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Pendulum (Cap. I - Frio Anormal)

Acordo no meio da noite, por volta das 3 da madrugada, sentindo que tinha alguém me observando. Olho para os lados e não vejo nada, isso acabou me tirando o sono, então decidi me levantar e fazer um chá para me acalmar.
Fui para a cozinha, abri meu velho armário, peguei minha xícara preferida que continha os dizeres: "Para o melhor namorado do mundo!", por um momento entrei em transe, fiquei contemplando aquela frase, que reluzia sobre a luz do luar que atravessava a janela e me trazia recordações daquele tempo, que, infelizmente não volta mais.

Ao colocar a água para esquentar, senti novamente alguém me observara. Olhei rapidamente por toda cozinha e indaguei. “Tem alguém ai?!”, mas nada, o silêncio se aprofundou, apenas se ouvia o som das árvores. Cheguei à conclusão que não havia nada e tudo era fruto da minha imaginação, fiz meu chá de camomila e fico observando a noite fria, o vento cortando a noite, parecendo tão inocente, mas com um corte semelhante ao da navalha. Sinto mais uma vez que tem alguém me observando, então ao me virar me deparo com um vulto na porta, flutuando, não tive reação, o frio foi subindo, congelando desde o meu pé até o ultimo fio de cabelo. Literalmente parei, perdi as forças, o medo tomou conta junto com aquele ar congelante que cortava meus pulmões, a xícara que tanto gostava deslizou de minha mão e se quebrou ao chão.

Aquele vulto ficava imóvel, pensei se estaria apenas me observando e quando pensei em me mover, o espírito veio em uma velocidade rápida demais para eu tentar fazer alguma coisa, fiquei cara a cara com ele.

Apavorei-me, minhas pernas amoleceram, tudo pesou, respirar estava ficando difícil, abaixei a cabeça e fechei os olhos, fiquei esperando alguma coisa, alguma reação, escutava apenas uma respiração forte do meu lado. Ao abrir os olhos, vejo uns pés brancos, decido olhar para cima, defrontar o tal espírito, vejo o rosto de uma mulher, com um leve sorriso no rosto, como se me convidasse para conversar. Seus cabelos estavam sobre seus olhos, então comecei a examinar, olhei novamente seus pés e fui subindo cautelosamente, sem fazer movimentos bruscos e quando encontro seus olhos de novo, fico completamente paralisado, sua feição mudou, o leve sorriso se tornou mais aterrorizante, como se estivesse preparando para atacar. E realmente atacou, ao vim ao meu encontro senti seu corpo atravessando o meu, minha cabeça parece que ia explodir, senti que o frio domara o recinto e que nada adiantaria eu gritar, tive a sensação de estar caindo e meu mundo desabando. Será meu fim?

Acordo todo suado, olho para o lado e me deparo com um lindo sol, batendo na cabeceira da minha cama. Levanto correndo e vou direto para a cozinha, vejo que minha xícara esta na pia e com um restinho de chá, porém intacta, nenhum sinal de ter se quebrado. Senti um frio na barriga, me lembro perfeitamente que a xícara tinha caído e quebrado no chão. Será que aconteceu mesmo ou é apenas delírio da minha cabeça?

Ao ir para o quarto tenho uma surpresa...

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Atualizado em: Qua 21 Jul 2010
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