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Os Ambulantes da Rua da Praia

Era o ano de 1992,cheguei em Porto Alegre num sábado à tarde, mês de fevereiro, minha companheira estava me esperando na Rua da Praia, próximo ao beco Acelino de Carvalho, minha natureza meia chucra de alguem que esta vindo do interior para se aventurar na cidade grande,ao sair da rodoviária não fui direto à Rua da Praia, fui até a Rua Andrade Neves e desci pelo Beco Acelino de Carvalho, chegando ao lugar combinado e ali estava ela,a minha AMADA,minha companheira, aquela que eu queria ao meu lado o resto da minha vida.E naquele momento conheci eles,OS AMBULANTES DA RUA DA PRAIA, uma feira com quase 200 expositores, mal sabia eu que estava começando uma história de trabalho naquele lugar, onde faria muitas amizades, lembro que cheguei à fazer comentários sobre trabalhar alí, era muito bom,eu creio que a grande maioria eram felizes de trabalhar na feira da Rua da Praia,aos sábados se vendia bastante, durante a semana começava-mos à trabalhar as 18 e 30, As vésperas de feriados trabalhávamos todo dia,que tempo bom,os clientes circulavam tranqüilos pelas bancas, não havia assaltos.Eu e minha esposa trabalhávamos com bijouterias e acessórios de cabelo, eu fiquei até o final de 1994 na feira, minha esposa até o ano 2000.Todo ambulante, tinha um sonho,ter seu próprio negócio, um lugar que poderia trabalhar todo dia,um lugar que não haveria mais necessidade de andar carregando mercadorias todo dia,muitos foram saindo, até que toda feira teve que sair,era o fim do comércio ambulante em Porto Alegre. E no mês de Outubro de 2016 começaram à chegar um à um, alguns já estavam alí, a crise pegou todo mundo, o comércio pequeno é o primeiro à fechar as portas,vários amigos antigos estão se reencontrando,junto com outros novos ambulantes,a Feira era Internacional, porque ali havia pessoas de várias nacionalidade, Uruguai, Argentina, Chile,Peru, Paraguai.... Hoje tem também do Senegal e tem os índios, todos convivendo passificamente.Estamos à 4 meses trabalhando alí, as vendas não são como antes,mas todos estão sobrevivendo no meio desta crise,ali não há assaltos à pedestres como na feira antiga, as pessoas estão comprando e nos feriados se sentem seguras ao passar por ali,porque encontram gente trabalhando,ali tem amizade,companheirismo,pessoas humilde que amam suas famílias, este e um breve relato de um camelô.
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Atualizado em: Dom 19 Mar 2017

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