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Psychosocial 5.0 Parte I,II, e III

APRESENTAÇÃO: Não espero que ninguém goste dessa estória de início,pois a fiz com o intuito de ganhar o ódio de muitos,quero mesmo ouvir as suas criticas, pois é assim que eu penso e sempre verei o mundo. Há “cenas” muito fortes aqui,que colocaram qualquer um em um manicômio,se esta pessoa não tiver a mente aberta,ou apta para os meus jogos mentais. Se você tem uma religião que segue ao Deus Jeová,não prossiga com a sua leitura, pois tudo será exposto aqui,desde como as pessoas agem com aqueles que são contra ele,até as mortes. Se você se diz livre das correntes,e do véu ignorância,continuo dizendo não leia,pois pode acabar louco, ou preso em sua própria mente. Agora chega de tanto suspense,esta é uma das minhas estórias favoritas,pois nela expus a todos os meus pensamentos mais sombrios,e assustadores. Sim é mais um romance,mas não daqueles onde você espera um lindo felizes para sempre,com risos e o céu alegre. É um romance,que vai além da mera ilusão,e mostra a realidade sobre muitas e muitas coisas,amor bonito,amor forte, amor doentio. Boa leitura, e não diga que não lhe avisei... OBS: Sim escolhi as fotos de alguns astros,para que possam visualizar melhor os personagens. Carry Manson PRÓLOGO É um dia nublado,e os ventos estão cada vez mais fortes e furiosos,fazendo com que as janelas,de uma velha casa,se abram e fechem. E enquanto a natureza se revolta,uma garota de longos cabelos negros,e pele pálida corre pelos lados da moradia,com o seu vestido branco,todo manchado de sangue. "Estão mortos!Meus pais estão mortos! Nunca liguei para Larry Coltown nem para os seus crimes!Mas os meus pais!?Deus! porquê eles!?" Pensa a garotinha,com os olhos verdes cada vez mais arregalados,encostando-se na parede do prédio,enquanto coloca a sua mão na boca,tapando-a. Tão preocupada com os seus problemas, que foca a sua atenção nisso,e não vê quando a silhueta de um homem de cabelos longos,usando um enorme casaco,se aproxima dela com a mão estendida em sua direção. -Corelle está tudo bem!? Pergunta o tal homem,tocando o braço da garotinha e lhe dando um breve susto,apesar da sua notável beleza.Com a expressão séria em seu rosto pálido,que estava coberto pelos seus longos cabelos negros ondulados,com os olhos castanhos preocupados. -Não tio Larry!O assassino que tem o mesmo nome do seu,matou os meus pais!E eu não entendo porquê! Responde a garotinha,passando as suas mãos pelo vestido,enquanto lágrimas escorrem pelo seu rosto.E as cenas dos seus pais mortos, surgem na sua mente. Fazendo-a reviver o momento,onde ela atravessou a porta, e encontrou seus pais pálidos e jogados ao chão. Sem os olhos e a língua,banhados em sangue,como se fossem dois bonecos vivos,mergulhados em tinta. Colocados um do lado do outro, como se fossem dois brinquedos. "Mamãe!Papai!" Pensa a menininha,alternando o olhar entre os cadáveres,enquanto corre até eles,atravessando aquela poça de sangue,sem temer aos mortos, pois a dor era maior que qualquer coisa. CAPÍTULO 1 MAIS UM INOCENTE Alguns anos depois...Novamente está chovendo,na pequena cidade que se parece com Nova Jersey.E todos os seus habitantes,estão fazendo as suas atividades rotineiras. Uns trabalhando da forma que podem, seja como um mero vendedor,ou como um grande empresário.Outros curtindo a vida,pois acreditavam que valia mais a pena.E alguns estavam estudando,ou quase isso... -Senhorita Lorrow!Senhorita Lorrow! Diz uma mulher de pele amarelada,que vivia coberta,por um velho casaco azul,e uma saia longa preta.De cabelos marrons que viviam presos em um coque,e olhos castanhos,que eram cobertos por um par de óculos. Cutucando uma aluna,de longos cabelos negros e mãos pálidas,que estava de cabeça baixa sob a mesa,e não respondia ao seu chamado. -Senhorita Lorrow!A escola é um lugar para estudar!Não para dormir! E não venha me contar sobre a sua triste história de vida!Pois isto já me cansou! Diz a professora,mexendo com mais Intensidade nas costas da menina, que parece não lhe dá atenção. -Problema seu se não acredita!Como poderia!? É só uma evangélica teleguiada! Responde a jovem de longos cabelos negros,erguendo o seu rosto em direção a professora,que a olha com o medo plantado em seus olhos. É a mesma garotinha que perdera aos pais,só que agora estava mais velha,usava uma sombra negra nos olhos,o lápis preto bem forte no contorno e usava um batom vermelho sangue,que lhe fazia parecer um vampiro original. -Para diretoria já! Grita a professora,exaltada com a ousadia da sua aluna,encarando ela com uma raiva tão imensa,que os outros alunos apenas observavam a discussão. Esta não era a primeira vez que elas se desentendiam,desde que Corelle entrou no colégio,a professora sempre fez da sua vida um inferno,pois dizia ela que a menina fedia a enxofre,e que era um demônio,por isso seus pais haviam morrido,eram um sacrifício a Satanás. -Como quiser! Suas aulas me deixam entediada! Responde a garota,olhando no fundo dos olhos da sua professora,com tanta raiva e rancor,que esta começa a arregalar os olhos,abrindo a boca.Mas antes que ela grite a menina sorri,e baixa a sua cabeça,pegando todas as suas coisas de cima da mesa. _Até mais querida senhora Herrow Diz jovem sorrindo para a tal professora, e lhe desafiando mais uma vez,indo direto para a saída da sala,sem se importar com o que falavam pelas suas costas,pois estava preocupada com outras coisas. Desde que perdera aos seus pais,a sua vida não era mais a mesma.Vivia se cortando, e bebendo como um camelo,pois nada mais importava para ela. Sua família havia lhe rejeitado,pois eles diziam que era maldita,que por sua causa os seus pais haviam morrido,e que nunca jamais teria ao sangue azul,como a sua irmã mais nova Camila. Ela não suportava tamanha dor,por isso fugiu da casa dos avós,e foi viver ao lado do amigo do seu pai,Larry Karses,um homem que não pensou duas vezes em adotá-la,pois desde sempre,era muito apegado a menininha. Mas Larry não era um homem bom, que se podia chamar de pai,vivia muito ausente no inicio,e depois de um tempo passara a se embebedar,pois tinha um problema muito sério,mas nunca disse nada a ela. Como se isso não bastasse,todos aqueles por quem se apaixonava,eram mortos pelo mesmo assassino,que fez questão de deixar claro que ela não poderia ficar com ninguém. E assim ela se trancou em seus pesadelos,e em seu mundo sombrio, onde ela era odiada por todos,e nem um outro inocente era morto. Na saída da escola...Todos os alunos sorriem, e ficam conversando uns com os outros.Vivendo as suas vidas normais,cheias de conflitos bobos, e alguns até patéticos. E longe de tanta cor,está a garota,sentada de costas para a parede,com o olhar distante,e o fone de ouvido nem muito baixo,e nem muito alto,pois estava sempre em alerta. E enquanto ela mexe em seu celular,procurando mais músicas para a sua playlist,surge um rapaz, que chama a atenção por onde ele passa,pois está todo de preto,e é extremamente lindo. Tem um par de olhos azuis,que estão contornados em um forte preto,longos e lisos cabelos negros, que caiam no seu ombro,e a pele branca,como a neve. Ao vê-lo a garota o observa, tão admirada quanto as outras,mas ele acaba olhando para ela,e sorri em silêncio completo,demonstrando que gostara dela,deixando-a assustada ao ponto de virar o rosto. "Não!Ele não é pra você! Não esqueça dos outros! Eles sempre morrem!E a culpa é sua!" Pensa a garota,com um olhar distante,tão preocupada com os seus problemas,que não percebe,quando o rapaz se senta ao seu lado,e a observa cauteloso. Diz o rapaz querendo quebrar o gelo,após alguns minutos sentado ao lado dela.Ao ouvir uma voz tão próxima,a jovem vira o seu rosto para o lado,com um olhar de desprezo,pois odeia que lhe perturbem,no meio da música. _Sim... Responde a garota,com os olhos arregalados, em pânico pois era o mesmo rapaz com quem havia trocado olhares antes,enquanto tira o fone dos ouvidos, e joga o celular e eles dentro da mochila,levantando-se logo em seguida,e dando as costas para belo menino. -Sei que sou feio!mas não precisa correr também! Responde o rapaz,com um sorriso em seu rosto, sentindo-se chateado com a rejeição da jovem.Que ao ouvi aquelas palavras,para de tentar fugir, virando-se para ele rapidamente. -Não se interesse por mim!Existem muitas mulheres no mundo,e eu não sou mais uma da sua lista certo!? Responde Corelle,com um olhar cheio de raiva,como se o belo rapaz fosse o culpado,por todas as suas desgraças,e lhe dá as costas.Caminhando para longe dele,com uma expressão triste em seu rosto. “Não posso ter amigos,pois Ele pode confundi a amizade com o amor,e vai acabar matando-o...” Pensa a garota com o olhar cheio de tristeza, caminhando pela rua,enquanto uma chuva começa a cair,mas ela não corre,pois não tem frescura com essas coisas. -Eu só te achei legal e bonita,isso não quer dizer que esteja na minha lista!A não ser que deseje... Responde o rapaz,outra vez próximo da garota, segurando em seu braço agora,não deixando que ela vá embora.Até que vê o seus cortes nos pulsos,todos em formatos de cruz,e segura firme em sua mão. _O que é isso!? Pergunta o rapaz,com os olhos arregalados,vendo que aquela menina realmente tinha sérios problemas. Ao ouvir a voz dele,e vê o seu rosto assustado,ela entende que foi descoberta,então olha para o rapaz e os cortes,e lhe dá um pisão, empurrando-o logo em seguida,e correndo para longe. Correndo desesperada pela rua,tão preocupada com o fato de poder está sendo seguida,que não se importa em correr em frente aos carros em movimento,e muitas vezes quase sofre um acidente. _Hey! Grita o rapaz correndo atrás da garota, com um olhar preocupado,e erguendo as mãos no ar,como se a chamasse.Mas ela apenas o olha assustada,e corre mais longe,esbarrando em muita gente, que a xingam de louca e outras coisas bem piores. E assim permanece essa perseguição, até que ela atravessa os portões de um velho cemitério,e corre por entre as lápides,escondendo-se do rapaz. Que entra no lugar,logo em seguida procurando-a. “Fale com ele...ou Larry Coltown vai assassiná-lo de qualquer forma” Pensa a jovem,enquanto fica sentada ao lado de um túmulo,olhando para os lados,com uma expressão de medo em seu rosto. _O que você quer?!Já disse não quero ser sua amiga!Agora vai embora daqui! Ou eu grito e vão pensar que está me estuprando! Grita a jovem,ainda escondida ao lado de lápide onde estava sentada, de costas para o rapaz,que vê o topo da sua cabeça,e vai até ela com um sorriso no rosto. _E eu grito pra todos que corta os pulsos...O que há de errado com você!? Responde o rapaz,aparecendo diante da garota,que o olha assustada e se cala,baixando a sua cabeça para não olhar para o belo. Vendo que ela ainda queria evitá-lo, ele se ajoelha diante dela,e ergue a sua mão,fazendo-a levantar o rosto e olhar pra ele. _Você não sabe da minha vida,não viveu nada do que eu vivi,então não venha me julgar! Responde a garota,levantando-se do chão,com uma expressão séria em seu rosto,recusando se aproximar daquele rapaz,que não lhe deixava em paz. _Bela frase...Tirou do Facebook? Deixa de ser chata!Também já tive muitos problemas... Responde o rapaz,se mostrando um pouco arrogante,enquanto volta a seguir a garota,que continua lhe ignorando e seguindo o seu caminho. _Chata!?Você é quem está me perseguindo! Eu não quero te conhecer...Agora vai encher o saco de uma dessas frescas que se dizem roqueiras e me esquece! Diz a garota,virando-se para o rapaz, com uma expressão incrédula,após ouvi o seu leve insulto,pois detestava que lhe insultassem,quando nem se quer lhe conheciam. _Não gosto desse tipo de mulher...só servem para o sexo e nada mais! Responde o rapaz,dando um sorriso para a garota,que o olha com indiferença e então caminha para a rua,parando do outro lado, enquanto ele fica parado em frente ao cemitério. _TÁXI! Grita a garota já chateada,com o estranho interesse do rapaz,erguendo a sua mão no ar,enquanto um carro amarelo para,e ela olha para ele com raiva. _Eu sei onde estuda,ainda vou te perturbar mais vezes linda... Responde o garoto,confiante de que vai vê-la no dia seguinte,e que ainda vão se tornar grandes amigos,e quem sabe até mais que isso,ao ouvir o que ele diz,ela fica sem expressão e entra no carro. O rapaz sorri para ela,e então entra no cemitério,pensando que ela tinha olhos bonitos e lábios realmente tentadores, colocando o seu fone de ouvido,que estava tocando a música “Virtue to vice” da banda Deathstars. Tão animado com a ideia,de ter visto uma garota tão bela,que não nota quando as portas do cemitério se fecham sozinhas,fazendo um estrondoso barulho. _”Can you hear it scream? Deep, deep inside...” Canta o garoto,parecendo um gato que teve o desprazer,de pisarem na sua calda.Notando,que o clima se tornara diferente naquela hora, e por isso estava em alerta agora. _Ela é muito bonita não é? Faz o seu coração querer cantar, mesmo que você tenha uma voz horrível! Diz uma voz grossa e rouca,enquanto o garoto para de caminhar pelo cemitério, e olha para todos os lados,já em alerta para o que possa vim a acontecer. _Mas ela jamais será sua!Ela me pertence!E não é um moleque besta,que vai tirá-la de mim!Saia do meu caminho antes que seja tarde demais... Volta a dizer a voz mais alto dessa vez, fazendo com que o garoto fique irado, pois ele sabe que o estranho estava se referindo a menina,que ele tanto queria conquistar. _APAREÇA COVARDE!SEJA QUEM FOR! EU NÃO O TEMO!SÓ TEMO AOS DEUSES! Grita o rapaz,tirando os seus fones de ouvido e os colocando dentro da mochila, enquanto fica parado de peito aberto, pronto para enfrentar o dono de uma voz tão sinistra. É quando surge um homem de curtos cabelos negros espetados,que tem a pele pálida,cheia de cicatrizes e costuras mal feitas,com um par de parafusos na testa,e um dos seus olhos arrancado,com um buraco que não parava de sangrar. E usava uma camisa de força preta,toda estilizada com spikes nos ombros,e um par de coturnos com vários espinhos de ferro na sola,parecendo uma assombração de um antigo filme de terror. _Acho que ela é toda sua amigo! Responde o garoto assustado com o tal homem,andando para trás até cair em cima de uma lápide,e arregalar os olhos com medo do pior que possa acontecer. _Hahaha...Só falta começar a rezar o “pai nosso” agora!Não é homem o suficiente para lutar por ela!Não a merece! Gargalha o louco,se aproximando do rapaz, olhando-o com o seu olho bom,enquanto ergue as suas mãos cheias de unhas de diamante,em direção ao pescoço do rapaz,que fica cada vez mais assustado,e se encolhe na lápide indo até o canto. _Bom eu nem preciso lutar!Só de olhar pra você...sei que é uma covardia pois já ganhei! Responde o rapaz,dando um chute no peito da assombração,enquanto pula para o lado da lápide,e sai correndo e pulando por cima dos outros túmulos,com uma expressão de pânico em seu rosto pálido. Tão desesperado,que não se importa mais com as regras,de não perturbar os mortos, fazendo um enorme barulho,a cada lápide em que aterriza. _Não importa pra onde foi,o que importa é que cheguei a saída! Diz o rapaz com a expressão de pânico em seu rosto,virando-se para trás já nos portões do cemitério,e vendo que a assombração já não estava mais ali. _A saída da sua vida! Diz o tal louco aparecendo bem atrás do belo,e rasgando o seu corpo como se fosse uma carne bem macia,espalhando sangue em cima das lápides que estavam na sua frente,e deixando-as vermelhas como se um balde de tinta tivesse caído ali. _Ninguém vai tirá-la de mim... Ninguém! Diz o homem com um olhar cheio de desespero,pegando a única parte intacta do garoto,a sua cabeça.E depois caminhando para o meio do cemitério,onde finca o tal membro em uma cruz,do túmulo 666. No dia seguinte...Corelle sai da escola,e procura pelo tal rapaz que a perturbara no dia anterior,temendo que ele possa mesmo aparecer,e cumprir com a sua promessa de perturbá-la mais vezes. “É isso que dá confiar nas palavras de pessoas bonitas,a gente sempre se decepciona!” Pensa a garota com uma expressão Indiferente em seu rosto,enquanto se senta no seu canto de sempre,e liga as suas músicas depressivas,e sombrias. O tempo passa...e ela fica ali parada, ouvindo toda a sua playlist do Deathstars, até que chega na música Virtue to vice e começa a dá interferência em seus fones de ouvido,como se uma voz tivesse lhe dizendo algo,mas ela ignora,com o receio de que seus fantasmas, estejam lhe atormentando. “ME AJUDA!”Grita uma voz em seu fone de ouvido,e o rapaz surge todo ensanguentado na sua frente,com as mãos estendidas em sua direção,arrancando um grito alto dela. Tão alarmante,que todos que estavam próximos dela,param de conversar e lhe observam,com olhares que no inicio são assustados,e logo em seguida viram maldosos,enquanto todos riem e voltam a conversar. Ao vê que todos estão olhando para ela, a garota pega as suas coisas e se levanta do chão,andando rapidamente por entre os outros alunos,enquanto ouve um monte de sussurros,onde eles afirmam que ela é louca. _Por favor venha me buscar... _Corelle estou no meio de uma consulta importante! _Eu to te implorando...Preciso muito de você,acho que Ele matou mais uma pessoa... _Corelle...Isso já passou dos limites! Larry Coltown morreu a dois anos e meio Ele não pode mais matar ninguém! _Tio... _Está bem...Vá pra casa que eu... Essa não! _O que foi? _Já estou indo aí... Diz Larry Karses,desligando o telefone e olhando para a televisão,onde está dando a noticia de que mais um jovem foi encontrado morto essa semana,e que aquele assassinato era um dos mais brutais e grotescos daquele ano,pois o rapaz foi esquartejado e a sua cabeça foi fincada em uma cruz. Do ponto de vista da jornalista,o rapaz foi morto por alguma seita satânica,que que queria a sua alma para algum ritual,e isso lhe deixava bastante assustada. _Já chega...Corelle precisa de mim! Diz o homem tirando o seu jaleco branco, e amarrando os seus cabelos negros,que agora caiam um pouco abaixo dos seus ombros,mas a sua beleza estonteante permanecia a mesma. A noite...Corelle e Larry estão sentados no sofá,enquanto a menina chora sem parar, pois mais um rapaz havia sido morto por sua causa,mais um inocente,que tinha a conhecido,havia sido morto,pelo simples fato de gostar dela. _Ele sempre volta!Sempre quando a minha vida está começando a melhorar! Porquê eu tio Larry!Porquê eu? Diz a jovem abraçando ao homem,que a abraça e lhe faz cafuné em silêncio,pois não sabia o que lhe dizer,já que não era uma pessoa de muitas palavras,e mal sabia dá carinho a sua protegida. _O conhecia? Pergunta Larry,notando que ela estava muito abalada,com a morte do rapaz que tivera a cabeça fincada em uma cruz,pois não parava de chorar,mesmo que a sua maquiagem já estivesse derretida. _Sim,ele estava me rondando na escola,e vivia querendo se aproximar de mim,que droga! Eu tentei avisá-lo! Responde a garota olhando para o homem, que olha para ela com uma imensa tristeza em seu rosto,e então segura em sua face,e passa os dedos em baixo dos seus olhos,secando as suas lágrimas. _Meus pêsames... Responde o belo homem,enquanto a traz de volta para os seus braços,e a abraça dando-lhe um beijo no topo da cabeça,enquanto passa a mão em suas costas,voltando ao seu silêncio de sempre. “Mais um inocente morreu nas mãos do cruel assassino Pobre coração perturbado era obrigado a ficar sozinho Pobre menina não podia, não tinha o direito de amar! Se não este seria uma vítima que Larry teria o prazer de matar!” CAPÍTULO 2 PESADELO No dia seguinte...Está nublado,e todos os amigos e familiares do defunto,vão ao enterro,de Danyel Herrow,o filho mais velho da tal professora ,com quem Corelle vivia discutindo em sala de aula. Danyel era uma pessoa muito amada e querida por todos.Era um excelente violonista,e um terrível cantor,mas atraia a todos com a sua personalidade,e com o seus ideais tão puros e justos. Não se dava muito bem com a mãe,pois ela é evangélica,e ele era adorador do paganismo, mas nem por isso ela deixara de amá-lo e de protegê-lo. Apoiando algumas das suas escolhas,pois ele era o seu único filho,a única lembrança que tinha do falecido marido,de um casamento feliz e curto. _O que você faz aqui!? ninfeta de Satanás! Grita a senhora Herrow,logo que vê Corelle saindo do meio das pessoas,com o seu vestido branco tomara que caia que ia até o seu joelho, um buquê de rosas vermelhas nas mãos,com a mesma maquiagem de sempre,e um coque no lugar dos cabelos soltos. _Eu não sabia o nome dele...Mas apesar do único dia que o conheci,ele já se tornou uma pessoa especial para mim... Responde a garota,indiferente aos insultos da professora,enquanto se aproxima do caixão de Danyel,coloca as rosas sob o peito do morto,e lhe dá um beijo nos lábios,deixando a todos em pânico. _Poderíamos ter sido amigos,ou mais que isso e eu sei que você sabia... Descanse em paz,e que os anjos da morte o protejam,e o guiem para o lugar onde deseja ir... Diz a jovem olhando no fundo dos olhos sem vida do rapaz,que estava extremamente feio agora,já que haviam costurado aos seus membros,para poder fazerem o seu digno enterro. _Obrigado Corelle... Responde o fantasma do rapaz surgindo ao lado do seu corpo,mais lindo e radiante do que nunca.Ao vê o rapaz a jovem apenas sorri,e se afasta de todos,caminhando para fora do cemitério com os seus sapatos brancos. _Você não pensa mesmo não é!? Diz Larry sentando ao lado da garota,em um banco de madeira,que ficava na frente do cemitério.Ao ouvir a voz do tal homem,a garota solta os seus cabelos,e vira o seu rosto para o lado oposto ao do seu tutor. _Corelle está tudo bem? Pergunta Larry,enquanto nota que a garota estava de cabeça baixa,ouvindo á música The Gates of Hades da banda Theatres des Vampires,repetidas vezes,como se aquela fosse a única música em seu celular. _ “The secrets gates of Hades Welcome where hearts are fading And dreams are lost and far away” Canta a garota,com os olhos cheios de lágrimas,errando um pouco na hora em que a vocalista afina a sua voz,pois a dela estava rouca e suja,já que o garoto por algum motivo ainda não explicado,se tornara importante para ela. _Não adianta fazer teatro de quinta categoria filha de satanás!Eu sei que você matou ao meu filho como uma forma de sacrifício ao seu pai! Diz a senhora Herrow,surgindo no portão do cemitério,enquanto a garota fica de costas para ela,cantando a música como se ela não estivesse ali,parecendo ser a louca,que tanto a acusam de ser. _Corelle não teve culpa!Deixe-a em paz!Ela já está sofrendo demais com a perda do amigo!Não piore as coisas! Diz Larry com raiva da atitude da tal professora,enquanto se levanta do banco e vai até ela incrédulo com tais palavras. _Cala a boca amante da filha do Diabo!É tudo culpa dessa vadia! piranha do inferno! Grita a senhora Herrow,olhando para o homem,que fica ainda mais incrédulo, com as palavras daquela fanática,que o acusa de ser algo que ele não é, provando que é mais louca que a menina,que não para de cantar. _Sou o tutor de Corelle,respeite-me! E cadê a sua conduta moral?Não pode tratar um aluno como bem entende! Diz Larry levantando um pouco o seu tom de voz,enquanto olha no fundo dos olhos da professora,que lhe encara com repulsa,achando que ele é um demônio como a aluna. _Vamos embora tio Larry... Diz Corelle levantando-se do banco,e desligando o celular,como se não suportasse mais, ficar ali perto de tanta baixaria e confusão. Mais ele não responde,então ela vai até ele e o puxa pelo braço,deixando a histérica religiosa para trás,que não parava de gritar: “Agora vão para casa,comemorar o sucesso do ritual de vocês,com o seu sexo sujo eu sei!Você vai pagar um dia sua ninfeta do inferno! Vai pagar!Deus vai te castigar!”. “Deus vai te castigar!”