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Perseguidos Pelo Tempo Capitulo dois

Ouço a porta da frente se abrindo direciono meu olhar para o corredor da entrada e vejo um senhor exageradamente gigantesco ele parecia ser maior que o próprio Hiroíto, estava usando uma pele que parecia ser de um urso polar, tinha uma barba branca que chegava até sua cintura, ele direciona seu olhar para mim que na mesma hora me levanto assustado.
Caraca! Esse ai me mata só com um golpe— me apoio na cadeira
Ele vai chegando a minha direção, seus passos no chão pareciam pequenos terremotos suas mãos extremamente grandes que com um peteleco eu cairia longe, chego há recuar um pouco, mas não tenho para onde fugir, chega bem na minha frente e levanta sua mão direita, ele a coloca em minha testa.
Bom, sua febre diminui-o—Sua voz era semelhante à de Hiroíto, ele é o exemplo perfeito de da palavra destemido só de imaginar que ele seria ou foi um aventureiro no passado, não conseguia parar de imaginar seus feitos espetaculares e pelo que vi de seus tesouros no corredor parece que ele tem muita historia para contar!
Irei dormir, converso com você a tarde— ele se retira da sala e adentra em seu quarto, eu fico paralisado, chocado por ele nem querer saber quem eu sou, e principalmente por colocar um estranho em sua casa com sua esposa e seus bens
Esta tudo bem meu jovem, quando o Isao chega ele capota e só acorda bem no final da tarde— a senhora da uma risadinha e continua a lavar os utensílios da cozinha.
Tudo..Bem..Então.. — Escuto um latido— ah é claro! Quase me esqueci dele, algum problema se eu for lá fora?
Claro que não querido pode ir, só pega um casaco— ela aponta para uma pele pendurada em uma cadeira.
Eu pego a pele e vou até a porta, quando saio parece que viajei por horas a vegetação mudou completamente, a casa de meus salvadores fica bem em cima de um morro, consigo ver bem adiante e não deixo de pensar que a guarda pode chegar a qualquer momento, eles devem ter soado um alerta na cidade de escravos fugitivos oque com certeza estragou o apetite do general e do rei, soldo um riso bem fraco, mas logo o corto.
Será... que consigo encontrar o verdadeiro assassino? —sussurro
Não tente— Olho para trás
Tudo começa a ficar lento, tudo a minha volta fica sem cor e quando me viro me deparo com uma criatura de 4 metros em sua mão esta uma ampulheta e na outra uma espada que parece ser feita de relógios e seu rosto estava tampado por um capuz, e por algum motivo não sentia medo dela nem fiquei impressionado ao vela, parecia que eu estava familiarizado com a criatura eu só a observava sem nenhum sentimento.
Porque não? — eu pergunto
Você estar aqui foi um erro que não pode ser concertado, então deve ser eliminado sem causar mais danos a esta dimensão— Sua espada vai a minha direção, não me movo nem me assusto só levanto meu braço esquerdo e a espada o atinge sem causar nenhum dano a mim— Oque? Isso será possível? Bom se insiste em se rebelar e não fazer oque peço farei de tudo para deixar sua vida aqui um inferno, moverei todos os meus peões para que sua estadia nesta dimensão seja o mais desconfortável possível e que deseje nunca ter nascido!
Você chegou um pouco atrasado— Abro um sorriso de deboche
A criatura some diante dos meus olhos, tudo volta ao normal e eu caio no chão fico paralisado porque meus sentimentos e principalmente o medo me afetam como uma bala, imediatamente tento pedir alguma ajuda, mas as únicas palavras que saem de minha boca são.
O Deus do tempo! —Eu grito caído no chão
Meus pensamentos se colidem um com o outro gerando tantas perguntas que parece que minha cabeça vai explodir, mas entre todas, essas duas perguntas me fazem queimar a cabeça: Porque ele queria me matar? E Como ele não me matou?
Fecho meu olhos e apago por cinco minutos, quando acordo, olho para o céu que agora esta alaranjado com nuvens nem um pouco carregadas, uma brisa leve bate em meu rosto e me sinto tranquilo novamente.
Foi um sonho? — Sento na grama— Eu sinto que foi como um sonho, mas foi real de mais, será que estou com algum problema psicológico? — Ouço novamente um latido— ah é verdade, o lobinho que veio comigo.
Levanto-me e olho em volta, não estou satisfeito que aquilo foi um sonho, mas acho que por hora é melhor manter a postura e ver oque acontecera, ando até o deposito no fundo e observo todo o tipo de coisa, folhas caído, pássaros voando e o vento soprando, parece que tudo estar normal e quando vejo já estou na porta do deposito, eu a abro e na mesma hora uma criatura gigantesca me derruba no chão
Oque é isso!? Socorr— sou cortado por uma lambida na minha cara, olho para uma de suas patas e vejo o curativo que fiz no filhote— Você? Não é possível, não tem como você ter crescido em poucos dias até chegar nesse tamanho!
