person_outline



search
  • Terror
  • Postado em

O Presente das Trevas

Primeiro Livro.

 

Os desejos humanos são capazes de trazer tudo ¨de volta á vida¨...

...Fazem O Bem e O Mal caminhare de mãos dadas como amantes.

Para sua propria realiação – E Destruição!

 

Todo ser possui segredos e uma parte ¨adormecida¨dentro de si, muitos nem seguer imaginam o que seja.

Assim como os desejos, tamém possuimos dois lados...

Podendo trazer á tona os piores temores a face da terra.

 

O Presente das Trevas.

1

- É... Eu pensei que fosse te reencontrar totalmente diferente. – Disse Anny. – Tudo bem que ficamos um bom tempo separadas, mas você continua a ser minha melhor amiga! E vamos com você.

- Mas... – Disse Bianca sem poder completar.

- Queremos ser seus amigos tambem. – Disse Vinicius. – E pode ser divertido tudo isso.

- Certo. – Disse Bianca sem ânimo.

- Vai dar tudo certo. E ainda tenho você ao meu lado novamente! – Disse Anny não cabendo em si de tanta felicidade.

- Só que agora tem mais gente. – Respondeu Bianca.

- Porque não veio morar conosco? Meus pais foram te buscar varias vezes, mas você nunca quis visitas. – Perguntou Anny.

- Eu lhe escrevia todos os dias e nunca soube que seus pais foram me ver. – Respondeu Bianca.

- Pelo visto muitas coisas aconteceram. Mas já passou e estamos juntas. – Disse Anny. – Vamos logo que eles estão esperando.

Diario de Bianca Monttres.

Pensei que a Anny não fosse vir comigo, mas me enganei.

Ela foi e é minha melhor amiga, nada mudou e seus amigos são maravilhosos, me receberam muito bem. E resolveram me ajudar a encontrar algum parente meu.

Somos um grupo meio estranho.

A Anny, alegre como sempre, Claudia, parece ser um pouco temperamental, Charllote ou Charlly, como ela gosta que a chamem é de uma calma surpreendente e o Vinicius, parece ser o gênio deslocado da turma.

Acredito que voltarei a ser feliz, chego à casa da tia Carmem amanhã, se ela mora lá ainda. Será que ela saberá me dizer se o que eu vi foi real? Ou realmente é uma ilusão como os médicos me disseram? Mas parecia tão real...

Aqueles olhos vermelhos como brasa, a boca vermelha feito sangue, avoz fria que me dava arrepios ao ouvir me chamando. Era tão bela e maligna, sua aparencia era de um anjo, mas a maldade pulsava dentro dela e impregnava o local se movendo em ondas, cada vez mais forte, mais densa.

B.M. 02 de maio.

Diario de Anny Brown.

Dou Graças a Deus pela Bianca ter voltado, apesar dela ainda estar um tanto fragilizada, normal, ainda não superou a morte dos pais, nem eu superaria.

Porque será que não deixaram meus pais vê-la? E porque não recebi suas cartas?

Parece que a tal Carmen é uma tia distante que tentou por diversas vezes vê-la, mas tambem não conseguiu vê-la. E passou a enviar cartas diariamente pedindo para ela ir vê-la o mais rápido possivel. Parece que foi ela que criou a mãe dela ao menos é o que diz a carta.

Espero que ela ainda more lá, já faz seis meses desde a ultima carta enviada, visto que ela se mudava com frequencia.

03 de maio.

 

- Será que é aqui? – Perguntou Charllote.

-Não sei. Parece tão abandonada. As janelas estão imundas! Sua tia realmente mora aqui?– Perguntou Anny.

-O endereço é esse. - Disse Bianca.

- Disse o que eu temia.

- Para de bobeira!

- Mas Bianca...

- É a única pessoa que tenho! E não vou julgá-la pela aparencia de sua casa.

- Desculpa...

- Tudo bem. Sei que a casa é estranha, mas minha única tia pode morar aí.

- Sei disso.

- Vamos parar de descutir e ver se tem alguem lá, já está escuro e se não for a casa dela teremos que arranjar um lugar para dormir. Certo?

- Tudo bem Bianca.

- Creio que sabem que estamos aqui. – Disse Charllote apontando para a porta aberta.

- Vamos ver se é ela.

Uma loira atendeu abriu a porta e ficou nos esperando.

- Senhorita Monttres?

- Sim.

- Seja bem vinda. – Disse ela indicando a porta. – Você e seus amigos. Entrem esperavamos vocês.

- Lúcia arrumou o quarto de vocês, e levou o jantar tambem, creio que é melhor assim.

- Onde está tia Carmem?

- Chega amanhã à noite querida. Sei que precisam muito conversar, mas receio que terá que esperar, melhor assim estará bem descansada.

Otima noite para vocês. Os quartos ficam em cima, as escadas ficam no final do corredor, escolham os quartos que acharem melhor, temos muitos, isso já foi uma pensão.

Diario de Bianca Monttres.

Cheguei à casa da minha ¨Tia¨se assim posso dizer não a conheci ainda, mas fomos bem recebidos, o lugar é confortavel, apesar da aparencia exterior da casa. À noite eu passamos aqui foi otima, pena que a moça que nos recebeu não estava aqui mais.

Sinto-me estranha, como se algo tivese errado, algum perigo se aproximando, como na noite que perdi meus pais.

Estou com medo... e cheia de perguntas na cabeça.

B.M 3 de maio.

 

Dario de Anny Brown.

Não quero mais ficar aqui, não que seja ruim, mas algo me incomoda.

Olhando por fora é feio e assustador, mas por dentro é bem iluminado, só que há um cheiro de mofo e algo mais que ainda não distingui que é bem desagradavel, e é bem umido e frio, um lugar onde coisas sobre-humanas adorariam viver.

Lembra-me um cemiterio de tão vazio e quieto.

A porta foi aberta por uma jovem bem bonita, que não vi durante o dia todo e só apareceu agora à noite, os empregados que ficaram conosco durante o dia, foram embora poco antes do sol se por e não conversaram conosco e demonstram certo receio de nós.

A.B. 4 de maio.

 

Diario de Charllote Haze.

Vimos duas jovens bem bonitas, mas algo me deixou intrigada com a aparencia delas.

A morenda era linda, mas um tanto pálida demais, olhos escuros e vivos, nariz fino e com as asas levemente arqueadas, lábios bem vermelhos, grossos e voptuosos, os dentes sáo bem alvos, mas o que me chamou mais atenção é que a pele parece ser bem fina e delicada, quase que tansparente, como se nunca tivese saido ao sol.

A loira de olhos cor de safira é mais linda que ela, pois parece muito com uma boneca de louça, sua boca tambem é de um vermelho vibrante e intenso.

Mesmo dia mais tarde:

Descobri o nome das duas com as empregadas, apesar de serem um pouco relutantes em conversar comigo.