É a ultima coisa que Larry e Corelle ouvem,antes de entrar no carro,e irem embora para a casa de altos e baixos do bem sucedido psicologista. Em casa...o homem passa pela porta, joga as suas chaves na mesa de vidro,e vai a cozinha onde pega uma garrafa de vinho,a abre e bebe em um só gole. _Já vai começar a beber? Pergunta a garota,enquanto entra na cozinha,com uma blusa negra que cobria a sua coxa,e um short curto,com os seus cabelos presos e soltos ao mesmo tempo,usando apenas um batom vermelho,e pó no rosto. _Não me perturbe... Responde Larry,pegando outras duas garrafas na geladeira,sendo um pouco grosso com a menina,que o observa indiferente,e então pega uma das garrafas das suas mãos. _Vou beber com você!Tenho minhas razões! Diz Corelle abrindo a garrafa com as suas longas unhas vermelhas,enquanto olha para o seu tutor, sorrindo de uma forma cínica,que o faz ficar chateado,e ele toma a garrafa da mão dela. _Beba sozinha...Já mandei não me perturbar... Diz Larry,enquanto caminha em direção as escadas da casa,com uma expressão séria em seu rosto pálido ,parecendo está enfurecido com a presença da garota, que o olha surpresa,e se cala. “Não posso me aproximar dela,não posso...A desejo e isso é doentio!Pois tenho vontade de beijá-la e tê-la em meus braços por uma noite,uma única noite...uma única noite...Não!Não posso pois lhe vi crescer!e prometi cuidar dela até um bom homem aparecer e lhe levar ao altar” Pensa Larry tomando a quinta garrafa de vinho, já meio tonto pois não era muito forte para a bebida,confessando para si mesmo que tinha fortes desejos pela garota,de quem cuidava desde os seus vinte anos. _Quando esse tormento vai acabar? Pergunta Larry,enquanto olha para o teto do seu quarto,e procura as respostas em sua própria realidade,tentando esquecer por alguns minutos,o quanto aquele rosto doce lhe encantava. E assim ele passa a tarde toda bebendo, solitário em seu quarto,ouvindo a sinfonias de Mozart,para abafar as suas angustias, enquanto fala consigo mesmo,sobre as coisas que lhe afligem há tantos dias. De madrugada...Ele está deitado sem camisa,dormindo na sua cama tranquilamente, pois se embriagou mais uma vez,parecendo ter sonhos doces e relaxantes,já que está com um enorme sorriso no seu rosto,e parece em paz. Até que a sua porta se abre,e pés delicados surgem e caminham até a sua cama.Por ser uma pessoa perturbada,ele tem o sonho leve,e por isso acaba girando na cama. Mas não acorda,e se ajeita no travesseiro, voltando a dormi novamente.Os minutos se passam,e quando um sorriso se abre. Um copo cai no chão,fazendo um enorme barulho, que o faz abrir os seus olhos assustado,e se levantar, fazendo um movimento com o braço,que atravessa ao vento,e joga o invasor contra a cama,de uma forma tão precisa,que ele o prende pelo pescoço. -Tio sou eu... Responde Corelle,com os olhos murchos,e as mãos pousadas sob os braços do homem,que fica surpreso e a solta.Pois eles estavam muito próximos,e ele não podia evitar de notar,que ela estava apenas de blusão. -O que houve? Pergunta Larry,virando o seu rosto para o lado oposto ao de onde estava a garota,parecendo está indiferente,enquanto coça a sua cabeça. -Eu preciso de você... Diz Corelle,puxando ao homem pelos ombros, com a intenção de trazê-lo para cima dela.Porém antes que ela consiga,ele lhe faz parar,e segura em seus pulsos prendendo-a no colchão. -Enlouqueceu? Pergunta Larry,com o olhar firme e furioso, apertando aos pulsos da garota,que apenas força os olhos,por causa da dor que ele lhe provocava. _Estou muito bem e sã! Responde a garota,olhando para o homem, movendo as suas pernas,de uma forma que o faz sentir calafrios,e afrouxar a sua mão.Vendo a luta do homem,entre a sua vontade e a moral,a bela sorri e olha para ele de uma forma maliciosa. Enquanto os seus olhos passam de verdes para vermelhos,com íris rubras,que brilhavam mais que as estrelas,fazendo o pobre agonizar. Ao ponto de sair de cima da jovem,e se sentar na cama com as mãos na cabeça,por causa da terrível dor,que penetrava o seu crânio, enquanto um calor sem igual percorria o seu corpo,fazendo-o sentir a terrível vontade de tirar as únicas peças,que cobriam a sua pele. _Não lute contra os seus desejos,se não morrerá...Venha me possui antes que eu estoure ao seu coraçãozinho... Diz a garota após se sentar sob a coxa do homem,que permanece com as mãos na cabeça,sentindo uma dor insuportável agora,enquanto ela sorri e passa as suas unhas vermelhas sob o peito dele. -Pare!Você não é ela! Grita Larry,forçando abrir os seus olhos,e olhar para a garota,que apenas sorri e o beija de surpresa. Ao sentir o beijo da sua querida garotinha,o calor só aumenta,o enlouquecendo por completo,ao ponto em que ele se deixar levar por seus instintos. Não suportando mais aquela vontade,o belo tutor joga a jovem sob a cama,e a beija com todo o seu desejo e fervor.Passando a sua mão pelo corpo dela,indo dos seios ao tórax,e deste ao meio das suas pernas,onde ele sente a quentura do corpo dela,e beija os seus seios. Tão dominado por seus desejos impuros,e suas vontades doentias,que tira a blusa dela com as mãos,e tira as suas roupas íntimas com a boca,enquanto a observa inerte em seu odor corporal. Arrancando alguns gemidos graves e agudos, que só o enlouquece ainda mais,e o faz acabar tocando-a,penetrando-a com seus dedos,com toda a sua vontade. Sentindo que ela está excitada,ele volta a beijá-la, com tanta intensidade,que ela chega ir no inferno e voltar.Deixando-a tão descontrolada,que um liquido perolado e espesso,começa a escorrer pelos seus dedos,esquentando a palma da sua mão, enquanto ela fica trêmula,caindo no colchão logo em seguida. -O que eu fiz!? Grita Larry,voltando ao seu estado de consciência,vendo a sua bela protegida,ali estirada na sua coberta,com o corpo todo mordido,e molhado de saliva e prazer. -Droga!!! Grita o pobre homem mais uma vez,olhando para a garota, nua e cheia de marcas fortes em seus seios,tórax e o pescoço,e para a sua mão encharcada do seu mel perolado. Não suportando mais aquela culpa,ele sai de cima da cama,pega uma garrafa de vinho no frigobar,e vai até o único lugar,onde se sentira livre daquele tormento,o banheiro. Desesperado,ele se tranca lá dentro, e toma a garrafa inteira em alguns segundos,ficando porre logo em seguida. -Eu sou um monstro... Diz o homem,olhando para o espelho,que ficava acima da pia,enquanto lava as suas mãos,esfregando-as com força,para que todo o gozo da menina saia da sua pele. Tão concentrado em seus problemas,que não percebe, que a luz começa a piscar,e a água começa a tomar uma tonalidade vermelha,que escorre da torneira, como se fosse um suco. E logo ganha densidade,enchendo a pia de sangue,que espirra no pobre tutor, chamando a sua atenção,para as luzes que não paravam de piscar. -O que!? Diz Larry surpreso e assustado,se afastando da pia,com as mãos sujas de sangue,sem entender o que estava acontecendo,ali olhando para as luzes e para o seu corpo. -Sangue da próxima inocente que vai assassinar...Sangue daqueles que já matou! Diz uma voz estranha,fazendo o homem olhar para o espelho,e acabar se deparando com uma versão obscura de si,se refletindo no vidro. Um homem que é idêntico a ele,sendo diferenciado apenas pelos olhos negros como uma noite em um eclipse,e as cicatrizes de cortes no rosto. -Pessoas como você,devem se matar! Tem que se matar!Se mate Larry!Se mate! Diz o reflexo no espelho,agindo de forma contrária ao homem,enquanto aponta para ele,e treme,como se tivesse tendo um ataque epilético. Grudando o seu rosto horrendo no espelho, como estivesse tentando sair dali,mas o vidro o impedisse,dando um susto no tutor,que se joga na parede,e olha no fundo dos vazios olhos negros da criatura. Que começa a se retorcer,e a sorri de uma forma insana,parecendo sentir uma dor tão extrema,que ele força os olhos.E quando os abre,eles ficam vermelhos,e ele se explode logo em seguida. Espalhando sangue e restos mortais por todo o banheiro,enquanto o pobre homem grita sem parar,em choque ao vê todo o estrago que ele fizera em seu banheiro,deixando-o todo pintado de vermelho. -NÃO!!! Grita Larry,todo manchado de sangue,enquanto olha para o banheiro,fazendo um circuito entre a pia,o vazo e o boxe,que eram os mais sujos daquela cor forte, que o próprio chão. _NÃO SOU DOENTE! Grita o homem,acordando em sua cama,totalmente suado e desesperado,com os olhos arregalados,e os cabelos desgrenhados.Ao vê que tudo não passava de um sonho,o homem olha assustado para os lados,e toca ao seu corpo. Não há sangue,e não há gozo em suas mãos,era só um pesadelo,uma ilusão,um reflexo de tudo o que renegava, um reflexo de tudo o que ele evitava acordado,pois temia ferir a pobre menina,que nada tinha a vê com os seus problemas,bom pelo menos não propositalmente. -Tio Larry!?Está tudo bem!? Pergunta uma voz familiar,vindo de trás da porta,e a garota surge ali.Com os cabelos desgrenhados,e a face preocupada,vestindo uma camisola longa,e o hobe vermelho.Totalmente diferente da versão sexy, que assombrava aos sonhos do seu tutor. -Sim!Foi apenas um pesadelo! Vá dormi pois tem aula amanhã! Responde Larry,de uma forma bem grosseira,pois não queria receber a ajuda dela,já que temia que o seu pesadelo se realizasse,e ele perdesse mesmo a cabeça,abusando dela sem pensar duas vezes antes de agir. -Certo...Boa noite... Diz a garota de forma murcha,sentindo-se confusa, com a forma que o seu tutor lhe tratara,pois não havia feito nada desta vez,para ele agir de tal maneira. "Toda vez que o tio Larry tem um pesadelo,ele age dessa forma comigo.Será que ele sabe do meu segredo?" Pensa a garota,com um olhar distante, enquanto caminha pelo corredor,que a conduz até o seu quarto.Tentando encontrar razões e respostas para Larry a agir de uma forma tão esquisita e estranha,depois de ter um pesadelo. _Eu tenho que me internar de novo!Preciso me internar de novo!Ela corre perigo perto de mim... Diz Larry com os olhos assustados e distantes, sentado com as pernas dobradas na cama,bebendo mais uma vez,enquanto fica tremendo como se tivesse sofrendo com o frio do inverno rigoroso. “Desejos sujos e impuros o farão ferir um inocente? Será que alguém tão perturbado,e tão doentio Era o causador dos crimes, que deixara o coração dela no inverno,no frio?” CAPÍTULO 3 LEMBRANÇAS No dia seguinte...Corelle está na frente do espelho do banheiro,penteando os seus cabelos, enquanto ouve The Gates of Hades de novo,e desembaraça os emaranhados de fios,já com o seu uniforme,o coturno preto de sempre,e o seu look dark,que tanto criticavam. Quando de repente as luzes começam a piscar,chamando a atenção da jovem,que olha para o vidro que reflete o seu reflexo,e sai de dentro do banheiro. Indo direto para o quarto,onde fecha a porta e a tranca,como se as paredes do seu refúgio pudessem lhe proteger,do que quer esteja atrás dela. Sentindo-se mais calma e aliviada,ela olha para os lados,com certa indiferença,e então liga o seu celular na música Virtue to vice. “Eles não viram atrás de mim hoje.Vou bloquear a minha mente com as músicas, como sempre fiz,desde que o pesadelo começou!” Pensa a garota,enquanto se senta na beira da cama,e joga o seu celular para o meio desta.Logo ela começa a cantar,mas a interferência começa,e vai piorando até chegar na parte em que o vocalista diz “Can you hear it scream?”. _Corelle Ele não me deixa ir embora!Ele disse que sou obrigado a vagar pela terra, podendo está perto de ti sem nunca poder te tocar... Diz Danyel surgindo diante da garota, na sua versão mais obscura,outra vez todo ensangüentado,e com costuras mal feitas por todo o seu corpo,dando um susto na pobre,que se joga para trás,e quase grita. _Por quê você só aparece na Virtue To vice!? Não prefere a Play God !? Pergunta a garota,sentindo-se chateada,com o fato do rapaz só aparecer,na hora da sua música favorita da banda Deathstars. Enquanto se senta na cama,e fica olhando para aquela assustadora assombração. _Morri escutando a música,que estava ouvindo quando te conheci...Essa é a única forma de nos comunicarmos,se não quiser me ver não a escute! Responde o rapaz,parado no meio do quarto, com uma expressão séria em seu rosto pálido, que fora danificado,pelas unhas do cruel assassino diabólico. _Corelle?Com quem ta falando? Pergunta Larry batendo na porta do quarto, com um tom de voz um pouco assustado.Ao ouvir a voz do seu tutor,a jovem e o rapaz se olham como se ele estivesse vivo,e ela então desvia o olhar,olhando para a porta. _Estou falando sozinha tio Larry,como sempre falei...Afinal todos afirmam que eu sou louca,e os loucos fazem isso né!?Mas quem sou eu pra fazer um diagnostico?você que é o psicólogo! Responde Corelle,depois de abri a porta,com um enorme sorriso em seu rosto.Gaguejando a cada intervalo de frase,que ela tenta explicar para o tutor que não há nada ali,se não ela e a sua insanidade de sempre. Tão concentrada em despistar o homem,que não percebe que ele nem se quer olha para ela, mas sim para o rapaz,que o olha furioso,e então some do quarto da mesma forma que apareceu. Deixando ao psicólogo com uma expressão séria, e um olhar assustador. _Eu lhe espero lá em baixo...Precisamos ter uma conversa muito séria... Responde Larry,ignorando a todo o discurso da garota,e lhe dando as costas logo depois, deixando-a confusa e preocupada ao mesmo tempo. “Será que ele vai me expulsar da sua casa?Talvez esteja cansado dos tantos problemas que eu lhe causo...e queira me tirar aqui...” Pensa a garota,descendo as escadas da casa,com um olhar preocupado e uma maçã na mão.Ouvindo a música,Keeper of secret’s da banda Theatres des vampires,enquanto apenas sussurra palavras indecifráveis. _Sente-se... Diz Larry,vendo a garota entrar na cozinha, com os fones de ouvido,ligados no volume máximo,enquanto ergue a sua xícara de café,e olha para a garota com um olhar sombrio.Ao vê aquele olhar,ela fica atônita,e tira os fones de ouvido. _O que eu fiz? Pergunta Corelle,puxando uma cadeira e se sentando logo em seguida,bem ao lado do tutor, com uma expressão assustada em seu rosto.Tão preocupada,que ela nem se quer nota,que ele estava observando aos seus lábios doces. _Nada...Quero que saiba de primeira mão,que em breve ficará aos cuidados da senhora Wolcrof... Responde Larry,tomando um gole de café e olhando para a garota,deixando-a aliviada, mas não por muito tempo.Pois logo ele lhe dá terrível noticia,de que ela não vai mais viver ao seu lado.Uma noticia tão triste, que a garota deixa a sua maçã cair no chão. _Não!Ela me odeia tio!não faz isso comigo! Diz Corelle,com os olhos assustados,se levantando da cadeira e apoiando as suas mãos sob a mesa,olhando para Larry como se ele tivesse cometido uma blasfêmia,contra aquilo em que ela acredita. _Você corre perigo perto de mim... E eu prometi que cuidaria de você! Então não adianta,não mudarei de idéia! Responde Larry,olhando com indiferença para a garota,que o olha ainda mais incrédula do que antes,e o encara sem parar.Mas ele não lhe dá atenção,pois sabe que afastá-la é a sua única opção,para protegê-la das suas garras. _Vai pro inferno então!Você se quer se livrar de mim!Não me suporta mais!E ta arranjando pretexto para me expulsar da sua casa! Diz Corelle já exaltada,com o fato de que vai ter que viver ao lado de uma senhora,que provavelmente fará da sua vida um inferno,ainda pior que aquele que a senhora Herrow fazia na escola. Não suportando a idéia,de que mais um queria se livrar dela,a garota sai da mesa, pegando a sua mochila,com os olhos furiosos,e a expressão triste em seu rosto pálido. _Eu não vou voltar pra esse lugar nunca mais!Pode ficar com as suas coisas eu não preciso delas!Prefiro viver como um rato na sarjeta,a viver com a senhora Wolcrof! Diz a garota de costas para Larry,com a mão pousada na borda porta que estava aberta,e mostrava que estava caindo um temporal lá fora,tão forte que poderia derrubar as árvores e até os postes,inundando casas e afundando os carros. _Você não vai sair de casa nesse temporal enlouqueceu de vez!? Diz Larry se aproximando da garota,em alguns passos largos.Pegando-a pelo pulso, e lhe trazendo para dentro da casa a força, pois não queria que nada de mal lhe acontecesse. _Você não me quer aqui...Não faz diferença nenhuma morrer lá fora! Diz Corelle de cabeça baixa,enquanto Larry a envolve em um dos seus braços,abraçando-a e fechando a porta.Trancando-a logo em seguida, pois não deixaria que a menina fosse lá fora,com tantos perigos,que poderiam levá-la a morte. No inicio ela tenta fugir,mas ele a abraça com mais força,não a deixando ir a lugar nenhum,e então tira os cabelos do seu rosto.Passando os seus dedos abaixo dos cílios inferiores dela,para secar as suas lágrimas,enquanto ela olha para ele com um olhar doce. Mas tanta aproximação, desperta os seus desejos masculinos em relação a garota,e por isso ele acaba caindo em tentação. Depois de todas as vezes que tentou evitar,agora já não conseguia mais lutar. Queria beijá-la uma única vez,para sentir o gosto daqueles lábios tão delicados e tão perfeitos.Precisava saber que gosto eles tinham,e eles estavam tão próximos que não podia mais resistir. _Não... Diz Corelle com a cabeça baixa,e a mão pousada sob o peito do seu tutor.Afastando-se dele,sem alguma expressão em seu rosto,como se tivesse detestado,a investida do seu tão querido responsável. Que fica totalmente sem jeito,e se cala, pois acha que cometeu um crime ao quase ter prosseguido com aquele ato,que lhe parecia tão errado,e tão antiético. _Me perdoe...Eu disse que perto de mim você corre perigo...Isso começou a uns dias atrás,desde que parei para lhe observar... Não posso mais ficar perto de você sem te desejar... Diz Larry se aproximando da garota,que não diz nenhuma palavra até o momento, e caminha até a sala.Onde se senta no sofá,com a mesma expressão vazia. _O problema não é você...Eu sinto a mesma vontade,mas o demônio não me deixa em paz!Ele me chama todas as noites... Responde a garota,logo que o pobre homem se senta ao seu lado.Observando ao nada que estava no canto vazio da sala,enquanto as lembranças surgem na sua mente,e lhe fazem reviver ao seu pesadelo. 1 de novembro...A jovem está com os seus7 anos de idade,entrando em um labirinto dos horrores.Muito diferente da sua versão dos dias de hoje,ela usava um vestido vermelho e branco estilo marinheiro,com um par de botas pretas,e o penteado Julieta que ela prendia com um grampo de joaninha. Era uma garotinha muito popular,mais um dos amigos com quem mais andava era Michael Dave, um garoto de cabelos lisos,que viviam cortados em um formato de cuia,pele pálida e olhos castanhos, que assim como ela chamava atenção pelo seu modo de se vestir,pois ambos gostavam de roupas com personalidade. Ela pelas suas montagens imperfeitas,de botas pretas com os vestidos estampados,que a sua mãe fazia questão de comprar,e ele pelas estampas assustadoras em suas camisas ,já que adorava caveiras e morcegos. _Michael!Para cê sabe que tenho medo! Diz Corelle,caminhando por entre os esqueletos de plásticos,e tomando um enorme susto,toda vez que um dos atores fantasiados surge,e a pega nos braços. _Michael? pergunta a garotinha,correndo pela sala dos espelhos distorcidos,enquanto tenta se controlar para não gritar,toda vez que encontra sangue falso ali.Se perdendo cada vez mais do seu amigo,que estava escondido em algum lugar,pronto para lhe dá um susto a qualquer momento. _Já faz uma hora que ele sumiu... Diz a garotinha,saindo da sala dos espelhos distorcidos,e indo direto para um corredor onde as luzes vermelhas piscavam sem parar,e havia sangue falso espalhado por todo o chão.Com uma porta branca no final,onde havia uma placa acima que dizia:”O Açougueiro Maldito”. _Só falta a sala do açougueiro maldito!ele tem que está aqui! Diz a garota empurrando a porta,com certo receio do que encontrará ali,já que em todas as outras salas,ela se assustara com os falsos fantasmas,esqueletos e até mesmo com o sangue sintético. Porém ao abrir a porta,ela se depara com uma cena que jamais se esqueceria.O seu pobre amigo está com o corpo pendurado em um gancho de ferro real,enquanto escorre sangue fresco pela lâmina,pingando no chão,sem a pele da sua boca, em puro esqueleto do nariz até a garganta. _AI MEU DEUS!SOCORRO!SOCORRO! Grita a garotinha,vendo aquela cena horrorizante, enquanto entra na sala,e anda lentamente até o seu amigo,se recordando de que no dia anterior, em que ele havia lhe dado ao seu primeiro selinho,só para que ela soubesse como é. _Eu vou te matar garotinha...MÃE DO CÉU! Diz a carniceira macabra,entrando na sala do açougueiro maldito,interpretando o seu papel, até se deparar com aquela cena assustadora, e ficar em pânico. _Garotinha você viu quem fez isso!? Pergunta a mulher,enquanto se aproxima da menina,que está tão chocada com o que está vendo,que não se assusta com a mulher,e apenas balança a cabeça negando. E assim o seu pesadelo começa,toda as noites, ela acorda desesperada,ouvindo uma voz grossa e rouca,que ficava lhe dizendo um monte de coisas que ela era incapaz de compreender. “Minha você me pertence!Somos iguais... Você me completa como eu te completo. A escuridão faz parte do seu ser,o seu coração é negro,e um dia poderá vê” Diz a voz rouca e grossa,parecendo está bem próxima ao ouvido da garotinha,que gira de um lado para o outro na cama,tapando aos ouvidos com as mãos. 2 anos depois...A vida de Corelle está começando a melhorar,deixara de ser uma menina introvertida, e passara a tentar conviver com os seus colegas de classe.Os pesadelos haviam acabado,pois agora tomava soníferos,e assim o demônio não podia lhe perturbar,ou isso era o que ela pensava.... Certo dia...Ela estava chegando de um passeio da sua escola,depois de discutir com os seus pais, pois eles não a deixaram ir dormir na casa de uma amiga.Já que temiam que algo pudesse vim a lhe acontecer,depois das tantas desgraças que assolavam a vida dela,eles não queriam perdê-la. Mas tal argumento não era o suficiente,para uma garotinha,que perdera um amigo a tão pouco tempo,e queria fazer novas amizades. Por isso ela brigou com eles,e fugiu de casa para ir ao passeio da escola. Não haviam argumentos suficientes,e nem acordos,que lhe fizesse mudar de idéia,ela queria ir e ponto final.E assim ela chegou em casa,totalmente chateada e pronta para enfrentar aos seus superiores. Porém ao abrir as portas da casa,ela se deparou com uma cena tão grotesca,que começou a gritar como uma louca.Todos os móveis da casa haviam sido retirados dali,e só havia uma enorme poça de sangue no chão,que vinha dos dois cadáveres. Que estavam sentados ao lado um do outro,como se fossem dois bonecos, que tinham tido os seus olhos e a língua arrancados.Cadáveres,que significavam muito para a pobre menina,pois eles eram a sua mãe e o seu pai. “Mamãe!Papai!” Pensa a garotinha,enquanto corre em silêncio e com os olhos arregalados,pela poça de sangue.Sem se importar,com os monstros que seus pais haviam se tornado depois de mortos, pois a sua dor era maior. Mais uma vez aquele demônio havia surgido em sua vida,e tinha lhe tirado mais duas pessoas importantes.O que seria dela agora?Sem os seus pais para lhe criar? Seus tios,avós e outros parentes não a suportavam,e ao mesmo tempo a temiam.Pois deveria haver uma razão muito séria,para que Larry Coltown lhe querer,com tanta convicção. E assim ela foi viver ao lado de Larry Karses,o único que abriu as portas da sua casa para a menina,pois desde que ela nascera,ele sempre foi muito apegado a garotinha. A tratava como uma filha,que nunca tivera a chance de ter em seus braços,pois nunca encontrou uma mulher,com quem quisesse se casar,e assim ter filhos. Já que para ele a maioria das mulheres, eram como obras de arte,que eram belas e deveriam ser apreciadas, mas jamais tomadas para si. Dessa vez a garota não conseguiu se recuperar com tanta facilidade,só os soníferos não eram capaz de aliviar a sua dor. Agora Larry Coltown assombrava aos seus sonhos,fazendo-a ir parar em um cemitério.Onde ele conversava com ela todas as noites,e continuava lhe dizendo que eles eram semelhantes,e que um dia ela veria isso. Muitos anos se passam dessa vez... Agora a menina já é uma adolescente, mesmo sem muito corpo.Está com os seus 14 anos de idade,e mudara por completo. Não era mais uma garotinha doce, a vida lhe obrigara a amadurecer,e a se tornar uma mulher.Depois da morte dos pais,ainda sofrera com outras coisas piores. Fora molestada pelo seu professor na escola,que a deixou tão assustada, que ela se sentiu incapaz de contar a alguém do ocorrido. Largara as roupas coloridas,e passara a usar apenas a ausência de cores,ou seja o preto,e a cor vermelha, pois eram as únicas cores,que do seu ponto de vista,eram capazes de expressar a sua dor. Por influência de amigos,e pela sua própria vontade,começara a beber para se livrar de todos os seus tormentos,e em meio a sua vida errada,conheceu a um rapaz. Que lhe encantara com cartas,que ele escrevera com tanta emoção e criatividade, que o seu coração não conseguira resistir, mesmo temendo que o pior pudesse lhe acontecer. Mas eles nunca chegaram ao primeiro beijo, pois mais uma vez o assassino surgira em sua vida,para provar que ela lhe pertencia,e que não a deixaria ser de mais ninguém. 13 de junho...Todos os jovens estão no ônibus, a caminho de uma floresta a passeio,já que todas as escolas haviam se juntado,para pagar por tal lazer.E com tantas escolas se reunindo,a garota viu a oportunidade perfeita, para conhecer ao garoto das cartas. “Finalmente eu vou conhecê-lo...Depois de tantos meses juntos,sem nada ter ocorrido.Agora posso vê que Larry não irá mais interferir na minha vida” Pensa a garota olhando para estrada,com um sorriso em seu rosto,usando a mechas verdes sintéticas,misturadas aos seus cabelos negros,com o lápis preto bem reforçado,sem o seu batom vermelho. Logo que o ônibus da escola da garota chega ao acampamento,todos os alunos descem do veiculo,e olham maravilhados para a vasta floresta.Mas essa paz dura por pouco tempo,pois logo surge um dos guardas locais,mandando a todos embora. _O que houve...? Pergunta Corelle,com os olhos preocupados, saindo do meio da multidão,e parando em frente ao guarda.Imaginando que um dos adolescentes pudesse ter sido mordido por uma cobra,e que a vitima poderia ser o seu admirador. _Um jovem foi assassinado agora pouco! Responde o guarda,totalmente assustado como se nunca tivesse visto uma morte, tão feia antes.Ao ouvir aquelas palavras, a garota fica sem expressão,o empurra ,e corre até o meio da floresta. Temendo,que a vitima seja o garoto que ela iria conhecer,que seja o pobre Adam Kart,de quem ela já gostava tanto,e tinha uma única foto no celular. Era um belo rapaz,tinha cabelos ondulados que iam até o ombro,usava um risco bem forte de lápis preto em seus olhos claros, tinha a pele pálida,e usava um brinco de cruz invertida na sua orelha esquerda. _NÃO! Grita a garota com os olhos arregalados,ao encontrar o mesmo rapaz da foto,ali preso no topo de uma árvore,por uma corda no seu pescoço,usando apenas uma calça jeans, com o corpo todo rasgado e banhado em sangue,os olhos perfurados por parafusos,e uma carta presa nos seus dedos dos pés. Ao vê a tal carta,a garota olha para os lados, joga a sua mochila no chão,e corre até o defunto.Sobe numa árvore vizinha,então puxa a carta que estava presa em seus dedos, e pula para outra árvore, descendo logo em seguida. Mais uma vez ela olha para os lados,e caminha até a sua mochila,onde enfia a carta.Saindo da cena de mais um crime,do terrível assassino,que não a deixava vivenciar ao amor. Em casa...A garota entra no banheiro da sua moradia,e tranca a porta na chave, carregando a sua mochila,que estava toda suja de terra. Sem pensar duas vezes,ela puxa o zíper da sua bolsa,e olha para a carta que ela havia roubado da cena do crime. Com um certo receio,pois logo iriam fazer a perecia,e ela poderia ter restos mortais da vitima,sendo acusada de um crime que não cometeu. _Esta é a sua ultima carta eu devo lê... Diz Corelle,enquanto tira as mechas verdes do seu cabelo,e as jogas no chão.Sentindo-se chateada com mais uma perda,causada pelo demônio,que vinha assombrando a sua vida,a custo de nada mais que o seu sofrimento. E assim ela pega a tal carta,e a abre lentamente, tentando não entrar em contato com o sangue, que a manchava,com uma certa repulsa em seu olhar.Pois parte sua queria lê as ultimas palavras de Adam,e a outra parte não. “Estas são as minhas ultimas palavras, Ele disse que você lhe pertence.Porquê nunca me contou que havia um exnamorado ciumento em sua vida!? É claro que deve ser isso,pois não há outra razão para ele querer tomar posse de você desta forma! Mesmo que eu tenha afundado em seu mar de mentiras.Só quero que saiba que hoje iria dizer que te amava,e vou morrer te amando. Não tema a nada,Ele pode me matar.Mas outros virão então não chore por mim,e a única que coisa que eu te peço,é que NÃO DÊ ESSE GOSTO A ELE!NÃO DEIXE DE VIVER SÓ PORQUÊ ELE DESEJA!AME MAIS UMA VEZ,E PROVE A ELE QUE VOCÊ É MELHOR! Adeus minha eterna amada Kart“ Ao ler as ultimas palavras do jovem,a garota amassa a carta e a joga no lixo,com uma expressão vazia em seu rosto.Sem conseguir acreditar,que Larry fora capaz de tamanha crueldade. “Ele não só o matou...Como também fez questão de se passar um ex-namorado! O que esse maldito quer!?A minha infelicidade?Está conseguindo!” Pensa a menina enquanto se deita na cama, com os olhos sujos de lágrimas,e o rosto todo vermelho de tanto chorar,ouvindo á música Even Death da banda Evanescence. _ Give me a reason To believe that you're gone I see your shadow So I know they're all wrong Canta a menina,pegando um caco de vidro de dentro da sua gaveta,e cortando ao seu pulso,tão profundamente,que o sangue cai sob a coberta,deixando uma pequena poça vermelha. _ I will stay forever here with you, my love The softly spoken words you gave me Even in death our love goes on Canta a jovem,ajoelhando-se sob a cama, deixando o sangue escorrer pelo seu pulso, enquanto olha para o teto,e expressa toda a sua dor,sem errar uma nota se quer. _Corelle! Grita Larry ao entrar no quarto,e encontrar a garota,com os braços todos sujos de sangue,com uma expressão de pânico em seu rosto. Desligando o rádio,e puxando a menina para os seus braços logo em seguida, abraçando-a,enquanto a senta em seu colo. _Minha vampirinha,poderia ter destruído a sua vida!Não faça mais isso! Diz Larry,enquanto olha para a jovem, que continua em silencio,com a cabeça baixa,abraçando-o com toda a sua força,como se está nos braços dele,lhe trouxesse paz. Dessa vez a jovem não deixa o assassino lhe abalar,e no ano seguinte começa a namorar um cara,com quem ela bebia todas as noites. Mas ele não é um bom namorado,e nem é bonito.Apesar de ter a pele branca,ela é queimada,e os seus olhos vivem vermelhos,mesmo sendo azuis, pois ele passa a maior parte do tempo se drogando,possui cabelos longos. Só fica com a jovem,porquê ela