Ele é um lobo da terra— Diz a senhora pela janela— lobos da terra crescem muito rápido, e são muito raros, são usados por caçadores de alto padrão, ou mascotes da realeza, fiquei assustada quando Isao o trouxe com vocês.
Não tem risco de ele me comer não né? — me levanto o afastando um pouco
Não, é impossível ele causa qualquer dano em você, eles são conhecidos por serem muito dóceis com seus donos e extremamente protetores— a senhora da um sorriso e volta para dentro.
Então quer dizer que você pode me proteger agora garoto? — eu acaricio sua cabeça— bom então precisamos te dar um nome certo? Que tal... Daisuke!
Daisuke rodopia em volta de mim como se tivesse gostado de seu novo nome, brinco com ele por uma hora com graveto e depois nos deitamos no chão, a brisa tranquila faz seu pelo movimentar, olho para o céu que esta sem nenhuma nuvem, o sol esta quase desaparecendo trazendo a noite junto, sinto pela primeira vez em meses que posso relaxar por pelo menos alguns minutos.
Isao! Venha rápido! É a garota! — Quando escuto o grito meu corpo se levanta tão rápido que não consigo acompanhar com pensamentos
Corro o mais rápido que posso para dentro da casa, vejo a senhora chorando com as mãos na boca desviando o olhar da porta do quarto, me aproximo mais devagar com medo do que eu possa ver adiante então entro no quarto, vejo Isao avaliando Emi, sua pele branca agora estava escura como se tivessem jogado tinta em seu corpo, sua boca, olhos e ouvidos estavam saindo sangue, fico paralisado com a cena.
Po-r q-que? — Meus olhos enchem de lagrimas
Agora vamos conversar — Isao se senta à mesa da cozinha e me espera
Oque e-ela em? — me sento-me à mesa traumatizado.
Rapaz sua amiga é meia Élfa certo? — aceno com a cabeça — ela esta com a doença negra
O-Oque é a doença negra? — pergunto gaguejando
Uma doença que apodrece o corpo do doente com uma rapidez altíssima — ele pega o bule e coloca chá em duas xícaras — já que sua amiga é uma Élfa nem deveria ser possível ela ter essa doença, mas creio eu que seja por causa da coleira anti-magia.
Tem como salva-la? — pego uma das xicaras
Talvez... A única maneira que pode dar certo é retirar a coleira anti-magia — Isao bebe um gole do chá — o problema é a magia que usam nas coleiras, dependendo da quantidade de magia usada pode ser impossível quebra-la.
Como podemos descobri a quantidade de magia usada? — termino o chá
Eu já descobri, e também descobri de onde vocês vieram tão acabados— ele olha em meus olhos.
Eu pulo da cadeira e engulo seco apesar de ter tomado um gole de chá — oque você vai fazer?
Eu sei que vocês são escravos do rei e pode ficar tranquilo, se eu não estreguei vocês até agora não vou mais entregar — ele aponta para cadeira — magia real é diferente, só armamentos sagrados podem quebra-las.
Suponho que não seja fácil adquiri-los certo? — me sento
Sim, o rei sempre manda mais de cinco unidades do exercito para buscar apenas uma delas — coloca mais chá nas xicaras.
Existe alguma que eu possa ir atrás — pergunto
Hesita — Bom... Existe uma que nem o próprio rei conhece
Onde fica! Eu vou atrás agora mesmo! — coloco as mãos sobre a mesa
Se acalme jovem, o problema não é onde esta e sim quem esta protegendo ela, toda arma sagrada é protegido por criaturas nomeadas de demônios dos deuses — bebe um gole de chá — o lugar onde fica a arma fica a três dias de viagem, mas o problema é que sua amiga provavelmente não durara uma semana, por algum motivo ela pulou muitos estágios da doença e já esta no estagio final, é como se seu relógio biológico tivesse sido adiantado em varias semanas.
Na mesma hora me lembro do possível sonho que tive me lembro de que o tal Deus do tempo me disse que faria da minha vida um inferno, mas ele mataria Emi por um erro meu?
Quando eu posso partir? — a senhora engasga com a agua que estava bebendo
Você não deve ir! Se for certamente morre- — Isao a corta com um olhar
Você pretende ir rapaz? — ele me encara
Sim! Vou até o fim do mundo se for necessário — imagino o Deus do tempo falando — cuidado senão eu te mando para lá —
Clara arrume mantimentos que durem pelo menos três dias — a senhora sai batendo os pés — agora escute, quando chegar à cidade Edward terá que se encontrar com uma tribo de semi-humanos que fica escondida no meio de uma floresta na parte norte afrente da cidade, quando chegar lá fale que o guerreiro barba branca o mandou, provavelmente o levarão até onde fica a arma sagrada.
Ele me fala especificamente tudo oque devo fazer me diz sobre rotas secretas para chegar mais rápido disse sobre alguns lugares que devo evitar porque a guarda acampa para fazer emboscadas também me disse evitar ficar parado por muito tempo porque a muito saqueadores no caminho, já que Isao não tem cavalos que façam uma viajem tão longa em tão pouco tempo eu usarei Daisuke para chegar rápido ele serve perfeitamente como montaria afinal ele é gigantesco, ele disse que a vila não ira se importar com a morte do demônio, pois sua áurea faz animais de caça se afastar para muito longe e sua morte traria muitos benefícios à vila.
