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Paladino Hon Cap. 1

Uma enorme bola de fogo rasga o céu acinzentado como um golpe de espada do arcanjo Miguel.
Fulminante em uma gigantesca árvore podre a reduz a pó, com um campo de força em volto a raios começa a materializar um homem de estatura mediana (1,75) com peitoral de armadura amarelada e com um manto longo sobre ela, com uma grande cruz de Malta vermelha. Seu elmo está quente e ele o retira rapidamente do rosto mostrando um jovem de cabelos brancos e olhos verdes .
_Onde o cardeal Acore me lançou desta vez.Endaga Hon paladino dá ordem dos tesouros sagrados._ Ele poderia pelo menos mandar menos fogo, meu elmo é resistente mais esquenta mesmo assim.diz Hon sorrindo e limpando seu suor com seu manto.
_Onde será que eu estou, vamos ver, o velho me deixou uma mensagem em um pergaminho.Hon se abaixa e abre uma bolsa de couro que carrega com ele, retira um pergaminho dela, antes de levantar pega sua arma que estava no chão ( uma lança média ) e põem em suas costas._ Pelo o que vejo devo estar na Escócia ,esse céu acinzentado me lembra um entardecer no inverno escocês, mais não vejo casas no horizonte então posso estar em qualquer lugar, o velho só pode estar brincando.Hon dá uma risada sarcástica ao ler o pergaminho.
'Caro paladino Hon.
Recupere a espada de Lúcifer, ela caiu de sua mão quando foi banido dos céus, ela poderá ser usada como chave para abrir as dimensões, seu poder é grandioso mais também desconhecido,tenha cautela.Coloquei em sua bolsa uma relíquia que o ajudará norteando sua jornada, não perca tempo pois não somos os únicos atrás dela; confiamos em você Hon. PS.desculpe pelo fogo ,mais para lançar você ao purgatório tinha que ser assim.’
Que Deus o ajude. Cardeal Acore.
_Velho maldito , me tirou do meu sono de 10 anos para uma missão suicida, e nem me explica pessoalmente o que tenho que fazer, esse deve ser meu fardo, aguentar esse velho até o dia em que ele morrer . Diz Hon dando uma risada sarcástica.Hon calmamente enrola o pergaminho e coloca novamente em sua bolsa, tateia a mão por dentro da bolsa até encontrar uma pequena caixa dourada._ Será esse o artefato que o velho escreveu.Ao abrir a caixa os olhos de Hon brilharam e seus lábios tremeram ao ver tal beleza . A primeira medalha de São Bento era o artefato que o guiaria em sua jornada.
_ Somente este artefato teria tal poder de me guiar no purgatório , me sinto honrado em tocar tal beleza sagrada. Ao encostar na medalha ela começou a brilhar incadensamente fritando sua palma dá mão e se fundindo a sua pele, só que totalmente sem dor Hon só conseguia observar.
_Obrigado velho você é demais.disse Hon .
Aquele imenso céu acinzentado, e uma grande colina de grama seca para todos os lados , aonde Hon olhava só via mais um monte de nada pelo horizonte, somente a árvore aonde ele aterrissou que agora era apenas um monte de cinzas enfeitava a paisagem.
_Entao é assim , vamos começar a arrepiar as coisas aqui nesse cemitério. Hon pois Mão dentro do peitoral da armadura e puxou um amuleto preto que mais parecia uma semente velha de pêssego, colocou no chão e pisou com força._ Levante bolota se eu tenho que trabalhar você também tem. Derrepente uma fumaça se mistura a terra acinzentada, e as rochas começam a tomar forma, de uma espécie de cão São Bernardo com 2 rabos e olhos grandes.Em suas costas tem duas pequenas asas que batem muito rápido e que deixam um faxo de poeira ao seu redor._ Calma bolota para de me lamber, está me sujando de terra, também estou feliz em te ver.Diz Hon afastando a língua gigante que não cabe direito na boca do animal.
*
Hon se aproxima do bichinho (Bolota) e monta nele segurando em seu pelo, quando um um flash de luz ponteia o horizonte, rapidamente ele desce, abraça o animal e lhe dá o comando _Bolota petrificar!
O animal se curva e entra num estado de camuflagem cobrindo Hon deixando, apenas os olhos e parte dá lança para fora do que para qualquer um seria um pequeno monte rochoso.
O ponto luminoso se aproxima rapidamente como um meteoro.Ao passar por cima dá árvore destruída o ser desconhecido para,e Hon baixinho surra para o bolota_É somente um guardião da fronteira do purgatório, não se mexa bolota que ele irá embora.Hon não conseguia enxergar direito e não viu quando derrepente a luz começou a se dissipar e tomou a forma de um senhor com vestimenta bem suja e um cajado com longa barba começou a descer em sua carruagem velha e dourada. O velho olha o rochedo atentamente, aponta para a velha árvore solta uma fagulha do seu cajado dentro do resto do tronco , se vira e sai voando novamente sem olhar para trás.