tem personalidade,ele tenta iludi-la dizendo que a ama.Mas ela não é besta,é uma mulher feita,e por isso não cai em falsas promessas. _Eu te amo muito sabia? Diz o Willian Roger,passando a sua mão pelos cabelos da jovem,que na época estavam curtos até o ombro, enquanto lhe dava leves beijos nos lábios,ambos deitados na cama dela. _Também te amo... Diz a garota sorrindo para o namorado,enquanto se ajeita no peito dele,com o olhar vazio e a expressão séria.Pois naquele dia eles iriam tentar ir até o fim, avançando para o nível superior. “Estou curiosa para saber como é,me contaram que é bom.Já li muito sobre,e até vi os filmes,mas nunca senti na carne como é está na cama de um homem.Estamos em casa,a sós, tudo está perfeito,e eu não posso perder tempo” Pensa a jovem olhando para o peito do namorado,e passando as mãos sob este levemente,como se ela estivesse acariciando um gato. Ele percebe ao sinal,e então fica com um sorriso maldoso no rosto,e olha para o topo da cabeça da jovem, planejando ao seu próximo passo. Logo ele ergue ao rosto dela,e lhe dá leves beijos nos lábios,que vão se tornando mais intensos,toda vez que esfrega ao seu corpo no dela. Ele então tira a sua camisa,e a joga na cama,beijando ao seu pescoço pálido, enquanto passa as suas mãos pela coxa dela,fazendo-a respirar cada vez mais ofegante. Pressionando o seu corpo no dela, enquanto ela passa seus pés pelas panturrilhas dele,e seu dedo liga ao DVD. Logo a macabra introdução da música Sweet Dreams,na versão do Marilyn Manson começa a tocar,abafando a qualquer som no quarto. O namorado olha para a garota, que sorri para ele cinicamente,e o beija com vontade. Deixando-o excitado o suficiente, para passar as unhas na sua coxa, e pegar no meio das suas pernas. Tirando a sua calcinha lentamente, enquanto puxa a blusa dela para cima e coloca a sua boca em seus seios,arrancando leves gemidos baixos. _Não...Agora não é o momento certo... Sussurra a garota,com uma voz um pouco tremula.Jogando com o namorado,pois lhe conhecia o suficiente,para saber que o desafio,aumentaria o seu prazer. _Vamos só brincar um pouco gatinha... Diz Willian enquanto abre o zíper da calça,e coloca o seu amigo na entrada do corpo da garota,esfregando-o para cima e para baixo. De uma forma tentadora,que a garota não resiste,e o beija com toda intensidade,tocando no seu sexo. E mordendo aos seus lábios, deixando ao parceiro excitado com as mordidas,que estavam deixando os seus lábios vermelhos. Incentivando-o a prosseguir e penetrá-la,e assim ele o faz indo lentamente,pois temia que ela pudesse se ferir,ou sentir uma dor extrema. Mas nada acontece,e por isso ele a penetra com mais intensidade, beijando-a sem parar.Pois finalmente o seu momento havia chegado,depois de tudo o que perdeu,só para tê-la em seus braços. Tinha conseguido o que queria,tinha finalmente levado-a para cama,e ela estava se entregando a ele, como uma gatinha indefesa, que ele teria o prazer de se livrar depois. Só que a jovem não era besta,sabia que as suas palavras eram pura balela,e por isso já esperava que ele a deixasse.Observava as coisas ao seu redor,e sabia que ele jamais iria ter algo sério com ela. E enquanto ele pensava que ela estava se entregando a ele,ela só se entregava a melodia,e aquele momento.Ele só queria mesmo se divertir com ela,e ela com ele,precisava de um idiota e ele serviu bem ao seu papel. Afinal de contas,a própria letra da música dizia “Eu quero usar você e abusar de você”,a música chega então a parte em que o cantor distorce a voz,e a garota geme baixo,sentindo o membro dele entrando em seu corpo. E antes que ele consiga arrancar outros gemidos dela,o barulho de uma buzina invade ao quarto.Deixando-a em pânico,o suficiente para empurrar ao seu parceiro,e mandar ele ir pro banheiro, enquanto desliga a música. Larry acabara de chegar em casa, e ele não poderia saber o que estava acontecendo ali.Pois como qualquer tutor, iria lhe repreender,por mais uma das suas rebeldias naquele ano. Assim ela ajeita a sua saia,coloca a calcinha e foge pelas portas dos fundos.Com medo, de que ele note alguma diferença nela, sem que esteja preparada,para mentir para ele. Minutos depois...Ela volta para casa está mais calma agora,sabia que Willian daria o seu jeito de fugir sem ser notado,e por isso poderia voltar sem dar explicações. _Oi tio fui comprar mais drogas... Diz Corelle entrando pela porta da cozinha, carregando duas garrafas de coca-cola nas mãos,com um sorriso cínico em seu rosto. _O que!? Diz Larry em alerta,com os olhos arregalados, tão preocupado com o que a garota lhe disse,que nem nota as garrafas de refrigerante nas suas mãos. Vendo que o homem ficara mais pálido que o normal, a jovem dá uma gargalhada irônica,e então sacode uma das garrafas,e a bebe na frente dele. _Corelle você não é mais uma criança!Deveria parar de ser tão irresponsável! Diz Larry claramente irritado com o comportamento da garota,que o ignora completamente,e caminha até a saída da cozinha.Porém antes que ela chegue a sala,ele a puxa pelo pulso,fazendo-a largar as garrafas no chão. _Não me ignore quando eu estiver falando com você! Diz Larry segurando no pulso da garota,com um olhar tão furioso e sombrio,que ela chega a ficar calada,observando-o com os olhos assustados,e a boca rígida em uma linha reta. _Me deixa em paz! A garota diz parecendo está exaltada,quando na verdade está temendo aquele olhar tão furioso do seu tutor,pois nunca o vira com tanto ódio dela antes. Eles se olham em silêncio,e ela então lhe dá as costas,não suportando ter que olhar para aqueles olhos castanhos,que lhe davam calafrios naquele momento. No dia seguinte...Corelle se recusa a ir pra sala de aula,pois não tinha cabeça para lidar com a senhora Herrow,depois da discussão que tivera com Larry no dia anterior,por isso ela vai até o banheiro da escola. “Ele me odeia,vai acabar me matando! O seu olhar estava tão sombrio como o do Larry Coltown!Não!Eu não posso pensar nesse demônio de novo!” Pensa a jovem,enquanto caminha pelos corredores do colégio,sem se importar com o que os outros alunos diziam,por ela está maquiada como uma vampira na noite de Helloween, pois estava preocupada com coisas mais importantes. Ela então empurra a porta,e entra no banheiro desatenta e pensativa.Até que chega ao corredor, e dá um grito alto e ensurdecedor,pois ali está Willian,pendurado pelos pulsos e pernas como se fosse um porco,todo pelado. Preso ao teto por correntes de aço,todo ensanguentado,com uma enorme ferida no lugar do seu pênis,que estava estirado ao chão bem abaixo de uma mensagem escrita com o sangue da vitima. “Passou dos limites dessa vez,a próxima vitima pode ser você agora!Como pode se entregar a ele se não o amava!?Você perdeu o valor pra mim agora é só uma vadia como todas as outras!” Diz a mensagem na parede,enquanto a jovem a lê com os olhos arregalados,e cheios de lágrimas.Chocada com aquelas frases, escritas pelo psicopata que lhe persegue desde o inicio. _Não pode ser... Diz a jovem com os olhos arregalados e tristes,totalmente assustada com o que leu, pois achava que depois de enfrentá-lo ele a deixaria em paz.Mas agora ela sabia,que só tinha lhe deixado ainda mais irado. _Socorro!!!Há um homem morto no banheiro feminino!!! Grita a jovem,enquanto corre desesperada no meio alunos,que a olham surpresos,e então correm até a cena do crime.Porém ao chegar lá,não há nada mesmo,se não o banheiro vazio e limpo. _Essa garota é louca!Não tem nada aqui! Diz uma das alunas,que parecia ser uma patricinha,daquelas bem frescas,que só de olhar,você já sente um embrulho no estômago. _Eu juro que vi! Diz Corelle passando pelos alunos,com o olhar assustado.Pois ela sabe o que viu,não seria a primeira vez,que um dos seus namorados iria morrer nas mãos de Larry Coltown. Mas de fato não havia nada ali,só que mais tarde veio a noticia,de que outro jovem fora vitima do cruel psicopata,e que esta vitima se chamava Willian San Roger. Sendo assim a loucura não era uma explicação para o que ela viu,e se não que estava louca,qual seria a outra opção? Essa fora a pior das suas experiências, pois graças a ela,todos na escola passaram a lhe acusar de ser uma bruxa,um demônio, uma doente mental.E outro tipos de seres semelhantes. Agora sim,essa sim era uma razão para dar um basta em relacionamentos.Pois Larry havia deixado claro,que ele iria acabar com a sua vida,se ela desse mais um passo rebelde. O tempo se passa...E de inicio é difícil lidar outra vez com a solidão,por isso a jovem acaba se envolvendo com um outro rapaz. Desta vez não há nenhuma intervenção do cruel psicopata,dessa vez não há sangue e nem vitimas.Parece que chegou o momento de vivenciar a um grande romance,como aqueles que ela tanto sonhou... _Banner? Diz Corelle com um sorriso em seu rosto, entrando na casa do seu atual namorado,com quem estava a um ano e uma semana.Porém ao abrir a porta,ela se depara mais uma vez com o seu pior pesadelo. O seu amado está pendurado pelo pescoço no teto,com os braços decepados,sem nenhuma roupa em seu corpo,que estava coberto de símbolos que fazia-na sentir calafrios,enquanto várias velas pretas queimam no chão,e diferente das outras vezes o assassino não fugiu. Esta sentado no sofá no único sofá que há na sala,com os seus cabelos espetados,as suas cicatrizes no rosto,e o parafuso na sua testa. Usando uma camisa de força preta estilizada com spikes no ombro,e fivelas nos tornozelos e nos pulsos,com um par de coturnos. Olhando para as suas unhas de diamantes, enquanto o sangue da sua vitima,pinga sob o seu corpo e ele sorri.Como se estivesse realizando a uma grande meta,com a qual sempre sonhou. _Não grite...Feche a porta e venha até mim... Diz Larry Coltown,olhando para a jovem, que olha assustada para ele,então abre a porta da casa,e sai correndo para o quintal.Só que ao chegar na rua, ele a pega por trás,e a carrega de volta para a residência. _SOCORRO!ME SOLTA ME SOLTA! Grita Corelle,enquanto o assassino a carrega a força para dentro da casa,mas ele apenas sorri,pois graças aos seus feitiços,a cidade inteira acreditava que ela era um demônio,que deveria morrer. Por isso não importava o quanto ela berrasse, ninguém iria ajudá-la,pois para todos os habitantes da cidade,ela não passava de um mal,que deveria ser contido. _Estou tentando ser gentil!Não me obrigue a ser grosso...Não esqueça de como aqueles vermes morreram! Diz Larry com a sua voz rouca e grossa,fechando a porta com a perna,e encostando a garota nela, com um olhar cheio de ódio,segurando no queixo da garota,com as suas garras cortantes. -O que você quer de mim!? Pergunta a jovem incrédula,com tudo o que estava acontecendo.Ela nunca vira o assassino antes,excerto em seus pesadelos,e ele era exatamente igual ao demônio,que lhe assombrava no mundo onírico. _ Não posso permitir que pertença a outra pessoa!Se é comigo que deve ficar! Responde o assassino olhando nos olhos da jovem,enquanto aproxima aos seus lábios dos dela,que joga a sua cabeça para trás. Pois sente repulsa a este louco,não só pela sua aparência grosseira,como também pelos seus atos tão terríveis. Como é que depois de tudo o que ele fizera,e depois de ter ameaçado a sua vida,era capaz de dizer que amava? _ME DEIXA EM PAZ! Grita a jovem puxando um caco de vidro do seu bolso,e furando o olho do psicopata logo em seguida,derramando rios de sangue na sua mão.Fazendo-o sentir uma dor tão tremenda,que ela se aproveita para lhe empurrar e se livrar dele. Sem se importar,com o quanto as garras dele rasgam o seu rosto,ao ponto dele sangrar e arder,por causa da carne partida. _VAI PRO INFERNO DESGRAÇADO! Grita a jovem enquanto abre a porta,e olha para o assassino dos seus pesadelos, ali jogado no chão,se debatendo como um peixe fora da água,por causa do caco de vidro que estava preso no seu olho. Ao vê-la com um olhar tão furioso,ele usa o seu olho bom para encará-la,e se levanta do chão,erguendo a sua mão em rendição. _Você quer que eu morra?Eu farei isso... Diz Larry Coltown olhando para a jovem, com o seu olho bom,enquanto pega um balde que estava no chão,e derrama em seu corpo um liquido que cheira forte. _Adeus...Vá embora daqui! Grita o assassino com um olhar furioso,e então a menina sai correndo de dentro de casa.Correndo o mais depressa que pode,pois sabe que aquele liquido que ele tinha derramado era gasolina. E assim que ela chega ao fim da rua,ele sorri e então se aproxima do círculos de velas,que o fazem explodir,logo depois que ele entra em contato com elas. Ao ouvir a explosão a jovem dá um grito,que ela abafa com as mãos antes que a ouçam.O seu tormento chegara ao fim,ele não poderia mais lhe perturbar,esse era o fim de Larry Coltown. No dia seguinte...Em todos os jornais, da a noticia de que Larry Coltown estava morto,que a justiça divina havia sido feita, e que esse demônio não iria mais assombrar as vidas dos habitantes da cidade. Corelle se sente aliviada,pois finalmente os pesadelos chegaram ao fim,e agora sim poderia viver em paz,sem se preocupar com qual pobre garoto iria morrer no dia seguinte por sua causa. “Tudo o que ele precisava era um fora?Se eu soubesse já teria lhe dado antes!” Pensa a jovem enquanto se deita na cama,com um sorriso em seu rosto, pois agora sim a sua vida iria mudar,já que ele estava morto. _Jamais irei abandoná-la...Um dia irá entender o porquê...Até breve Diz o assassino surgindo no pé da cama,não muito diferente da versão que ela conheceu,excerto pelo olho arrancado que não parava de sangrar.Arrancando um grito alto, da menina que joga o seu abajur contra a assombração que some da sua frente, dando uma gargalhada irônica. E assim ela volta para a sua sombria realidade,onde ela luta para não se apaixonar por ninguém.Pois sabe que esta pessoa será uma vitima do cruel demônio,que de fato era mesmo tal criatura. _Ele nunca irá me deixar em paz... Diz Corelle nos seus dias atuais,enquanto continua olhando para o vazio da sala,sentada ao lado do seu tutor,que continua se sentindo mal,pelo quase beijo que aconteceu. “ Pobre coração solitário, tão triste,e perturbado Não poderia ter ao amor, pois o demônio vivia ao seu lado.” CAPÍTULO 4 AS MEMÓRIAS PERDIDAS parte 1. No dia seguinte...O céu está ainda mais nublado que nos outros dias,dessa vez as ruas estão vazias, já que devido ao temporal do dia anterior.Muitos haviam perdido aos seus parentes,ou imóveis. “Não posso mais viver com ele...Não sou eu que corro perigo convivendo com ele, e sim ele que corre perigo por gostar de mim!Não há outra opção tive que ir embora de casa” Pensa a jovem,enquanto caminha por uma rua,com um capuz cobrindo ao seu rosto,e uma mochila nas suas costas, usando apenas seu habitual lápis preto nos olhos. Sentindo que não há outra escolha, a não ser abandonar o pobre homem, pois não suportaria outra perda em sua vida. Tão concentrada nos seus pensamentos, que caminha pela rua,sem notar que estava sendo seguida.Por um grupo de pessoas vestidas como empregados de escritório,cada uma com um cordão no pescoço,que continha um pingente de cruz. Pessoas que a observam com certa raiva, pois detestavam aqueles,que tinham a coragem de serem individualistas,já que eles mesmos se ajoelhavam para “alguém superior”,pois nada mais eram do que evangélicos. “Tenho que aceitar esta condição, tenho que ir para casa daquela velha maldita,pelo bem do tio Larry!” Pensa a jovem,enquanto caminha para dentro de um beco sem saída.Imaginando que seria melhor ficar ali,até encontrar a paciência de que tanto precisa, para poder ir até a residência da senhora Wolcrof. Ao entrar no beco,ela tira o celular do bolso,e então liga na música Virtue to vice.Mas ao invés do espírito de Danyel surgir,vem o grupo de evangélicos que a rodeiam,e a olham com certa repulsa. _Filha de Satanás chegou o seu fim! Diz uma das mulheres,dando um passo a frente e se aproximando da garota,que dá um passo para trás e se encosta na parede,com os olhos arregalados, em silêncio. _Olha para ela pobre garotinha...Perdeu a tantas pessoas importantes não foi? Diz uma outra religiosa,aproximando-se da garota,que a olha ainda mais assustada do que antes.Pois desde que fora viver,ao lado do seu “tio”,jamais contara a alguém da morte dos seus pais. _Eles se foram...E você é culpada! Diz um homem se aproximando da garota, que está se afundando na parede,como se ainda tivesse para onde ir.Com os olhos cada vez mais arregalados,e as batidas do coração cada vez mais intensas. _Larry os matou! Diz a garota com os olhos assustados, puxando o seu capuz para trás,e colocando a sua mão na cabeça.Como se o barulho de um zumbido intenso,estivesse penetrando os seus ouvidos. _Você!Você os matou! Diz o mesmo homem,e então todos os outros passam a apontar o seu dedo para a menina, enquanto repetem em coro “Assassina você é uma assassina!Demônio filha de Satã”. _ISSO NÃO É VERDADE!FOI O LARRY! Grita a garota,com as mãos na cabeça,e os olhos assustados e cheios de lágrimas. Escorregando na parede,enquanto tenta se afastar daquelas vozes malditas. Tão assustada,que o seu corpo começa a esquentar,e ela passa mal.Sentindo pontadas em seu peito,e um desespero tão forte,que acaba por desmaiar ali mesmo. E então um trailer da sua vida começa a passar na mente,se iniciando pela sua infância,onde ela vivia andando ao lado de Michael... _Eu não estou apaixonado por você! Eu estou apaixonado pela Clarice!Só te beijei para deixa ela com raiva... Diz Michael,enquanto eles caminham de mãos dadas, para dentro do labirinto dos horrores.Ao ouvir aquelas palavras, a menina fica pálida como papel,e então se afasta do garoto. “Ele não gosta de mim,não gosta de mim!Ninguém gosta de mim!” Pensa a garota com os olhos assustados, entrando sozinha na sala dos espelhos distorcidos,e caminhando por ali sem ter medo de nada. Até que se olha no espelho,e nota que estava horrível.Seu rosto estava todo vermelho,e ela estava com os seus cabelos desarrumados. “Olha pra mim,ninguém gosta de mim,porquê sou feia,sou feia,sou feia...” Pensa a menininha olhando-se no espelho,enquanto passa os dedos no seu rosto,tão triste que não consegue se conter.Até que os espelhos começam a refletir,que o seu amigo estava indo para a sala do “açougueiro maldito”, e ela o segue,com um olhar um tanto sombrio. Logo que ele entra no lugar,não encontra nenhum ator,e por isso resolve sair.Mas não consegue,e fica socando e chutando a porta, de costas para o centro da sala.Onde a garotinha surge,com os olhos sujos de lágrimas,e um gancho afiado preso a uma corrente,em suas mãos. _Drogaaaaa! Tenta dizer o garotinho,enquanto soca a porta pela ultima vez,pois quando a sua mão é impulsionada contra a madeira,um gancho atravessa as suas costas,jorrando sangue contra a saída. E como se isso não bastasse,ele é puxado para trás,e a garota o ergue no ar,para aumentar a sua dor,e então caminhar até ele. _Você devia ter gostado de mim... Diz a garota com um olhar inocente, e a cabeça caída para o lado,segurando uma faca afiada em sua mão direita,e segurando a corrente que rasgava a sua pele na outra,parada diante do menino.Que tenta usar as suas ultimas forças para gritar,e ser salvo. Porém ao ouvir o baixo grunhido do garoto,a pequena solta a corrente,e o deixa cair no chão,fazendo-o sentir uma dor tremenda, indo ao seu encontro. _Você foi mal comigo e merece ser... Diz a garotinha com um olhar distante, segurando a mão a faca na sua mão, enquanto se ajoelha na frente do garotinho,e o olha no fundo dos olhos. Ao vê a garotinha ali,o olhar de Michael estremece,e a respiração dele passa a ficar ofegante.”Como pode um anjo, ser tão cruel?”Pensa a pobre vitima,ao olhar para a menina. _Castigado! Diz a garotinha,e então finca a faca na bochecha do garoto,puxando para o lado,enquanto a vida dele escorre pela lâmina. E ela chora sem parar,forçando o objeto para dentro da carne do garoto,até chegar o osso,e ela puxar a pele com as mãos, deixando apenas a caveira do rosto do menino,do nariz até a garganta. _Pessoas malvadas são castigadas... Diz a garotinha,enquanto olha para o cadáver horrendo do seu amigo,e se ajoelha na poça da sangue.Pois sabia, que Deus não poderia cuidar de todas as vontades dos seus servos,e que a justiça só podia ser feita pelas próprias mãos. _Bravo! Diz uma voz rouca no canto da sala, e então um homem de cabelos espetados, e o rosto cheio de cicatrizes e mal costuras, surge diante da menina.Dando-lhe um breve susto. _Não se assuste garotinha...Sua peça me entreteve,mesmo sendo um tanto amadora... Diz o tal homem sorrindo para a menina, e puxando a corrente,enquanto coloca ao menino pendurado no ar outra vez.Ao ver o tal homem a garota fica desconfiada,e olha para o morto. _Você não vai contar aos meus pais...? Ele era uma pessoa má e pessoas malvadas devem ser... Pergunta a garotinha,com o olhar desconfiado,apontando para o amigo, enquanto se aproxima daquela figura estranha,e joga a sua faca no chão. _Não irei...Mas seu argumento é um tanto tolo.Você o matou porquê teve vontade,assuma isso desde já ou vai acabar louca... Responde o psicopata com leves risos, interrompendo a garota,antes que ela termine a sua frase,que lhe fazia se sentir melhor. _Foi o que aconteceu com o senhor? Pergunta a garotinha,olhando para o tal louco de cima a baixo,e notando agora que ele estava usando a uma camisa de força de cor preta,e um par de coturnos. _Oh não...Fui considerado assim por ser perigoso...Mas outro dia conversamos! tome... Responde o assassino,um pouco vermelho com a pergunta da garotinha,enquanto caminha até uma bolsa que estava no chão,e tira um casaco preto. _Coloque-o e saia daqui...Levarei a culpa por tamanha brutalidade,e a única coisa que te peço,é que me deixe te guiar em sua própria natureza... Diz o tal louco,entregando o casaco preto nas mãos da garota,que olha para ele confusa.Mas aceita o presente,pois sabe,que se a virem do jeito que está,será culpada pelo tal crime. Assim,ela e a figura trocam olhares, que dizem algo que só eles dois podem entender,e a garota sai andando para saída,puxando ao capuz,para que ninguém a reconheça. _É ela não tenho dúvidas... Diz a aberração com um sorriso em seu rosto,enquanto escreve uma mensagem com o sangue da vitima,onde ele está assumindo a culpa,pela morte de mais uma pessoa. “Um inocente a mais,um inocente a menos que diferença faz para vocês? Sei,que nunca serão capazes de me destruir mesmo!” Diz a mensagem na parede. E então o trailer segue para o dia,quando os seus pais morreram,mas por algum motivo,talvez pela dor que tenha lhe causado,nesse só surgem alguns flashs.Onde ela encontra aos seus pais assustados,e em seguida sem os olhos,ambos banhados em sangue,enquanto as vozes deles dizem: “Monstro!Você é um monstro!”. E por fim pula direto para a morte de Willian Roger,onde ele está caminhando a noite pelo parque deserto,e falando ao celular,com um amigo aparentemente... _Então cara!Finalmente comi a Corelle! _Sim ela foi tão fácil...Agora é parti pra gostosa da loira da academia... _Nossa!Não!ela é muito ingênua... _Ih brother!vou ter que desligar!To vendo a vadiazinha vindo em minha direção! Diz Willian enquanto caminha pelo parque desértico,vendo a sua namorada caminhando em sua direção,com uma sorriso enorme, quase correndo até onde ele estava. _Oi amor Diz Corelle sorrindo para o namorado,que apenas sorri sem jeito.E então coloca o seu braço envolta da garota,que olha para ele e sorri.Parecendo se sentir, confortável em seus braços. _Vamos pro motel agora? Diz o tal namorado,sorrindo para a garota,que apenas dá uma gargalhada e irônica,e então abraça ao rapaz,e o beija com vontade.Sem notar que não muito longe,havia um par de olhos que a observavam com ódio. No quarto...Willian entra aos beijos com a garota,passando a sua mão pelo corpo dela,indo dos seios ao seu bumbum,que aperta com força,fazendo-a morder aos seus lábios. _Cuidado amor! Diz Willian,logo depois de fechar a porta com o pé,e apertar outra vez ao traseiro da garota,enquanto puxa a blusa dela para cima,e beija aos seus seios. Deixando-a excitada com os seus ataques malinos,pois ela começa a morder a sua nuca,enquanto ele continua mamando. Logo ele tira toda a sua roupa,e ela tira a roupa dela.E assim eles vão para o banheiro,onde ele a leva para o chuveiro,e a abraça por trás apertando aos seus seios, e mordendo ao seu pescoço. Descendo a sua mão pelo tórax dela, até chegar ao meio das suas pernas,e acariciar a sua parte sensível,fazendo-a sentir ainda mais tesão do que sentia antes,enquanto ela geme em seus braços,e ele sorri de forma maldosa. Ouvindo aqueles gritinhos finos,ele para,e ela se joga para trás,encostando a sua cabeça no ombro dele.Aliviada,pois tanta caricia estava lhe enlouquecendo, mas logo a sua paz vai embora,pois ele a penetra com os seus dedos, e se excita. Assim ele tira os seus dedos de dentro do corpo dela,e a prende na parede, penetrando-a logo em seguida, enquanto a água molha aos seus corpos. Dessa vez,ele arranca alguns gemidos dela, que o deixam ainda mais excitado,fazendo-o aumentar a intensidade,com a qual ele a penetra.Fazendo-a gemer mais e mais alto,ao ponto dele lhe calar com beijos intensos. E ir endurecendo ainda mais,a cada beijo,e a cada mordida que a garota lhe dá.Arrancando gemidos que já não podiam mais ser fortes,pois ela estava “mole” demais,até que ele não suporta e então ejacula. _Nossa!Vadia se era mesmo virgem? Diz Willian,enquanto se apóia na parede, pálido de tanto cansaço,sorrindo para a garota,que apenas fica encostada na parede,de cabeça baixa,e não responde ao seu sorriso, entrando na água. “Sinto uma enorme vontade de matá-lo!Não sou seu objeto!” Pensa a jovem,enquanto toma um banho,e esfrega aos seus cabelos, com um olhar cheio de mágoa. Mais tarde...Willian e Corelle estão sentados na cama,enquanto ele bebe vodca sem parar,e ela coloca a sua curta camisola vermelha de renda, observando-o. “Que a vingança comece!” Pensa a garota,ao vê o homem virando a sua quarta garrafa de vodca,e se jogando na cama,enquanto tira toda a sua roupa, e faz um sinal com as mãos para ela ir até ele. _Vem para mim minha vadia! Diz o namorado jogado na cama,com o peito aberto,e descoberto.Olhando para a garota,que apenas o olha com total indiferença.E então sobe na cama,e monta no seu colo,esfregando o seu corpo no dele,para cima e para baixo. Deixando o membro dele endurecido, e pronto para mais uma partida no jogo do sexo.Até que ela para,e ele a segura ali,impedindo-a de sair. _Achei que você iria querer um oral... A garota responde,com a cabeça baixa,e um olhar envolvente e sedutor. Ao ouvir tais palavras,o homem então fica louco,e assim ela beija o corpo dele,e vai descendo,até chegar em seu sexo,e abocanhá-lo. Chupando-o como se fosse um picolé em um dia quente,muito muito quente, enrijecendo a boca para aumentar ao seu prazer.Até que ele geme,e ela então crava os seus dentes na carne dele. _Ai cuidado! Diz Wilian,apertando os olhos,só de sentir aquela mordida da garota,com as mãos entrelaçadas aos seus cabelos, puxando-os com força para mostrar, quem realmente mandava. _Ah?Eu vou beijar de novo para não doer mais... Diz Corelle,olhando para o tal homem, que apenas sorri cinicamente,e balança a cabeça permitindo que ela vá em frente. Assim ela retribui o sorriso,e abocanha ao membro dele,engolindo mais da metade, e observando-o,até ele fechar os seus olhos. “Adeus masculinidade” Pensa a garota,e então enfia uma faca abaixo da bexiga do homem,e a arrasta pelo seu corpo, jorrando sangue em seu rosto.Até que cospe o membro dele fora,e se solta dos seus braços, deixando-o ali agonizando na cama. _SUA PUTA!PORQUÊ FEZ ISSO!? Grita o namorado,enquanto coloca as mãos na enorme ferida,sujando-as de sangue, enquanto ele chora como um garoto, que acabara de perder a mãe numa feira. _Porquê não sou sua vadia!E você é um verme merece mesmo morrer... Responde a garota com um olhar frio,indiferente. Parada diante do seu namorado,que tenta sair da cama a qualquer custo,jogando seu corpo para o lado e se arrastando,mas é vão,pois está bêbado demais. Sendo assim a garota apenas sorri em vitória,e então caminha lentamente pelo quarto,até que chega a cômoda ao lado da cama,e abre a gaveta,pegando uma mordaça,e sorrindo para a vitima. _Você adora tanto receber um oral... Experimente! Diz a jovem com uma expressão alegre, e então enfia a cabeça do membro,na boca do canalha,empurrando-o com força, com um olhar cheio de ira,encostando os dentes. Até que ele a agarra,e a prende em seus braços,mas não por muito tempo, pois logo ela o sufoca.Empurrando o membro na sua garganta de uma só vez,e colocando a mordaça logo em seguida. _Ingênua e boa...