Obrigado Isao, se o senhor não tivesse nos salvado provavelmente nos seriamos só alguns cadáveres na estrada — eu agradeço.
Não se preocupe rapaz, agora se deite que você partira antes do sol nascer — Isao volta para seu quarto.
Volto para o quarto onde acordei, já estava escuro me deito na cama e penso oque farei quando chegar ao encontro do tal demônio dos deuses, qual o seu tamanho? Sua força pode dizimar um exercito inteiro? Como eu, um fugitivo humano que esta aos trapos desde que chegou a esse mundo, pareço ter envelhecido uns cinco anos só nesses poucos messes, só de pensar que aquele deus desgraçado adiantou a doença de Emi me da vontade de cortar ele em pedacinhos.
No mesmo instante tudo se paralisa e perde as cores novamente e diante de meus olhos o deus do tempo se materializa com sua ampulheta, mas sem a espada de relógios.
Viu oque acontece ao desafiar um deus? — me encara
Deus? Você é um demônio! Olha oque fez com Emi, Você pagara muito caro por ter feito isso! —eu me levanto e o encaro
Isso pode acabar a qualquer momento! — ele aumenta seu tom de voz — se você fizer oque digo posso ajudar Emi, mas terá um preço muito grande.
Hesito um pouco — Oque devo fazer?
Agora sim estamos na mesma sintonia — ele da uma gargalhada — como deve saber, neste mundo tem o maravilhoso dom da magia que poucos possuem habilidade necessária para poder exibi-lo, e no seu caso seu dom... como posso dizer... é peculiar
Peculiar? — questiono
Sim peculiar, e se me transferir esse seu dom peculiar posso sumir com a doença de sua amiga e deixar você viver em paz aqui, ou oque você chama de vida aqui — abre um sorriso
Sei que não posso confiar nele, mas se a uma mínima chance de eu salvar Emi o mais rápido possível—Tudo bem, eu faço oque pedir — desisto de resistir.
Então estique sua mão direita e repita: eu portador desse dom, em plena consciência transfiro o dom dado a mim para o deus do tempo — ele estica sua mão.
Eu estico minha mão — eu, portador desse dom, em plena consciência transfiro o dom dado a mim para o- — escuto uma voz em meu ouvido dizendo — não faça isso! —
Diga criança! — o deus fica nervoso
Não! Tem alguma coisa de errada — eu me afasto
Você já me causou muitos problemas! — A espada de relógios se materializa em uma de suas mãos e vai em minha direção, minhas mãos se movem instantaneamente que faz a espada ricochetear para longe.
Você fez sua escolha agora, espero que esteja preparado para as consequências que estão por vir — o deus desaparece diante de meus olhos.
Droga será que fiz a escolha certa? — o tempo volta ao normal — pelo menos descobri que aquilo não foi um sonho
Passo algumas horas pensando e finalmente pego no sono, tenho um pesadelo que o deus do tempo fazia eu e meus amigos queimarem pela eternidade e que nunca morríamos, pois ele curava nossas feridas para queima-las de novo, acordo com Isao batendo palmas me alertando que já esta na hora de me arrumar para partir.
Clara me da uma muda de roupas novas, pois as que eu estou ainda são as que eu sai de casa a mais de três messes atrás, era uma pele de urso branco e uma calça de couro de algum animal que eu nunca vi antes, um par de botas que eram absurdamente parecidas com as do tal senhor caveira que me mandou para este lugar, a senhora não fala comigo em nenhum momento ela realmente desaprova minha atitude, talvez nem eu saiba oque estou fazendo , posso estar fazendo tudo isso em vão.
Arrumo-me e vou para frente da casa, Isao esta colocando uma cela em Daisuke me aproximo e parece que Daisuke esta muito sonolento, ele é mais um bebezão que um animal destemido.
Ei garoto! Já esta na hora de acordar hein? — acaricio sua cabeça — dormi muito mal essa noite.
Preocupado com Emi? — ele pega uma sacola e prende na cela de Daisuke
Em parte sim, a outra oque eu vou fazer quando chegar ao encontro do demônio — olho para planície e vejo o sol nascendo
Rapaz, nunca que na minha vida eu colocaria um estranho dentro da minha casa eu passei por muita coisa nessa vida andei por quase esse mundo todo conheci pessoas que nunca sairão de minha memoria, mas quando passei ao lado de vocês três senti como se alguém tivesse colocando as mãos em meus ombros e direcionado meus cavalos para vocês — ele olha para planície também — escuta garoto, não sei oque, mas tem algo em você que me diz você vai voltar então eu quero que você volte vivo ok?
Eu aceno com a cabeça — obrigado pela confiança Isao.
