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PSYCHOSOCIAL Capitulo 10

CAPITULO 10
ANJO OU DEMÔNIO
 
Em algum lugar do Novo
Mundo...Surge um apartamento,
não muito luxuoso,porém bastante
organizado.Larry está sentado á
mesa,tomando uma xícara de
café,enquanto lê ao jornal,
com desinteresse.
Até que abre a segunda página,
e se depara com a foto da sua amada,
no canto de onde fizeram a matéria.
Seu rosto está entristecido,ela está
carregando uma mochila nas
costas,com a postura ereta.
Ao vê a imagem dela,ele sorri
com pequena alegria,mas sua face
logo volta para a expressão séria,
pois á lembrança do dia que ela
partiu,vem á sua mente,junto
com suas ultimas palavras
"Adeus Larry Coltown".
"Suas ultimas palavras,ainda
me machucam,suas lembranças,
ainda me perturbam.Por quê as
coisas seguiram este rumo?"
Pensa o belo homem,com o
olhar vazio,fechando o jornal,e o
esmagando logo em seguida,pois
sabia que reviver aquelas tristes
memórias,não lhe fariam
nenhum bem.
Tentando se destrair,ele vai
a sala,e liga a televisão,lá está
Ela de novo,sendo levada pelos
guardas do Ditador,sob á
acusação de ter traído
ao Governo.
-Droga!
Diz em pânico,desligando o
aparelho de TV,e pousando á
sua mão sob a testa,sentindo-se
preocupado,devido ao grande
problema,no qual a jovem
se meteu.
Sem pensar mais,ele se
levanta do sofá,e pega ás chaves
do carro.Indo rapidamente até
á saída,mas quando gira á
maçaneta,esta se tranca,
e ele fica preso ali.
-O quê!?
Pergunta o belo,tentando abrir
a porta,chocado com o que estava
acontecendo.Como se isto não lhe
bastasse,as lâmpadas da casa
começam a piscar,e o chão
fica todo negro.
Uma silhueta masculina sobe
para a luz,e então o agarra pelo
pescoço,sufocando-o com força
e extrema rapidez,enquanto
toma a forma humana.
Ao vê quem estava por trás
da agressão,o homem fica com
os olhos arregalados,espantado,
já que a sombra nada mais era,
que um reflexo obscuro de si
mesmo.
Um retrato,do que ele havia
se tornado,nesse tempo em que
esteve negando a verdade,para
si mesmo,de que não era um
ser bom,e que era todo
feito de maldade.
Não era mais,um homem lindo
e majestoso,tinha cicatrizes por
todo o seu corpo,que parecia ter
sido retalhado e recosturado,
seus olhos,nada mais eram,
que espaços vazios,sujos
de sangue.
-Você não vai feri-la
outra vez!Já lhe fez muito
mal!Deixe-a em paz!Você não
á ama!Não á ama como eu
amo!
Diz o seu lado obscuro,apertando
o pescoço do pobre com força,cravando
as suas unhas,afiadas e negras,na carne
do seu lado sensato,jorrando rios de
vida sob o seu braço,mas para á
sua surpresa,o belo não
morre.
-Eu não vou deixar,
você se aproximar dela
outra vez...Seu egoismo e seu
orgulho,falam mais alto,pois
você só ama á si mesmo,e
ninguém mais!
Volta a dizer aquela criatura,
com tanto ódio,que a realidade se
distorce,e ele toma a forma de um
lindo anjo de cabelos negros,com
um corte de príncipe inglês,de
pele clara e olhos rubros.
Coberto por vestes,dignas da
realeza das sombras,com um par
de asas negras enormes nas suas
costas,que deixam ao homem
horrorizado.
Pois não se tratava mais,
de uma representação do seu Eu
verdadeiro,e sim de um ser de outra
dimensão,que veio para defender
a escolha da rebelde.
-Quem!Quem é você!?