é assim que muitos me vêem,mas nem tudo o que parece é,Willian,Deveria saber disso! Diz a garota ajoelhada diante do homem, que não para de agonizar,até que o seu ar se esvai,e ele fecha aos seus olhos caindo no sono profundo do vale da morte. Vendo que mais um morrera em suas mãos,a garota sorri,e então se levanta da cama,e olha para o seu corpo todo sujo de sangue.Mas não se importa,apenas caminha até o frigobar,pega uma garrafa de vinho,coloca numa taça,e se senta ao lado do morto. _Um brinde...A menos um idiota nesse mundo! Diz a garota sorrindo,e erguendo a taça no ar,como se estivesse brindando com alguma força maligna.E então com um sorriso em seu rosto,bebe ao vinho. “Pobre menina doce, perdeu ao seu coração Olho nos seus olhos, e então me pergunto, quem realmente é o vilão?” CAPÍTULO 5 AS MEMÓRIAS PERDIDAS parte 2 Em algum lugar...Tudo está escuro,em um velho galpão,até que várias velas são acendidas ao mesmo tempo,e um circulo se forma envolta de uma garota.Que está aprisionada a uma cruz, com vários pregos perfurando ao seu corpo,todo ensangüentado da cabeça aos pés,coberta por um único vestido branco de ceda,que só era capaz de esconder aos seus seios,e ao seu sexo. _Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome... Dizem os religiosos em coro,enquanto a garota se retorce na tal cruz.Olhando para todos,por trás dos seus longos cabelos negros,com uma expressão de dor,e os olhos assustados. _Parem!Toda essa mentira,me dá um enorme embrulho no estômago! Diz Corelle,enquanto olha para os religiosos,e sente uma dor uma terrível, perfurando ao seu corpo.Imaginando,o que levava aquelas pessoas,a agirem de uma forma tão primitiva. “Não se comunique com eles!”Diz uma voz bonita e ao mesmo tempo grossa,na mente da garota.Que ao ouvir tal ordem olha para alto,com a expressão confusa,e o olhar surpreso. _QUEM ESTÁ FALANDO ISSO !? Grita Corelle,olhando para o alto,e para os lados,preocupada com o que poderia está se comunicando com ela naquele momento,e o que o tal ser,poderia está querendo com o contato. “Silencio!Apenas ouça o que tenho para lhe dizer,eles não iram se preocupar com as suas dores,nem com as suas lágrimas.Pensam que você pertence ao nosso lado,e não estão errados...” Volta a dizer a voz na mente da garota,em um tom tão solene,que ela se cala em pânico e apenas escuta o que a voz tem a lhe dizer. Porém a cada palavra dita,a garota força os seus olhos,e novamente todas as suas energias se vão. “”Não finja ser corajosa perto de mim, sou o teu pior pesadelo desde que era uma menininha!”Diz uma voz rouca e grossa ao mesmo tempo,enquanto a garota mergulha,em mais uma das suas lembranças... A jovem está em frente do namorado,que está jogado na cama,com uma enorme ferida no lugar do seu símbolo de masculinidade,que não parava de sangrar,formando uma poça vermelha,com o forte contraste rubro,nos lençóis do quarto.Enquanto ela olha para ele com total frieza,e coloca um casaco todo escuro. Logo ela sai da cena do crime,e então vai para a rua,que estava completamente deserta.Tão vazia,que se podia ouvir aos ruídos dos ratos e outras pestes, trabalhando naquela madrugada, coberta por uma névoa densa. “Ninguém nunca vai saber...”Pensa a jovem,enquanto caminha pela rua,dando passos rápidos e precisos.Olhando para todos os lados,em alerta a qualquer movimento estranho. Até que uma mão coberta por uma luva, lhe puxa para dentro de um beco,e ela quase grita.Quase,pois é impedida pela mesma,que cobre a sua boca,enquanto ela fica com a expressão assustada,e começa a lagrimar. _Não quero te ferir... Diz Larry,em um tom de voz baixo e solene, com a expressão séria em seu rosto,olhando para a garota,com o seu olho bom.Até que tira a sua mão do rosto dela,e então lhe mantém presa aos seus braços. _O que você quer!? Diz Corelle,com os olhos assustados, em tom de voz alto,que se reduz até o menor nível,depois que o assassino lhe encara com total seriedade. _Não finja ser corajosa perto de mim, sou o teu pior pesadelo desde que era uma menininha! Diz Larry,enquanto aproxima o seu rosto, ao da menina,que olha para ele,ainda mais assustada do que antes,e se cala pois não quer provocar a sua ira. _Boa menina!Merece até um beijo! Diz Larry com um sorriso,enquanto aproxima o seu rosto ao da garota,que joga a sua cabeça para trás.E fica com uma expressão de medo, e de enjôo ao mesmo tempo,tremendo a cada centímetro,que aqueles lábios se aproximam dos seus. Até que fecha os olhos,pois acredita que será melhor assim,para evitar o gosto horrível que aquele beijo deve ter.Porém,ao sentir os lábios do cruel psicopata nos seus,ela acaba gostando e lhe retribui. E assim uma chuva começa cair do céu, mas eles não sentem,e continuam naquele beijo prolongado.Pelas mãos da garota,que seguram nas costas do assassino,trazendo-o para perto,cada vez mais perto. _NÃO! Grita Corelle,abrindo aos seus olhos rapidamente,enquanto desperta em um seleiro abandonado,com o vestido manchado de sangue,e o corpo coberto de feridas e mais feridas abertas. _Que lugar é esse? Pergunta Corelle levantando-se da palha, com a expressão assustada em seu rosto,vendo que já não estava mais nas mãos dos religiosos. E que depois de mais uma memória perdida, poderia está correndo um perigo ainda maior. _Não se levante... Alguém diz,e a garota se senta na palha outra vez,com uma expressão confusa em seu rosto.Até que vê um homem de longos cabelos negros,de costas para ela,e se acalma. _Tio Larry? Pergunta a garota,com um sorriso em seu rosto,enquanto se ajeita na palha e olha para o tal homem.Esperando que ele venha até ao seu encontro,pois só o abraço dele poderia lhe trazer paz. Assim se passam uns minutos...e ele então caminha até ela,dando passos rápidos e precisos.Ao vê-lo o coração da jovem se acelera,e ela então fica parada,esperando ele chegar. Ele senta ao seu lado,e ela então o abraça rapidamente,mas ele não retribui,e as suas mãos apertam ao braço da garota.Que ergue o seu rosto,para olhar para ele. E acaba se deparando com uma cena tão assustadora,que a faz gritar desesperada, enquanto se afasta da figura sinistra,que a segura com mais força. _Seu tio morreu á muito tempo,eu é quem venho criando você! Responde Larry Karses,com o rosto todo cheio de cicatrizes,idênticas as cicatrizes do psicopata,e um dos olhos perfurado,com um buraco que não parava de sangrar,parecendo com o tal assassino que assombrava a vida da jovem a tanto tempo. _NÃO!NÃO É VERDADE VOCÊ ACABOU DE MATÁ-LO!E ESTÁ INVENTANDO MENTIRAS! Grita Corelle,enquanto luta,para sair dos braços do cruel psicopata,que lhe segura com tanta força,que os seus braços,vão de pálidos para rubros. _Olhe nos meus olhos,e veja se estou mentindo para você! Diz Larry segurando nos braços da garota, que se torna cada vez mais hostil,e não para nem um minuto,para ouvir ao que o homem tinha a lhe dizer. _NÃO!ME SOLTA!EU SABIA!SABIA QUE IA MATÁ-LO COMO FEZ COM OS OUTROS! Grita Corelle,forçando os olhos,e ao mesmo tempo forçando os seus dentes superiores,contra os inferiores.Sem se importar com a dor,que as mãos do assassino lhe provocavam. _EU SOU O ASSASSINO ACEITE ISSO! CORELLE SARAH LORROW! Grita o tutor exaltado,com as coisas que a sua protegida lhe disse,olhando-a no fundo dos olhos com total firmeza,e obscuridade.De uma forma tão forte, que ela o olha incrédula,e se cala. Ao ver aquele rosto inocente tão furioso,o assassino solta os braços da garota,e lhe dá as costas,indo direto para o canto da parede, onde ele acerta um soco. _A quanto tempo...Esconde... Diz Corelle,após um minuto de silêncio, olhando para o homem,enquanto tenta encontrar ao seu equilíbrio mental,para não gritar,e nem despertar a ira do tal assassino.Que ao ouvir tais palavras, vira-se para a jovem,com uma expressão confusa. _Por quê escondeu isso de mim? Pergunta a garota,enquanto pousa as suas mãos sob as sob as coxas unidas,olhando para o Psicopata. Com um olhar cheio de tristeza, que o faz recuar,e virar o seu rosto em total silêncio.Negando-se a lhe responder a pergunta,porém ela não se conforma,e se levanta do monte de palha. _Diga! Porquê!? Diz a garota,com o olhar triste e cheio de mágoa,pegando ao seu tutor pelo colarinho,sem ter medo do que possa lhe acontecer,caso ele perca a calma.Ainda sim, ele não responde. _Era divertido!?Brincar de “Mestre dos magos”comigo!? Vamos!Responda! Pergunta a garota novamente, ainda segurando no colarinho do assassino,e o olhando no fundo dos olhos. Até que ela,não suporta mais a raiva,e o larga,com lágrimas escorrendo pelo seu rosto,lhe dando as costas. _Nunca foi divertido!Nunca brinquei de Deus com você! Finalmente ele diz,com o olhar cheio de tristeza,abraçando-a por trás,com a intenção de impedi-la,de se afastar. _Jamais tive a intenção de te magoar tanto!Só queria te proteger... Diz Larry,enquanto as sombras se esvaem do seu corpo,e ele volta a ter a sua aparência mais agradável. _Me proteger do que? Pergunta Corelle,sentindo-se um pouco mais calma,nos braços do tutor,enquanto as lágrimas,não param de escorrer pelo seu rosto,molhando ao braço do homem. _De tudo,de todos,e até mesmo de si própria! Diz Larry,encostando a sua cabeça na cabeça da menina,e apertando os seus braços envolta dela.Pois não a deixaria partir,para nenhum lugar. Mas antes que eles se resolvam,o corpo da jovem começa a ir se desfazendo,pelos seus pés, que se tornam uma fumaça negra. _O que está acontecendo!? Pergunta a jovem,enquanto se prende aos braços do seu tutor, com a expressão assustada em seu rosto. _Não pode ir...Não pode!Eles vão te matar...fique aqui comigo Corelle é mais seguro! Diz Larry,abraçando ao corpo da jovem, que olha para os lados,e abraça os braços do tutor,vendo que metade da sua forma,já estava desfeita. _Eu não quero ir tio Larry!me ajuda... Responde a jovem,virando-se para o homem,que não já não a sente, e apenas a encara com os olhos preocupados. _Não... Diz a garota,olhando nos olhos do seu tutor,pela ultima vez,até que o seu corpo se desfaz por completo, e ela desperta ali presa na cruz, com o corpo ainda mais ferido que antes. Provando a ela,que tudo aquilo que aconteceu,não passava de um sonho insano,do qual havia acordado. -Foi apenas uma ilusão... Diz a jovem,enquanto observa o galpão vazio a sua volta,e volta a sentir aquela dor insuportável por causa dos pregos,que estavam perfurando a sua carne. _Corelle... Diz Larry Karses,se levantando da cama, com os olhos preocupados,enquanto as cenas do seu sonho,lhe vem a mente. “Nunca foi divertido!”Ele diz em sua lembrança. _Nunca brinquei de Deus com você... Diz Larry,olhando para a janela do seu quarto,enquanto olha para o lado,e se lembra da garota ali em seus braços. “Pobres corações perdidos, jamais serão compreendidos. Seus sentimentos são fortes, mas os seus crimes são os piores.” CAPÍTULO 6 INSANIDADE 12 de outubro...O céu está nublado,e os ventos estão furiosos,o suficiente para fazer com que as árvores,dancem a sua sinfonia violenta. E em uma pequena cidade do interior,há uma casa de altos e baixos,de onde estão vindo o barulho de gritos,furiosos e ao mesmo tempo assustados. _NÃO! Grita uma jovem de longos cabelos negros, pele clara e olhos azuis.Vestida com uma longa camisola branca, estilo anos 50, toda manchada de sangue,presa a parede,por algemas de ferro. Enquanto recebe chicotadas,de uma mulher aparentemente parecida com ela,que não mede esforços ao lhe ferir nas costas com a corrente de aço. _AINDA VAI BLASFEMAR AO NOME DO NOSSO SENHOR!? Grita a mulher,com o olhar furioso, embora seja uma senhora,é muito bela para a sua idade,aparenta ter alguns anos a menos.Porém parece ser mais velha,por causa das suas olheiras. _Não mamãe! Diz a garota,enquanto sente o calor, da ultima chicotada que a sua mãe lhe dá.Lagrimando devido a dor que estava sentindo em suas costas. _NÃO OUVI! Grita a mulher mais uma vez,e então acerta outra chicotada,nas costas da menina,com tanta força,que esta encosta o rosto contra a parede. _NÃO MAMÃE!!! Grita a pobre moça,e então encosta ao seu rosto vermelho,na parede do quarto. A mulher sorri e sai do quarto,e uma garota a olha e entra lá logo em seguida,fechando a porta. _Como você está Alessandra? Pergunta a garota,de curtos cabelos negros acima do peito,de olhos azuis,e pele pálida.Que está usando um vestido negro, e sapatilhas brancas. _Como você acha que estou... Sussurra a jovem,virando-se para a garota,e expondo o seu rosto sombrio a luz.Assustando a pobre moça,que se afasta horrorizada,com os lábios da mesma,que estavam vermelhos de sangue,e os seus fundos olhos que estavam roxos. _Eu vou matar essa vadia!Ales eu vou matá-la esta noite! Diz Alessandra,com o olhar furioso e sombrio,demonstrando que não deixaria,aquela afronta passar despercebida. Ao vê a expressão da jovem,a garota apenas dá um passo para trás,e fica com o olhar distante.Pois uma cena assustadora surge em sua mente. Onde ela está toda banhada em sangue,segurando um terçado em sua mão esquerda,diante do corpo desfigurado de um homem. _É a única forma de nos livrarmos desse pesadelo!Eu te ajudarei! Responde Ales,olhando no fundo dos olhos da jovem,enquanto ambas sorriem uma para outra,com um olhar tão obscuro,que pode se notar que não estavam plenas sobre a sua sanidade. E assim...É de madrugada,e a senhora Mary Simpson,está dormindo em sua cama de casal.Tendo um sono tão pesado,e tranqüilo que nenhum ruído é capaz de despertá-la. _Olá mamãe... Até que ela ouve uma voz familiar próxima a ela,e então abre os olhos, e se depara com a filha Alessandra, montada sob o seu corpo,com um lindo e macabro sorriso,e uma adaga na mão. _Santa Maria mãe de Deus! Diz a senhora Simpson,com os olhos assustados,despertando por completo, em pânico com o ataque da filha.Porém ao tentar sair da cama,surge Ales bem atrás da filha mais velha,com um sorriso em seu rosto. _Estão possuídas pelo demônio!? Pergunta a mulher,horrorizada com a cena que estava diante dos olhos,tentando sair da cama a qualquer custo.Mas não era só o peso da sua filha que lhe impedia, e sim as correntes que estavam presas em seus pulsos e em seu tornozelo. _Talvez estejamos... Diz Ales,com um sorriso,indo em direção a cama,e se sentando bem ao lado da mãe,enquanto sorri e brinca com a adaga que estava em sua mão. _Talvez não... Responde Alessandra,passando a lamina do objeto sob o corpo da mulher, que luta para sair dos seus braços,de todas as formas possíveis. _Minhas filhas...Não façam nada!Tudo o que fiz foi para o bem de vocês!Eu fui criada desta forma! Implora a religiosa,olhando para as duas garotas,com o seu melhor olhar de auto-piedade,com a intenção de tocar aos seus corações.Mas as duas apenas reviram aos seus olhos. _Você tem mesmo que morrer! Dizem as duas irmãs,e então elas duas esfaqueiam a mulher que lhes deu a vida. Começando pelos olhos,depois indo direto para o peito,e por fim cortando a língua fora,desfigurando cada parte do seu rosto,jorrando sangue para todos os lados. Enquanto as duas,ficam cada vez mais sujas do liquido da vida ,e revivem a cada momento,onde a mulher lhes castigou severamente.Atacando-a como se fossem duas feras raivosas. _Foi necessário... Diz Alessandra após terminarem,de deixar ao corpo da mulher todo aberto e estraçalhado,com o rosto todo sujo de sangue,e o coração da inimiga em suas mãos. _Sim! Diz Ales,com o olhar assustado em seu rosto,e um sorriso.Carregando em a cabeça da mulher,que estava com os olhos arrancados,e a língua arrancada. Nos dias de hoje...As irmãs Simpson, foram capturadas pelo grupo de fanáticos, e são consideradas filhas da serpente,pelos seus crimes mais brutais. As mortes não haviam se restringido, apenas aos seus familiares,todos aqueles que colocavam a sua vida em risco,eram severamente castigados por esse par de anjos diabólicos . _Não podem nos prender! Diz Ales,agora mais velha na fase de sua adolescência,que só melhorara a beleza que ela sempre possuiu.Usando roupas estilo metaleira,com o lápis de olho bem reforçado,e os lábios bem vermelhos. _Controle-se Ales! Diz Alessandra,agora em sua fase adulta,que lhe fizera tão bem,ao ponto de torná-la uma jovem mulher.Usando roupas estilo gótico clássico,e uma maquiagem noturna,que realça o seu par de olhos claros. Ouvindo a ordem da irmã mais velha, a garota rebelde apenas se contem,e então olha para o canto,e nota que todos os religiosos estavam juntos no canto do cativeiro... _Santa Maria mãe de Deus rogai por nós pecadores! Dizem as vozes em coro,envolta da jovem Corelle,que agora já não estava mais pendurada numa cruz.Mas estirada ao chão,com os braços,e pernas presos a correntes,que os mantinham esticados. _VOCÊS SÃO DOENTES! Grita Corelle,olhando para todos os religiosos,com um olhar assustado,e a boca toda suja de sangue.Pois os tais seres haviam obrigado-a,a tomar sangue de porco,para que ela agüentasse a tortura,por mais tempo. _A tortura é a prova,que o demônio foi vencido,Jesus Cristo foi castigado pelo Diabo.E agora castigamos o teu fruto, como castigastes a Cristo! Dizem os religiosos,girando em torno da jovem,que começa a lagrimar,já não suportando tamanha loucura.Mas eles a ignoram,e prosseguem com a sua vingança doentia. _LOUVADO SEJA DEUS! Grita uma dos religiosos,com as mãos unidas as de outro fiel no ar,enquanto eles formam um circulo envolta da garota.Que começa a gritar, pois chegou ao seu limite. _LOUVADO SEJA! Dizem os religiosos em coro,e soltam as mãos alegres,conformados pois de seu ponto de vista primitivo,o tal do demônio havia sido vencido,pois eles haviam ferido,a um dos seus filhos. Porém toda aquela alegria some,quando o eco de uma gargalhada insana surge,e consome todo o galpão,deixando a todos em pânico. _LOUVADO SEJA SATANÁS!SENHOR DO INFERNO!E DONO DESTA TERRA! LOUVADO SEJA!MALDITO É O NAZARENO HIPÓCRITA! Grita Corelle,usando o seu corpo para fazer a “ponte”no chão,olhando para todos os religiosos,com um sorriso cínico em seu rosto,que os deixa ainda mais amedrontados do que antes. _BLASFÊMIA! Grita a mais fanática de todos,indo ao encontro da jovem,e chutando ao seu corpo,com o intuito de silenciá-la, mas tudo o que consegue da insana vitima,é a temível gargalhada. _Blasfêmia!? Eu nada fiz contra vocês! seus idiotas imundos!E ainda sim,me prendem a estas correntes!E me alimentam como um animal! Diz Corelle em um tom de voz calmo, deitando-se ao chão como uma fera cansada,e o olhar distante,pois já não estava mais plena,de suas condições mentais. _Demônio! Diz a mesma religiosa,e dá um chute no rosto da menina,fazendo-a virar a face,e cuspir sangue logo em seguida. _Agora sim você pegou pesado... Responde a garota,com o rosto virado, e os lábios rígidos em uma linha reta, sentindo-se humilhada,pelo ato de desespero da evangélica. _Escute aqui sua imaculada vadia! Quando eu sair dessas correntes,eu juro que terei o prazer de acabar com você! Diz Corelle,com o olhar frio e a voz solene,olhando do fundo dos olhos da mulher,e penetrando até a sua alma com a sua ira. De tal forma,que esta a olha como olhar assustado,e começa a se benzer,fazendo o sinal da cruz. Pois ela começa a vê jovem desaparecer,surgindo em seu lugar um demônio,com um par de chifres , asas de morcego,e unhas negras. E então um frio percorre a sua espinha,despertando nela, aos seus medos mais profundos. Até que a jovem fecha os olhos,e se concentra ao ponto de revira-los, até o branco.E a mulher sente uma terrível dor no peito,caindo morta no chão logo em seguida. _Maria! Grita um dos religiosos,e corre até o corpo da mulher,pronto para levá-la para o hospital,e salvar a sua vida.Mas logo que ele chega perto do corpo,este é consumido por uma chama ardente. _Tchau pra ela... Diz Corelle,com um enorme sorriso em seu rosto,como se aquele ato fosse a coisa mais natural do mundo.O que deixa ao religioso furioso,ao ponto dele dá ao primeiro passo,para ir ao encontro da garota. _NÃO! Gritam aos religiosos em coro,e então um grupo impede,que o homem venha a se aproximar da garota.Que apenas sorri para eles,e então recosta a sua cabeça no chão, fechando aos seus olhos. _ARRASOU! Diz Ales em voz alta no canto do cativeiro, presa por correntes de aço,a um mastro de ferro.Com um enorme sorriso em seu rosto,encantada com todo o poder que a jovem possuía. Ao ouvir uma voz lhe elogiando,a garota então abre os olhos,e observa todos os pontos visíveis até se deparar com a jovem Ales,que sorri para ela de uma forma cativante,que lhe deixa sem jeito. _Demônios... Diz um dos religiosos,claramente indiferente a voz da filha mais nova da família Simpson.E então todos os religiosos abandonam ao local,e deixam apenas as garotas ali. _Ales contenha-se!Olá... Diz Alessandra olhando para irmã mais nova,com o olhar furioso,até que nota que Corelle lhes observava,e então a cumprimenta. _O que está havendo? Pergunta Corelle,indo direto as questões da dúvida,e ignorando as apresentações.Acenando para as duas irmãs,com um sorriso. “Pobres meninas, muitos crimes haviam cometido. Pobres meninas! Agora estão sofrendo com o castigo.” CAPÍTULO 7 A FÚRIA DA BESTA No cativeiro...O homem,que acabara de perder a mulher,está furioso demais com o ato de desespero de Corelle,pois a sua esposa era a pessoa,que mais o amava em sua vida,e ele não era capaz de suportar a dor. _Aquele demônio maldito!Irá pagar pela afronta!Irá pagar por tirar de mim,a minha Maria! Diz o homem,enquanto fica sentado em uma cadeira,e bebe uma garrafa inteira de vodca pura,com os olhos vermelhos de tanto chorar. _José pare de beber irmão!Deus irá castigar a aquela vagabunda maldita!Confie nele. Diz um outro homem,com o olhar cheio de compaixão,segurando no ombro de José,que olha para ele,com o olhar incrédulo,e pega a garrafa de Duelo. _Lucas não o deixe beber! Diz uma mulher entrando no cativeiro, com uma expressão incrédula em seu rosto.Correndo em direção a aquele projeto mal feito de homem,com medo de que ele caia no vício. _Madalena!eu tentei impedir... Mas ele não me ouve... Lucas responde com o olhar triste, enquanto a mulher toma a bebida das mãos do pobre viúvo,e a joga sob o chão,para que ele não volte a beber. _Aquela vadia vai pagar caro! Diz José,com o olhar cheio de mágoa e de dor,enquanto olha para a brecha da porta do galpão,onde surge a uma parte do rosto da jovem,que não nota que está sendo observada. _Porquê não se soltou!? Pergunta Ales em voz alta,com uma expressão incrédula em seu rosto,que só muda ao vê o olhar assustado de sua irmã mais velha,que sabe que aquela afronta poderia ser perigosa. _Eu não tenho controle...Não é tão simples quanto parece... Responde Corelle em voz baixa,com um olhar triste,pois sabia que a nova amiga estava certa,se ela tinha tanto poder,porque simplesmente não se livrou das amarras e fugiu?. _Nós sabemos...Mas Ales está certa, deveria ter se soltado,pois eles não vão deixar essa afronta passar...e iram te torturar ainda mais! Diz Alessandra com um olhar sério,como se fosse contar algo,mas logo muda de assunto e volta ao foco principal,pois teme ao que os religiosos vão fazer, por causa do ataque da garota. _Como assim sabem? Pergunta Corelle,com o olhar furioso e a expressão séria,querendo descobrir ao que a jovem gótica,queria dizer com aquelas palavras,antes de tentar voltar ao foco principal. _Você não é a única que tem dons especiais...