A morena se chama Lúcia e a loira é Tânia

C. H.4 de maio.

 

Diario de Bianca Monttres.

Essa casa está fria demais, a cada dia que passa me sinto menos confortavel, a tia Carmen não chegou ainda, Tânia disse que ela está resolvendo algunn problemas pessoais e que assim que terminar ela vira o mais rapido possivel me ver, e que ela ficou muito feliz de saber que eu resolvi vir ficar com ela.

Mas eu não sei o porquê de ter tanta certeza de que ela não é humana, o que eu vi não era ilusão! Elas são vampiros e eu quero saber o porquê delas terem matado minha familia.

O pior de tudo é que eu coloquei meus amigos em risco.

Tnho eu sair daqui, mas será que elas vão nos deixar sair assim?

Que Deus me ajude! Pois nunca senti tanto medo como agora.

B.M. 4 de maio.

Ao acordarem a mesa já estava pronta eos criados se mantinham longe do caminho deles, se por acaso se encontravam com algum no corredor, eles paravam e abaixavam a cabeça, e geralmente tremiam de medo.

Bianca levantou decidida a contar toda a verdade para eles.

- Bom dia a todos!

- Que foi? Você está tão séria. – Perguntou Anny indo até Bianca.

- Gostaria de contar algumas coisas, mas gostaria que me deixassem falar até o final, por mais absurdo que possa parecer não me interrompam.

- Tudo bem. – Disseram todos.

- Vocês sabem que perdi meus pais muito nova e desde então vivi em um orfanato. Sem direito a visitas, sem qualquer contato com o mundo aqui fora. E diziam que eu estava muito doente, que eu tinha entrado em choque por causa do acidente. Certo?

- Sim. – Respondeu Anny. – Mas isso sabemos.

- Sei disso. O que direi agora vocês não sabem. Não foi um acidente, meus pais foram assasinados.

- O quê? – Gritou Anny. – Temos que ir a policia!

- A policia não poderá fazer nada, eu nem sei se eu posso... – Falou Bianca entre lágrimas. – Mas só sei que preciso fazer algo ou morrer tentando.

- Quem matou seus pais? – Perguntou Charllote.

- Charlly, não é quem é o que?

- Como assim? O quê você quer dizer com isso?

- Pelo que eu vi naquela noite, creio que o que os matou foram vampiros, e a cada dia que passo nessa casa começo a ter mais certeza disso.

- Você não tá legal, você precisa de um médico. – Disse Charlotte.

- Charllote, sei que você está achando tudo isso um absurdo, mas é a mais pura verdade!

- Sei e o Papai Noel, o coelhinho da páscoa e os sete anões estão conspirando contra o presidente dos Estados unidos.

- Eu estou falando sério!

- Eu também! Você precisa de um médico! Isso não existe!

- Existe e essas coisas mataram meus pais!

- Isso foi uma alucinação!

- Alucinações não fedem a carne podre e não bebem sangue!

- O cerebro é capaz de muitas coisas...

- Sei disso. Se não acredita tudo bem, não estou pedindo isso, só quero que vão embora antes do anoitecer.

- Como assim?

- Anny, minha querida já fez muito por mim, não posso lhe pedir nada mais, só quero que vá embora. E que fique segura.

- Eu não vou a lugar algum sem você!

- Vai sim.

- Não vou! Vim até aqui com você, com vampiro ou sem vampiro eu só irei para casa quando tiver certeza de que estará bem.

- Eu ficarei bem.

- Eu decidirei isso.

- Não me faça arrastá-la para fora dessa casa...

- Faça isso e ficarei plantada na porta pelo tempo que fornecessario.

- Ok! Você ganhou.

- Mas não digam que não os mandei irem.

- O que vai fazer?

- Esperar a Carmem.

- E depois?

- Não sei, mas vou descobrir.

Diário de Charllote Haze.

A Bianca assustou a todos...

Creio que ela não está em posse de suas faculdades mentais, isso é tudo fruto da imaginação dela e não podemos deixá-la sozinha, ainda mais se ela resolve dizer que alguma pessoa é um vampiro e o ataca!

Essa casa me dá arrepios e estou começando a ver coisas, deve ser meu medo me influenciando, ainda mais depois daquela loucura toda sobre vampiros existir e tudo o mais.

Mas tenho a nitida impressão de que o que eu vi não foi coisa da minha cabeça, a Lúcia parecia ter realmente os olhos vermelhos, como se fossem brasas.

Preciso ir embora desse lugar, quanto mais rápido melhor.

C.H. 05 de maio.

 

- Dormiram bem? – Perguntou Vinicius.

- Se ficar se debatendo a noite toda for bem, então dormi. – Disse Charlotte.

- Que chato.

- É, mas tudo bem...

- Vamos tomar café, você vem?

- Por que você e a Charlly não guardam umas torradas pra mim?

- Certo.

2.

 

Diario de Bianca Monttres.

Tentei fazer eles irem embora, mas de nada adiantou.

Eles resolveram ficar, e a Carmem ainda não chegou, estou nesse maldito lugar há uma semana!

Ou fico louca ou consigo vencê-las.

Estou preocupada com meus amigos, não os devia ter trazido, estou cometendo um erro atras do outro.

Senhor me ajude! Pois a coisa está ficando complicada e já não sei se sou capaz de fazer algo.

Tenho tido sonhos estranhos, mas não consigo me lembrar deles, parece tudo muito confuso e quanto mais tento mais complicado fica.

Gostaria de nunca ter vindo.

Agora tenho que ir até o fim, creio que se for embora isso irá me atormentar pelo resto da vida. Será como fugir de uma parte de mim.

Senhor preciso de ajuda!

B.M. 10 de maio.

 

Diario de Anny Brown.

A Bianca tem estado estranha, não conversa conosco, vive pensativa e murmurrando pelos cantos.

Creio que a Charlotte está certa ela está com problemas.

Mas ela se recusa a ir embora dessa maldita casa, está obsecada por essa estória de vampiros, creio que foi o meio de escape que ela achou e assim que conseguirmos provar para ela que isso não existe ela irá aceitar que precisa de ajuda.

M eu Deus me ajude, pois está dificil faze-la ver que tudo isso é absurdo.

A.B. 10 de maio.

 

Diario de Charllote Haze.

Tenho tido uns sonhos meio loucos.

Creio que toda aquela estória de vampiros mexeu comigo.

Sonho com uma mulher de cabelos ondulados, longos e negros como a noite, possui uma pele perfeite apesar de pálida os dentes são de um branco ofuscante e se projetam para fora dos lábios provocando um contraste com o vermelho deles.

Ela me sussura algo e acordo com o eco daquelas palavras no ouvido, uma voz tão pura a me sussurar algo tão cruel e terrivel.

Será sonho?

Preciso contar a alguem isso, mas quem?