Ele pergunta,chocado com aquela
cena,diante dos seus olhos,mas o anjo
apenas aperta os seus dedos,fazendo
com que a sua presa perca ao fôlego
,e inunda o lugar de vermelho,do
liquido vital do adversário.
-Eu sou você!
Responde o inimigo,com o olhar
ainda mais enfurecido,enquanto o seu
oponente aparece encostado na parede,
como peito estripado,e no lugar do
seu coração,só há o espaço oco,
todo ensaguentado.
-Não!
Diz o homem,despertando daquele
fúnebre pesadelo,com os olhos grandes
e amendrontados,suando como um
enfermo,dentro do seu quarto,de
clássica arquitetura gótica,
dos castelos dos reis.
"Era apenas um sonho,
uma tenebrosa ilusão,que
vem me perseguindo,desde
que ela se foi...Onde estará
a minha Elle agora?"
Pensa o belo,pegando a jarra de
cristal,e colocando a água,em um copo
do mesmo material.Ainda trêmulo,e
pálido,marcado por aquela face,
tão cruel quanto formosa.
-Senhor Coltown...
Diz uma voz feminina meio
roca,vindo de trás da porta do
cômodo,enquanto ele bebe ao
copo d'água,tentando se
acalmar.
-O que quer Rosana?
Pergunta o homem,após abrir
um brecha,aparecendo ali com os
cabelos bagunçados,olhando para a
pobre idosa,com aquele olhar hostil,
que a deixam atônita,ao ponto de lhe
entregar o convite, e sair correndo.
Confuso,o homem lê ao papel,
com um olhar bastante atento,e ao
mesmo tempo interessado,entrando
no quarto,e atirando-o no lixo logo
em seguida,enquanto revira os
olhos,indo para o banheiro.
(O convite esmagado no lixo)
"Sr.Coltown,o Príncipe Michael,
convoca á sua presença,no jantar
desta noite,as 19:30 no jardim da
mansão,é de suma importância
,pois ele tem um comunicado
a fazer"
A noite...Larry caminha em
direção ao jardim,com á sua melhor
roupa para noite,usando um terno
preto com gravata vermelha,e os
cabelos amarrados num rabo
de cavalo masculino.
-A reunião foi transferida,para
a sala de jantar Senhor,perdão.É
que o príncipe,prentende causar
uma boa impressão,para á
jovem que vem esta
noite.
Responde Rosana enquanto limpa
a mesa,com as suas mãos um pouco
engilhadas,prestando atenção em
cada detalhe,que arruma da
mesa,enquanto o belo se
afasta.
Seguindo um novo rumo
agora,ele caminha pelo corredor
com indiferença.Esta era á quarta
jovem,de quem o príncipe queria
tomar posse,só nesta semana.
Mas seu ar de frieza some,logo
quando ele atravessa a porta dupla
da entrada,pois seus olhos fitam a
bela dama,que estava no canto
da mesa,encarando-o com
os seus gélidos olhos
verdes.
Tentando se recompor,
ele caminha até o seu lugar,e
puxa a cadeira,lutando para não
fixar os seus olhos em Corelle,que
baixa o olhar,e se concentra no
prato vazio,sorrindo para si
mesma.
-Meu velho amigo...
Que grotesco de sua parte,
se interessar pela minha
futura esposa!
Diz Michael com um sorriso,
expressando um sentimento cômico,
que deixa o homem mais tranquilo,
pois as palavras dele,não passam
de brincadeiras.Ambos sorriem,
e o formoso príncipe,pousa o
olhar nos talheres.
Os conhecidos se entreolham,
e conversam com o olhar,que diz
surpresa e recusa,misturados ao
desejo,de dialogar com os lábios,
e exclarecer tudo,o que ficou
na dúvida.
O silêncio permanece,até que
Rosana entra no espaço,e chama
ao loiro,enquanto carrega um
telefone,alegando que Sad,
precisava falar com ele,
com urgência.
O belo lider se retira,e a jovem
e o assassino,ficam a sós naquele
cômodo.Imaginando que era o
momento ideal,o doutor dá
o primeiro passo.