É apenas uma das mais raras. Já se perguntou porquê as pessoas não crêem mais em demônios ou coisas do gênero ? Responde Ales com um sorriso,que some ao contar,sobre o que ela e a sua irmã sabem.Ignorando ao olhar de protesto de Alessandra,que está furiosa com o ato,dela revelar tal coisa para uma estranha. _Porquê pensam que sabem demais, e que os seres humanos,são os únicos no universo? Responde a jovem rebelde,com um olhar confuso,tentando concluir algo,com as pistas que a jovem roqueira lhe deu, sem obter muito êxito. _Não...Por quê a maioria dos demônios, estão sendo exterminados daqui,por uma ordem mundial de religiosos, conhecida por Ordem de Cristo. Responde Alessandra,revirando os olhos com a falta de conhecimento da rebelde,e lhe explicando sobre o real perigo,que elas corriam naquele galpão abandonado. _Ordem de Cristo!?Nunca ouvi falar... Responde Corelle com os olhos arregalados, surpresa com o que as jovens estavam lhe contando,pois apesar de saber o nível da hipocrisia humana,não aceitava aquela realidade. “Eu preciso achá-la!Eu preciso!” Pensa Larry Karses,enquanto dirige ao carro em alta velocidade,passando por diversos sinais vermelhos,em direção a todos os cativeiros possíveis. Tão desesperado para encontrar a menina,que passa na frente de carros, motos e ônibus,sem se importar com os insultos dos outros motoristas. “EU TENHO QUE ACHÁ-LA!” Pensa o pobre tutor,com um olhar sombrio e obscuro,enquanto o carro corre pelas ruas,e ele pisa com mais intensidade no acelerador. Seguindo ao seu caminho,com cada vez mais raiva de si mesmo,por não ter tido a coragem,de contar quem era a sua protegida.Até que o pneu do seu veiculo estoura,e ele derrapa indo ao encontro de um caminhão. _NÃO!SEM MIM ELA... Grita o belo homem,impactando com o caminhão,enquanto tenta soltar ao cinto,e pular para fora do seu transporte.Lutando para viver, e para salvar a sua amada. _Essa não! Corelle diz com os olhos assustados, fazendo com que as irmãs Simpson se calem,e a observem incrédulas. Mas a jovem não lhes dá atenção, pois o desespero havia tomado conta do seu corpo. _Você está bem? Pergunta a jovem de cabelos curtos, olhando para a rebelde,que fica ali se contorcendo,para se livrar das amarras como uma louca. _Meu coração dói!Eu preciso sair daqui!Eu preciso sair daqui!Eu... Responde a jovem,com um olhar um tanto desesperado e distante,lutando com toda a sua força,para se livrar daquelas amarras,como se fosse uma fera que estava presa. _EU PRECISO SAIR DAQUI! Corelle ruge o mais alto,que suas cordas vocais são capazes de alcançar,enquanto desloca os ossos da munheca,e tenta sair daquele lugar,tão preocupada,que esquece a dor. Ouvindo aos gritos desesperados da jovem, José fica furioso e vai até o galpão.Abrindo a porta com um chute,e indo em direção a jovem, que não para de gritar,até que ele a pega pelos cabelos,e olha em seus olhos. _Isso aqui não é um teatro,para você dar ao seu showzinho,sua vagabunda...Então se quiser viver a mais um dia,cale a sua boca imunda! Diz o homem puxando aos cabelos da jovem, que parece voltar ao normal,e olha para ele assustada, ofegando,aparentemente com medo.Até que ela olha no fundo dos olhos do homem,os seus olhos começam a brilhar,e ela sorri. _Me solte...Ou você vai morrer seu pedófilo! Corelle diz com um olhar furioso,como se ela estivesse no controle da situação,e ele fosse apenas um animal,que era incapaz de lhe fazer algum mal. _Do que está falando sua prostituta de Satanás!? José responde,com uma expressão de pânico em seu rosto,afastando-se da jovem,e indo para trás,como se ela tivesse descoberto algum segredo sujo. _2 de março de 1996...Você estuprou a sua sobrinha!e depois jogou ao seu corpo no mato...Como se ela fosse lixo!Ninguém nunca soube do seu crime,pois planejou tudo!E se pensa que o seu Deus não viu!... Corelle responde com um olhar sombrio, olhando no fundo dos olhos do homem, que se contorce,colocando as mãos na cabeça,como se não aceitasse aos fatos. Pois em sua mente,ele estava relembrando ao momento,que ele penetrou a pobre menina,que estava amordaçada,e não podia se quer pedir por socorro. Pobre garotinha,tinha tanto para viver,tanto para aprender,tanto para ser feliz,e aquele maldito homem havia lhe roubado tudo isso. Pelo simples fato de que ela não era temente a Deus,mas gostava das astutas armadilhas do Diabo,e ele não teve um pouco de respeito para aceitar isso. Preferiu lhe atormentar,se passando por um ser possuído por um demônio,que sentia prazer em estuprá-la.Mas ao ver que a sua lição falhou,sentiu que era o seu dever silenciá-la. _Não tio José!Não!Nãooooo! Implorou a pobre garotinha,sentindo o sangue escorrer pela sua calcinha,com os olhos vermelhos de tanto chorar,e os cabelos desgrenhados,olhando para o homem,que vinha em sua direção com a faca. Mas os seus apelos falharam,e ele a esfaqueou intensamente diversas vezes,ao ponto que o sangue jorrava no ar,e pingava sob o seu rosto,enquanto ouvia os gritos,e via os olhos inocentes da pobre menina. Até que o silêncio se fez,e a criança morreu em seus braços.Ao ver o que havia feito,o tio desesperado,pegou o corpo da sua vitima,e então o jogou no rio,onde lavou seu rosto,e limpou todas as evidências da sua culpa. _ Nossa!você me dá nojo! Corelle diz com uma expressão séria em seu rosto,parecendo vê a toda cena, que se passava na mente daquele fiel do lado direito. _Satanás viu...E como ela,era uma de suas adoradoras,creio que a sua tortura será intensa! Corelle diz olhando no fundo dos olhos do homem,que fica amedrontado,e se cala,pois não consegue suportar as verdades,que a garota diz. _Satanás é a favor destas coisas! Ele me possuiu!E fez com que Eu fizesse aquilo com a Nataly! Responde José,chorando de tanta dor que sente em seu peito,por ter feito o que fez com a pobre menina, tentando arranjar uma boa saída. _Satan não fez nada!Você sim! Eu posso ver as suas lembranças! Agora você pecou duas vezes!Acho que ele está furioso... Corelle grita furiosa,pois estudava a todos os assuntos ligados a magia,sabia que havia muitos fatos mal contados sobre Satan,e repudiava a qualquer um,que não fosse capaz de ver a verdade. _Pequei!?Demônios não pecam! José responde,com uma expressão incrédula em seu rosto,que estava vermelho de tantas lágrimas,que já haviam escorrido pela sua pele. _Há eles pecam...Eles pecam...e você cometeu mais um delito!Satanás não iria entrar em seu corpo imundo!Ele não iria destratar a uma das suas servas!Meu Deus detesta ser culpado pelas borradas humanas! Corelle responde ainda mais furiosa do que estava,parecendo ter encarnado na advogada do diabo em pessoa, defendendo ao demônio,com todas as suas garras. _E sem dúvidas você não é um demônio... Até os demônios inferiores são menos imundos que você,um doente de espírito fraco,que usa o nome de seu “Deus” para justificar aos seus desejos grotescos! Corelle prossegue parecendo está mais calma,com um olhar ainda firme,que chega a atrair a atenção das irmãs,que estão ali observando ao tamanho da fé,que sua nova amiga tem no lado negro. _Doente!Doente!Doente! Corelle diz repetidas vezes a mesma frase, e então olha no fundo dos olhos do homem, que se ajoelha diante dela,unindo as suas mãos,e implorando por clemência. _Por favor!isto é patético!Como você... que estuprou a pobre sobrinha,por medo dela largar a uma conduta,que jamais lhe pertenceu! Corelle diz,com uma expressão indiferente em seu rosto,e então volta a atingir ao tal homem com palavras,que o fazem voltar a chorar. _Não...Não... José começa a gaguejar,olhando no fundo dos olhos da jovem,que ficam cada vez mais sombrios,e com um brilho tão aterrorizante,que até as irmãs ficam assustadas. _Não é verdade!? Corelle responde furiosa,e então olha para o homem,e gargalha como uma louca,tão insana,que o homem fica furioso,e lhe acerta a um tapa no rosto,que faz ela se calar. _Vocês nunca aprendem!? Corelle responde furiosa,após balançar a cabeça e se recompor,detestando o ato violento de seu inimigo,que ousou lhe bater. _Idiota! Corelle diz,com um olhar ainda mais furioso e sombrio do que antes,e então o homem cai no chão,e começa a se debater como um peixe fora d’água,gritando como um louco,enquanto a jovem fica ali gargalhando sem parar. Pois logo,que o corpo dele entra em um impacto com este,vários espinhos espirituais começam a lhe perfurar,fazendo-o jorrar rios de sangue,e a garotinha que ele matou surge diante dele,e enfia a um pedaço de pau cheio de pregos,em seu orifício anal, deixando as irmãs Simpson,ainda mais assustadas,que antes. _Isso deve doer.. Ales diz com os olhos arregalados,vendo o homem se contorcendo no chão,como um animal,enquanto cospe bolhas de sangue,e arregala aos olhos,sentindo o seu corpo sendo partido ao meio,gritando como uma garotinha. Ao ouvir o comentário da irmã, Alessandra olha para ela com um olhar incrédulo,pois era óbvio que aquela tortura estava destruindo ao homem,do contrário ,ele não estaria recebendo um castigo merecido. _Nunca brinque com o demônio, se puder matá-lo,mate-o!Pois ele,não terá piedade de você,no seu lugar! Diz Corelle com a cabeça baixa,enquanto puxa o pulso com força,e se livra das correntes, soltando as irmãs com apenas um estalar de dedos.Deixando-as surpresas,e também assustadas,pois quando,ela vira para elas,está com os olhos brilhantes como neon,e não possui mais nenhum ferimento. _Quem é você? Pergunta Ales assustada,levantando-se do mastro e dando um passo para trás,olhando no fundo dos olhos da rebelde,que apenas sorri e desvia o olhar,enquanto segue até a porta da saída. _Não importa quem sou...Mas se quer saber,ainda sou eu,só que na minha forma verdadeira.Até breve irmãs Simpson,sinto que logo as verei outra vez... Responde Corelle,enquanto empurra a porta lentamente,dando um passo a frente,e sumindo da vista das irmãs.Ao confirmar que a jovem estava longe,Alessandra corre até a sua irmã mais nova,pois esta desmaia. _O que faz aqui!?Onde está o José!? Pergunta Madalena com o olhar assustado, notando que a jovem,havia se livrado das correntes,com um puxão,já que ainda haviam restos nas algemas. _Nos fundos... Responde Corelle,dando um passo para o lado,e fazendo as portas se abrirem sozinhas,enquanto faz com que a luz se acenda acima do corpo do homem,que estava em um estado assustador,onde só havia as órbitas ensangüentadas em seu rosto,coberto de vermelho,com o corpo partido ao meio. _Se não quer ser a próxima,eu sugiro que saia da minha frente... Volta a dizer Corelle,olhando no fundo dos olhos da mulher,que fica em pânico e então se joga no piso,apenas para sair da sua frente. Ao ver o tamanho do seu poder sobre a mulher,a garota sorri e caminha pelo cativeiro,como se estivesse fazendo uma visita naquele lugar,e nada pudesse lhe deter. Porém ao chegar a saída,a bela dama sorri,olha de canto para trás e joga um beijo para Madalena,que começa a se contorcer e cai no chão,explodindo logo em seguida. _Não pode ser!É ela! Grita Ales,acordando nos braços da sua irmã,que a olha confusa,enquanto vê os restos mortais de Madalena,que estão espalhados pelo chão. _A filha de Satanás...ou melhor dizendo a filha de Lúcifer! Diz Ales olhando no fundo dos olhos da sua irmã,que fica surpresa,e então balança a cabeça afirmando,pois ela reconheceria tamanho poder,em qualquer lugar. Ao ouvir o que as irmãs conversam,a jovem rebelde sorri,e segue o seu caminho, caminhando lentamente.Porém a cada vez, que dá um passo,as plantas começam a crescer e murchar ao mesmo tempo, as luzes piscam,e os alarmes ligam sozinhos. “Nunca provoque uma fera, pois as feras adormecem,mas quando acordam,só voltam a hibernar,depois de destruir ao seu inimigo.” CAPÍTULO 8 MÁSCARAS De madrugada...Corelle caminha pelas ruas,usando a um casaco preto,que roubou do ultimo religioso,que vigiava a porta do cativeiro onde estava.Sabendo que ela era vitima e também uma criminosa, ela resolve ir ao único lugar,onde estaria segura...A casa de Larry. “Espero que possa me ajudar,e que me faça compreender aquele estranho sonho,pois até agora eu não conseguir entender a razão dele!” Pensa a jovem,enquanto abre a porta usando a sua chave extra,com o olhar assustado,pois temia,que algum fofoqueiro a visse,e ligasse para as autoridades. A rebelde entra na casa,e então corre até a cozinha,onde abre a geladeira,e pega a garrafa de coca-cola,colocando metade dela dentro de um copo,com um enorme sorriso. _Ah!Bebida dos Deuses! Corelle diz,enquanto leva o copo até a boca,olhando para o refrigerante,com um brilho sem igual,pois este era o seu favorito,e no cativeiro só lhe davam sangue de porco. Mas logo a sua distração some,e ela caminha até a sala com a esperança de encontrar o seu tutor ali,mas tudo o que encontra é um sofá vazio,e a TV desligada. “Há algo muito errado!” Corelle pensa com um olhar distante, depois de sentir um vento frio percorrer pela sua espinha,deixando o copo sob a mesinha,e correndo até as escadas, com a intenção de chegar até o seu quarto. Porém,logo que põe o pé sob o tapete do corredor,os seus olhos se deparam com uma porta branca,com várias frases em vermelho,que diziam para não entrar. “Não!Não vá!Larry dizia para não entrar lá já se esqueceu!?” Corelle pensa enquanto joga o casaco no chão,e caminha até a porta,como se tivesse hipnotizada pelo perigo, e a sua curiosidade ao mesmo tempo. “Não!Corelle!Você sabe que não pode!Que não deve!” Corelle continua pensando,passando a sua mão levemente pela madeira, olhando para esta,e procurando a uma forma,de abrir a porta com o seu poder. “É agora!Minha nossa!” Pensa a jovem,empurrando a porta para frente,e caminhando lentamente para dentro do lugar,tão curiosa,que chega a tremer,ao ponto,em que parece que vai desmaiar. _O que!? Diz a jovem com os olhos arregalados, enquanto se depara com o macabro laboratório,do seu tutor,onde há vários potes de cristal,com órgãos humanos. _Ele é um louco! A rebelde deixa escapar,enquanto continua caminhando,por aquele lugar assustador,observando a um cérebro que estava em conserva,como se o seu tutor,fosse algum tipo de cientista macabro. Mas isto não é o bastante,para lhe deixar horrorizada,por isso ela prossegue com o seu tour.Até que chega aos fundos daquele refugio sombrio,e encontra a uma porta toda preta,com vários detalhes góticos de caveira. _Bom eu já estou aqui não é! Mais uma abominação dessas,não vai me matar! Corelle diz,enquanto usa ao seu poder para abrir a porta,porém esta não se abre,o que desperta ainda mais a sua curiosidade,e faz com que ela corra até as gavetas. “Tem que está aqui...” Pensa a jovem,abrindo e fechando, a todas as gavetas na mesa do laboratório, enquanto continua olhando para entrada, temendo que Larry apareça a qualquer momento,e a encontre ali no seu quarto proibido. “Achei!” Pensa a jovem,ao encontrar uma chave,semelhante a fechadura da porta negra,que estava dentro de um pequeno baú de prata,no fundo falso da ultima gaveta. _Vamos ver que outros segredos o tio Larry esconde de mim... Pensa a garota,enquanto coloca a chave na fechadura,e a gira.Alternando o olhar entre a porta,e a entrada do laboratório,pois acreditava,que o seu tutor chegaria logo. Porém ao empurrar a porta,acaba se arrependendo amargamente pelo que havia feito,pois aquele quarto,não era uma continuação daquele lugar macabro. Mais parecia ser um santuário, com vários símbolos perfeitamente desenhados,por todos os cantos,mas isto não era o bastante,no altar havia o corpo de uma virgem nua,e atrás dela,corações em vasos de vidro, que pareciam banhados em sangue vivo. _Não...Não pode ser... Diz Corelle,dando um passo tremulo a frente,e lendo os nomes,que estavam escritos no meio de cada pote de cristal, com o que parecia ser sangue e tinta. _Adam ,Banner,Danyel... A jovem lê com o olhar triste,tocando a cada um dos potes,até que chega ao fim da coleção,e encontra os corações dos seus pais,ao lado da clássica camisa de força estilizada,que o assassino usava,junto da sua máscara tenebrosa. _Eu disse que não deveria entrar neste quarto! Diz Larrry com um olhar furioso, aparecendo por trás da garota,e lhe prendendo em seus braços,com uma chave de braço,que a deixa sem reação. _ME SOLTA!ME SOLTA! Grita Corelle,lutando para se livrar dos braços do tutor,tão desesperada,que uma chama surge,em cima do corpo da virgem,que é consumido por esta em segundos,e em seguida,um circulo de chamas negras,se forma ao redor deles _Se controle!Ou vai acabar se matando! Larry diz com um olhar assustado, enquanto vê o brilho das chamas,que estavam ardendo a sua volta,com tanta intensidade,que pareciam se unir ao seu corpo,sem lhe causar nenhum dano. _Me matando!?Não Larry,eu vou levar você,para onde deveria estar... Corelle diz,com uma tremenda raiva,olhando de canto para o homem,com tanta fúria,que os seus olhos estão vermelhos,como se ela não tivesse dormido a muito tempo. _NO INFERNO! Corelle grita,e então as chamas crescem e aumentam,destruindo a parede em poucos segundos,fazendo com que o chão se desfaça, de uma forma,que não suporta mais o peso dela e do assassino,que olha para ela surpreso,e a toma nos braços no momento da queda. _Corelle!Você está bem!? Larry pergunta com um olhar preocupado, logo depois que os escombros caem em cima das suas costas,e ele protege a garota mais uma vez.Passando a mão no seu rosto, que estava coberto de cinzas,mas a garota não reage. _Droga! Larry diz com um olhar cheio de fúria, e então pega a menina nos braços,e a tira daquela moradia,que estava prestes a desabar,por causa das chamas,que não paravam de consumi-la. _Como chegamos aqui?O seu quarto tava pegando fogo,ia me matar,por quê não o fez? Corelle pergunta logo depois de abrir os olhos,sentindo-se fraca,enquanto tenta se apoiar na grama,para se levantar,já que via tudo embasado,como se a realidade estivesse sendo distorcida,diante dos seus olhos naquele momento. _Eu jamais iria te matar... Pois seria incapaz de te fazer algum mal... Larry responde,enquanto se senta ao lado da garota,e a puxa para os seus braços, fazendo-a se sentar em seu colo,mesmo que ela tente evitar isso de alguma forma. _Você matou os homens que eu amei!matou os meus pais!Como tem coragem de dizer que não me faria algum mal !? Corelle responde,com uma expressão incrédula em seu rosto,enquanto tenta se livrar dos braços daquele homem,que a segura com cada vez mais intensidade,e a mantém ali,sem fazer um pouco de esforço. _Mas nunca te feri,nunca fiz nada,do que se passou em minha mente!Sim eu matei pessoas!Mas eram elas ou você, e eu não podia permitir que fosse a minha vítima! Larry responde,enquanto bloqueia de vez,a única forma que a jovem poderia usar,para fugir dos seus braços,que estavam ao redor do seu corpo, como se fossem serpentes. _ Fica longe de mim... Corelle diz,com os olhos cheios de lágrimas,com uma expressão assustada e triste ao mesmo tempo,com um olhar distante,enquanto volta a tentar sair dos braços do homem,que fica lhe observando,com um olhar frio. _Nunca... O homem sussurra de cabeça baixa, e então ergue o seu rosto e olha para a sua protegida,com um olhar cheio de tristeza,pois agora o seu maior segredo havia sido revelado. E por isso,ele não poderia mais ser o tio bom e amável,que a dama conhecia,pois esta nunca foi a sua verdadeira face,esta era apenas uma máscara,que ele usava para esconder quem era. _Você é doente...Me solta ou eu vou te obrigar a me soltar! Corelle responde olhando para o assassino,com um olhar cheio de nojo e de raiva,mas ele não a solta,e ela lhe atingi com uma chama de fogo no peito,mas apenas a camisa se desfaz,sua pele permanece intacta. _Sou mais velho do que imagina... e você também é,mas infelizmente eu te perdi uma vez,e assim você se tornou meio humana... Larry responde,com uma expressão séria e o olhar vazio,depois de se deparar com o olhar assustado da menina,que o empurra com mais força,e tenta se soltar,a base arranhões e mordidas. _Você está mentindo...eu sou apenas mediúnica como a minha avó era! Corelle retruca com o olhar assustado, então finalmente consegue sair dos braços do homem,e salta para longe dele,como um gato se esquivando,de um cachorro. _Você é um demônio... Larry responde com um olhar indiferente,enquanto caminha até a garota,que continua a se esquivar dele,dando passos para todas as direções,que criam uma boa distância entre eles. _Como eu... Larry volta a dizer,então os seus olhos ficam vermelhos como rubis, e em um vulto ele joga a garota contra a parede,grudando ao seu corpo contra dela. _Não sou nada... Corelle responde,virando o seu rosto para o lado,com o olhar confuso, como se ela soubesse,que o que o assassino lhe dizia era verdade,mas não quisesse aceitar isso,por ser grandioso demais. _Você sabe que é,não minta para si mesma,pois eu sei que não é nenhuma hipócrita! Larry diz segurando no rosto da jovem,que o olha assustada,e então tenta fazer com que ele tire as mãos da sua face,puxando o braço dele, sem conseguir fazer ele se quer se mover. _Você é um monstro!eu não! Corelle diz de cabeça baixa,e então olha no olhos do homem,que apenas sorri em ironia,pois ele sabia muito bem,o que se escondia no coração dela,e quem ela realmente era. _Nós somos monstros Core,você matou muitas pessoas sozinha,e eu sei que se lembra disso,pois de mim não pode esconder quem é! Larry responde,com um enorme sorriso diabólico em seus lábios,segurando no queixo da jovem,e a olhando no fundo dos olhos,como se enxergasse,a maior das maravilhas. Mas a jovem apenas baixa a sua face,e esconde o seu rosto,pois não sabia o que deveria fazer agora,já que a verdade,havia chegado ao seu conhecimento,e não tinha mais como disfarçar a sua natureza. E antes que ela se decida,um cometa cai na frente do seu antigo lar,e tudo começa a se tornar uma gosma verde no chão,como se a a estranha pedra,derretesse o piso ao seu redor. _Temos que sair daqui! Larry diz com um olhar assustado,então segura na mão da jovem,e a toma nos braços,deixando-a assustada.Sumindo dali poucos segundos antes,do seu quintal se tornar uma gosma, como os outros. “A verdade foi revelada, agora não havia mais para onde fugir.Só havia uma pessoa que a aceitaria,mas ela o deixaria ficar?ou será que o mandaria partir?” CAPÍTULO 9 FIM DOS TEMPOS Depois da chegada,do grande Cometa,muitas alterações ocorreram na Terra.O que antes era considerado impossível,agora era uma realidade, na vida dos seres humanos. Curas e mais curas foram formadas, pesquisadas,e descobertas.Muitos dos problemas,que acometiam á todas as sociedades,foram resolvidos,e por um curto tempo,estes seres viveram em paz. Mas eles nunca ansiaram,pela tranquilidade de verdade,por isso o seu sossego durou pouco,e não tardou,para que uma terrível guerra se iniciasse... Um novo Ditador assombra aos dias dos eleitores,ameaçando todos aqueles,que forem contra as suas Leis. No início,ele destrói,apenas ao continente onde nasceu,mas dominar apenas á República dos Condenados,não é o suficiente,para alguém com fome de poder. Por isso,ele prepara as suas melhores tropas,e invade país por país,tomando espaço por espaço,até que conquista,ao que todos os vilões tanto desejam...O Mundo. Mas este homem não está sozinho,não.Ele possui ao apoio de algumas Nações,que uniram-se á sua causa,na tentativa desesperada de sobreviver,e incentivar ao seu povo,á seguir apenas á um Deus. "Temos que correr...Temos que correr.Matar para viver, este é o novo lema,do que os tolos,chamam de Novo Mundo" Pensa Corelle com os olhos assustados,correndo por uma rua deserta.Com mechas brancas, misturadas ao negro do seu cabelo ,usando uma roupa,diferente do comum,como se fosse uma punk,com face gótica. -Por quê está correndo? Pergunta uma menininha,que surge no meio da rua.Olhando e sorrindo para jovem,enquanto tira os longos cabelos negros do seu rosto,e exibe uma enorme cicatriz na testa. -Fique longe de mim. Corelle responde recuando, sentindo um enorme calafrio, que não deixa transparecer para o inimigo,mantendo um olhar furioso. -É uma pena...Seria mais fácil te matar se nós fôssemos amigas...Mas já que não quer assim... Responde á menina,enquanto uma linha surge,nos cantos das suas bochechas,escorrendo rios de sangue,como se uma pessoa, estivesse passando uma gilete na sua mandíbula. -SERÁ DO JEITO MAIS CRUEL E DIFÍCIL! Grita á criatura,voando para á direção da dama,como se fosse um fantasma,com á boca aberta, cheia de dentes,dignos de um tubarão branco. Porém quando ela chega perto da garota,esta dá um passo para trás, usando os seus braços como escudos, e a rival some,como se fosse fruto da imaginação da bela,que fica paralisada ali. -O quê? A dama se pergunta,com uma expressão incrédula em seu rosto,virando-se para os lados leste e oeste,com um olhar desconfiado. Nada acontece,apesar daquele clima de névoa,provocado pela radiação,que deu ao Grande e Poderoso Ditador do Novo Mundo,o cargo que hoje exerce. Nenhum sinal da estranha menininha,necas,ela sumiu. Sentindo-se tranquila,a dama relaxa á sua postura,e fecha os olhos,pois a primeira batalha daquele dia, havia acabado. É quando a criatura volta á aparecer,e agarra-lhe pelas costas, mordendo ao seu pescoço,com tanta vontade,que deixa até o seu osso á mostra,fazendo-a sangrar rios vermelhos. -ME SOLTA! A rebelde grita,sentindo os dentes da criança,penetrando á sua carne, com vontade,enquanto a mesma, bloqueia seus movimentos. Só que isto,não é o mais assustador,ela não queria lhe matar,ela apenas lhe ataca,e a empurra no chão,logo em seguida. -Não podes fugir da verdade, ela vai te encontrar,e ela vai te iluminar.Deus é o Grande e Poderoso,ouça á sua voz. Diz a menina,com os lábios sujos,daquele liquido viscoso e rubro,em um sorriso macabro, no seu rosto sem mandíbula, enquanto um par de asas de energia,surgem nas suas costas. Levantando voo como um pássaro,enquanto a vítima revira, de um lado para o outro,até que não suporta mais,e começa a cuspir bolhas escarlates, sem parar. Agonizando ali,até as suas íris,deixarem de ser verdes,e mudarem para o vermelho cor de rubi,enquanto sente o seu peso mais denso,e cai no chão,com o ferimento regenerado. "Não me deixe,não consegue entender...Que quando você se livra de mim,coisas cruéis e ruins ocorrem á ti?Eu nunca fui o seu problema,e sim á sua solução" Um clarão se expande,diante dos olhos da pobre vítima,até que ela vê,uma triste lembrança,que vem lhe assombrando,desde o momento,em que o Fim dos Tempos,se iniciou. Ela está diante de Larry, o único homem á quem sempre amou,e o único que viveu tempo suficiente,para esconder dela, os piores,e mais tenebrosos segredos. -Não. Tudo indica,que nós devemos nos separar! A jovem responde,com lágrimas escorrendo em sua face,enquanto segura no rosto,do seu amado,e também odiado tutor,que tenta se explicar. -Você mentiu pra mim, e matou todos os que amei! Eu não posso suportar isso! É demais pra mim...Adeus Larry Coltown... A jovem grita,se afastando, e dando as costas para o homem, com os olhos magoados,e também rancorosos.Cansado de se explicar, o belo doutor olha para ela,com tristeza,e some como um vulto. -Larry...? A jovem se vira para trás, procurando por aquele calor que á protegia,mas o psicopata não está mais lá,e agora sim, ela está definitivamente sozinha. Nos primeiros momentos,á garota sofre desesperadamente, implorando para ter o demônio de volta,implorando para que ele venha acalmá-la,quando desperta de um pesadelo, mas ele nunca vem. Sendo assim,ela passa á se criar,como se fosse uma menina da rua.Fazendo as tarefas da casa, aprendendo á se defender contra os ataques das sombras e da luz,que constantemente lhe perseguiam. E antes,que ela finalmente tenha,aquilo com o que sempre sonhou.Tudo o que imaginava ser real,acaba ocorrendo,e o Grande Ditador ascende ao Poder no seu continente natal. Como se não fosse o bastante, á sorte,parece sorrir para este líder comunista,pois na mesma semana,em que domina cada grão da terra onde nasceu,o mar é infectado pela radiação,de duas usinas nucleares. Transformando seres humanos, em criaturas bizarras,cujo o efeito varia de pessoa para pessoa,pois cientistas comprovaram que no fim,os terrestres não só eram parentes de macacos,como também de outras espécies. E apesar do Sr.Sad Markins, não ter preparado nada,á cura foi encontrada por um dos seus, e assim ele adquiriu força o suficiente,para tomar posse do planeta. -É hora de acordar Luhylin... Diz uma voz doce e macia,em plena aquela escuridão,tocando o braço de Corelle,e fazendo-a despertar. Olhando para o seu redor, a dama da noite,gira com cautela, procurando algum rastro do lugar, onde adormecera,após o ataque direto do querubim. Não mais estava na rua, estava deitada,em uma bela cama de casal,coberta por um lindo vestido de alças de joias, todo negro,e detalhado com pedras brancas. -Venha comigo... Diz aquela menina de antes, com um lindo vestido clássico dos anos 50,parecendo ser um anjo,de lindos olhos verdes,pele pálida e cabelos escuros.Que puxa ao pulso da rebelde,com um sorriso,e lhe conduz. Seguindo á garota,a jovem acaba em um longo,e luxuoso corredor,de contrastes harmônicos,de rosa com detalhes feitos de branco,que á leva á uma sala de jantar. Onde encontra um lindo homem,de longos cabelos loiros, olhos azul piscina,e pele pálida, que está vestindo,um lindo e caro terno branco,com o sorriso maldoso. -Sente-se...menina. Diz o tal homem para á jovem, que o olha confusa e desconfiada, mas obedece aquela cortesia,que mais parecia ser uma ordem, sentando-se na cadeira á frente do estranho. "Não ouça nenhuma palavra deste ser,ele não é humano,finge zelar pela humanidade,mas só almeja o poder" Diz a velha masculina,na mente da bela dama,que depois do sumiço de Larry,se tornou á sua proteção, e o seu melhor amigo.Dizendo-lhe tudo o que deveria saber,e até o que não deveria. "É o Fim dos Tempos, e uma nova esperança, está nas mãos de um anjo, mas será que Ela vai lutar para salvar um mundo,que só lhe trouxe dissabores?' CAPÍTULO 10 ANJO OU DEMÔNIO? Em algum lugar do Novo Mundo...Surge um apartamento, não muito luxuoso,porém bastante organizado.Larry está sentado á mesa,tomando uma xícara de café,enquanto lê ao jornal, com desinteresse. Até que abre a segunda página, e