Ela sempre me diz a mesma coisa, seja a ser irritante e ao mesmo tempo gela o sangue em minhas veias, pois se for verdade é uma sentencha de morte.

Sem direito algum somente a certeza de que iremos perecer.

Escreverei aqui tudo o que ela me diz:

¨Vocês foram avisados e permaneceram. Entraram, comeram , beberam e dormiram sobre meu teto. Trouxeram me alegrias e tristezas, trouxeram um ser imundo para o seio de minha casa e não irão embora antes que eu termine o que comecei. Aquela que voltou procurando vingança irá cair, como seus poucos anos irão vencer decadas de ódio e fúria? Como um ser fraco e frágil ir contra aquele que foi criado como o assasino perfeito? Como fugir de algo que só a mensão de seu nome gela o sangue nas veias do homem mais corajoso? O sangue é vida e você me dará o seu! Lembre-se disso ao nos encontrarmos criança. ¨

Isso ecoa nos meus ouvidos dia e noite.

Não acredito que seja imaginação e muito menos um mero sonho, creio que é REAL.

C.H. 11 de maio.

 

Diario de Bianca Monttres.

Creio que algo ruim vai acontecer, o ar está meio pesado, como se uma tempestade estivesse por vir.

Temo pela vida dos meus amigos e pela minha, mas o meu destino está traçado.

A Carmem ainda não apareceu, e a Lúcia e a Tânia não voltaram mais.

Creio que tramam algo.

Devem ter percebido o que desejo fazer...

B.M. 12 de maio

 

- Por que vieste? – Perguntou Carmem surgindo da poeira na frente de Bianca.

- Eu sabia! Não era imaginação minha...

- Responde Humana!

- Vim ver essa sua cara medonha!

- Quer nos matar Humana? – Perguntou Tânia surgindo ao lado de Carmem.

- Por que tanto ódio em tuas veias? Só estraga seu precioso sangue. – Falou Lúcia.

- Co... Como você apareceu?- Perguntou Charllote boquiaberta dando um passo para trás.

- Porque a surpresa?-Perguntou Lúcia aparecendo bem atrás dela. – Aqui podemos fazer o quequisermos.E você seria uma vampiramaravilhosa.Aceita? – Perguntou ela estendendo a mão. Não? – Aguardou a resposta de Charlotte que se encolheu mais.

- Bianca... - Disse Charllote num sussurro. – Quero ir embora... Agora!

- Imaginei que não iria aceitar, mente pequena... Lhe ofereço uma vida inteira de prazeres e a imortalidade e me olha como se lhe oferecesse uma fruta podre!

- Prefiro a morte! Do que ser uma de vocês. – Gritou Bianca.

- Como quiser... – Disse Tânia indo em direção ao pescoço dela.

- Parem! – Ordenou Carmem. - Seus ignorantes estupidos! Já disse que não podem lhes farem mal, quem tocar em um fio de cabelo sequer deles irá perecer por minhas mãos!

As duas recuaram ao ouvir a voz dela e foram se prostar de joelhos e murmuravam pedidos de desculpa.

- Bando de crianças mal-educadas... – Falou Carmem se referindo a Tânia e Lúcia. – Não se preocupem. As ¨Minhas crianças¨não lhes farão mal algum, muito menos a ti... - Disse ela a Charllote.

E despareceram em meio à densa poeira que se formou como mágica.

- O quê foi isso? – Perguntou Cláudia.

- Não tenho idéia, mas creio que não estaremos mais seguros. – Respondeu Bianca abalada.

- Gente! O Vinicius ficou sozinho! – Lembrou Anny.

- Droga! Esquecemos dele.

O quarto estava trancado e um silêncio pesado e aterrador reinava dentro dele.

- Vinicius abre está porta! – Gritou Bianca esmurrando a porta.

- Vinicius pode me ouvir? – Perguntou Cláudia calmamente. – Abre a porta, por favor... - Mas não obteve resposta também.

Tentaram a maçaneta mais uma vez e a porta cedeu um pouco.

- Tem algo aqui atrás segurando a porta. – Disse Charllote. – Me ajudem a empurrar.

Anny enfiou a cabeça pelo espaço que conseguiram abrir e viu Vinicius caido no chão.

- Ele está aqui atrás, mas não consigo passar ainda empurem mais.

No quarto reinava uma desordem total, várias coisas caidas e quebrtadas estavam espalhadas pelo chão, e Vinicius se encontrava desmaisado, pálido e respirando com dificuldade.

- Quem fez isso? – Perguntou Anny.

- Precisa perguntar? – Respondeu Bianca.

- Mas por quê?

- Porque ¨Sangue é vida e nós o daremos pra eles¨. – Disse Charllote.

- O que você disse? – Perguntou Bianca.

- Carmem me disse isso.

- Quando?

- Várias vezes...

- Isso que aconteceu aqui foi para nos assustar e dividir, ela nos quer uns contra os outros.

- Temos que sair daqui o mais rápido possivel. – Sentenciou Charllote.

- Disso sabemos, mas como? – Perguntou Anny.

- Não podemos sair com o Vinicius assim. – Disse Bianca. – Não sei o que fizeram com ele, e prefiro não arriscar.

- Não me interresa o que você prefere ou não! – Berrou Cláudia. – Você nos trouxe até aqui e agora quer deixá-lo, sendo que tudo isso está acontecendo por culpa sua?

- Olhe pra ele. Está respirando com dificuldade e está pálido... Eu só espero está enganada, mas ...

- Sem, mas, não quero lhe ouvir! Vamos sair daqui e levá-lo junto. Você querendo ou não!

Cláudia e Charllote o pegaram.

- Vamos você consegue.

- Vinicius, vamos você tem que ajudra também. – Disse Cláudia.

Caminharam até a porta da casa, mas a mesma estava trancada.

- Não tem como sairmos. – Disse Vinicius sentando no chão. – Mesmo que consigamos eles virão atrás de nós.

- Certo. Ou morremos aqui ou morremos lá fora. – Disse Bianca com um suspiro.

- O que é isso? – Perguntou Anny apontando para uma densa névoa que vinha pelo corredor.

- Não sei, mas tenho um presentimento ruim... – Disse Bianca.

A névoa foi ficando espessa e tomou a forma de uma grande coluna, uma coluna branca com olhos cor de brasa e depois de um longo periodo de tensão e silêncio ela tomou sua devida forma.

Uma loira com olhos azuis, de um azul puro e perfeito, seu cabelo é de um loiro ouro, cacheado e comprido, seu corpo é perfeito, lembra uma escultura de marmore de tão branco e belo.

Ela se aproximou de Cláudia e Vinicius.

- Que belo casal. Pena não poderem passar a eternidade juntos. Quer dizer, nem juntos ficaram. – Disse ela seguido de uma sonora gargalhada. – Afinal de contas a Carmem o quer...

E se transformou em névoa novamente.