Isao me ajuda a subir em Daisuke, Clara ainda esta furiosa com o Isao por não me impedir de ir para minha provável morte certa, ela fica na porta quase chorando, apesar de nem a conhecer direito sei que ela é uma mulher adorável e que se tivesse filhos seria uma mãe incrível, ela me lembra muito minha mãe, mas já Isao não me lembra nada meu pai porque meu pai é cem por cento à favor da paz já Isao não tenho muita certeza.
Rapaz não se esqueça de que você atualmente é um fugitivo procurado pelo rei, vai ter guardas em todos os lugares a sua procura — ele me diz.
Eu sei, preciso tomar cuidado com cada passo que eu dou daqui a diante — aceno para Clara que me responde com um sorriso de choro.
Despeço-me de Isao e direciono Daisuke para o caminho que vou, ele corre mais rápido que muitos cavalos que eu vi, se eu estivesse com ele em meu mundo com toda certeza venceria corridas com muita facilidade, me deixo levar pelos meus pensamentos, a imagem do deus do tempo não sai nem por um segundo da minha cabeça ela não me assusta mas me deixa completamente furioso,  quando percebo já é quase meio dia, quero muito continuar, mas não estou fazendo a viajem sozinho e com o sol quente não quero deixar Daisuke doente ou algo do tipo.
Vejo um riacho e decido parar em lugar afastado para não chamar atenção e deixar Daisuke beber um pouco d’água, verifico tantas vezes a minha volta que se alguém me visse acharia que sou um louco, me tranquilizo por causa do silencio e me sento no chão para descansar um pouco, olho a agua do rio bem calma e vejo alguns peixes até penso em pescar, mas acho que não tenho tempo para isso e afinal nem sei pescar, escuto o estralar de um galho, dou um pulo imediatamente e quando vejo Daisuke já esta do lado do individuo rosnado, o chamo de volta ao ouvir um choro, quando vejo uma criança mais ou menos de nove anos com lagrimas nos olhos.
Ei ei garoto, não precisa chorar ele não é mau não — chego perto da criança — olha aqui pode dar carinho nele, olha que pelo bonito
Daisuke deita perto da criança que vai se acalmando pouco a pouco até começar a rir com as lambidas que ele da em seu rosto, se seus pais visem à cena provavelmente achariam que o animal ia comer ele e bom... com certeza Daisuke conseguiria.
Então, agora que o choro passou porque não me diz oque esta fazendo sozinho na floresta? — eu acaricio a cabeça do garoto
Eu... — o garoto hesita um pouco — eu vim brincar com meus amigos, mas cai em um buraco e não consegui subir de novo.
Entendi bom pode-me dizer onde fica sua casa para eu leva-lo? — o levanto e o coloco no Daisuke.
Eu não sei onde eu moro, mas sei o nome de um lugar que fica perto — o garoto coça a cabeça a procura da palavra — Ah ravina!
Ravina? — falo
Sim, tem uma ravina que fica pertinho de casa, os adultos não deixam agente ir lá, mas às vezes vamos escondidos — me responde.
Lembro-me que Isao me disse que tinha uma pequena aldeia que ficava perto de uma ravina e pelo tempo que estou viajando devo estar muito perto, não sei se devo levar a criança para evitar movimento desnecessários, mas não posso deixar ele ir sozinho com possíveis saqueadores e com experiência que tenho certeza que se os guardas pegarem uma criança sozinha o venderiam sem nenhum receio, afinal existem tantas crianças no lugar que trabalhava que chegava a perder a conta.
Acho que sei onde fica vamos indo — voltamos para uma estradinha deserta
Moço — eu olho para o garoto — andam dizendo que um homem muito perigoso esta solto por ai, não é bom viajar nessa época
Engulo seco — e você sabe como é este homem?
Não consigo lembrar agora, mas transmitiram seu julgamento em nossos espelhos a alguns messes, parece ser um homem muito ruim — o garoto observa uns pássaros coloridos
Acho que me lembro sim, ele deve estar muito longe agora — tento me encobrir
Ficamos em silencio por um tempo quando vejo movimento à frente.
Ali é sua aldeia? — o garoto se estica para enxergar
É sim! — ele da um pulo de felicidade
Chegamos mais perto e vejo que Daisuke atrai muita atenção, Clara tinha razão, parece que ele é uma raça muito famosa, provavelmente vista só com nobres, e já que é uma vila tão pequena, ele será uma atração turística nunca vista e isso me da receio que vou ser descoberto.
Garoto agora que chegamos é melhor eu seguir viagem — tento me despedir
Não! Moço entra, por favor, meus pais vão querer conhece-lo — o garoto segura minha blusa.
Eu hesito, mas quando vejo já estou na porta da casa do garoto.
Droga me deixei levar e agora posso estar em apuros — penso
Filho! — uma mulher sai da casa e pega o garoto no colo — onde você estava garoto!? Seus amigos chegaram todos assustados e preocupados dizendo que tinha caído, e seu pai que foi procura-lo lá fora!
Um homem triste aparece e quando vê o garoto muda seu semblante e corre para perto da mulher
Oh meu filho! Eu procurei você por essa floresta inteira! — ele abraça o garoto junto com sua provável esposa
Quando vejo, a aldeia inteira já esta em volta da gente, às crianças já estavam penduradas no Daisuke, comecei a ficar desconfortável com aquela multidão que tento ir embora.
