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A FORÇA DO DESTINO

Numa manhã de sábado entrei  acaso naquela livraria. Meio enfastiado ainda folheei alguns livros, mas não encontrei nada de interessante neles. 
   Já ia dirigindo-me à porta de saída quando uma mocinha veio ao meu encontro, se desmanchando toda em sorrisos. Difícil resistir a tanto charme e simpatia: abri um sorriso também. Então ela chegou mais perto de mim e perguntou:
   - O senhor precisa de ajuda?
   Naquela instante, lembrei dos versos de um grande poeta e até me deu vontade de recitá-los para ela: "Não me chame de senhor/ Que não sou tão velho assim/ Perto de você, meu amor/ Não sou senhor nem de mim."
    A morena fez-se tão cheia de graça e delicadeza que findei comprando um livro.  Antes de sair dali, ainda reparei melhor no jeito dela. Era uma moça bonita, alegre e cheia de vida.   
    Dois anos mais tarde, rendi-me definitivamente aos encantos daquela vendedora. Como não houvesse outra forma de viver feliz, casei-me com ela.  Tarde demais pra fugir de uma coisa tão  arrebatadora e sem explicação. É que, por um simples capricho do destino, eu já não era mais "senhor de mim".
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Atualizado em: Ter 3 Jan 2017

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