- E nem pensem em fugir... se tentarem novamente MORRERAM. – Sumiu como se tivesse simplesmente evaporado.

- O que faremos? – Perguntou Charllote.

- Não sei, mas pensarei em algo. – Disse Bianca.

 

Diario de Bianca Monttres.

Sinto muito medo, como nunca havia sentido em toda aminha vida.

Temo pelo Vinicius, acredito que o estão preparando para a semimorte.

Ele dorme demais, respira com certa dificuldade, mas não tenho certeza, ele não possui marca alguma de ferimentos ou algo parecido.

Preciso sair desse maldito lugar.

Mas as portas e janelas vivem trancadas e estamos no segundo andar, as nossas janelas possuem grades e o Vinicius não está em boas condições para tentarmos uma fuga arriscada.

Deus! Tenha compaixão e pena de nós!

Nos ajude!

B.M. 13 de maio.

3

Noite de Horror.

Diario de Bianca Monttres.

Minha mãe sempre me falou dessas criaturas malditas e de quão perigosas são, mas nunca tinha acreditado até então.

Devia tê-la ouvido.

Mas agora é tarde para lamentar.

Tenho que fazer algo, nosso tempo está ficando curto.

B.M.14 de maio.

 

Diario de Claúdia Oliver.

Creio que coisas horriveis irão acontecer, vai ser dificil, mas não desistirei sem lutar.

13 de maio.

 

- Tem alguma coisa acontecendo com o Vinicius.

- Como assim?

- Ele tem estado estranho.

- Isso é coisa da sua cabeça Claúdia.

- Estou falando sério Bianca! E você sabe muito bem que ele não é o mesmo mais.

- Certo. Sei disso.

- O que faremos?

- Não sei, mas temos que sair daqui.

Diario de Claúdia Oliver.

O Vinicius passa grande parte do dia e da noite dormindo, quase não come e está adquirindo uma aparencia horrivel, mas parece não se importar nem um pouco com isso.

Meu Deus! Estou ncom tanto medo. Será que vamos sair daqui vivos?

Tenho a impressão de que o Vinicius sabe de muita coisa. Não sei por que, mas acho que ele tem estado junto dessas coisas.

Ao menos durante o dia estamos livres delas e desse pesadelo, preciso dormir um pouco, mas gostaria mesmo é de poder sair daqui.

14 de maio.

 

Diario de Charllote Haze.

Tenho medo!

Tenho sonhado constantemente com a Carmem. O quê ela quer comigo?

Meu Deus, por favor, me ajude!

Não quero ser igual a elas, belas e encantadoras, mas ocas por dentro e incapazes de amar.

Amor: Um sentimento tão belo e nobre; possuem nossa aparência da forma mais sublime e bela e usam isso em prol da crueldade. Roubam vidas para se tornarem mais belas e jovens. Almas corrompidas...

Como podemos vencer algo que atravessou os séculos espalhando o medo e o terror entre os homens?

Quando vejo o sol sumir no horizonte o medo toma conta de mim e é como se o sangue de minhas veias congelase.

Carmem. Quem é você realmente?

C.H. 16 de maio.

 

Diario de Bianca Monttres.

Lúcia sempre aparece ao pôr do sol, mas não se aproxima. Acredito que nos vigia a mando da Carmem, não sei por que, mas não consigo pronunciar o nome dela sem que algo malévolo dentro de mim lute para sair, agora entendo a relutancia de minha mãe ao pronunciá-lo.

Estou exausta.

B.M. 17 de maio.

 

Diario de Anny Brown.

Já tentamos de tudo e não conseguimos sair desse maldito lugar, creio que é mais vantagem me atirar do terceiro andar do que continuar aqui.

A.B. 18 de maio.

- Ei! Acorda!

- Que foi?

- Levanta!

- Qual seu problema?

- Não é nada. Só preciso te falar algo. Não tenho a minima idéia do que essas coisas querem comigo, só sei que me atraem e isso pelo visto não é novidade para vocês, calma, tenho que ser rápido, portanto não me interrompa. Eu te amo, não fala nada. Nunca te disse isso antes por medo de levar um fora. Tenho um plano e creio que pode dar certo.

- Qual?

- Elas tentam me manipular certo?

- E?

- Se eu tentar pilar pela janela elas tentaram me impedir certo?

- Anh?

- É só eu sair primeiro que elas virão atras e vocês poderão sair.

- Não vai dar certo.

-Por quê?

- Por que elas não usam po0rtas e nós ficaremos presas do mesmo jeito.

- Ahn...

- Mas valeu à tentativa. Vamos descer que estou com fome.

- Espera.

- O quê?

- E eu?

- Você o que?

- Claúdia!

- Preciso responder?

- O quê acha?

Ela se aproximou e o beijou.

- Creio que um gesto vale mais do que palavras.

- Muito...

Diario de Charllote Haze.

Estamos ferrados!

Tânia tem uma filha, tão linda quanto ela. Seu nome é Angel, que coisa, de anjo não tem nada, mas sua aparencia realmente é de um. O pior não é que temos mais uma vampira com nos preocupar somente, o problema maior é o namorado dessa vampira, melhor ele não é o namorado é o consorte dela, Agnus, um cruel e insaciavel lobisomen.

O que surgirá dessa união? Por que eles estão juntos? O que surgirá dessa união?

Creio que serão seres crueis, insaciaveis, poderosos, resitentes e acima de tudo com uma sede de sangu sem fim.

Creio que foi idéia da Carmem. Ela viu que ao unir as duas raças eles se tornariam invenciveis e gerariam seres perfeitos.

E ela quer o Vinicius para o mesmo propósito.

Vampiros e mortais.

Seres encantadores e conhecedores de nossas fraquezas e desejos mais intimos. Se eu estiver certa será o fim da raça humana.

Jamais pensei que todos os filmes que eu via sobre vampiros e lobisomens fossem um dia se tornarem reais.

C.H. 20 de maio.

- Logo o imortal perfeito estará entre nós. E uma era de sangue e medo irá se espalhar por toda a terra!

Urros e gargalhadas são ouvidos noite a fora.

- Algo está acontecendo e eu não gosto nem um pouco desse som.

- Creio que o nosso tempo está chegando ao fim.

A meia noite o ar se tornou mais pesado e a escuridão mais densa.

Bianca sentiu a mesma sensação que teve na noite em que perdeu seus pais, e o som, o som que vinha na direção deles, como um agouro, veio em sua mente tudo o que aconteceu, sua mãe pedindo a seu pai para ir mais rápido, ela tentando ver do que eles fugiam, mas por mais que se esforçasse só enchergava a estrada.

- Parece música. – Disse Charllote.

- São elas. – Disse Vinicius apontandom para varios vultos brancos em meio à escuridão.

- Venha conosco! – Disse Lúcia com uma voz extremamente sedutora, que lábios humanos jamais iriam proferir. – Seja um de nós. Fique ao nosso lado eternamente. – Pediu ela estendendo-lhe a mão.