Consegui voltar graças aquele moço ali — o garoto aponta pra mim
Fico paralisado com todos os olhares dos moradores e congelo, penso que agora me descobriram e verão que sou o fugitivo que supostamente matou a filha do general, até que levo um abraço dos pais do garoto.
Obrigado! Não sei oque faria se perdesse meu filho! — a mulher me agradece
E-Eu não fiz nada de mais senhora — digo
Por favor, fique essa noite em nossa casa, precisamos agradecer você de alguma forma — o homem coloca uma de suas mãos em meu ombro.
Eu realmente não posso ficar, estou com uma entrega que esta atrasada e se não me apressar perderei meu cliente — Invento uma historia na hora.
Entendo, negócios são negócios não é mesmo? — ele levanta o garoto.
Obrigado moço — o garoto abre um sorriso
Eu o abraço e subo em cima do Daisuke prometo que um dia voltarei aqui, olho em volta e vejo um aldeão que por um segundo parece ter me reconhecido, mas antes dele dizer uma palavra Daisuke já avia voado para longe e quando vejo já estou longe da aldeia, passam se horas e escurece vejo um acampamento publico e decido ficar em um canto um pouco afastado, dou agua e comida par Daisuke e logo me deito em seu pelo para comer algo, olho para o céu e percebo como é lindo sem a poluição luminosa que tem nas cidades, acabo apagando rapidamente e durmo pela primeira vez sem nenhum pesadelo em tempos.
Acordo cedo antes mesmo de o sol nascer, lá na masmorra nos acordávamos horas antes, acabei ficando acostumado com a rotina e só acordo neste horário, Daisuke parece uma criança mimada não querendo acordar, mas com muita insistência consigo fazer ele ficar de pé.
Passam-se horas e horas e eu Daisuke estamos tão focados em chegar que não percebemos que nem tomamos café da manhã e quase perdemos o almoço, mas só me lembro quando sua barriga ronca parecendo um carro velho, nos paramos em uma arvore escondida e começamos a comer juntos.
Apesar de eu ser de uma família que foca muito em artes e criatividade nunca tivemos um cachorro ou gato, não por um motivo especifico, mas só por ninguém nunca deu a ideia de nos termos um cachorro, agora que estou todo esse tempo com Daisuke percebo oque eu perdi minha vida inteira, certamente se eu voltasse eu iria ter um amigo de quatro patas.
Escuto alguns cavalos se aproximando, olho em volta e não vejo nenhum lugar que de para me esconder a tempo, chego a pensar que vou ser descoberto ali mesmo, mas quando vejo estou no topo de uma arvore pendurado na boca de Daisuke, ele pelo jeito é mais ágil que eu.
Aquele miserável já deve estar longe! — O capitão da espada de fogo joga uma taça no chão
Capitão se acalme, logo o encontraremos!— um escudeiro tenta acalma-lo
Me acalmar? O general esta furioso! Ele vai incinerar todas as tropas se não o acharmos logo! — ele grita tão alto que faz pássaros voarem para longe
Eu acho a cena engraçada que me faz soltar uma pequena risada, o capitão escuta e fica furioso procurando quem riu dele, o barulho que ele faz deixa os pássaros loucos que faz um bater na sacola de mantimentos e derrubar uma maça, ela cai bem ao lado do capitão que a pega, ele acha um pouco estranho e quando estava prestes a olhar para cima...
Capitão! O escravo fugitivo foi visto em uma aldeia perto da ravina! — um rapaz grita em cima de um cavalo
Rápido! Vamos partir agora mesmo! Não podemos perder essa chance! — o capitão pula em seu cavalo e sai rapidamente acompanhado das tropas
Me sinto aliviado instantaneamente, mas os sentimentos são trocados por preocupação com os pais do garoto que espero não ter arranjado problemas, volto rapidamente para estrada, é impressionante como Daisuke corre não sei se ele conseguiria competir com os cavalos reais, mas com certeza que ele chega perto de se igualar.
Estamos chegando perto da cidade de Edward porque já estamos adentrando nas estradas ao lado das plantações gigantescas que provavelmente são colhidas por escravos e que recebem o adubo de seus corpos mortos espancados por malditos guardas que se acham o centro da razão neste mundo.
Escurece e o brilho da cidade de Edward ilumina o céu bem no horizonte, me lembro de quando viajava com meus pais e via os postes de luz ao longe parecendo pequenas estrelas que estavam na terra.
Não tem como dar a volta na cidade, até penso em deixar Daisuke em um lugar escondido, mas ele me segue não importa oque eu diga, Clara não me falou que a proteção deles era exagerada deste jeito, vejo uma carroça comercial que esta na fila para entrar na cidade, oque me chama atenção é que ele esta transportando vários animais e entre eles filhotes de lobos da terra, uma lâmpada se acende em minha cabeça, me aproximo com Daisuke e entro na carroça me escondo atrás dele na esperança de não ser notado, chega nossa vez de passar pela verificação que esta muito rigorosa porque não querem que eu passe despercebido.
