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Alguém vai ter que ceder

Acordo e olho o relógio: duas da manhã. Atordoada, tonta e suando frio. Onde eu estou? Olho ao meu redor e bem, estou em casa. Se acalma, respira, toma um gole d'água. Foi só um pesadelo. Mais um pesadelo...
Quem dera os piores monstros fossem os de conto de fadas; seria muito mais fácil lutar contra eles. Trancar os armários, tapar o vazio debaixo da cama, não sair comendo maçãs por aí. Ah, como tudo seria mais fácil...
Mas e quando eles estão dentro de nós? Quando trancar os pensamentos, tapar o vazio de uma despedida e não tomar o veneno das palavras alheias não se faz possível?
Medo. Insegurança. Arrependimento. Perda. Desilusão. Culpa. Desesperança. Pânico. Ansiedade. Pressão da simples sobrevivência.
Eles dançam e festejam na mente com total desdém e até com o ar da graça do prazer. A gente tenta se livrar da bagunça; livros, remédios, meditação e busca espirítual. Tem até aqueles dias que a gente chega a implorar por misericórdia e um pouco de sossego, pelo menos durante o sono, mesmo sabendo que não vai haver um segundo de quietude se quer.
Mas há de haver um dia em que isso tudo desaparecerá.
Ah, esse dia! Tão esperado dia!
Mesmo que para isso eu tenha que desaparecer também.
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Atualizado em: Dom 2 Jul 2017

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