- Se chama-lo mais uma vez eu lhe mato!

- Você HUMANA? – Perguntou Angel com deboche. - Pode vir junto também, já que quer tanto ele.

Sim! Todos vocês. – Disse Carmem. E deu uma sonora gargalhada, tão sonora quanto o contato do diamante sobre o vidro.

- Por que deveriamos? – Perguntou Bianca se pondo a frente dela. – Me diz um bom motivo para fazer isso.

- É você!- Ela fez uma careta de ódio. – Era pra estar morta, mas o destino quis que vivesse aquela noite. Vieste buscar o que é teu por nascimento? – Perguntou Carmem indo em direção ao pescoço dela.

- Não! – Ela a parou antes que tocasse sua jugular. – Vim buscar vingança. – Disse ela cravando-lhe uma estaca no coração.

Carmem se desfez numa poeira fétida e escura.

- Vamos!

Ao fugirem deram com uma parte da casa que não conheciam. Seguiram por um corredor estreito.

- Algo importante acontece e não nos querem por perto.

- Estamos no segundo andar? Não vivia trancado?

- Eles conseguiram!

- O que?

- Nos perdemos.

- Venha comigo Vinicius... – Chamou Angelcom uma voz tão sedutora que até Claúdia quis ir com ela.

- Não Vinicius! Fique comigo. – Pediu Claúdia a um Vinicius que não ouvia mais nada, somente seguia aquela imagem a sua frente.

- Vamos MEU SENHOR, OS TEUS LHE AGUARDAM.

- Por favor, não vá!

- Façam-na se calar e procurem e matem todos eles! – Ordenou Angel.

A gargalhada que Angel e Lúcia deram em seguida foi tão estridente que Claúdia ficou tonta, mas a única coisa que ela podia fazer no momento era CORRER e um erro seguer seria fatal.

- MEU SENHOR devemos ir a cerimonia deve começar logo.

 Lúcia se encontrava sentada num trono e o lugar ao seu lado era reservado a Vinicius.

A cerimonia de união entre Vinicius e Lúcia iria se iniciar.

Agnus e Angel estavam perto dos dois e já tinham se unido. E foi ordenada uma noite farta aos seus como comemoração pela união e tregua entre as raças.

- Graças a Deus! – Disse Charllote abraçando Claúdia.

- Cadê as outras?

- Não sei.

- Aqui. – Chamou Anny.

- O que está acontecen... É o Vinicius?

- É.

- Ele parece hipnotizado.

- Fique aqui. Quando a confusão começar pegue ele e saia daqui.

- O que você vai fazer?

- Uma pequena distração. Creio que é o Maximo que posso fazer com a velha pistola do meu pai, mas foi à única arma que trouxe.

- Certo.

Quando a lua vermelha atinge o centro do céu Lúcia morde Vinicius bebe de seu sangue que verte abundante mente de seu ferimento, Bianca se desespera com a cena e atira em Lúcia, mas erra.

As demais vampiras vem para cima delas. Lúcia faz um corte em seu próprio pulso e dá de beber a Vinicius, que após tomar do sangue de Lúcia começa a agonizar.

Claúdia e Anny se assustam com a cena e ficam estaticas. Bianca e Charllote tentam arrastá-las para longe da confusão.

Vinicius se torna um vampiro e ordena que não as deixem sair.

Apesar de não ser umoriginalé obedecido como um.

- Ouviram-no, peguem-nas! – Ordenou Tânia.

- Vamos! Depressa.

- Não posso deixá-lo!

- Ele só será humano outra vez quando Lúcia morrer e para que isso aconteça precisamos de você!

- Claúdia. – Chamou Vinicius com uma voz que Claúdia não conhecia, mas era dificil não se sentir atraída. – Meu amor, não vá, fique comigo. – Pediu ele estendendo-lhe os braços e dando-lhe um amplo sorriso deixando ver seus dentes brancos e aguçados.

- Não! – Gritou ela pulando a janela.

- Eu lhe terei Claúdia! Tenho a ETERNIDADE para isso! – Gritou ele da janela.

- Sei disso... – Diz Claúdia num sussuro olhando para ele.

- Vai deixá-las ir?

- Deixem. Elas irão voltar logo.

- O que eles pretendem agora? – Perguntou Anny ajudando Bianca a ficar de pé.

- Não sei, mas tenho certeza de que não será bom para nós humanos.

- Ele se sacrificou por nós... – Disse Claúdia.

- O pior já passou. – Disse Charllote abraçando Claúdia.

- Não, ainda nem começou. – Disse Bianca.

- Como assim? – Perguntou Anny.

- Se eu estiver certa, serei como eles. Fui ferida. – Disse ela mostrando o braço mordido.

- Ai meu Deus... – Chorou Anny.

-
Acalmem-se todas vocês! – Mandou Charllote.  – Quem fez isso?

- O que importa isso agora? – Perguntou Claúdia. – Ela vai se transformarnaquilo!

- Chega! – Ela não vai ficar como eles! – Disse Charllote.

- Não Charlly, a Claudia está certa. – Disse Bianca. – Vocês devem ir sem mim.

- Não! – Disse Anny assustada.

- Meu corpo está tão pesado... - Disse Bianca num sussuro.

- O que vai acontecer consoco? Eu não quero perder a Bianca! Claúdia me responde! – Gritava Anny

- Durma. – A noite foi longa, nada de mal nos irá acontecer agora. – Disse Claúdia a Bianca, sem dar ouvidos as perguntas de Anny.

- Ela dormiu rápido... O que faremos agora Charlly? – Perguntou Claúdia.

- Só podemos esperar...

Enquanto Bianca dormia seu corpo se curava de maneira espantosa.

- Onde estou? _ Perguntou Bianca assustada ao ver que já era noite e que se encontarva em uma cama confortável.

- Sente-se melhor? – Perguntou Claúdia com um largo sorriso no rosto.

- Pode se dizer que sim...

- Uns ciganos nos ajudaram a trazê-la, apesar do espanto por nos acharem na rua àquela hora da manhã e você estar ferida daquele jeito...

- Se souberem a verdade...

- Nem me lembre. E os ferimentos?

- Não doem mais...

- Vou buscar algo pra você comer...

Bianca rezava para que ninguem tivesse visto que seus ferimentos, embora profundos, haviam se curado da noite para o dia

- Ela acordou – Perguntou Anny.

- Sim, mas não falou nada dos ferimentos. Creio que ainda não percebeu que eles se curaram.

- Quando ela estiver pronta, vai dizer. – Disse Charllote. –Está confusa e com medo.

- Pode até ser isso Charlly. – Disse Anny. – Mas fica dificil confiar nela. Não por eu achar que ela vai mudar, mas pelo que eu vi...