A verificação não dura muito tempo, já estava passando pelo portão, quase comemoro em silencio até que escuto uma voz familiar— Esperam! — é a voz do capitão que tinha a espada de fogo!
Recebemos informações que o escravo fugitivo esta acompanhado de um lobo da terra! — sua voz esta se aproximando rapidamente
Abaixo! — escuto um sussurro no ouvido
Quando olho para baixo vejo um alçapão, o abro rapidamente e vejo que estamos bem em cima de um bueiro, fico impressionado e logo pulo no chão e uma força além do comum me faz abri-lo rapidamente eu e Daisuke saltamos lá dentro, escuto os gritos do motorista sendo acusado de me encobrir, mas tenho que ignora-lo senão serei pego em instantes, subo em Daisuke e adentro na escuridão, o faro de Daisuke fica irritado por causa do cheiro forte, graças a ele ser um lobo de caça consegue enxergar perfeitamente no escuro isso me da segurança de que eu não estou indo para uma parede.
Depois de meia hora Daisuke para em baixo de uma escada e da um pequeno latido como se estivesse sussurrando que era aqui que devia subir, eu confio nele completamente então subo, ele consegue subir de uma forma tão estranha que acabo dando uma risada, abro a tampa e saio do bueiro estamos fora da cidade, fico cada vez mais impressionado como Daisuke além de ser companheiro, é útil em varias maneiras, apesar de estar à noite ele não parece cansado então decidimos que deveríamos encontrar a vila de Semi-Humanos naquela noite mesmo, isso nos pouparia um dia de preocupação.
Nos afastamos e paramos para comer algo, os mantimentos já estão no final então se esta vila de semi-humanos não existir nos estaremos em apuros, entramos na floresta e sigo as instruções de Isao ao entrar, dou para Daisuke um pedaço de um galho para farejar que é do centro da vila, Isao me disse que foi um presente do chefe da vila por ter salvo a vila de um ataque.
Vamos bem devagar para não causar nenhum barulho que assuste os animais desnecessariamente, eu e Daisuke passamos por um portal que parece uma membrana que esconde a vila e pelo jeito o galho era a chave para entrar, vejo umas luzes ao longe quando ouço um grito.
Agora! — Alguém pula em minhas costas— Invasores rápido!
Um bando de semi-humanos em um flash prendem eu e Daisuke com muita eficácia em segundos, antes que tampem minha boca consigo soltar poucas palavras.
Não é oque pensam! — uma corda é colocada em minha boca
Somos carregados até o centro da vila, os olhares de medo e julgamento dos aldeões me deixam com um sentimento horrível como se eu fosse um escravo ainda e que nobres nojentos ainda me julgam por crimes que eu não cometi e os guardas que não tiram os olhos da gente, eles pareciam estar emanando uma aura de ódio por mim, eles cutucavam o Daisuke oque me deixou tão enfurecido que estourei as cordas, oque não adiantou nada porque em segundos eu já estava amarrado novamente.
Ouço alguns comentarem que o chefe da vila estava chegando, mas que só chegaria de manhã por alguns motivos, não paro de me preocupar com o tempo, estava esperando que logo falasse com o chefe e sem demoras enfrentaria o demônio, não posso nem formar um plano, pois não sei as habilidades nem o tamanho dele, esperava que o chefe me falasse, mas isso não vai acontecer tão cedo.
Passo a noite no relento, por sorte não chove, tudo oque eu não preciso é ficar doente agora, antes mesmo do sol nascer eu acordo e os guardas parecem estatuas, eles não pregaram os olhos nem por um minuto e qualquer movimento que fazia era motivo para colar suas lanças em meu pescoço, escuto uma trombeta que provavelmente significa que o chefe da vila chegou, passa um movimento na minha frente e depois de horas de múrmuros o chefe vem ao meu encontro.
Caçador, você esta sendo acusado de invasão com intenções de provocar caos em nossa vila, agora como nossas leis dizem você será morto neste exato momento em publico, por favor, diga sua ultimas palavras— ele mesmo corta as cordas de minha boca.
Eu grito imediatamente como minhas ultimas palavras— O guerreiro barba branca!
Todos ficam paralisados o chefe da vila hesita um pouco fala com alguns semi-humanos a sua volta, mas logo me questiona.
Onde escutou esse nome caçador? — ele se aproxima um pouco
Ele me mandou! Ele... ele disse para eu vir aqui que vocês me ajudariam com uma coisa— quase perco a voz de tão alto que gritei
É mentira chefe! O guerreiro barba branca já deve estar morto! — uma Semi-humana que provavelmente é a guerreira principal por estar diferente
Ele esta vivo sim! Ele me mandou para que eu matasse o demônio dos deuses! — eu a retruco
O povo começa a rir de mim e bom não posso nem questionar eles afinal nem eu mesmo sei como irei fazer isso.