se depara com a foto da sua amada, no canto de onde fizeram a matéria. Seu rosto está entristecido,ela está carregando uma mochila nas costas,com a postura ereta. Ao vê a imagem dela,ele sorri com pequena alegria,mas sua face logo volta para a expressão séria, pois á lembrança do dia que ela partiu,vem á sua mente,junto com suas ultimas palavras "Adeus Larry Coltown". "Suas ultimas palavras,ainda me machucam,suas lembranças, ainda me perturbam.Por quê as coisas seguiram este rumo?" Pensa o belo homem,com o olhar vazio,fechando o jornal,e o esmagando logo em seguida,pois sabia que reviver aquelas tristes memórias,não lhe fariam nenhum bem. Tentando se distrair,ele vai a sala,e liga a televisão,lá está Ela de novo,sendo levada pelos guardas do Ditador,sob á acusação de ter traído ao Governo. -Droga! Diz em pânico,desligando o aparelho de TV,e pousando á sua mão sob a testa,sentindo-se preocupado,devido ao grande problema,no qual a jovem se meteu. Sem pensar mais,ele se levanta do sofá,e pega ás chaves do carro.Indo rapidamente até á saída,mas quando gira á maçaneta,esta se tranca, e ele fica preso ali. -O quê!? Pergunta o belo,tentando abrir a porta,chocado com o que estava acontecendo.Como se isto não lhe bastasse,as lâmpadas da casa começam a piscar,e o chão fica todo negro. Uma silhueta masculina sobe para a luz,e então o agarra pelo pescoço,sufocando-o com força e extrema rapidez,enquanto toma a forma humana. Ao vê quem estava por trás da agressão,o homem fica com os olhos arregalados,espantado, já que a sombra nada mais era, que um reflexo obscuro de si mesmo. Um retrato,do que ele havia se tornado,nesse tempo em que esteve negando a verdade,para si mesmo,de que não era um ser bom,e que era todo feito de maldade. Não era mais,um homem lindo e majestoso,tinha cicatrizes por todo o seu corpo,que parecia ter sido retalhado e costurado,seus olhos,nada mais eram,que espaços vazios,sujos de sangue. -Você não vai feri-la outra vez!Já lhe fez muito mal!Deixe-a em paz!Você não á ama!Não á ama como eu amo! Diz o seu lado obscuro,apertando o pescoço do pobre com força,cravando as suas unhas,afiadas e negras,na carne do seu lado sensato,jorrando rios de vida sob o seu braço,mas para á sua surpresa,o belo não morre. -Eu não vou deixar, você se aproximar dela outra vez...Seu egoismo e seu orgulho,falam mais alto,pois você só ama á si mesmo,e ninguém mais! Volta a dizer aquela criatura, com tanto ódio,que a realidade se distorce,e ele toma a forma de um lindo anjo de cabelos negros,com um corte de príncipe inglês,de pele clara e olhos rubros. Coberto por vestes,dignas da realeza das sombras,com um par de asas negras enormes nas suas costas,que deixam ao homem horrorizado. Pois não se tratava mais, de uma representação do seu Eu verdadeiro,e sim de um ser de outra dimensão,que veio para defender a escolha da rebelde. -Quem!Quem é você!? Ele pergunta,chocado com aquela cena,diante dos seus olhos,mas o anjo apenas aperta os seus dedos,fazendo com que a sua presa perca ao fôlego ,e inunda o lugar de vermelho,do liquido vital do adversário. -Eu sou você! Responde o inimigo,com o olhar ainda mais enfurecido,enquanto o seu oponente aparece encostado na parede, como peito estripado,e no lugar do seu coração,só há o espaço oco, todo ensaguentado. -Não! Diz o homem,despertando daquele fúnebre pesadelo,com os olhos grandes e amedrontados,suando como um enfermo,dentro do seu quarto,de clássica arquitetura gótica, dos castelos dos reis. "Era apenas um sonho, uma tenebrosa ilusão,que vem me perseguindo,desde que ela se foi...Onde estará a minha Elle agora?" Pensa o belo,pegando a jarra de cristal,e colocando a água,em um copo do mesmo material.Ainda trêmulo,e pálido,marcado por aquela face, tão cruel quanto formosa. -Senhor Coltown... Diz uma voz feminina meio roca,vindo de trás da porta do cômodo,enquanto ele bebe ao copo d'água,tentando se acalmar. -O que quer Rosana? Pergunta o homem,após abrir um brecha,aparecendo ali com os cabelos bagunçados,olhando para a pobre idosa,com aquele olhar hostil, que a deixam atônita,ao ponto de lhe entregar o convite, e sair correndo. Confuso,o homem lê ao papel, com um olhar bastante atento,e ao mesmo tempo interessado,entrando no quarto,e atirando-o no lixo logo em seguida,enquanto revira os olhos,indo para o banheiro. (O convite esmagado no lixo) "Sr.Coltown,o Príncipe Michael, convoca á sua presença,no jantar desta noite,as 19:30 no jardim da mansão,é de suma importância ,pois ele tem um comunicado a fazer" A noite...Larry caminha em direção ao jardim,com á sua melhor roupa para noite,usando um terno preto com gravata vermelha,e os cabelos amarrados num rabo de cavalo masculino. -A reunião foi transferida,para a sala de jantar Senhor,perdão.É que o príncipe,pretende causar uma boa impressão,para á jovem que vem esta noite. Responde Rosana enquanto limpa a mesa,com as suas mãos um pouco engelhadas,prestando atenção em cada detalhe,que arruma da mesa,enquanto o belo se afasta. Seguindo um novo rumo agora,ele caminha pelo corredor com indiferença.Esta era á quarta jovem,de quem o príncipe queria tomar posse,só nesta semana. Mas seu ar de frieza some,logo quando ele atravessa a porta dupla da entrada,pois seus olhos fitam a bela dama,que estava no canto da mesa,encarando-o com os seus gélidos olhos verdes. Tentando se recompor, ele caminha até o seu lugar,e puxa a cadeira,lutando para não fixar os seus olhos em Corelle,que baixa o olhar,e se concentra no prato vazio,sorrindo para si mesma. -Meu velho amigo... Que grotesco de sua parte, se interessar pela minha futura esposa! Diz Michael com um sorriso, expressando um sentimento cômico, que deixa o homem mais tranquilo, pois as palavras dele,não passam de brincadeiras.Ambos sorriem, e o formoso príncipe,pousa o olhar nos talheres. Os conhecidos se entreolham, e conversam com o olhar,que diz surpresa e recusa,misturados ao desejo,de dialogar com os lábios, e esclarecer tudo,o que ficou na dúvida. O silêncio permanece,até que Rosana entra no espaço,e chama ao loiro,enquanto carrega um telefone,alegando que Sad, precisava falar com ele, com urgência. O belo líder se retira,e a jovem e o assassino,ficam a sós naquele cômodo.Imaginando que era o momento ideal,o doutor dá o primeiro passo. -Não tenho razões para continuar aqui... Diz a dama se levantando da mesa,e partindo para a saída,mas antes que chegue,ele se transforma em sombras,a abraça por trás,e desaparece com ela. -O que está fazendo!? Pergunta ela,enquanto eles reaparecem,em uma praia deserta, no meio da noite.Olhando para ele com extrema fúria,e jogando-o no chão,com um giro. -Salvando á sua vida. Michael iria te sacrificar, quando conseguisse te levar para cama... Responde ele,olhando indiferente para a rebelde,que retribui o olhar, com o mesmo desinteresse,e lhe dá as costas,caminhando pela areia. -Salvei a sua vida! Acho que deveria dizer no minimo" muito obrigado". Diz ele,levantando-se da areia,e aparecendo na frente da garota,que o olha zangada, e desvia os passos,afastando-se dele,enquanto segue por outro rumo. -Não se pode salvar, quem não quer ser salvo. Se eu ia morrer ou não, era problema meu! Retruca arrastando os pés para a calçada,com um olhar magoado,que deixa o homem confuso,ao ponto de puxar o pulso dela,e impedi-la de se distanciar. -Eu nunca quis te contar,não queria tirar de você,as suas ultimas ilusões. Mas não tenho escolha.Matei aos seus pais e namorados, por amor á você! Diz ele,de cabeça baixa, com as mãos trêmulas,devido ao seu nervosismo.Como se aquilo que dizia,estivesse lhe dilacerando. Mas nem assim,a morena dos olhos claros,baixa a guarda,nem se quer se comove,com aquela revelação,apenas revira os olhos,e volta a fitá-lo. -Não acredita não é? Tudo bem...Me perdoa por isso...Mas precisa ver! Deprimido ele percebe,que não atingiu o seu objetivo,e então recorre a outro método,tomando-a nos braços,e beijando-a enquanto pressiona os dedos nas suas têmporas,até eles caírem desmaiados. O casal aparece no meio da escuridão,iluminados por pequenos raios de luz,até que um filme surge diante deles.E ela finalmente vê, aos seus pais,e amados sendo possuídos por um brilho. Não era a claridade, proveniente do Anjo de Luz.Era um brilho com o contraste laranja,que parecia vim dos céus,e enlouquecia á quem penetrava,tornando o ser em um escravo. Os pais dela já estavam mortos, muito antes do cruel assassino vim e estripá-los.E o que estava no lugar deles,planejava destruir á menina á qualquer custo.Tornando-a, medrosa e deprimida. Pois divertiam-se com a sua dor,seus gritos e tormentos eram música para os seus ouvidos ,seus surtos e cortes,eram o sangue, que alimentava ao seu prazer,e o espirito das sombras era quem lhe protegia. -PARA! Grita á jovem nos tempos atuais,despertando daquele mar, tortuoso de lembranças,que o seu suposto pior inimigo bloqueou, para proteger,á sua inocência. -Desculpe esconder isso... Mas você não estava preparada,para ver á verdade antes... Responde o homem,enquanto limpa o sangue,que escorria dos seus olhos,e olha para a garota,que o encara com um olhar,assustado e inocente,tão atordoada,que as suas íris estão vermelhas. -...Me desculpe... Diz a jovem,com lágrimas nos olhos,que estavam vazios e chocados, atirando-se nos braços dele,e fechando os seus olhos.Preocupado ele retribui ao gesto,e beija á sua cabeça,lhe acariciando nas costas. "A Mentira foi contada,e foi aceita como verdade por muito tempo.A verdade,é que Os anjos são Demônios,e os demônios são os próprios Anjos” CAPÍTULO 11 REVELAÇÕES Está muito escuro,e tudo o que se consegue ouvir são ruídos.Um par de olhos verdes, abrem em pânico,com sinais,de que esta pessoa não dormia,á muito tempo. Corelle está dentro de um quarto,vestida de branco,com uma pulseira no pulso,que lhe identificava como "paciente número 13". Confusa ela caminha pelo cômodo, olha para os lados,e então encontra uma escrivaninha,onde havia vários papeis,retratando tudo sobre o Fim dos Tempos,que ia de desenhos á redações sobre o Apocalipse. -O que é isso? Ela pergunta,tirando os cabelos bagunçados do seu rosto,e pegando um dos papeis.Lendo aquele relato, que possuía a sua caligrafia,e se assustando com as suas palavras. "No fim,nunca houve um fim,eu estava apenas louca. vivendo numa realidade,que é impossível,num mundo que não existe. Que segundo o senhor Mickael Kovat,eu teria criado para suprir toda a dor,na qual vivia no mundo real. Meus pais,sempre foram ausentes,em minha vida,por isso me conformei com essa ideia,de que pelo menos o Diabo,me queria como filha. Por causa dessa ilusão, tudo piorou,pois eu fazia qualquer coisa,para que o meu suposto pai,tivesse orgulho de mim. Sendo assim...Passei a ser perseguida,por fantasmas que foram criados por mim,devido ao peso que sentia na minha consciência,por amar a uma criatura cruel. Como se isso não bastasse, criei a ilusão,de que havia me envolvido,com um demônio, para alimentar a esse conto de horror. Larry Coltown,nunca existiu no mundo físico,não passa de um ser idealizado, para realizar,á todas as minhas fantasias doentias. Já que eu era uma garota solitária,que não despertava o interesse ninguém.Seja no amor,seja na amizade,eu estava sempre sozinha. Aquela criatura mascarada era eu,sempre fui eu!Sendo assim tinha pesadelos constantes,devido ao meu transtorno de identidade, não sabia se era a vilã ou a mocinha. Mas agora estou no lugar, onde deveria está...O lar doce lar de qualquer insano...O tão assustador hospício Saint Louis." Ao ler as ultimas palavras, a jovem fica com um olhar vazio, e luta para não deixar aquela carta cair,mas antes que consiga compor uma nova expressão,uma pontada lhe atinge o crânio,e ela grita de dor,ajoelhando-se no meio chão. Surge então uma ala de hospital,que aparenta ter sido abandonada,e dois homens,estão carregando a jovem pelos braços, que parece está desnorteada e trêmula,olhando para todos com um olhar furioso. Eles a jogam na colchão,e colocam algemas,em seus pulsos e tornozelos, mantendo-a colada na cama,para que possam se divertir,com o que o corpo dela pode oferecer. Com uma tesoura,eles cortam a gola da camisa dela,deixando os seus seios amostra,enquanto a pobre tenta gritar,mas dá sua boca,só saem ruídos,gemidos fortes,que só fazem com que os enfermeiros,fiquem mais excitados. Sem perder tempo,um dos homens faz um corte na calcinha dela,e enfia os seus dedos dentro do seu corpo, despertando nela uma enorme repulsa,que é notada pelo seu olhar. -O que estão fazendo!? Diz o belo doutor Yan exaltado, entrando na sala,com passos firmes, e um olhar assombroso.Impossível não reparar nas suas qualidades,é alto,tem cabelos loiros,olhos tão azuis quanto cristais,e a pele pálida,tem o belo perfil do herói. -Saiam daqui seus vermes! Diz o doutor em um tom solene, causando um enorme temor,nos dois brutamontes,que apenas abaixam as suas cabeças,e partem dali,enquanto ele caminha até o canto da cama,e observa as curvas da paciente. -Lucy Hillys é minha... Ele conclui,e todo o alívio da menina se vai,novamente ela passa a ofegar,forçando-se a gritar,quando só consegue gemer,extremamente assustada,com o que o belo poderia fazer. Mas antes,que venham milhares de possibilidades,na sua cabeça,o loiro se adianta,e abre o zíper da sua calça,colocando o membro dele para fora,deixando-a em choque. Percebendo que não iria se divertir,nem um pouco,o doutor caminha até o móvel de madeira, abre a gaveta,e pega uma siringa, que sacode em sua mão,com um sorriso. -Quero ouvir,o que tem para me dizer,enquanto eu te faço minha... Ele diz,enquanto aplica o medicamento no pescoço da garota, que sente um enorme remorso,e fecha os olhos,forçando os dentes no seu lábio inferior desidratado. -Não sou Lucy Hillys...Meu nome é Corelle Lorrow,eu vivo com o meu tutor Larry e tenho 17 anos... A garota sussurra,implorando com os olhos,que aquele médico não faça,oque planeja fazer,mas ele sorri e passa a mão em seus cabelos,com carinho e gentileza,fazendo-a se acalmar. -Você realmente,é uma paciente especial,essa vida que pensa ter vivido,nunca existiu. Seu nome é Lucy Hillys,uma jovem de 18 anos. Que assassinou aos seus pais,amigos,e parentes,porquê acreditava que eles eram zumbis, que haviam sido infectados pelo vírus do Cavaleiro Peste. O loiro responde,enquanto monta sob o corpo dela e ergue o seu rosto,fazendo-a olhar nos seus olhos,e pressionando o seus dedos,sob o membro já ereto. -Mas minha querida...Nunca houve um fim,para o inicio de conversa.Você estava tão obcecada pela ideia de que era amada,de que era especial,que perdeu a razão...Lúcifer não é o seu pai,e você nunca morou com Larry... Ele prossegue com frieza,abrindo a bata dela de vez,e deixando-a nua, enquanto toca ao seus seios,tentando excitá-la,mas ela não reage as suas investidas,está tão atônita,que já não lembra do seu corpo. -Agora sim está vivendo a realidade,e é uma pena que eu não consiga te excitar,pois isso se tornará mais doloroso,do que deveria ser! Conclui e então a penetra com força e impulso,ela grita de dor cuspindo sangue.Aquele membro maldito, não está apenas rasgando a sua carne, como também está queimando a sua pele,de uma forma inexplicável. -Grite!Grite!Grite mais... Ele diz com furor e alegria,forçando o seu tórax para frente,penetrando-a profundamente,enquanto ela urra desesperada,rugindo como um leão,e para a sua surpresa, a tortura piora. O doutor puxa uma adaga do seu jaleco,e finca no meio dos seios dela,espalhando o sangue pelo seu peito,que ele tem o prazer de limpar com a língua. -SOCORRO! Ela começa a implorar em pânico,ele gargalha de forma insana,e puxa uma siringa do bolso,com a qual cega os seus olhos,penetrando-os com a agulha,fazendo-a chorar sangue. -PORQUÊ!? Ela pergunta com raiva, rugindo como uma fera atingida, tentando se livrar das amarras,e forçando o seu corpo para trás, para que o membro dele, escorregue e saia. -Isso é uma terapia! O que sente é dor,e sente dor por ser humana.Humana,você não é um Demônio,nunca foi, você é uma humana!uma humana!Aceite isso! O cruel homem responde,forçando mais o seu corpo,e invadindo até as entranhas dela,que luta contra a dor,que se espalhara por todo o útero ensaguentado. Traumatizada,ela começa a gargalhar,como uma louca,sem se importar com toda a tortura, que estava sofrendo nos braços daquele loiro,que entra em um estado de choque,e para. -PORQUÊ PAROU!? AINDA NEM GOZEI COMO VOCÊ QUERIA SEU VERME INÚTIL! Ela gargalha fora de si, arrastando o seu corpo,e ao mesmo apertando o membro dele,e fazendo-o gemer com os olhos assustados,pois a cada aperto,ela sorri,como se o órgão dele fosse estourar, dentro dela. -Porquê está assustado!? Eu estou excitada,e realmente vou acabar com você doutor! Ela diz com um olhar maldoso, estremecendo o seu corpo,com toda a intensidade possível,mesmo que esteja toda dolorida,e que sofra com isso. Ele fica em pânico,ela olha para cima confiante,e o teto treme, ele tenta escapar,mas o telhado se desfaz sob as suas cabeças,e logo os esmaga rapidamente. -Eu sou humana né!? Humana!Eu sinto dor porquê sou humana...Ok...Então como tal eu posso e tenho o direito de me vingar. Ela repete as palavras de Yan, enquanto aparece escondida nos escombros,com o rosto todo ferido, e as pernas e os braços cheios de arranhões,e hematomas roxos, por toda a sua pele. Algumas horas depois...Um grupo de homens de branco,vão ao lugar da tragédia,e retiram Yan e a jovem,de dentro daquele monte de entulhos.Ela não para de ri,pois os seus olhos se regeneraram,e o seu oponente,estava bem próximo da morte. Uma nova terapia é feita,um outro psiquiatra a atende,o nome dele é Mickael Kovat,como o anterior é belo,mas bastante sério.Tem os cabelos loiros,olhos azuis,e a pele bem branca. Não tenta estuprá-la,mas também não é bom,a coloca sob uma cadeira de ferro,que prende os seus pulsos e pernas, com algemas,cheias de espinhos,que perfuram até o seu osso. -As pessoas são super amáveis aqui não é mesmo? A morena diz com um sorriso, em seus lábios vermelhos de sangue, devido a mordida que deu neles,para conter o grito,que tentou escapar, quando os espinhos entraram, nas suas veias. -Não tente fingir,que não sente nada,não me engana Lucy,não me engana...Vamos ao que interessa. Diz o doutor Kovat,ajoelhando-se diante da paciente,que revira os olhos, incomodada por não ter atuado,tão bem,para o especialista,que lhe encara com indiferença. -Meu nome é Corelle Lorrow! Que saco!Quantas vezes terei de dizer!Seus lixos não recicláveis!? Ela responde com um ar de tédio, que logo se transforma em raiva,ao ponto dela,insultar ao psiquiatra,e os seus subordinados,que estão anotando tudo. -O caso é grave!Teremos de recorrer a lobotomia,ou ela nunca voltará a realidade. Responde o doutor,se levantando do piso,com um olhar gélido,que só faz,com que a garota,esboce outro sorriso,que o deixa visivelmente mais irritado,do que estava antes. Ele some por uns minutos,e volta com um capacete de ferro, que possui um furo no meio da testa.Com uma expressão bem alegre,ele coloca a armadura sob a cabeça da jovem. -Opa!Vou para Júpiter é? Ela diz aparentemente animada, encarando o doutor,que apenas olha para ela sem interesse,e então liga uma especie de furadeira,que lhe faz arregalar os olhos. Ele introduz o bico da pistola, no seu crânio ,ela não consegue se controlar,e grita desesperada.Ele sorri de uma forma macabra,e introduz a agulha até o seu cérebro. Ela se debate na cadeira,e puxa o seu pulso para cima,jorrando cada vez mais sangue,sob o piso,com as lágrimas,escorrendo pelos seus olhos amedrontados. -NÃOOOOO! Ela grita,despertando no piso do quarto,com uma expressão de medo,olhando para aquele lugar, com um alívio indescritível,e se apoiando com as mãos trêmulas. Ela se levanta,e toca a sua testa,há realmente uma cicatriz de um furo nela,e os seus pulsos e pernas,estão marcados pelo violeta,da saliência em sua pele. -Lucy Hillys... Ela diz com a voz fraca,depois de pegar uma caixa de ferro,que estava a sua frente,e encontrar documentos,que confirmam, que seu nome é Lucy. "Como você reagiria,se no fim descobrisse,que tudo o que viveu era uma mentira,que nem o seu nome te pertence,que nada era real?Iria surtar ou iria aceitar?" CAPÍTULO 12 VÍTIMAS É de noite,em um velho porão em ruínas,Lucy é empurrada,para dentro de uma caixa retangular de cristal,onde luta para sobreviver, acertando vários socos,contra o vidro,enquanto se afoga. Ela tenta gritar,mais quanto mais se desespera,mais água entra em sua boca,fazendo-a agonizar ali dentro, até expelir tanto sangue,que o liquido fica vermelho. Rapidamente,um par de mãos aveludadas,puxa aos seus ombros, e ela retirada dali.Um homem todo coberto,com um traje branco,lhe coloca numa maca,e tira suas roupas,deixando-a só com as roupas intimas. -O que...O que querem de mim? Ela diz,com a voz fraca,movendo-se lentamente,arranhando o colchão na tentativa de se levantar,mas logo cai na poça de sangue,abaixo do rosto,o homem a vira para frente,e puxa o refletor,mirando-o nos seus olhos verdes. A pobre o olha confusa,até que outros dois homens surgem no lugar,e prendem os seus tornozelos e pulsos,com algemas de ferro,cheias de espinhos envenenados, que entram na sua pele,perfurando as suas veias,ao ponto dela gritar forçando os olhos. Pois além de sentir a agulhada,ela sente,uma extrema ardência,percorrendo o seu corpo,fazendo-o queimar,como se estivesse,dentro de uma chama de fogo em brasas,com pregos nos pulsos. -ME SOLTEM!SOCORRO!SOCORRO! A jovem grita em choque,se debatendo nos lençóis,virando o rosto,de um lado para o outro,até que o efeito de veneno cessa,e ela se acalma,respirando fundo e fechando aos olhos,mas a sua paz dura pouco,logo em seguida,eles lhe colocam um capacete, que perfura ao seu crânio,fazendo com que o sangue escorra pela sua face. Como se isso não fosse o suficiente, surge um quarto homem,que aperta um botão,dando-lhe um choque,tão forte,que ela chega a levitar na cama,devido ao seu magnetismo.Fazendo-a gritar, até não possuir mais voz,e desmaiar. -Ela está pronta. A voz do doutor Kovat diz,ecoando dentro daquele espaço,ao ponto de fazer a dama reagir,abrindo os seus olhos com uma fúria extrema.Não mais possuía as íris esverdeadas,agora elas eram azuis, como cristais,assim como seu cabelo, que já não era todo negro,e possuía as pontas douradas,como ouro. No primeiro instante de ira,ela puxa os pulsos,livrando-se das algemas,com facilidade,e assustando todos ao seu redor,todos,excerto o doutor,que dá um passo a frente,indo ao seu encontro. -Lucy...Está tudo bem,agora Você está bem.Sobreviveu ao teste, e é uma super soldado bem sucedida,é a experiência número 13.O nosso primeiro grande sucesso!Seja bem vinda a Ordem de Cristo. Michael diz um sorriso,tocando ao rosto da jovem,que permanece com um olhar distante,e não reage a sua carícia. Um pouco frustrado,com a ausência de emoções na garota,ele se ajoelha na sua frente,e tira as algemas dos seus tornozelos. -Você não é um animal,para ficar presa dessa forma...Está livre, livre para sair mundo a fora,e destruir todos os que estão contra o Senhor! Michael responde,ao olhar confuso da jovem,que o olha por instinto,e nota que foi libertada das algemas.Alegre,ela sorri para ele,e balança as suas pernas, sinalizando que percebeu,que já não estava mais acorrentada,como se fosse um cão raivoso. -Venha comigo minha criança... O doutor diz,estendendo a mão para a sua experiência,que se levanta da maca, e agarra o seu pulso,como se ele fosse o seu protetor,e ela fosse o seu animal de estimação,que apenas ele era capaz de domar. No quarto de Kovat...Ele carrega a jovem,e lhe coloca na banheira,tocando cada parte do seu corpo,com um pouco de maldade no olhar.Dando-lhe um bom banho,para tirar o excesso de vermelho,da sua pele. Após o banho,ele a conduz até a sua cama,e lhe veste,com um vestido branco cintilante.Novamente ela está indiferente,com um olhar vazio,que nos faz ter a impressão,de que está sob alguma hipnose. Ele se senta ao seu lado,e a beija intensamente,passando as mãos,pelas suas costas,mas ela nada sente,e nem ao menos retribui,deixando-o um tanto estressado. Pois a sua grande vontade,era tê-la em seus braços,gemendo como uma cadela,e tremendo de prazer.Indo ao êxtase tantas vezes,que as suas coxas ficariam,cobertas de mel perolado,mas isso ele não teria. -Vou para o meu quarto. Tenha uma boa noite número 13 Responde o belo de forma grosseira, batendo a porta quando sai,e deixando a jovem sozinha naquele cômodo,com a mesma expressão vazia,e o olhar distante. -Doutor...Doutor...Eu.... Eu... Uma bela loira diz,com as mãos apoiadas sob a mesa,sendo penetrada por trás,como se fosse uma gata no cil, pelo doutor Kovat,que aperta aos seus seios fartos,com tanta pressão,que eles ficam rosados,quase roxos. -Não aguento mais! Pare...Por favor pare! Por Deus pare! Ela geme,sentindo o seu útero, sendo perfurado e ferido,pelo membro ereto do bonitão,que não só se recusa a atender o seu pedido,como também aumenta a intensidade,com a qual balança o quadril. Estocando o seu órgão,com tanta força,que no lugar das gotas de pérolas, o que escorre,de dentro do corpo da moça ,é sangue.O mais puro e vivo,tão rubro quanto os rubis,e ainda sim,o belo permanece,fazendo-a gritar. Ouvindo aqueles gritos de desespero, ele para,e segura nos cabelos dourados da moça,que se atira na mesa,com as pernas abertas,cobertas de vinho humano,misturadas ao seu mel natural. Vendo que ela,não só estava,coberta de suco humano,como também de branco. Ele a gira,deixando-a de peito para cima, e coloca o seu membro novamente,na sua entrada,deixando-a em pânico, mas dessa vez ele não a penetra. Apenas morde aos seus seios fartos, e mordisca o seu pescoço,passando a sua língua pela garganta dela,até chegar aos seus lábios,e beijá-la intensamente,com puxões de cabelo,que estranhamente á excitam,ao ponto dela tentar retribuir a carícia. -Já fui bonzinho o suficiente... Ele diz com um sorriso macabro, então segura os pulsos dela sob o móvel, e a penetra violentamente outra vez,mas dessa vez,coloca toda a raiva,ao cavar nas entranhas da entrada dela,com o seu membro rígido e duro,que a machuca por dentro. Desesperada ela grita de novo,mas ele tapa a sua boca,e continua com sua tortura,movimentando-se com maior agilidade,e tanta velocidade,que os órgãos dela,se despedaçam,á cada empurrão dele. Até que não suporta mais,e entrega a sua alma a ele,deixando-se levar pelo sofrimento,enquanto a sua estrutura se desfaz,sob o seu membro de prazer, aniquilando cada parte da sua vida,e matando-a. Certos dias depois...