- Compreendo. – Disse Claúdia. – Até eu tenho meus receios, não sabemos ao certo do porque deles serem assim.

- Só podemos esperar. – Disse Charlly.

- Não precisam! – Disse Bianca parada atras delas.

- Era pra você estar na cama! – Disse Claúdia.

- Por quê? Porcausa dos meus ferimentos? – Perguntou Bianca.

- É que... - Falou Claúdia um tanto sem graça.

- Parem de fingir. Vocês sabem que estou bem, MUITO BEM. – Enfatizou ela.

- Entendo... – Disse Charllote.

- Você ouviu? – Perguntou Anny.

- Cada palavra. – Respondeu ela.

- Desculpe... – Disse Anny.

- Vocês sabem o que isso significa? – Perguntou Bianca.

- Sabemos...

- Sinto muito... E eu é que devo pedir desculpas Anny. Não sei se ficarei igual a elas, ou se será diferente...

- O que iremos fazer? – Perguntou Anny.

- Não sei. – Disse Bianca. – Só sei que se eu ficar estranha demais, irritada ou algo parecido, por favor, me matem, sem hesitar.

- Tem certeza disso? – Perguntou7 Anny.

- Anny. Não se deixe levar por seus sentimentos, eu poderei usar sua fraqueza. – Sentenciou Bianca.

- Entendi.

- Eu ainda sou a Bianca...

- Até quando?

- Isso eu não sei...

- Vamos embora. – Disse Claúdia.

Diário de Bianca Monttres.

Por infelicidade nossa o Vinicius não foi salvo e eu posso estar virando o que mais odeio nesse mundo.

Mas quem tem mais feridas e ainda continua forte é a Claúdia, eu não tenho como fugir do meu destino e tudo o que aconteceu foi culpa minha, por ter agido sem pensar.

Como ire corrigir meu erro?

Espero que um dia elas me perdoem... Acredito que tudo isso não terá um fim.

Estamos no começo, o pior ainda está por vir. Mas espero estar enganada.

B.M. 07 de junho.

- Acalme-se Bianca... – Disse uma voz em sua mente. Uma voz bem familiar, que ela não conseguia associar a um rosto, mas tem certeza que é conhecida. – O pior ainda está por vir, nem começamos a nos divertir, ainda temos MUITO TEMPO para isso...

- Que é você? – Perguntou ela ao quarto vazio. – Como pode fazer isso?

- Acalme-se IRMÃ. As respostas virão logo.

Bianca não sabe, mas algo assustador está despertando dentro dela, fazendo com que consiga se comunicar com Lúcia telepaticamente.

Ela está mais bela do que nunca eos primeiros sinais de pálidez já começam a surgir, seus lábios tem se tornado mais avermelhados e o cabelo tem crescido de forma espantosa e está totalmente ondulado, seu olhar adquiriu um ar de mistério que a envolve e seduz, sua voz se tornou aveludada, mas pode ser dura e cruel.

E isso a tem asustado e seduzido ao mesmo tempo. E o pior é que ela tem gostado.

Ela se tornou imprevissível. E Tânia, Lúcia e Angel aguardam ansiosamente por mais mudanças...

Diário de Charllote Haze.

Olhe a tua volta e procure o desconhecido, ele tem muito a dizer aos que possuem coragem para lhe perguntar tudo o que procura-se ignorar ou se diz não existir.

“O desconhecido” está mais proximo do que imaginamos...

Nem todas as lendas são verdades, mas... Nem todas são pura ficção!

C.H. 08 de junho.

4

Aprendendo a ser uma vampira.

 

Bianca tem se mostrado muito determinada a não ser igual a “aquelas coisas”.

Sua natureza humana tem sobrepujado sua natureza vampirica, mas até quando?

Sua força e agilidade já é igual à de um vampiro totalmente transformado, sua sede aumenta a cada dia, mas ela se nega a provar sangue.

Ela leva uma vida “normal”, apesar da insistente sede que a aflige.

- Aonde você vai? – Perguntou Anny a Bianca.

- Sair um pouco. – Respondeu ela.

- Às três da manhã?

- Relaxa Anny, nada de mal pode me acontecer. Se esqueceu de que "Eu sou o mal”? – Disse ela com sarcasmo. – Pelo menos falam isso...

- Ok, vai, mas, por favor, cuidado.

- Você sabe que não precisa dizer isso pra mim.

- Força do habito.

- Sei disso. – Respondeu ela saltando pela janela.

- Isso realmente te incomada, né? – Perguntou Claúdia no vão da porta.

- Creio que ela também não sente medo, desde que se transformou.

- Que nada, ela só sabe que não irá se ferir...

- Mas precisa pular do quinto andar para ter certeza disso?

- Ela só gostou de fazer isso. Vem, vamos dormir. Logo ela volta com aquele sorriso bobo na cara.

- Sei disso...

Bianca anda tranquilamente pelas ruas movimentadas, sentindo o cheiro provocande das pessoas uma mistura de suor com o cheiro forte da carne e perfume.

Ela entra em uma casa noturna, o cheiro de corpos suados, bebidas, cigarro e uma mistura de vários perfumes lhe atinge, provocando contrações em seu estômago. Sua boca enche de agua, a fome lhe aperta, mas ela se controla.

O cheiro é bom e provocante, um cheiro quente e inebriante.

Um homem lhe observa, ela torce para que ele não chegue perto, pois seu cheiro é o mais convidativo de todos, ele é doce e quente, forte e possui algo que ela não consegue descrever.

Mas ele vem para perto dela.

- Posso me sentar aqui? – Pergunta ele.

- Pode se sentar onde quizer. – Responde ela asperamente.

- Lhe incomodo?

- Não, deveria?

- Desculpe... – Diz ele lhe dando as costas.

O cheiro dele lhe atinge em ondas que mexem com seu corpo todo, como se eletricidade percorresem suas veias. Ela sabe que precisa sair de perto dele, mas não consegue fazer seu corpo obedecer.

- Creio que começamos mal. – Disse ele se virando para ela. – Me chamo Henrique. – Disse estendendo a mão. – E você?

- Bianca. – Respondeu ela segurando a mão dele.

Ao tocar a mão dele foi como se tivesse levado um soco no estômago de tão forte que ele se contraiu.

- Desculpe... – Disse ela se levantando. – Mas preciso ir.

- Eu... – Disse ele se levantando.

- Não. Está na minha hora, mas venho aqui todos os dias... – Disse ela em meio à multidão de corpos que lutavam por um espaço na casa lotada.

- Vou te esperar amanhã! – Gritou ele.

Bianca correu o maximo que pode, tentando apagar aquele desejo insano de sua cabeça.

- O quê está acontecendo comigo? – Perguntou ela sentada no parapeito da janela de seu quarto.

- Isso meu amor é a nossa sede... – Respondeu-lhe a voz.

- Você denovo? Quer para com isso!

- Por quê? Somente eu posso lhe ensinar a ser como nós...