O demônio!? Até parece que o barba branca mandaria um maltrapilho como você para matar a criatura! — ela ri
Silencio! — o chefe interrompe as risadas — caçador queria eu acreditar que barba branca vive, mas recebi informações que ele estava desaparecido até hoje, então não posso permitir que saia daqui com as informações que ganhou então... — ele da à ordem para que os guardas cortem minha cabeça
Em meio segundo repassei tudo oque aconteceu em minha vida desde que cheguei a esse mundo, agora tudo que sentia era o medo de não poder salvar Emi, será que ela já esta morta? Talvez toda essa viagem foi em vão? Imagino o rosto do deus do tempo rindo de mim dizendo que eu deveria ter lhe dado ouvidos naquela noite, minha ultima lagrima cai no chão com toda a esperança que tinha em ser salvo.
Parem! — escuto uma voz familiar
Ergo a cabeça com lagrimas nos olhos, vejo um semi-humano se aproximando do fundo da multidão, quando vem à frente finalmente consigo ver quem é, é Kitsu! Ele parece ter me reconhecido no ultimo segundo.
Eu o conheço chefe! Ele é o homem que ajudei durante a fuga há alguns dias!— Kitsu chega ofegante na frente
Oh Deus! Kitsu como é bom te ver!— eu pareço que corri uma maratona
Você o conhece Kitsu? — o chefe pergunta
Conheço, ele foi meu parceiro de cela por muito tempo— Kitsu responde.
Então porque ele veio com um lobo de caça? — questiona a guerreira
Ele não é um lobo que uso pra caça! Ele é um amigo que eu gosto para companhia — eu a respondo
Como Kitsu o conhece podemos dar uma chance para ele— o chefe diz e começam sussurros— silencio! Esta tudo resolvido o solte, ele e seu animal.
Eu e Daisuke somos soltos e levados para um quarto para esperar para falar com o chefe da vila, o quarto é muito rustico mais rustico que a casa de Isao, mas tudo é bem elegante, colorido e cheio de flores, Daisuke cheira tudo ele parece ser muito curioso com tudo, escuto o barulho da porta se abrindo e por reflexo vou para perto de Daisuke.
Calma ae ratinho esta achando que vou cortar seu rabo? — Kitsu ri
Olha quem fala— eu dou risada— sua raposa miserável estou te devendo uma hein.
Relaxa você é meu amigo, não podia deixar você ser morto bem na minha frente— Kitsu encosta na parede— é bom saber que esta vivo, mas afinal como foi que você chegou aqui?
Pode se sentar porque tem muita historia— eu me sento em um sofá
Se passa uma hora e conto tudo oque aconteceu para Kitsu é muito bom saber que ele conseguiu escapar das mãos do capitão, conto sobre meu encontro com o barbar branca ou Isao, conto sobre Emi que é o motivo de eu estar aqui agora.
Você com toda certeza é um ima de confusões cara— Kitsu olha para Daisuke— escuta, sei que sua amiga é importante, mas tem certeza em enfrentar um demônio dos deuses resolveria seus problemas?
Ele é a única solução dos meus problemas— eu hesito —e bom... ele não é o problema principal, olha preciso te dizer uma coisa
Já sinto a gravidade disso— Kitsu coloca uma de sua mão na cabeça
Tem... algo pior que um demônio querendo me matar— olho para um relógio— O deus do tempo
Oque?— Kitsu ri
É serio! Eu juro por tudo que ele tentou me matar! — Kitsu se assusta com meu tom serio
Você esta falando ser-— Kitsu é interrompido
Os anciões e o chefe o receberão agora! — o guarda fala e nos levantamos e vamos
Eles levam Daisuke para os estábulos e somos acompanhados por um corredor longo e alto, e chegamos em uma grande sala oval com pilares e uma luz amarela que provavelmente é o brilho do sol porque já é quase meio dia.
Homem você esta sendo acusado de invasão diga o seu nome e oque diz a respeito sobre a acusação? — um dos anciões fala
Sou Kazuhiro e primeiramente me desculpem por ter vindo sem ser anunciado, estava tão desesperado e com um tempo tão curto que acabei tomando uma atitude drástica— coço na cabeça algumas palavras, mas na verdade sinto vontade de chutar esse pessoal por quase me matar.
É verdade que o guerreiro barba branca o mandou? — o mesmo pergunta
Sim, atualmente estou na casa de Isao o barba branca— digo e alguns anciões começar a cochichar
Ainda a duvidas sobre oque diz, mas sua estadia em nossa vila é curta certo?— pergunta
Sim, eu vim aqui em busca de uma informação e nada mais— respondo.
Você sozinho, pretende enfrentar o demônio e a única coisa que pede é onde o encontrar? — ele olha os outros anciões— então não vejo motivo algum de negar essa informação já que supostamente o próprio barba branca o mandou.
Kitsu filho de Ambrose você assume a responsabilidade por todas as ações deste homem em nossa vila durante esse pouco período? — outro ancião fala com Kitsu
Sim, senhor— ele responde.
Então Kazuhiro, humano estrangeiro você esta autorizado a ficar em nossa vila em seu pouco tempo de estadia, que os deuses o protejam— o chefe da vila martela e sai junto com todos os anciões.