*
_Tudo bem bolota pode voltar ao normal.Diz Hon tentando se levantar. _Você precisa comer menos rochedos bolota você quase amassou minha armadura.Hon se levanta e limpa seu manto, pega sua Lança quando um estouro acontece no resto de tronco.
Fagulhas e cipós começam a se entrelaçar, bolota corre para traz de Hon _Cachorro covarde. Hon grita segurando sua Lança que brilha de um tom azulado em sua ponta._ Revele-se demônio.
Uma espécie de humanoide com braços​ e pernas feitas de árvore começa a se formar, por dentre os cipós é possível ver uma luz intensa no lugar do coração, e no lugar dos olhos um grande vazio negro.Hon pega sua lança e atira em um golpe certeiro o que seria a testa do ser humanoide, sua lança fica cravada quando ela começa a ficar mais intensa seu tom de azul, a criatura não esboça nenhum tipo de reação , Hon grita_ Pelo poder da lança sagrada Spirit , Explodir.
A lança vibra com tanta força que gera uma explosão no crânio dá criatura, e volta flutuado as mãos de Hon._Os demônios são bem fraquinhos aqui no purgatório.
_ Não sou um demônio , seu bárbaro.
Hon olha para a fumaça que sai da criatura e vê a criatura intacta._Eu sou seu guia e você me trata dessa maneira, meu nome é Shisto e fui mandado pelo meu senhor “Rorim o Neutro’
*
_ Rorim é seu mestre ! Diz com cara de espanto.
_ Sim ele é meu mestre , ele sentiu sua presença chegando aqui, nos domínios dele e pediu para mim, seu mais leal servo para guia-lo.
_ Você está mentindo o purgatório não tem ninguém quem cuide, Rorim é só uma lenda e muito menos me mandaria alguém para me ajudar. Diz Hon empunhando sua lança serrando os punhos.
_ Vou lhe contar algo meu jovem, quando o céu e o inferno foram criados, nem se pensava em existir o purgatório, porém com o tempo passando várias almas foram ficando perdidas por aí , pois não eram boas o suficiente para o céu nem tão ruins para o inferno. Fruto do ódio do demônio e dá misericórdia e bondade de Deus surgiu a zona neutra ou ’purgatório’ , e com ele um ser que poucos conhecem mais tão importante quanto um arcanjo, surgiu dá união da escuridão e da luz .“Rorim o neutro” é aquele velho na carruagem que veio ver quem chegava , ele é meu mestre.
_ Nossa! E quem é você um monstro da árvore morta. Diz Hon abaixando sua lança.
_ A árvore só serviu para me materializar , sou feito de luz como um anjo, porém de luz cinza, somos anjos do purgatório, basicamente neutros como nosso mestre. Por isso Rorim me mandou, ele sentiu uma alma viva tão poderosa como a sua, que não se assemelha nada com a de um humano e pediu para eu te guiar, para que ele tenha uma opinião sobre você.
Hon olha atentamente enquanto bolota sai de traz e vai voando baixinho até Shisto.Bolota cheira Shisto começa a lamber sua perna feita de troncos.
_ Você tem um belo animal, ele é um ‘grammer’ um guardião de portões das dimensões .Estou certo?
Hon responde._ Sim, achei ele caído em uma catacumba no norte dá Itália.Estava quase morto, quando eu o salvei, Ele gosta de você, Então você deve ser de confiança, o bolota nunca erra.
*
Shisto faz um pequeno carinho em bolota, ele caminha um pouco mais perto de Hon e pergunta:
_ O que exatamente você procura aqui no purgatório?
Hon arruma sua lança em suas costas e responde calmamente.
_ A espada de Lúcifer, você viu ela por aí. Responde Hon com tom de indiferença pela relíquia.
Shisto fica com rosto paralisado durante dois segundos._A espada de Lúcifer é mais uma lenda , não temos relatos desse artefato aqui, se não eu saberia.
_ Então veja isso graveto. Hon ergueu sua mão com a medalha de São Bento e começou a girar bem devagar, quando derrepente a medalha ficou quase que encandesente._ Para lá que temos que ir, lá encontraremos algo.
Shisto fica pensativo olhando tal poder e habilidades que Hon tinha, e começa a imaginar o quanto de segredos ele teria, sendo um ser neutro ele decide ajudar Hon.
_ Para lá fica o vale das moscas infinitas, onde os castigos mais leves, são empregado nas almas menos pecadoras.
_ Nome diferente esse.
_ Te levarei até lá Hon, só lhe peço uma coisa em troca, não interfira nunca em uma penitencia, pois isso é a única coisa que Rorim não tolera em seus domínios.
_ Pode deixar farei o necessário para cumprir esse acordo.
_ Então vamos. Shisto olha para cima e começa a levitar bem calmamente.
Hon faz um pequeno afago no bolota e gentilmente monta em suas costas, e começa a levantar vôo acompanhando shisto.
_ Vamos depressa bolota quanto mais cedo terminarmos nossa missão, mais cedo voltaremos para nossa cabana.Bolota olha para cima e se faz entender​ as palavras de Hon.
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Atualizado em: Qua 16 Ago 2017

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