- Mas eu não quero!

- Mas você será! – Respondeu a voz com um pouco de impaciencia.

- Se eu quizer. – Disse Bianca num tom duro e rispido.

- Não adianta é a nossa natureza. Como pode um leão ir contra sua natureza? Entenda isso de vez.

- Um leão nasce assim, eu me torneiisso, portanto posso escolher!

- Se não quer entender tudo bem, irá aprender do jeito mais dificil e doloroso...

- O que quer dizer com isso?

- Simples, uma hora ou outra irá perder o controle... e então, a fera irá tomar conta de você...

- Você está dizendo que...

- Sim, você irá matar sua sede cedo ou tarde. Se quer realmente proteger suas amigas é melhor faze-lo logo.

- Isso não é verdade!

- Bianca, não seja estupida, ninguem fica sem comer por muito tempo... nós também, mas se não comermos, ficamos loucos e matamos indiscriminadamente, muitos matam sua propria especie...

- É mentira!

- Então você terá que fazer para acreditar, estou lhe avisando, acredite se quizer, depois não vá culpar-nos. 

5.

Diário de Charllote Haze.

Nós estamos muito preocupadas...

Bianca vive nos fazendo mudar de cidade, do nada ela diz que certo lugar não é mais “seguro” e que temos que ir embora, naquela noite mesmo, gostaria de saber o porquê disso!

Creio que ela sabe de algo que não nos tem contado.

Sei que estamos estressadas, com medo, na verdade estamos é apavoradas, mas tudo bem, mas isso está virando paranóia!

Gostaria de voltar no tempo e nunca ter ido aquele lugar...

Espero que agora possamos viver “normalmente”, o que acho um tanto difícil, visto que agora tenho uma amiga vampira.

C.H. 23 de dezembro.

 

Diário de Bianca Monttres.

 Sei que as meninas estão assustadas e achando que estou ficando louca, mas se eu disser para elas que a Angel colocou um monte de lobisomens atras de nós, creio que elas irão surtar!

Sei que não deveria esconder as coisas delas, mas não tenho outra opção.

B.M. 23 de dezembro

 

Diário de Anny Brown.

Tenho certeza de que a Bianca nos esconde algo, mas não sei como fazê-la nos disser tudo, creio que com o tempo ela nos contará tudo, preciso acreditar nisso...

Sinto como se estivesssemos sendo seguidas, acho que é por isso que a Bianca nos faz mudar tanto, ela deve sentir o mesmo. Eu ainda tenho pesadelos com aquele lugar maldito.

Sinto muita falta do Vinicius, e acredito que um dia ele voltará para nós.

A.B 26 de dezembro.

 

Diário de Claúdia Oliver.

Estou triste, como se um pedaço meu tivesse sido arrancado.

Creio que está dor irá passar cedo ou tarde, gostaria que fosse logo...

Sinto-me uma inutil, não pude fazer nada para salvar o homem que amo!

Preciso aprender a me defender e acertar as contas com aquelas “coisas”, não me sentirei bem até fazer isso!

28 de dezembro.

 

Diário de Charllote Haze.

O ano terminou e eu não consegui achar um meio de trazermos o Vinicius de volta, creio que a Bianca esteja certa, temos que acabar com aquelas “coisas”.

Mas não sei como! Eu não sei dar sequer um soco decente.

Tenho que me prepar para isso, creio devo iniciar com aulas de defesa pessoal. E depois ir me aperfeiçoando...

Mas isso me parece tão errado! Não me vejo ferindo pessoas...

Maselasnão são pessoas! Tenho que colocar isso na cabeça!

Meu Deus dá uma luz, pois está dificil aqui!

C.H. 02 de Janeiro.

6.

Diário de Bianca Monttres.

Sei que será dificil, mas elas precisam saber de toda a verdade!

E será hoje!

B.M. 15 de janeiro

 

- Preciso falar com vocês.

- O quê foi? – Perguntou Anny. – Algum problema?

- É, e é sério.

- Fala logo então! – Pediu Claúdia.

- Estamos sendo seguidas...

- Era de se esperar. – Disse Charllote. – Você nos vem fazendo mudar de casa como se fossemos ciganos.

- Estamos sendo seguidas por lobisomens.

-O quê?– Gritou Anny.

- Isso mesmo. – Respondeu Bianca calmamente. – Angel deve tê-los mandado.

- Será mesmo? – Perguntou Claúdia. – Não poderia ter sido o Vinicius?

- É uma possibilidade... – Sentenciou Bianca. – Mas prefiro pensar que foi ela.

- Tem razão. – Concordou Charllote.

- O que faremos? – Perguntou Claúdia.

- Bem creio que fugir não vai adiantar por muito tempo. – Disse Bianca.

- E o que você sugeri? – Pediu Anny.

- Teremos que lutar.

- Muito fácil, vamos lutar com sei lá quantos lobisomens! Esqueceu-se que eles são fortes, sanguinários e ainda por cima imortais?

- Mas burros como uma porta.

- Isso não ajuda muito! – Gritou Claúdia.

- Não, mas nos dá tempo para nos prepararmos...

- Como? – Quis saber elas.

- Começaremos com aulas de defesa pessoal, depois vocês aprenderão a usar varios tipos de armas e...

- Espera aí, como vamos aprender isso? – Perguntou Charllote. – Pois se você não sabe, vou lhe contar um segredinho, nem todo mundo pode ter porte de arma e muito menos aprender a usá-las assim.

- Sei disso querida.

- Como iremos resolver esse problema?

- Conseguir alguem que saiba usá-las para nos ensinar.

- Como se fosse fácil!

- E é.

- Sei. – Resmungou Anny.

- Gente é sério!

- Sabemos que a situação é séria Bianca! Mas parece quevocênão entendeu isso! – Respondeu Charllote.

- Charlly! Pensa um pouco minha amiga!

- Eu tenho pensado Bianca, e muito! Mas o que você propos é bom, mas não tem como fazê-lo!

- Tem certeza?

- É lógico que tenho!

- Charlly, é mais simples do que parece, só temos que aumentar nosso grupo e selecionarmos as pessoas...

- Não! Você não pode estar falando sério!

- Claro que estou!

- Você ficou louca?

- Por quê? Qual o problema?

- Qual o problema? Eu vou lhe dizer qual o problema! Você quer envolver mais pessoas inocentes nessa merda toda, será que já não causou confusão suficiente em nossas vidas?

- Eu não pedi para vocês me acompanharem!

- Mas resolveu pedir para mais pessoas se juntarem ao nosso grupo maldito!

- Precisamos disso!

- Não precisamos não!

- Quando você resolver pensar direito, nós iremos conversar novamente. – Disse Bianca.

- Eu não terminei ainda! Volta aqui!

- Charlly, se acalma. – Pediu Anny.

- Como posso me acalmar? Ela pirou de vez!