-Não tenho razões
para continuar aqui...
Diz a dama se levantando da
mesa,e partindo para a saída,mas
antes que chegue,ele se transforma
em sombras,a abraça por trás,e
desaparece com ela.
-O que está fazendo!?
Pergunta ela,enquanto eles
reaparecem,em uma praia deserta,
no meio da noite.Olhando para ele
com extrema fúria,e jogando-o
no chão,com um giro.
-Salvando á sua vida.
Michael iria te sacrificar,
quando conseguisse te levar
para cama...
Responde ele,olhando indiferente
para a rebelde,que retribui o olhar,
com o mesmo desinteresse,e lhe
dá as costas,caminhando
pela areia.
-Salvei a sua vida!
Acho que deveria dizer
no minímo" muito
obrigado".
Diz ele,levantando-se da
areia,e aparecendo na frente
da garota,que o olha zangada,
e desvia os passos,afastando-se
dele,enquanto segue por
outro rumo.
-Não se pode salvar,
quem não quer ser salvo.
Se eu ia morrer ou não,
era problema meu!
Retruca arrastando os pés
para a calçada,com um olhar
magoado,que deixa o homem
confuso,ao ponto de puxar o
pulso dela,e impedi-la de
se distanciar.
-Eu nunca quis te
contar,não queria tirar
de você,as suas ultimas ilusões.
Mas não tenho escolha.Matei
aos seus pais e namorados,
por amor á você!
Diz ele,de cabeça baixa,
com as mãos trêmulas,devido
ao seu nervosismo.Como se
aquilo que dizia,estivesse
lhe dilacerando.
Mas nem assim,a morena dos
olhos claros,baixa a guarda,nem
se quer se comove,com aquela
revelação,apenas revira os
olhos,e volta a fitá-lo.
-Não acredita não é?
Tudo bem...Me perdoa por
isso...Mas precisa ver!
Deprimido ele percebe,que
não atingiu o seu objetivo,e então
recorre a outro método,tomando-a
nos braços,e beijando-a enquanto
pressiona os dedos nas suas
têmporas,até eles cairem
desmaiados.
O casal aparece no meio da
escuridão,iluminados por pequenos
raios de luz,até que um filme surge
diante deles.E ela finalmente vê,
aos seus pais,e amados sendo
possuídos por um brilho.
Não era a claridade, proviniente
do Anjo de Luz.Era um brilho com o
contraste laranja,que parecia vim
dos céus,e enlouquecia á quem
penetrava,tornando o ser
em um escravo.
Os pais dela já estavam mortos,
muito antes do cruel assassino vim
e estripá-los.E o que estava no lugar
deles,planejava destrui á menina
á qualquer custo.Tornando-a,
medrosa e deprimida.
Pois divertiam-se com a
sua dor,seus gritos e tormentos
eram música para os seus ouvidos
,seus surtos e cortes,eram o sangue,
que alimentava ao seu prazer,e o
espiríto das sombras era
quem lhe protegia.
-PARA!
Grita á jovem nos tempos
atuais,despertando daquele mar,
tortuoso de lembranças,que o seu
suposto pior inimigo bloqueou,
para proteger,á sua
inocência.
-Desculpe esconder isso...
Mas você não estava
preparada,para ver
á verdade antes...
Responde o homem,enquanto
limpa o sangue,que escorria dos
seus olhos,e olha para a garota,que o
encara com um olhar,assustado e
inocente,tão atordoada,que as
suas íris estão vermelhas.
-...Me desculpe...
Diz a jovem,com lágrimas nos
olhos,que estavam vazios e chocados,
atirando-se nos braços dele,e fechando
os seus olhos.Preocupado ele retribui
ao gesto,e beija á sua cabeça,lhe
acariciando nas costas.



"A Mentira foi contada,e foi
aceita como verdade por muito
tempo.A verdade,é que Os anjos
 são Demônios,e os demônios na
verdade são Anjos." 
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Atualizado em: Ter 24 Mar 2020

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