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Preconceito feminino contra as mulheres?

Sou, mas às vezes penso que não há outra mulher como eu. Sou
incompreendida em minha época não porque vejo as mulheres como a maldição deste
mundo, mas porque não as vejo como a solução dele.

Elas estão por toda a parte, em maior número, como
gafanhotos roubando e devorando tudo aquilo que não lhes pertence. Somos o rato
amedrontando o elefante. Destruímos o domínio dos homens para que não
corrêssemos o risco da inexistência de nossa voz por toda a eternidade, em
reverberações arriscadas.

Vejo agora os homens humilhados e desprovidos de sua moral. Vejo
seres abjetos incapazes de tomar de volta o que um dia foi seu. O próprio orgulho.

Funciona da seguinte maneira:

As meninas nascem de mulheres dominantes, assim como os
meninos nascem de mulheres dominantes. Não existem mais lares onde o homem seja
o cabeça da casa, numa época em que a instituição família sobrevive à custa de
uma religiosidade cristã falsa e oportunista.

Por ironia, essas mulheres dominantes, as mesmas que
destronaram seus maridos do cargo máximo em seus lares, criam os seus filhos
homens como merecedores de pena por suas futuras obrigações perante suas
famílias. Quais obrigações? As mesmas meus amigos, que elas próprias decidiram
ser delas quando se casaram.

Ou seja, filhos de mulheres dominantes, serão maridos de
mulheres dominantes. Tenho percebido através de meus contatos diários com
amigos, parentes e desconhecidos, que todo homem atual é fraco pelo menos em
algum ponto. Se não depende de sua mulher para o sustento da casa e sua
família, será um homem fraco em suas decisões, e, portanto, estas serão tomadas
pela nobre mente feminina, ‘que tudo pode; tudo vê, e tudo pode decidir’.

As estatísticas me desmentem, porém, eu desminto as
estatísticas. Possuímos mais homossexuais homens que mulheres, e isso, porque
jamais deveríamos ter permitido o contato dos jovens rapazes com a
instabilidade emocional e o sentimentalismo imensurável da mente e alma
femininas, perdemos muito tempo com nossos meninos, quando deveríamos tê-los
deixado partir ainda jovens e se tornarem homens.  Ao contrário disso, ensinamos que eles tudo
podem, numa veneração à própria cria; criamos uma violência dentro de nossos
lares muito maior que a que sofremos durante séculos dos nossos parceiros, pois
a externamos para o mundo fabricando homens ainda mais incapazes de lidar com
as próprias frustrações e deveres.

Em certo ponto, os pais, na época em que ainda poderiam ser
chamados ‘homens de verdade’, fugiram de suas responsabilidades e se omitiram
aos diálogos tão necessários, ainda que machistas, com os pequenos.

Sou mulher, mas meus pensamentos e questionamentos, de certo
modo, agridem o pensamento atual deste novo mundo chamado ‘Liberalismo X’, onde
tudo se é permitido desde que não agrida de forma moral o seu semelhante.  O problema é que mesmo reclamando, gritando, berrando, nossa voz não é ouvida. Dizemos que nos sentimos incomodados, e eles
se fazem de coitados. Queremos de volta a ditadura para que não sejamos mais
obrigados a sequer ouvir comentários sobre novelas, big brothers, a última capa
de revistas masculinas, incitações ao homossexualismo, violência gratuita nas
ruas contra quem não tem nada a ver com nada, etc. Pelo menos na ditadura,
sofriam aqueles que iam contra a ditadura, e que já eram aqueles que desejavam
transformar o mundo num bordel a céu aberto como nossas ruas se encontram
atualmente.   

Desde que as mulheres passaram a possuir voz e serem
ouvidas, a moralidade e o respeito para com o próximo é que perderam seus
sentidos incontestáveis. A moral serve atualmente somente para os romances, e a
pergunta é: até que ponto precisará alcançar um mundo tolo, fraco, onde tudo
está invertido, todos os valores; onde precisaremos chegar até que resolvam
tirar novamente o poder das mãos das mulheres?

Pode ser que elas não estejam diretamente acabando com o
mundo, mas os homens fracos que elas produzem, não acrescentam mais nada que se
possa chamar de opulento, digno e valioso à filosofia humana, à religiosidade
cristã e à moralidade em todo o seu fulgor.

O mundo está prestes a ver mais um momento histórico, quando
uma turba de mulheres de todas as idades, inconformadas com este mundo podre
que nos foi doado, estarão reunidas em praças públicas, implorando pela isenção
de seus direitos e pelo vazio de nossa própria voz, tudo aquilo que lutamos
para conquistar, estamos devolvendo de volta a quem nunca deveríamos ter
furtado.

Os homens possuem agora o que possuíamos, e o pior, estão
felizes e satisfeitos com isso. Nossa geração não pode ser sacrificada por
gerações anteriores, de mulheres fogosas e desprovidas de limites. Queremos
nossas casas e famílias novamente, e não mais um escritório com o nosso arfado
nome em letras maiúsculas em sua porta para que seja criada a ilusão de que
somos fortes e vencedoras, porque nossos lares estão destruídos.

Que nossa deferência seja dada à Deus, e não à nós mesmas.

Que nossos filhos não sejam sílfides estatuárias.

Que este assomo não seja vil.

Temos, senhoras, uma inefável luta que nos aguarda.

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Atualizado em: Dom 29 Maio 2011

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