- Talvez ela esteja certa...

- Ela não pode estar certa.

- Por que não?

- Por que estaremos colocandoa vida dessas pessoas em risco. E pode acontecer o mesmo que aconteceu com o Vinicius...

- Sabemos disso! – Disse Anny. – Mas se pensarmos bem, essa pode ser nossa saída.

- Pode ser, mas prefiro que não seja.

 

7.

A noite era fria e aconsegante, o vento açoitava-lhe os cabelos, o cheiro inebriante de sangue e carne humana lhe pertubava os sentidos, é tão dificil resistir...

A sede lhe machucava a garganta, lhe implorando por somente uma gota daquele liquido vermelho e espesso.

A ideia de fazê-lo era revoltante para ela, uma revolta por sabe que é errado, mas necessário.

A cada dia que passava Bianca sentia a sede por sangue aumentar, tinha hora que era insuportável, ela sentia que não iria conseguir se controlar por muito tempo, então ela tinha que fazer.

Ela esperava nas sombras, tentando escolher uma vitima.

Mas como escolher alguem para tirar-lhe a vida?

Como ela pudia fazer isso?

Essas e outars questões lhe afligiam, ela sabia que tinha que fazer, mas como?

Roubar a vida de outra pessoa, isso lhe angustiava.

Então ela o viu.

Um homem dormia profundamente debaixo de uma ponte, seu cheiro forte de urina e sujeira chegava até ela, mas ela também podia sentir o doce aroma do sangue que escapava da ferida aberta em sua cabeça.

Uum pequeno corte no couro cabeludo, provavelmente causado por alguma briga.

Ela sabia que tinha que ser rápida.

Aproximou-se dele, ele estava roncando alto, se abaixou e aproximou mais dele.

Ela pôde ver lhe as feições, não era novo, mas também não tão velho, deveria ter uns trinta anos ou um pouco mais, jovem ainda, mas deveria ser feito!

Segurou-o pela gola da camisa imunda, suspendeu-o sem esforço algum, a sede lhe impulsionando cada vez mais, ela então se deixou levar pela vontade.

Quando terminou uma ondda de repulsa e raíva tomou conta dela.

Bianca chorou com o corpo exangue do homem em seu colo, ela chorou por raíva e ódio, e daquele dia em diante ela tinha plena consciencia de que ela havia se tornado a coisa que ela mais ódiava no mundo.

UMA VAMPIRA!

 

8.

- Muito bem! Continue assim Bianca... E Logo estará tomada pela luxúria e desejo de possuir a vida eterna.

- Mas e se ela não ficar igual a nós?

- Ela ficará. Disso eu tenho certeza!

- Espero que issorealmenteaconteça. Para o nosso bem.

- Nem tudo está perdido...

- Espero que não.

- Acredite em mim.

- E se não der certo?

- Dará certo! E se essa união não produzir frutos?

- Duvidas de mim? Dê sua própia filha?

- Pare já com isso!

- Mas a Senhora dúvidas de seu próprio sangue!

- Jamais repita isso!

- Então por que me questionas?

- Eu tenho que questionar. E se não der certo? Terei que me justificar com nosso povo, agora se der certo...

- Perdoe me... Sei que fui imatura. A Senhora está coberta de razão. – Disse Angel se curvando perante a Lúcia.

- Pode ir criança...

Quando Angel saiu, Lúcia se regojijava perante a ingenuidade dela.

- Há tantos anos vivendo conosco e ainda crê no que dizemos? Criatura pátetica!

- Por que diz isso minha Senhora?

- Crês realmente que deixarei que Angel tenha um filho com aquele lobisomen imundo?

- Por que não? Traria muitos beneficios para nós.

- O que trará beneficio para nós é o nossofilho!

- Refere-se ao nosso fruto de quando eu era um mortal?

- Sim...

- Crês que ele irá nascer?

- Mas certo do que isso impossivel. É tão certo quanto disser que o sol virá ao se iniciar um novo dia.

- Se dizes minha Rainha.

- Disso pode ter certeza.

- Então eu acredito.

- E lembrese de uma coisa!

- O que é tão importante assim para você?

- Lembre-se do nome de nosso filho!

- E qual será?

- Será uma bela menina. E se chamará Rita.

- Rita? Mas não é o nome de uma Santa?

- Quero esse nome!

- Por quê?

- Quero que eles tremam ao lembrar-se do nome dela, Rita a Filha das Trevas...

- Mas...

- Sem mas, está decidido, se o ser que lhe causa medo e dor se chamar como um santo teu a quem poderá pedir auxilio? Quem irá lhe ouvir? Se aquele a quem suplicas se chama pelo mesmo nome do ser que lhe aflige e causa dor, agonia e sofrimento.

- Pensaste em tudo!

- É claro!

- Está certo então, ela se chamará Rita. E for um homem?

- Duvidas de que será uma mulher?

- Não. Mas e se for?

- Nunca nasceu um homem sequer em nosso clã. Porque agora seria diferente?

- Por que as circunstancias desse nascimento é diferente.

- Não será um homem! Nossa familia não cairia em desgraça agora! Não agora!

- Tudo bem, eu entendi.

- Vá! Deixe-me sozinha!

9.

Bianca retorna pra casa.

Sua culpa e seu ódio ainda a consome.

Ela tem vontade de pegar uma faca e arrancar a própia cabeça.

Mas isso não seria certo, não agora que ela colocou seus amigos em uma situação tão dificil, seria muito fácil desistir, seria muito bom morrer e terminar com tudo isso de uma vez só.

Mas e se não acabasse com a morte dela, e se continuarem a persegui-los? Ela teria morrido em vão!

E seus amigos irão ficar sem ela para tentar ao menos protegê-los.

Não Ela não podia fazer isso.

Então ela vai para o banheiro e tenta se livrar de todo aquele sangue e toda culpa, ela se esfrega com movimentos vigorossos, mas a sensação de que algo muito errado pertuba-lhe a mente ainda, mas era necessário.

E ao lembrar-se disso um pouco da culpa some.

Ao menos de uma coisa ela tem certeza.

Suas amigas estão seguras, agora sim, a sua sede foi aplacada.

O monstro que mora dentro dela está acalmado, mas até quando?

Quando ela irá precisar“comer”novamente?

- Bem ao menos sei que não é tão ruim assim. – Disse Bianca a si mesma. – Mas até quando terei que fazer isso, e quando precisarei fazer de novo?

Várias perguntas lhe assombravam, mas o dia estava raindo e junto com ele veio o seu torpor, Bianca caiu num sono profundo, suas duvidas e incertezas teriam que esperar até o proximo por do sol.

(FIM DA PRIMEIRA PARTE)

EM BREVE: PARTE 2 - RITA A FILHA DAS TREVAS.

Pin It
Atualizado em: Seg 6 Jun 2011
  • Nenhum comentário encontrado

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222