É de manhã no hospital,vários gritos de homens,ecoam por todo o prédio,assustando aos que estão ali.Michael caminha por um corredor,e então empurra uma porta,e vai até onde as vozes estão altas. -Fez um belo trabalho! Diz o doutor,com um sorriso de satisfação,olhando para a pilha de corpos,ensanguentados e espalhados, por todo o piso da sala,envolta de Lucy,que está de costas para ele,segurando uma faca. Com o olhar de vidro,tão gélido e indiferente,que parece uma robô humanoide,usando um macacão negro,com luvas brancas,e um par de botas cor de pérola de salto. -Fiz como me ordenou. Ela responde,largando a arma no chão,e virando-se para ele,com o mesmo olhar sem vida,que o deixa ainda mais alegre,pois a cada dia que passa,ela esta se aproxima da máquina de destruição, que ele quer que seja. -Doutor!Fomos invadidos! Diz um jovem entrando na sala, com os olhos arregalados,ao ouvir o aviso,Kovat fica preocupado,e vira o seu rosto,encarando a paciente, que novamente recolhe a faca do chão,e guarda na sua bota. -Temos que sair daqui... Diz ele,segurando o pulso da dama,avançando em direção a porta vermelha,que se abre,após ele digitar uma senha,mostrando um corredor estreito,que termina,na entrada de um elevador enferrujado. -Venha comigo! Você me pertence! Diz o loiro ao entrar na cabine, com a mão no pulso da jovem,que olha confusa para trás,vendo a primeira porta se fechando,enquanto observa ao mensageiro,sendo degolado por uma lâmina. Eles descem ao ultimo andar, que os leva a ala dos pacientes mais perigosos.Mas o criador e a sua obra, não possuem outra escolha,se não passar por ali,para poder fugir, do que estava atrás do psiquiatra. Um corredor,dominado pela escuridão,surge diante deles e o belo acende uma lamparina,que ilumina,apenas alguns passos, a frente dele e da garota. -Sangue...Está fresco... Diz a garota,tocando a mancha, de uma palma vermelha,que estava na parede ao seu lado,com um olhar indiferente,deixando ao doutor, um tanto preocupado. -Não vamos perder tempo! Diz ele segurando a mão dela, temendo que o pior aconteça com eles,pois muitos pacientes perigosos, poderiam estar a espreita,esperando ao momento certo,para irem ao seu encontro,e agredi-los de todas as formas,até tirar as suas vidas. Mas ele dá o primeiro passo a frente,e as luzes acendem sozinhas, piscando sem parar.Iluminando vários rostos de pacientes,loiros de olhos azuis,cobertos de deformações assustadoras e bizarras. -Lucy!Me defenda! Ele ordena em pânico,dando um passo para trás,e puxando a garota para a sua frente.Acatando a ordem do doutor,ela puxa a sua faca,e se prepara para lutar,mas eles se unem,e empurram-na contra a parede. -Lucy me salve! Kovat grita desesperado,vendo aquele grupo de aberrações,vindo em sua direção.Ao ouvir a voz de raiva dele,Lucy se move para ir resgatá-lo,mas um grupo de pacientes,a impedem. -Não pode ir princesa... Dizem eles em coro,e empurram-na dentro de um dos quartos,deixando-a com os olhos arregalados,pois teme que se não cumprir o que ele quer, voltará a sua torturada no porão. Assustada,ela chuta a porta, de forma contínua,tentando sair daquele cômodo,para resgatar ao seu mestre,mas não obtém algum êxito,e acaba ferindo aos seus pés. Do lado de fora...Todas aquelas pessoas cruelmente deformadas,vão na direção de Kovat,que corre até o elevador,e aperta para subir,mas a cabine nem se quer se move,e os seres tenebrosos,o atacam com mordidas. Arrancando,cada pedaço de pele, dos seus braços,pernas,tórax e rosto, deixando-o tão horrível,quanto eles,que permanecem agredindo-o,até deixa-lo dividido entre metade músculos e metade ossos,com parte do cérebro de fora. E quando parece,que a vingança dos inocentes se cumpriu.Uma luz radiante cobre o loiro,tirando-o dali, antes que seja morto,por todos os doentes mentais,a quem ele torturou antes. -Pelo menos ele não irá perturbá-los por um bom tempo! Diz uma aberração loira,afastando-se do elevador,enquanto os outros se conformam, com a sua derrota,e voltam para os seus quartos,como se nada tivesse ocorrido. -Quem está ai!? Uma voz diz,e Lucy Hills olha para trás,posicionando-se para o ataque.Mas,um vulto escuro,a empurra contra a parede,antes que inicie algum procedimento.Um homem de cabelos espetados,com o rosto coberto,por uma máscara de retalhos de pele humana,está a sua frente. -Me solte...Ou terei de reagir! Ela diz,olhando para o pulso do paciente,e notando que ele era o décimo primeiro,das cobaias do doutor Kovat. A criatura ouve a ameaça e sorri,como se aquilo não fosse sério,apertando o pescoço dela logo depois. -Se quiser continuar viva... Terá de me respeitar e me servir... Diz ele,olhando para o corpo dela,de uma forma descarada,e encostando os seus lábios nos dela,deixando-a com os olhos arregalados,ao ponto de tentar se livrar dele,mas ele é mais forte. -Engraçado...Acho que te conheço... Diz o louco,soltando-a,e se afastando logo em seguida,com um olhar confuso, lembrando-se do rosto,que ela tinha, quando ainda era uma criança, sem entender a razão. -Impossível. Eu nunca o vi antes,se não nos meus piores pesadelos! Mas isso deve ser coisa da minha imaginação fértil...Que adora inventar aventuras. A jovem responde,com um olhar vazio, recuperando o fôlego,e levantando-se do chão.Ele sorri outra vez,ainda confiante, lhe segura pelo pulso,e a atira sob a sua cama,montando sob as suas pernas,e prendendo os seus pulsos,com as mãos. -Já me beijou a força...Agora acha que pode me levar pra cama!? Você é um ninfomaníaco!Tem mesmo de estar preso na ala dos perigosos! Ela responde,sentindo-se desconfortável ,com um olhar amedrontado,lutando para evitar,que ele prossiga com o que planeja, mas não tem sucesso,e ele aproxima a sua face horrenda da dela. -Aquilo não foi um beijo...Isto é! Ele responde,com um sorriso,e encaixa seus lábios,no lábio inferior dela,deixando-a um tanto surpresa,ao ponto de não conseguir reagir,e retribuir ao beijo automaticamente,enquanto uma das mãos dele,imobiliza ao seu pulso,e a outra rasteja sob os seus seios. Despertando nela,o sentimento de vergonha,que a deixa corada,ao sentir os dedos dele escorregando pelo seu tórax,até chegar ao meio das suas pernas,onde ele a toca,e encara aos seus olhos. Agindo como um cavalheiro,e perguntando com o olhar,se deveria prosseguir,ou era para finalizar a sua investida.Tomada pelo desejo,que ela não consegue explicar,ela puxa o zíper do meio do macacão,e acena que sim com a cabeça. Animado,ele solta ao seus pulsos, e então puxa a sua máscara para cima, revelando para ela,a sua verdadeira face,que era totalmente diferente da criatura,com quem teve de lidar antes. Era um homem de negros cabelos, um pouco compridos,de olhos castanhos avermelhados e a pele pálida,bastante bonito,que lhe parecia ser familiar, já que tinha o visto,em alguns dos seus delírios. -Larry Coltown! Ela diz assustada,e fecha o zíper da sua roupa,abraçando-se,com o temor estampado no seu olhar,pois uma série de dúvidas surge na sua mente,e ela não é a única,ele está surpreso. -Como sabe ao meu nome...? Ele pergunta com um olhar incrédulo, mas ela não responde,e o silêncio o irrita ,de tal forma,que suas mãos agarram os pulsos dela,e ele a afronta com o olhar, esperando por uma resposta. -Eu-Eu não sei!Apenas vi seu rosto no meu mundo insano,onde o Apocalipse começou.Um refúgio,para fugir dessa realidade tão triste,na qual matei aos meus pais e...Aaaaaaah! Ela tenta responder,mas uma dor atinge o seu crânio,fazendo-a gritar, tão alto,que ele solta os seus braços,e se afasta dela,tentando chegar a uma conclusão,sem obter uma justificativa plausível,para o que acabara de acontecer. -Você me deixou!Eu enlouqueci Porquê me deixou!Não me deixe outra vez!Eu preciso de você!Eu preciso ter você! A jovem grita,parecendo afundar num mar de memórias,como se tivesse hipnotizada,para lembrar,enquanto se mexe no colchão,tocando o seu rosto,e arranhando-o assustada,até sangrar e escorrer gotas de rubi pela sua bochecha. Vendo o estado da garota,o homem volta para a cama,e segura as suas mãos, impedindo-a de se machucar outra vez,com um olhar de medo,que parece se elevar ao seu deparar,com aquelas duas pedras de gelo,que pareciam ver algo, além daquele lugar. -Se acalme.. Ele diz,lutando contra a força dos pulsos da garota,que lutam para se livrar das suas mãos.Mas ela não o escuta,e as lágrimas fogem dos seus olhos,como se tudo o que estivesse vendo,fosse algo real. -Larry Coltown... Os lábios dela dizem com clareza, e ela desmaia nos lençóis,perdendo parte da sua energia,enquanto o seu coração palpita lentamente,lentamente,até paralisar-se de vez. -Não pode ser...Não...Acredito. Corelle Lorrow é você...Mas como é possível?Se eles me disseram que você não real e me provaram que não existia fora do meu mundo? Larry diz,com um olhar triste, observando a face pálida,da jovem adormecida.Passando os seus dedos pelos cabelos dela,e as suas maçãs rosadas,com certo carinho,e cuidado. -NÃO! Michael grita em um estrondo, surgindo em um reino todo branco, ,tão belo quanto o paraíso,que foi descrito pelos cristãos.Parado na frente de uma tela virtual,totalmente regenerado, com três pares de asas brancas nas suas costas. "Num mundo forjado pela ilusão,não se sabe o que é a verdade. Talvez a paciente,seja uma pessoa sã,que foi torturada cruelmente,por alguém que realmente enlouqueceu.Ou será que ela está novamente delirando,e criando um novo mundo monstruoso? O que é a realidade?" CAPÍTULO 13 LAÇOS FRATERNOS Em algum lugar do universo... Há um antigo reino perolado,onde tudo é bem tranquilo,e não existem aberrações, pelo menos é o que aparenta,mas nem sempre aquilo que parece é.Michael está caminhando,em direção ao parlamento dos anjos, com vestes de Europeu.Ele passa pela porta,e se depara com 7 anjos ,também bem vestidos,com tons claros,no estilo inverno. -E não conseguiu concluir com a missão...Os traidores Alak e Lucy ainda estão juntos,e você, não tem mais nenhum poder sobre ela... Diz um dos anjos,com um aspecto arrogante,olhando indiferente para Michael,que apenas revira aos seus olhos,e se senta a mesa junto dos outros,que o recebem,com o ar respeito e submissão. -Cale-se Gabriel... Finalmente responde o belo, mas o anjo apenas revira os olhos, e sorri para ele,ainda torcendo pela sua falha,para que ele tome ao seu lugar,e destrua ao planeta Terra, como sempre sonhou,desde o início. -Christ não gostará nada de saber disto...Pois é uma grande ameaça para os planos do Pai. Diz o terceiro anjo a mesa,com a preocupação,estampada em sua face. Uma face inocente,que quase não se vê no Paraíso,pois apesar do que as histórias contam,eles não são bons,eles só querem o poder. -Não gostarei de que? Pergunta um homem,de longos cabelos louro escuro e ondulado,de pele pálida,e olhos azuis.Com um traje de um executivo chefe,usando a um broxe de ouro,no nó da gravata azul. -Senhor,Lucy não perdeu a memória,como nós planejamos...E o processo que usei,reativou parte da sua memória da vida real... provavelmente do tempo em que viveu aqui... Diz Michael com um ar de derrota, cabisbaixo diante de Christ,que reflete em silêncio,sobre tudo,o que lhe é dito, e depois senta-se no meio de todos, na cadeira imperial,com suas mãos unidas,pensativo. -Pelo visto não temos escolha... Devemos trazê-la de volta para este reino...Pois se ela revelar a todos,a verdade por trás do Paraíso,nós cairemos outra vez. Diz Christ após um tempo calado, olhando para os anjos,que ficam um tanto pálidos,ao receber a notícia,de que Lucy,deveria voltar para o reino o quanto antes.Revivendo em suas mentes,tudo o que aquela dama provocou. -Não será tão fácil capturá-la desta vez...Com o desbloqueio de suas lembranças,Lucy irá recordar de quem é,e assim vai ter noção, do poder que carrega... Alega Michael,explicando a situação em se encontravam desta vez,mas o belo Christ,apenas sorri confiante.E todos ali, passam a debater sobre que manobras, iriam utilizar para sequestrar a pobre garota. Um clarão surge,e aos poucos a luz vai se dissipando. Corelle está deitada numa maca,com uma aparência diferente do comum.Tendo longos cabelos cabelos vermelhos,que caiam sob o seu ombro pálido,com enormes olhos azuis,que estavam atônitos. -ALGUÉM ME AJUDE POR DEUS! Ela grita desesperada,mas Michael lhe dá um tapa no rosto,segurando os seus pulsos,e empurrando o seu corpo, entrando nela,com tanta violência,que o sangue escorre pelo órgão,mas ele não para,apenas aumenta mais a velocidade. -Sua vadiazinha...Pensou que só por ser minha sobrinha,não iria te comer?Estava enganada.Você é minha meretriz,e eu não vou te deixar partir com Alak! Diz o arcanjo,colocando seu polegar,em cima do clitórides dela, e empurrando seu órgão rígido,com tanta força,que ela urra sofrendo, com um olhar de ira.Ninguém irá ouvi-la,esta presa em um hospício. -Des-Graçado!Eu-Vou-Matáá-lo! Ela ameaça,com um olhar sombrio, e então cospe no olho do arcanjo,que fica tomado por uma cegueira,e se afasta dela.Sem perder tempo,a jovem salta da maca,e corre até a saída. -SOCORRO!ALGUÉM!SOCORRO! Ela grita fora de si,esmurrando a porta,e chutando ao mesmo tempo, agarrando-se na grade,com os olhos tomados pelo medo.Sabendo que não chegará em lugar algum, a jovem vira-se para o inimigo. -Sua sirigaita! Diz ele enfurecido,avançando em direção a moça,que o olha com raiva, e tenta empurra-lo,quando ele chega, mas ele é mais forte,segura o seu pulso,e o aperta até quebrar os ossos. -EU TE ODEIO! Ela ruge,sentindo a dor,no seu osso,sendo rachado por dentro,com lágrimas,jorrando de seus olhos,até que não suporta,e cai de joelhos no piso,desnorteada pelo que sentia. -Agora pague-me um oral! Diz o belo anjo,ajoelhando-se na frente da garota,e colocando o seu órgão na boca dela,mas ela está pálida,não reage a investida dele,pois está quase para desmaiar. -Acha mesmo,que seu teatro me convence?Você gosta disso,eu sei que gosta,por isso se masturba, quando Alak não está!Você é uma vagabunda,como a sua mãe! Indaga Michael,empurrando o seu órgão viril,entre os lábios dela,que já está inconsciente,depois de ter uma grave hemorragia no meio de suas pernas,que não para de sangrar. -Ela deve está aqui... Diz uma voz,vinda do lado de fora,ao ouvir isso,o anjo entra em pânico,e então desaparece daquele lugar.Deixando a garota,com os lábios sujos de vermelho,e o seu gozo,estirada no chão. -Essa não!Lucy! Diz uma voz ao longe,vários ruídos são ouvidos,e de repente só á a escuridão.Vozes começam a falar algo,mas não dá para distingui-las. A jovem abre uma brecha da visão,e está tudo embaçado, ao que parece está novamente num hospital,mas parece ser de emergência. -Miguuel...Não é...bom... Ele...feez...isso...COMIGO! Ela luta para dizer,ao homem de curtos cabelos negros,de rosto pálido,e olhos vermelhos,que ficam com um tom de sangue,ao ouvir aquelas palavras,soltando a sua mão,e partindo. Novamente tudo escurece,e a moça perde consciência,após um bom tempo,ela desperta em um quarto,mas não é o quarto do hospital,e por isso ela fica preocupada. Olha logo para os pulsos,e move as pernas,não está presa. Sem pensar muito,levanta-se do colchão,e se prepara para ir até saída,com um olhar destemido. Nesse momento...A maçaneta se move,alguém provavelmente está para entrar.Desesperada,ela olha a sua volta,tudo o que há para se defender,é um velho pedaço de madeira,que sua mão pega. O mesmo homem de olhos rubros, entra no cômodo,carregando consigo uma cesta cheia de frutas e legumes,e fica surpreso ao encontrá-la ali na defensiva,segurando a madeira como se fosse faca,com os olhos arregalados. -Alak! Ela diz com alívio,largando sua "arma" no piso,e correndo na direção do homem,que deixa cair a cesta,lhe envolvendo em seus braços,com um abraço forte,que lhe aperta. -Lucy!Que bom que acordou... Eles disseram que iria dormir por 600 anos!Mas não acreditei,era um tanto impossível...Pois se tivesse morrido,eu sentiria... Diz Alak,com um sorriso na sua face,que some logo em seguida,ao se lembrar do ocorrido.Ele se afasta,e a deixa ali parada no meio do espaço,ela o olha triste. -Michael disse que você o provocou, eu fingi não acreditar,mas sabe suas roupas,e seu perfil de anarquista,é algo que me faz duvidar,se isso é verdade ou não... Diz Alak,com tristeza em seu rosto,parecendo desconfiar,da sua amada.Que o olha incrédula,e fica irada,com aquela acusação,ao ponto de sua mão virar um punho. -Acredite nele...Se não confia em mim,se não confia em meus sentimentos,e se não acredita no meu amor! Lucy responde magoada,dando as costas para o belo,que fica calado, com um olhar piedoso,até vê-la abrir a porta,e partir dali.Preocupado ele vai atrás da garota,mas ela some na multidão,e ele a perde. A noite chega,ela está caminhando pela floresta escura,como se procurasse pelo perigo.Uma cobra albina,surge no seu caminho,ela lhe encara com indiferença,continua a fazer seu percurso. -Ele não te ouviu não é? Pobre Luciféria,nem o homem que ama,lhe dá ouvidos,eu tenho que lhe dizer,ninguém dará,pois Yaweh comanda tudo,e todos que são contra ele,não são ouvidos! Diz a voz de Michael,enquanto a serpente se transforma,numa luz resplandecente laranja.Aparecendo diante da garota,com um sorriso cínico,que lhe faz revirar os olhos. -Não pode entrar no meu corpo desta vez,não fui envenenada, pela sua substância...Não perca ao seu tempo,não vai chegar a lugar algum. Responde com frieza,olhando para o anjo,que apenas gargalha,até se contorcer,e quando ela dá as costas, ele lhe atira uma bolha de energia,mas para o seu azar,ela cria uma barreira a sua volta,sugando toda a força,e devolvendo o ataque com o efeito duplo. Mas ele apenas recebe a energia,no seu corpo,brilhando intensamente,até que ela se vê obrigada a fechar os olhos, e ele avança ao seu encontro,em um passo,pegando-a pelos cabelos. -Solte-me! Ela diz,olhando com raiva para o arcanjo,mas ele apenas sorri com o olhar cruel,e a atira contra o chão. Com o rosto na terra,ela usa a sua mão,como apoio,para levantar-se, só que o inimigo percebe,e pisa nos seus dedos,até os ossos quebrarem. -Tire as suas mãos dela! Diz uma mulher,de longos cabelos loiros,que caiam sob o seu rosto pálido, evidenciando os seus olhos verdes.Que estava coberta,por um vestido de retalhos brancos. -Você não é Lilith!Revele-se! Diz o arcanjo,perdendo o intenso brilho, até tomar a forma humanoide,e atira uma lança energética no peito da mulher,que cai para trás,como se um véu negro de energia,fosse rasgado. Tomando a forma de uma garotinha, que parecia ser,um pouco mais jovem,que a vítima. Possuía longos cabelos negros, os olhos completamente escuros,e a pele bem pálida,tão linda quanto uma rosa,e tão perigosa quanto uma. -Anne! Corelle grita em pânico,reconhecendo a menininha,que está atirada na lama,com um enorme buraco no peito,que não parava de jorrar,uma espécie de sangue escuro,de tonalidade quase marrom.Ao ver que a jovem se importa,o belo voa até a garotinha. -Fique longe dela! Diz a jovem autoritária,mas ele não a obedece,e crava as suas unhas no crânio da criança,que começa a gritar sem parar, não suportando aquela dor.Sentindo-se de mãos atadas,a dama fica parada, de cabeça baixa,planejando um ataque,enquanto sua mão se regenera. -O que vai fazer!?Sua irmãzinha não irá suportar se eu chegar ao cérebro dela! Pergunta o homem,desafiando a jovem, que transforma as suas mãos em punhos, mas não reage.Erguendo um pouco do rosto,para olhar nos olhos daquela garotinha. Vendo que não tem escolha,ela fecha os olhos,e os abre logo em seguida,atingindo ao inimigo,com um golpe no pescoço,em que crava as suas unhas no osso dele,tirando-o de perto da garotinha,com um impulso feito com a mão,derrubando-a. Com a visão embaçada,por aquele marrom avermelhado,a menina assiste á tudo de longe,com os olhos arregalados.Pois a jovem de cabelos ruivos,ganha um novo aspecto,seus olhos ficam violetas,e suas unhas se tornam garras. Sem dizer uma palavra,ela ergue o seu adversário no ar,olhando-o com tanto ódio, que aos poucos,suas pupilas ficam retas,e se assemelham a de uma serpente,que está furiosa.Puxando o seu crânio para cima,como se quisesse rasgar sua carne. Relembrando cada sofrimento,que viveu nas suas mãos,cada estupro,cada tortura,a tudo o que ele provocou,apenas por não ter sido correspondido,porquê não queria,e não aceitava,que podia perder seu prestígio,para uma mulher. Até que suas lembranças terminam,na tortura que ele cometeu com Anne,fazendo com que sua ira,aumente ao supremo nível, no qual ela crava os dedos,nos olhos do anjo,e arranca a cabeça,espirrando gotas vermelhas sob o solo. -Sei que és imortal,mas se voltar a tocar na minha irmã,eu juro que vou destruí-lo!Como um dia destruir ao seu amado "Paraíso"! Ela responde,olhando para a poça, que está abaixo dos seus pés,com frieza e certa indiferença,levando a sua mão suja de suco vital a boca,e puxando o liquido, para os seus lábios.Indo ao encontro, da menina estirada no chão logo em seguida,e ajoelhando-se diante dela. Tocando o seu rosto,e tirando as mechas negras da sua face,encostando os seus lábios nos dela,em um aparente beijo,no qual ela lhe dá o sangue do inimigo,misturado ao seu,pois ela estava envenenada. Ao contrário de um beijo ardente, elas não movem suas mãos,na verdade apenas abrem os braços,e unem as palmas. Continuando á prosseguir,com a ordem de dar e receber,até que os olhos da dama e da menina,ficam florescentes. Surgindo uma coroa,de energia violeta, acima da cabeça da mocinha,que recebe aos pequenos fios de raios,que penetram ao seu crânio,construindo cada parte dele,que estava laranjado,provando que ela estava sob o efeito do veneno. -Nada vai te machucar,enquanto eu estiver aqui.Está me ouvindo Annebell!? Não deixarei,que Eles façam algum mal a ti,não deixarei que tirem a tua doce inocência,como tiraram a minha! Me transformando nesse... monstro! A bela diz,com lágrimas escorrendo, segurando nos dois lados do rosto,de seu consanguíneo,com um olhar cheio de dor e remorso,revendo a cadeia onde esteve,as humilhações,que sofreu por causa da sua tia,que a sequestrou dos braços dos seus pais,quando era um bebê. E por fim ao cativeiro,onde Miguel a confinou. Vendo a tristeza nos olhos da irmã, a garotinha atira-se nos braços dela,dando um abraço bem forte,que a deixa surpresa, pois devido as constantes torturas,não foi capaz de aprender a dar carinho,ou até receber algum gesto afetuoso. -Não importa o que os outros acham... Pra mim você não é um monstro Lucy é apenas incompreendida e também traumatizada. A morena diz,olhando para o nada, e lembrando-se dos momentos,onde ela viu a irmã,conversando com os dragões que habitavam o reino,que a pertencia,e que ela,parava para observar,as belezas das rosas,não era má. -Lucy!Está tudo bem? Diz uma voz familiar,e então os olhos de Lucy,encontram os de Alak,que a olham profundamente,notando que havia uma roda meio violeta,envolta daquele verde."Sim ela perdeu o controle,e voltou a usar ao seu poder" Pensa ele um pouco chateado. Percebendo a presença do companheiro da jovem,Anne levanta-se do colo dela,limpa as lágrimas,sorri,e se retira dali.Deixando-os a sós,a rebelde se levanta,e o homem a encara, esperando uma explicação,para o cadáver do anjo,que estava jogado na lama,e para o sangue duro,em suas mãos e lábios. -Michael me perseguiu....E tentei lutar contra ele,o infeliz venceu a luta,tornando-me seu objeto de tortura. Anne surgiu usando seu dom,para criar uma ilusão,ele percebeu,a atacou,e eu cansei de me conter. Ela responde sem mais delongas,lhe mostrando um sorriso macabro,ao se lembrar,do que ela fez a casca daquele arcanjo.Notando que outra vez,ela ia se tornar uma fera,ele a empurra no tronco,e segura o seu pulso. -Não sou seu inimigo Lucy! Controle-se!Eu não quero machucá-la! Mas da ultima vez,perfurou meu coração com uma lâmina...Minha paciência tem limite,e está acabando...Não quero ser obrigado... Alak diz com o olhar assustado,segurando o pulso dela,mas a ruiva não responde,apenas o empurra,afastando-o dela.Enquanto fica a lhe encarar,com o rosto corado e sujo de lágrimas,que não param de escorrer. -Eu sou um monstro para você!Eu sou uma aberração aos seus olhos!Você não me ama!Eu tenho certeza!EU SEI QUE NÃO! Ela diz em voz baixa,e aos poucos começa a surtar,entrando numa realidade paralela,onde vê ao seu amado,dizendo-lhe que todos a odeiam,que ninguém precisa dela,que era a grande vergonha do seu pai,até que ela escorrega,e cai no penhasco. Mergulhando num mar de energia verde, ela afunda gritando,com os olhos fechados, sentindo várias mãos,puxando seu corpo, para baixo,até que o seu corpo todo é coberto,por um manto,e ela desaparece. -SOCORRO! Corelle acorda desesperada,atirando o lençol para longe dela,até ficar descoberta, olhando para tudo a sua volta,e notando que estava num quarto de hospital,que não parecia ser psiquiátrico,e sim um prédio de saúde normal. -Quieta!Vai atraí-los! Diz uma voz no fundo do lugar, e então surge uma jovem,de longos cabelos negros,segurando uma arma na mão,e olhando para á porta.Confusa,a bela se levanta,e caminha até a mulher. -Ales!Você é real! Diz a enferma,com alegria em seu rosto,segurando a mão da jovem,que á olha confusa e incrédula,livrando-se das mãos da garota,enquanto se encosta na entrada,olhando para o teto. -É claro que sou real!Corelle você está bem?Eu te encontrei na rua,e não em um hospício,mas ao que parece,precisa se tratar! Responde Ales de forma arrogante, revendo o momento,em que ela e sua irmã Alessandra,encontraram-na no meio da estrada,jogada numa poça de sangue fresco e quente. -Na rua...? Diz a dama da noite,com um olhar vazio,tentando se lembrar,do que tinha ocorrido,e antes que consiga,uma cruel pontada,acerta-lhe o crânio,fazendo-a vê ao querubim,que á atacou no outro dia. Tomada por aquela lembrança, ela cai de joelhos no piso,com os dedos pressionados sob á sua cabeça,como se quisesse tirá-la do osso.Vendo ao rosto da menina,e associando ele á imagem de Anne,do mundo dos sonhos. -Ela é minha irmã!Ela precisa de mim! Diz á garota com os olhos arregalados, forçando sua palma contra o azulejo,com medo de que esteja certa do que viu,e do porquê de ter visto.Tão agoniada,que mal percebe,que seus olhos estão mudando para violeta,com as pupilas estreitas. -Definitivamente precisa se tratar. Diz a atiradora,parecendo estar,um tanto indiferente á situação.Ela mudou muito,desde que perdeu,a sua única,e mais querida amiga,á sua irmã,que cuidou dela a vida toda,e que agora está desaparecida. "O mundo realmente acabou, não adianta mais fugir ou tentar negar,não há mais para onde ir,não há onde se refugiar.Agora é lutar para sobreviver,e matar para viver." CAPÍTULO 14 ESTAÇÃO INFERNAL É de manhã...O céu está nublado,os ventos estão fortes, duas jovens,estão correndo,numa estação de trem abandonada.Um monte de cabelos ruivos e loiros esvoaçam. -Por aqui! Diz a loira,chutando á porta da recepção,e entrando no cômodo, com os olhos assustados,enquanto puxa a jovem ruiva,trancando á entrada,para barrar o que as persegue. -Ales eu tô passando mal! Diz a jovem ruiva,encostando-se na parede,e passando a mão no rosto, revelando a sua identidade,é Corelle quem acompanha á assassina,mas ela não é a mesma de antes. Seus olhos agora são amarelos,seus cabelos são vermelhos,suas veias roxas. Desde que foi atacada,ela sofre com enxaquecas,e pontadas cerebrais bastante intensas. -Aguente...Estamos chegando! Diz á jovem,puxando uma cadeira, com um olhar preocupado,sentando a menina ali,e observando-a com os seus olhos,que ficam brancos,quando ela é tomada,por uma emoção forte. A dama se estira na cadeira,e olha para o teto,tudo á sua volta parece se distorcer.De repente o seu corpo se desintegra,transformando-se em luz,e ela some dali. Está escuro,ela está caminhando, no meio dos trilhos,como se fosse um cão perdido.Esfregando a costa da sua mão nos olhos,tentando enxergar,ao seu caminho,mas acaba caindo de peito no chão,e fica presa ali. -O quê!? Ela pergunta assustada,tentando se levantar,sentindo o seu corpo,cada vez mais pesado,como se fosse afundar na terra,como se algo estivesse lhe forçando,á ficar grudada ao ferro. O ressoar do apito