Não me joguem praga — sussurro — Muito obrigado Kitsu e me desculpe os problemas.
Não precisa se preocupar, sei que você não é alguém ruim— Kitsu me da um tapa nas costas
Senhores tudo esta pronto para saída de vocês— um servo chega
Vocês? — questiono
Não vou deixar meu amigo ir enfrentar um demônio sozinho não é mesmo? — ele sorri
Mas nem pensar! Eu posso estar caminhando para morte e você sabe muito bem! — eu o seguro
Não adianta falar nada você esta sob meus cuidados e se eu digo que vou junto eu vou! — ele ri
Kitsu! — uma voz familiar— eu não vou deixar meu irmão ir até o encontro de um demônio dos deuses!
É a guarda que me acusou no centro da vila.
Você não pode me impedir— Kitsu é segurado pelo braço
A culpa é sua! — ela vem para cima de mim— se você não tivesse chegado Kitsu não teria essas ideias malucas!
Ei calma ae, eu também não sou a favor dele ir!— quando vejo Kitsu já saiu da sala— é melhor eu ir, não posso perder tempo.
Ei não me deixe falando sozinha— quando ela vê já esta falando sozinha
O servo me leva até os estábulos onde Daisuke esta sendo preparado para ir, vejo seu rosto parece agora um lobo esnobe perfeito da nobreza, e ao seu lado Kitsu que pelo visto não desistira da maluca ideia de ir junto comigo.
Você tem certeza? — digo
Toda— Kitsu responde
Montamos e partimos para o subsolo da aldeia onde o demônio vive e na porta da caverna somos parados.
Espere, eu vou junto! — a irmã de Kitsu aparece
Não não não não! Não quero que mais ninguém vá junto, já basta o teimoso de seu irmão!— eu fico estressado
Nunca que eu deixaria meu irmão ir sozinho enfrentar aquele bicho! — ela insiste
Acredite em mim Kazuhiro, não adianta tentar questionar, se eu pudesse não deixaria ela vir com a gente — Kitsu direciona o cavalo para dentro e sua irmã vai atrás.
Mas... mas... — eu desisto e entro na caverna
A principio só vejo escuridão, mas Kitsu ilumina com seu cajado o mesmo que usou durante a luta contra o capitão, quando ele ilumina o caminho vejo que as paredes estão cheias de escrituras antigas em uma língua que eu não conheço tem alguns desenhos que mostram os últimos guerreiros que tentaram enfrentar a besta, e bom ninguém voltou com pelo menos um membro a menos, também vejo esqueletos de humanos, semi-humanos, ogros e provavelmente élfos que não conseguiram nem sair da caverna por causa de suas feridas, também vejo ferramentas, escudos, armaduras e penso que é melhor pegar algo para atacar, quase me esqueço que ia atacar ele só com minhas incríveis mãos estrupidadas.
Acho melhor eu arranjar algo para atacar né? — desço de Daisuke
Espera um pouco, você ia ataca-lo sem nenhuma proteção ou arma? — aceno com a cabeça— você por acaso tem algum plano?
Eu? A eu vou lá mato o bicho pego a arma de vazo— a garota cai do cavalo
Não se preocupe eu trouxe uma coisa que pode ser útil— Kitsu retira um pacote da mochila do cavalo— essa aqui é uma espada que foi usada pelo tataravô durante uma batalha contra o rei.
Kitsu você não ouse entregar nossa herança para um estrangeiro! —ela segura as espada
Ela seria minha mesmo, afinal sou o herdeiro da família, e bom nunca me apego a essas coisas, e acho que ela seria mais útil aqui que em um suporte envelhecendo na parede — ela solta a espada.
Faça oque quiser— ela sobe no cavalo
Kitsu olha o tanto de coisa que você fez por mim, se eu aceitasse usar esta espada não seria justo— eu tento recusar.
Kazuhiro sinceramente eu não acho que vou voltar para casa, e prefiro morrer aqui de que morrer nas mãos dos guardas reais— ele coloca a espada em meu peito.
Escuta aqui! Você vai voltar eu não vou deixar ninguém morrer aqui! — pego a espada— e quanto aos guardas nos vemos isso depois, quando voltarmos!
Todos ficamos e silencio, porque, oque Kitsu disse deixou sua irmã triste e eu furioso, subo em Daisuke e voltamos a caminhar pelo túnel, os cavalos de Kitsu e sua irmã começam a negar ir adiante Daisuke apesar de estar com medo insiste em ir junto.
Devemos estar perto, é melhor deixar os cavalos aqui senão eles vão pirar— falo
Sim, eles só nos atrapalharão se forem adiante conosco — irmã de Kitsu fala.
Não sei oque, mas algo me diz que, oque vamos enfrentar é algo grande algo muito grande— Kitsu abaixa o rabo.
Então vamos logo porque oque esta lá não ficara vivo por muito tempo— digo isso só para dar confiança em Kitsu, mas sei que oque vamos enfrentar tem mais chance de nos matar do que matarmos ela.
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Atualizado em: Qui 7 Jan 2021

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