os bovinos quando não há o bastante para beber. Os primeiros dias de marcha são os piores. Os animais se afastam nervosos de seus antigos pastos habituais, e tentam escapar (Stampede) na primeira oportunidade. Por isso precisa estar ao seu lado durante os primeiros 3 ou 4 dias, forçando-os  a ir em frente, deixando-os  esgotados até que não consigam nem mais abrir os olhos. De 25 a 30 milhas bastam para que se esgotem. O quarto dia pode-se já diminuir a media de movimento, até que no décimo dia, pode-se andar na media normal de 10 a 15 milhas por dia, mantendo-a até o final da viagem. Os cowboys mais espertos e mais experientes, ficam na frente da boiada, porque é muito difícil regular a velocidade do primeiro touro do rebanho. Os cowboys que fecham a marcha não necessitam de grande experiência ao conduzir os bovinos. Oque espero desses cowboys é que reconduzem os animais fracos, matando aqueles feridos e comam bastante poeira. O cozinheiro precede animais e cowboys de uma milha com o seu carroção-cozinha. Os encarregados dos  cavalos reserva ficam a meia  milha de distância, lateralmente a respeito da boiada. Um dia de marcha é sempre dessa maneira. O cozinheiro acorda os cowboys ao amanhecer. Com a alimentação já preparada. Enquanto eles se alimentam, dois cowboys levam os cavalos descansados, para o acampamento, levando-os para o recinto fechado com cordas. Lá cada cowboy recebe o seu cavalo que depois cavalgará durante meio dia. Somente ao meio-dia, ele poderá substituir por outro cavalo descansado. A cada troca, ele recebe um cavalo diferente, até retornar ao primeiro. Inicialmente deixa-se pastar a boiada, enquanto que devagar, ela é forçada a retomar a marcha. Após 2 ou 3 milhas e depois que foram mortos os novilhos recém-nascidos, a marcha volta ao seu passo normal. Pelo meio-dia faz-se um descanso e durante aquele calor infernal, todos cochilam. A tarde volta-se a marchar, percorrendo ainda de 7 a 8 milhas até o escurecer. O cozinheiro precede a todos, até o ponto em que eu escolhi o local, para o acampamento. Prepara o jantar. Uma metade dos cowboys janta, e o restante deles, leva a boiada até o local de descanso. Depois são substituídos e podem assim se alimentar. Depois cada um pega seu cavalo para a vigilância noturna e a boiada forma um círculo, para o descanso. Mas para formar essa forma geométrica os cowboys cavalgam entorno da boiada por pelo menos 2 horas, estreitando cada vez mais o círculo. A custódia noturna é confiada a 2 cowboys que cavalgam lentamente e suavemente entre os animais adormentados, sem parar de cantar. Enquanto ouvem a voz humana familiar, os “Longhorns” continuam a dormir calmamente. Os cowboys improvisam canções e mais canções, que depois serão repetidas por toda a América. Inclusive tais cantorias deixavam sempre os cantores acordados. Os demais cowboys dormem no chão, cada um mantendo as rédeas de seu animal ainda selado, na mão. Já prevendo o estouro da boiada de um momento para o outro. Se por ventura o cowboy que estivesse de guarda adormentasse, recorria logo ao seu tabaco em pó, esfregando em seus olhos; a dor o mantinha sempre atento. Lá pela meia-noite a boiada começa a se agitar, sabe-se lá por que. Fica agitada por mais2 horas. Essa é a hora mais perigosa; pois por qualquer motivo, existe a possibilidade de acontecer o estouro. O acender deum fósforo, um grito, o relincho de um cavalo, a chuva, o uivar de um lobo ou coyote; porém o mais temido são os temporais. Eu vi animais morrerem afogados e lamaçais, durante um temporal. Já observei chuva de granizo matar cavalos e bovinos, cowboys escaparam por protegerem-se com as próprias selas. Bois, cavalos e cowboys são exterminados com os raios. Tornados, ciclones, tempestades de neve, incêndios em pradarias, temporais repentinos, sede, tudo faz com que essas marchas sejam singulares. Dia após dia, hora após hora, semana após semana, o cowboy cavalga numa nuvem de poeira, não escuta nada além dos cascos ou o bater de um chifre contra o outro. São todos verdadeiros heróis. E depois para que? Após 4, 5, ou até seis meses, escutar um cidadão qualquer chama-lo de selvagem? Rapazes alegres, pois estão ainda vivos, possuem dinheiro, aguardam um bom banho, para dormir finalmente numa cama macia e limpa, em poder ter nos braços uma jovem? “Sim são heróis e os chamamos de “Sacos de Pimenta” ou então de “Narizes sujos”, eles merecem toda a glória meus amigos”. O que Holstein disse valeu para cada transferência de bovinos. Em 20 anos, os cowboys do Texas, levaram para o norte mais de 8.000.000 de “Longhorns”, alguns de Brazos River até o Montana, um percurso de 8.000 quilômetros. Quando uma boiada chegava a seu local, estava emagrecida que necessitava de uma pausa para pasto de 4 a 6 semanas, antes que pudesse ser vendida. Eram esses descansos que os cowboys aproveitavam para se divertir, ser fazer nada para esconder o seu desprezo para com a vida regrada dos comerciantes ou cidadãos comuns. O custo médio de uma transferência com 2.500 cabeças de gado de Bandiera (Texas) até Miles City (Montana) eram em 1880, o seguinte:

1 – Salário
Responsável pela expedição (ao mês) - 150 dólares
Cozinheiro (ao mês) - 100 dólares
Cowboys (ao mês) – 360 dólares
2 – Alimentação (ao mês) - 432 dólares
3 – Forragem (ao mês) - 91 dólares
4 – Integração dos equipamentos e reparações (ao mês) - 116 dólares
5 – Pedágio pago por atravessar território Indígena - 10 cents por cabeça
6 – Despesas com água e bebidas - 62 dólares
7 – 6% de perdas (preço de venda por cada cabeça) - 32 dólares
Obviamente os custos estavam relacionados sempre, com a distância da entrega. 

Travois – Maca Indígena, feita com duas hastes (geralmente galhos), das quais duas extremidades eram fixadas, no cavalo ou em cachorros. Havia uma plataforma flexível (inteiriça ou entrelaçada) de couro cru, onde se podiam colocar os carregamentos. O cowboy utilizava-se de tal meio, quando tinha que transportar velozmente um ferido ou um doente, durante uma longa distância.   

Two gun man – Ou o Homem dos dois revólveres, que usava suas armas em coldres, seguros por um cinturão “Buscadero”. Era o tempo dos revólveres a percussão (até 1874 somente os “Killers” de profissão e os representantes da Lei usavam dois revólveres). Wild Bill Hickok declarou em 1871: “Acontece sempre que das cápsulas deflagradas, juntam-se resíduos nas engrenagens do tambor e a arma acaba “engasgando”. Esse é o real motivo, pelo qual eu uso sempre dois revólveres. E penso que os outros, raciocinem assim também”. Com a introdução dos revólveres automáticos, esses inconvenientes não aconteciam mais. A partir de 1876 a Realidade Histórica não conheceu mais homens que portassem ainda dois revólveres. Nos cruentos filmes de Western Hollywoodiano, todo o Selvagem Oeste, todos os homens usavam revólveres. Um verdadeiro cowboy não podia usar dois revólveres: pois seriam somente objetos desajeitados, bem como totalmente desnecessários em seus afazeres cotidianos.  


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Atualizado em: Qui 28 Set 2017
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