de trem é ouvido, o barulho das engrenagens é estrondoso, faltam poucos segundos,para concluir ao seu destino,de destruir o corpo da dama,transformando-o em restos mortais. A jovem começa á suar frio,lutando contra seu medo.Usando toda á sua força, para se livrar do poder magnético,que lhe prende ali,mas não funciona,e a grande minhoca metálica,está a sua frente, pronta para selar a sua missão, com um impulso esmagador. Tão próxima,que não só o brilho, ilumina o rosto da jovem,que continua deitada na ferrovia,como também já é possível vê ao seu condutor,um ser cujos os olhos foram tirados,e as órbitas ainda sangram. -Alguém!Alguém!Socorro! Ela implora em desespero,com lágrimas,em seus olhos brilhantes, sabendo da triste realidade,que lhe aguarda,do cruel futuro que está a sua espera,das mínimas chances que tem de escapar. Só que quando tudo parece perdido, seu corpo é coberto,por um manto de sombras,que á transformam,em um ser energético,fazendo com que o transporte,passe por dentro dela. -O que foi isso!? Ela diz espantada,enquanto o seu corpo volta ao normal,e as sombras se erguem a sua frente,tomando a forma de um rosto conhecido,que a olha com certa tristeza,estendendo a mão e sumindo. -Não... Ela deixa escapar com á voz fraca,e o olhar entristecido,devido a dor que sente.Estendendo á sua mão no ar,como se quisesse impedir, á partida do fantasma. -Larry não vá embora... Conclui,com uma lágrima,que está escorrendo pela sua face,se rendendo ao sofrimento,enquanto abraça á si mesma,vendo apenas o vazio á sua volta,e a solidão. Outra vez o mundo passa á se distorcer,á sua volta,como se ela tivesse se drogado.O cenário gira ao seu redor,e então seus olhos abrem, uma lágrima escorrega,e ela está sentada na recepção. -Corelle o viu de novo? A loira pergunta,segurando uma arma,encostando-se na porta,com um olhar atento,enquanto espera o ataque do adversário,que pode está do outro lado,preparando-se para destruir á elas duas. A porta é arrombada,os soldados mortos-vivos invadem ao espaço,e a jovem ruiva puxa uma faca,atirando-a contra a cabeça de um deles,enquanto a outra garota,atira nos adversários restantes,que estavam ali,todo o grupo está morto. Infelizmente para elas,eles não eram os únicos,e apenas um tiro no peito não os mata.Eles começam a entrar á passos lentos e desengonçados,desesperada á jovem ruiva,pega um bastão de bandeira,e os afasta. -Atira!Na cabeça!Sabe que a minha mira é ruim!Atira!Eles estão chegando... Grita a jovem,empurrando a ponta do bastão,contra aqueles seres que tinham fugido das suas tumbas.Saltando na mesa,e tomando um impulso,para perfurar-lhes o crânio. -Já que você não faz nada... Eu vou fazer de qualquer forma não passam de humanos!E como tal devem ser destruídos! Diz a ruiva exaltada,atirando-se contra os mortos-vivos,com os olhos chateados e sombrios.Atingindo-os com golpes violentos,enquanto se lembra de tudo o que passou. Desde os insultos da Senhora Herrow,á morte de seus pais,e ao sequestro em que conheceu á amiga .Tão fora de si,que em poucos minutos ,arrancou a cabeça de metade deles,e perfurou uma a uma,para evitar que despertem outra vez. -Malditos sejam os humanos! Diz com a voz distorcida,batendo no que restou dos soldados zumbis,com tanta força e velocidade,que cada golpe,parte á cabeça deles ao meio,jorrando sangue contra o seu corpo,até que para,e não há mais nenhum deles ali. -Está de tpm?... Pergunta Ales de boca aberta, colocando a arma dentro da capa,se sentindo um esquilo perto de uma pantera negra.Mas a garota apenas larga o bastão no piso,e passa as mãos em seus cabelos, ajeitando-os com um sorriso,e indo ao encontro da loira. -Na verdade não...Mas imagine quando eu estiver... Responde Corelle,olhando no fundo dos olhos de Ales,com tanta ousadia e raiva,que a amiga fica branca de medo, ao ponto de tremer perante a dama, que sorri para ela,mostrando está brincando. -Vamos sair daqui... Diz a assustadora garota dos olhos amarelos,passando por entre os corpos que deixou ali,enquanto se recorda do momento em que sentiu o bastão, entrando nos ossos dos seus adversários,com alegria. Na plataforma...A loira pega um mapa das rotas,e caminha até a dama, que está no centro do piso,olhando para todas as áreas,enquanto segura o seu bastão para trás,como se quisesse dar um golpe surpresa,que não obteria êxito. -Desceremos aqui...E dai em diante iremos sozinhas até onde a outra besta está... A ruiva diz,com os olhos quase fechados,aproximando-se da amiga, e apontando-lhe a rota,para onde elas devem seguir.Suando e passando a mão na cabeça,como se a ponta de um prego,entrasse na sua testa. Ao ver o estado da amiga,a outra coloca o braço envolta dela, e a segura,dando-lhe apoio.Um par de olhos vermelhos surgem no fundo do espaço,e ela apenas sorri,para mostrar que está tudo bem. -Como saberemos que é o vagão certo? Pergunta Ales,com um olhar confuso,vendo que há mais de um trem,para chegar ao terminal,mas a jovem dos olhos amarelos,fecha os olhos,e afirma algo com á cabeça,sem explicar algo. De repente...O telefone começa a tocar,desconfiada a jovem assassina de religiosos,troca um olhar com a sua amiga,e a leva até um banco, onde a deixa,para poder ir ao orelhão,e atender ao tal chamado. -Ales! -Matt! -Não tenho muito tempo! Não vão para o hospício de Saint Louis,é uma armadilha! Michael preparou tudo!Me ouça não vá! -Matt!Matt!Onde está!? -Não sei...Eu tenho que ir... -Matt não desliga! -Me desculpe... Diz um rapaz de longos cabelos loiros,coberto por vestes brancas,que parecem pertencer á um paciente,de um hospital psiquiátrico.Colocando ao telefone no gancho,com um olhar sombrio. Vendo a enorme poça de sangue, que escorria da testa de um psicólogo,no qual havia cravado o machado.Molhando ao tapete com a vida do pobre homem, enquanto o encara,com os seus olhos negros,que são evidenciados,por sua pele pálida. -Não vão me ferir outra vez! Diz o rapaz,com um olhar assustador, puxando o machado do crânio do doutor, enquanto passa a mão pelo seu braço, que está cheio de queimaduras de terceiro grau,como se tivesse recebido choques. Na estação...Um trem todo feito de metal chega,e as jovens correm até ele, apressando os passos rapidamente para não perdê-lo,embora o vagão esteja ali parado,como se fosse a morte,pronta para levar as almas,para o outro lado. -Será que é esse? Ales pergunta enquanto fica parada na passarela,olhando para Corelle,que a encara indiferente."Como vou saber se nunca estive nele antes!?"ela pensa ignorando á sua companheira,que sorri envergonhada. A porta se abre,e um grupo de corpos humanos surge,presos no ferro aos pedaços, como se fossem carne bovina,com o sangue ainda fresco,pingando sob o piso daquele transporte,que está inundado de vermelho. -Bom...Agora sabemos que esse é o trem... Diz Corelle com um sorriso,entrando no veiculo,como se estivesse indo para o Disney world.Se bem que com os segredos que a empresa esconde,acho que essa era a verdadeira imagem,da velha e misteriosa disney. -Com certeza...Não há dúvidas, que a garotinha,que devora humanos, passou por aqui e fez um lanchinho! Concorda Ales embarcando no vagão, com um sorriso irônico em seu rosto,que tenta transparecer alguma coragem,pois o medo não era conveniente agora,não em um lugar como aquele. -Deve haver um vagão limpo... Vamos procurar antes que ele siga o seu curso... Diz a jovem ruiva,enquanto lágrimas escorrem pela sua face,numa mistura de pânico,medo,êxtase e alegria.Indo até o vagão,da primeira classe,onde tudo está limpo bem organizado,e um banquete espera por elas. Animadas elas se sentam nas cadeiras, e arrancam duas coxas de frango,que elas abocanham com vontade,pois há tempos não se alimentavam bem.A luz do lugar pisca, a minhoca de ferro passa por um túnel, no qual a dupla ouve,um monte de crianças a gritar. -Socorro!Não!Não! Gritam as vozes na escuridão, enquanto o ruído de um corte é ouvido, seguido do motor de uma moto-serra, rasgando algo,ao som da sinfonia de apelos desesperados,que parecem não ter fim. O vagão volta para a luz do sol,e as garotas estão sentadas,em um lugar em ruínas,cada uma com um coração humano,fincado no espeto,no lugar do frango,com o rosto todo sujo de sangue. -É o que tem...Estou com muita fome...Não importa se não é friboi! Corelle diz com frieza,cravando seus dentes na carne,e tirando um pedaço grande dela.Afogando-se no rubro, sem se importar,com o que fazia. Com um olhar cheio de repulsa,a outra jovem coloca a carne no prato, negando-se á se alimentar de um dos seus semelhantes,até que a fome fala mais alto,e ela decide devorar ao que tem. -Que bom que gostou do banquete que te preparei meu amor... Diz uma voz familiar,e então um monte de sombras,se forma a frente das canibais.Ao vê aquela energia á jovem dos olhos amarelos,fica um tanto nervosa,pois sabe quem estava ali,e Ales também. -Me desculpe...Mas vou deixá-los á sós precisam conversar. Responde a jovem loira,levantando-se da cadeira,e saindo dali.Deixando apenas a jovem e Larry,que toma a forma humana, mas o tempo parece ter voltado para ele,seus cabelos estão curtos,como os de um príncipe inglês,os olhos rubros como rubis,e a pele pálida como á neve,aparentando ser mais jovem do que antes. -Por quê agora? Diz á jovem com um olhar desconfiado, levantando-se da mesa,e caminhando para trás,como se quisesse manter distância,do belo,que sorri para ela,dando um passo em sua direção,que é o suficiente para aproximá-los. -Sua amiga fez o que você não teve coragem,me procurou,e me revelou a verdade.Também sinto á sua falta,e venho tentando ficar perto de ti há um tempo... Ele responde encostando-a na parede, com um olhar cínico,que a deixa irritada, ao ponto de revirar os olhos,e cruzar os seus braços,como se a notícia,que foi repassada á ele,fosse antiga e no agora insignificante. -Não finja que é mentira. Não me faça ir embora outra vez,sei que no fundo não é o que realmente quer! Responde ele exaltado,com a falta de cortesia da jovem,que o olha magoada, tentando evitá-lo,enquanto limpa ao seu rosto,com a barra da blusa,com certa dor e insegurança no seu olhar. "Você está certo,não quero que vá,não quero que vá nunca mais! Mas olhe para mim,eu mudei,não á sua garotinha apaixonada"Ela pensa,colocando a costa da sua mão na boca. -Não sou a mesma garotinha, de quem cuidou,eu mudei,eu já não preciso de ninguém...Eu... Corelle responde de cabeça baixa, olhando para o piso manchado,pela vida dos inocentes,mas o belo homem ignora a sua resposta,segura no seu queixo,e a beija de surpresa,lhe silenciando. -Deixe de ser tão orgulhosa, está ficando cega,todos nós temos alguém.Não importa se somos anjos ou demônios,ninguém nasceu para viver sozinho...Eu jamais quis te ferir... Ele diz,depois que os seus lábios,se afastam dos dela.Lembrando-se das vezes que ficou fora de si,e resolveu o problema matando todos,os que entravam no seu caminho,pois tudo o que queria,era ter aquela menina para si. Não sabia,se ela iria se apaixonar por ele mais tarde,pois agora que havia renascido,não se lembrava de quem era, e de tudo o que viveram,como o casal de anjos caídos.Mas jamais iria se render,tinha que tentar,pois ela era sua. Sua,e nenhum outro poderia mudar isso,eles não sabiam de tudo o que passaram,eles não seriam capazes de fazê-la feliz,e se fossem ele não iria arriscar.Tratava-se da sua mulher, da sua amada,á única que lhe despertava o sentimento. Era algo importante demais,para perder,era algo precioso demais,para entregar á qualquer um.Por isso ele assassinou aqueles pretendentes, e deixou claro,que ela lhe pertencia. -Você poderia ter evitado tudo isto,toda a minha agonia e o sofrimento!Tudo começou por sua causa! Corelle responde,empurrando o jovem, e fugindo do seu alcance,com a mão sob o rosto,tentando esconder as lágrimas,que estavam escorregando pela sua pele,se recordando da imagem de Alak,lhe levando a cair do penhasco. -Eu já pedi desculpas antes... por todos aqueles que matei,é tudo o que posso fazer,não posso trazê-los de volta!E se pudesse... Não os traria. Responde com certo desespero,que logo se transforma em raiva,levando-o a encará-la,com um olhar sombrio,que gela a sua espinha,fazendo-a desviar o olhar,para poder manter-se de pé diante dele. -Não se faça de bobo! Eu agora me recordo de meu nome real,e de tudo o que vivemos. Você me empurrou naquele maldito penhasco das almas,e desde então estou presa,nessa porcaria de mundo,como humana! Corelle responde com uma expressão furiosa,olhando no fundo dos olhos do belo,que a encara incrédulo.Recordando que não a empurrou,que nem se quer estava com ela,no dia em questão, e descobriu tarde demais. -Pode me acusar de qualquer outro crime,mas deste estou livre. Não á empurrei,pois não era eu que estava contigo,algo se passou por mim,para que me culpasse e odiasse... Responde o homem,caminhando até a jovem,que o olha espantada,com tal revelação,e então sua cabeça passa á doer,como se uma lâmina,estivesse penetrando seu crânio,forçando-a á colocar os dedos sob a sua coroa. -DE NOVO NÃO! LARRY NÃO ME DEIXE IR!LARRY SOCORRO! Ela grita caindo de joelhos no tapete, com os olhos arregalados,lagrimando de forma involuntária,como se os neurônios estivessem queimando por dentro,lhe arrancando estrondosos berros. Como se isso não fosse o suficiente,a luz começa a piscar outra vez,a cada vez que a sua dor aumenta.O céu então fica nublado,de forma inesperada,e um temporal começa á se formar. -LARRY! Ela grita estridente,e tudo escurece á sua volta,tornando-se um completo breu. Uma luz fraca brilha ao fundo,assustada ela caminha até a claridade,passando por entre a mesma,com os olhos fechados,pois é incapaz de vê algo. "Escutai minha criança,pois direi apenas uma vez,escutai menina,á verdade será revelada. Como já sabes,não és á única mas sim á primeira de muitos,á única mulher viva de Sua própria espécie. Não dê ouvidos aos apelos dos fracos,eles cavaram o buraco onde se encontram.Só há um único par,para cada um,e já achastes e está junto do teu.Seu inimigo é a chave,para ganharmos á Guerra. Sua morte,trará bons frutos, para aqueles que sabem o que a luz significa.Para os iluminados pelo fogo da revolução,para os que respiram o ar da sabedoria,para os que bebem da fonte do poder,e para os que tem a força da terra,um novo mundo surgirá. O selo foi quebrado,e chegou o momento de lutar contra Ele,é hora de cumprir a sua grande missão,e libertar aos condenados,como um dia libertei,é hora de mostrar á todos o seu poder." Diz a mesma voz de antes,só que dessa vez a jovem reconhece,e abre os olhos,está estirada no tapete,enquanto Larry e Ales a olham assustados,não mais tem olhos amarelos,e sim violetas,como na visão. -MICHAEEEEL! Ela ruge furiosa com a voz tão distorcida,que parece uma leoa,pronta para o ataque.Com tanta raiva,que o cenário á sua volta se distorce,se tornando horrendo e belo. Tanto ódio,que o trem recebe uma carga elétrica poderosa,que explode aos corpos,espalhando os pedaços nos vidros, com tanta força,que os mesmos derretem sob as paredes,como se fossem larvas vulcânicas. Para escapar do efeito do poder da garota,o homem segura a mão da amiga,e ambos se tornam seres imateriais, cobertos de sombras.Até que a fúria dela ameniza,e eles voltam ao normal,indo ao seu encontro,para vê se estava bem. Mas a bela nunca estivera melhor, todo o sofrimento físico que a consumia, já não existia mais,pois havia quebrado ao efeito do veneno,que o arcanjo tinha injetado no seu DNA,para impedi-la de recuperar o seu poder. Como o belo,seu rosto havia se rejuvenescido,e possuía mais aspectos da outra vida,por isso agora seu corpo não era mais de uma menina,mas sim de uma mulher,cheia de curvas um tanto sinuosas,que deixariam alguns homens loucos. Enquanto isso...Uma menina de longos cabelos negros,está sentada numa cama, em um quarto amplo e quase vazio,vendo com os seus olhos brancos,como o tempo estava mudando repentinamente,com um olhar curioso. -Anime-se Anne...Sua irmã está vindo te buscar,e logo você terá uma companhia,que eu aceite.Afinal o tal Johnny só queria abusar de você,e só eu posso fazer isso. Diz Michael com um sorriso macabro na sua face,abraçando a menina por trás, e apertando aos seus seios médios,como se fosse o seu amante.Beijando-a no pescoço,e depois nos lábios,com os dedos introduzidos dentro dela. "A batalha do século se iniciou, uns acreditam que vão vencê-la, Outros que a vingança irá se cumprir, mas no fim a Terra irá voltar,para onde tudo começou" CAPÍTULO 15 O PASSADO DE ALES O vagão da morte está seguindo o seu curso...Corelle está adormecida no ombro do seu antigo tutor,que lhe faz cafuné até cair no sono,e Ales olha pela janela para o horizonte.Recordando-se de um passado,que muitas vezes quis esquecer,mas que agora era o seu refúgio,diante do caos e da desolação. Imersa em lagrimas a moça dos cabelos dourados,continua a observar o negro das plantas mortas,até que o cansaço lhe domina,e ela desmaia no banco... É de noite...Um grito ecoa por toda a floresta,e um grupo de fazendeiros correm,em direção a um arbusto,de onde ainda pode-se ouvir os últimos gemidos da vitima.Todos se encolhem,com medo do que podem encontrar,mas uma mulher pega o seu crucifixo,e o beija dando um passo a frente,enquanto abre as folhas, com o olhar temeroso. Orando para que Jesus leve embora o seu medo,ela se depara com uma cena,que lhe parece familiar,e deixa a cruz cair na terra. Uma jovem loura,está pendurada de cabeça para baixo em uma árvore,com o corpo todo mutilado,e os olhos arrancados,sem o coração,acima de uma enorme poça vermelha,que ainda está quente. _Ele...Ele está de volta! Diz a mulher cada vez mais empalidecida,com os olhos arregalados e amedrontados,desejando que em nome de Deus esteja errada,sobre o que a sua mente,estava a deduzir daquele fato.Ao longe a criatura a observa,com um sorriso maligno em seus lábios ensaguentados,como se estivesse comemorando a vitória,de maneira discreta. _Quem está de volta mamãe? Pergunta Ales Simpson saindo de trás dos camponeses,que apenas encaram a mulher,de maneira ameaçadora,para que não fale,sobre esses assuntos a menina.Mas Amélia,já é adulta e forte o suficiente,para aceitar as consequências dos seus atos,ou dos atos que condenavam a sua família. _Ele é um inimigo antigo da família,e é tudo o que deve saber! Agora saia daqui imediatamente!Preciso conversar com os outros! Ela responde como uma senhora rabugenta,afugentando a filha,com o olhar cheio de ira,impondo com aquele gesto,que ela não procure saber nada,a respeito daquele crime,ou quem estava por trás dele.Furiosa a jovem lhe dá as costas,com um olhar de raiva,mostrando que não irá desistir disso, até que a verdade venha a tona.A mãe fica aliviada por um momento,e se acalma,e a jovem dos cabelos curtos,pega um lampião,e caminha para a mata. Após alguns minutos andando...Ales já está muito distante dos outros, que ainda permanecem no lugar do crime,debatendo o que fariam a respeito do assassinato.Ainda irritada,ela esmaga as folhas por onde passa,sem pensar no tamanho do perigo,fazendo ruídos tão altos,que chamam a atenção de alguém, que se esconde entre os galhos de uma árvore,com olhos frios e calculistas, se deliciando com a bela moça,que estava diante deles. _Olá garotinha não deveria sair sozinha por ai... Diz um homem saltando para fora da escuridão,e surpreendendo a menina, que fica em posição de ataque,e o observa atentamente.Ele é louro,tem os olhos amarelos como o ouro,que brilham mais que as estrelas,e é pálido,um verdadeiro pedaço de mal caminho para muitas,mas não para a dama,que apenas olha a sua volta,procurando algo para se defender do predador. _Eu não estou sozinha,minha mãe e os homens estão há poucos metros daqui. Ela responde encarando-o com valentia,ainda que as suas pernas tremam. _Nem quero imaginar o que estão fazendo...Mas não deve ser algo...Limpo. Ele diz com sarcasmo e malícia,fazendo com que a jovem perca o medo e fique irritada. _O que ela faz ou deixa de fazer não é da minha ou sua conta. Ela retruca com certa antipatia,e move seus pés em direção a saída da mata,mostrando que o temor já não habitava o seu corpo,e que aquele estranho,só estava lhe importunando,como qualquer outro ser bruto. _Não tem medo de mim? Ele pergunta um tanto surpreso e até mesmo admirado com tal atitude, segurando o pulso da morena,e impedindo-a de ir para o seu destino.Ela engole o pavor,que estava começando a se manifestar aos poucos,e se vira para ele,com um ar de indiferença. _Por quê deveria temê-lo se o ser humano comete piores atrocidades? Vocês não são diferentes,apenas possuem mais habilidades que Eles.Agora se me der licença,eu tenho que chegar a minha irmã,e lhe dá notícias da minha mãe.Tenha uma boa noite demônio. Ela responde soltando-se das garras do forasteiro,e partindo para longe do perigo,com um sorriso em sua face,que parece chamar a atenção do monstro,que não só está de queixo caído,como também parece maravilhado, com o fato de uma moça do campo,aparentemente frágil,ser mais destemida, que muitos homens,que cruzaram em seu caminho,e apenas fugiram gritando como loucos. Mal sabia ele o motivo,que levava a garota dos olhos de cristal a agir assim.Ela era obrigada a ser forte,foi criada por Amélia Hash Simpson,a Pastora da Aldeia Cristalina,que castigava todo aquele,que contrariava as Sagradas Escrituras. E se pensam que por Ales ser filha dela,estava isenta da represália dos céus,estão muito enganados,aos 6 anos quando a menina deu o seu primeiro beijo,a puritana lhe deu uma surra de espinhos de ferro,para que jamais chegasse perto de algo,que se assemelhava a fornicação demoníaca. E não acaba ai,em cada fase da sua vida a jovem Simpson,foi vítima da mãe,que acreditava,que até mesmo as pequenas coisas,poderiam lhe aproximar do demônio. No fundo não estava errada,sabia que as suas filhas,não eram suas,que elas pertenciam ao outro mundo,e lutava contra isso com todas as forças,provocando o medo através de métodos desumanos,que incluíam até mesmo furar a língua das meninas,com agulhas passadas na brasa,para que jamais blasfemassem,contra o imenso amor de Jesus Cristo. Não era fácil,mas a pior lembrança da garota,é de quando procurou saber mais sobre os segredos da juventude da senhora Simpson,que teria se prostituído e se drogado,por influência de uma amiga,com quem tinha constantes relações sexuais,junto de um homem, de quem ela só sabia o nome.Nesse dia pavoroso,a mulher chegou a fazer a menina beber veneno,negando tudo o que as fotos provavam,como se não fosse a pessoa,que estava na imagem,fazendo-a ir parar no hospital,onde ficou por vários dias e noites,sob os cuidados de um médico sádico escolhido a dedo pela fiel. Alguns dias depois...A notícia de que o Devorador de Virgens havia retornado,se espalhou por todo o povoado,mas apesar de todo pânico,eles não deixaram de lado a sua adoração ao Cordeiro de Deus,e por isso fizeram a tradicional festa dos Santos no dia 31 de outubro daquele ano.Como de costume,as irmãs Simpson saíram mascaradas pelas ruas, com fantasias brancas de anjos,que eram as únicas permitidas por Amélia,mas neste dia a mais jovem foi surpreendida,com a aparição de um estranho homem louro, que usava uma máscara negra de corvo,e sorria para ela ao longe... _Sua fama se espalhou por aqui...Foram quantos assassinatos essa semana? A garota pergunta,sentando-se ao lado do homem,em uma mesa na taverna. _Apenas dois ou três...Não tenho me esforçado muito. Ele responde com um sorriso,confiante de que não irão capturá-lo. _O que quer aqui? Ela pergunta logo em seguida,decidindo deixar de lado a ladainha. _Quero apenas conversar...Tenho me sentido muito só,será que podemos sair daqui? Ele responde com um olhar sedutor e uma expressão cada vez mais cínica.A dama olha para trás,e avista a sua irmã mais velha junto de um rapaz de longos cabelos negros,e olhos verdes,que estava vestido como um lorde das trevas,e conversava com ela,com bastante entusiasmo. _Tudo bem. Ela aceita o convite,e eles se retiram da mesa,indo embora em direção a mata,onde ele costumava cometer os crimes mais brutais. É noite de lua cheia,Ales está envolvida nos braços do predador, beijando-o intensamente,enquanto empurra o seu quadril contra o dele. Sentada em suas pernas,ela pega uma das mãos do belo estranho,e coloca sob a sua coxa,insinuando-se para ele,com um olhar tomado pelo desejo lascivo,seu pé fica sob a pedra,e ela segura o membro dele,que está cada vez mais rígido,em sua palma. Ele a deita sob a rocha,e tira a sua calcinha rapidamente,mergulhando no meio das suas pernas,e penetrando o corpo dela com a língua,fazendo-a gemer um pouco,enquanto massageia ao seu ponto de calor.Mas ele não se satisfaz com o mínimo,e por isso intensifica a caricia com os lábios,e os dedos,fazendo-a gemer tão alto,quanto uma loba,ao ponto de derramar gotas brancas... _Devore-me demônio!Faça-me tua! Ela diz posicionando-se para o começo do ato.Ele sorri,e puxa o seu enorme membro para fora,segurando-o e movendo a sua mão,para cima e para baixo,continuamente,enquanto olha para bela,que não resiste,e atira-se no meio das suas pernas,pegando aquele órgão e apertando-o,até o colocar na boca,e passar a língua envolta dele,para que seu parceiro sinta tanto prazer,quanto ela. Não suportando mais o desejo animal,ele a joga de volta na rocha,e a penetra intensamente,empurrando sua pélvis para frente,para alcançar o máximo da líbido, e beijando-a com todo o fervor,que o inferno pode oferecer.Mas quando chegam no ápice do orgasmo,ruídos ecoam dentro da flora,e são obrigados a parar antes de completar a cópula. _Eu tenho que voltar pra Aldeia... A jovem diz pegando a calcinha e colocando de volta,enquanto ajeita os cabelos,para disfarçar,o que veio fazer na floresta no meio da noite. _Eu te acompanho. Ele diz com uma expressão séria,colocando o seu casaco e abotoando as calças. _Não,não podem nos ver juntos,a minha mãe me mataria... Ela explica,levantando-se da rocha,e pegando um bombom que estava em sua bolsinha,que normalmente leva para qualquer lugar. _É um caminho perigoso Ales,sabe que não sou o único a matar por estas bandas...Mas sou o único que pode te proteger dos outros. Ele responde,mostrando que não deixará voltar sozinha. _Se o conhecesse há mais tempo,diria que está apaixonado. Eu tenho que ir...Até algum dia talvez... Ela diz um pouco instigada com a atitude nobre do homem, e move seus pés para ir,mas ele segura em seu pulso e a encara. Impedindo-a de dar outro passo,antes de saber,que o estavam fazendo,representava algo mais para ele, do que uma noite de diversão. _Estou apaixonado desde que nos conhecemos... E se o sentimento for correspondido quero encontrá-la aqui na próxima Lua Cheia,do contrário esqueça que um dia existi. Ele responde,deixando-a de boca aberta por alguns instantes, mas antes que ela lhe dê uma resposta,o brilho das chamas das tochas surge por trás das folhas,e ela é forçada a sair correndo de volta para a festa do povo,antes que percebam que havia saído,com um homem que poderia ser o próprio psicopata,de quem tanto falavam por aquelas bandas. O anjo descabelado passa por entre os portões,e Alessandra logo nota que algo não estava normal,por isso deixa o namorado Mauro com os aldeões,e vai atrás da jovem,que corre para casa,e se tranca no banheiro. A mais velha das irmãs,atravessa a porta do quarto,e tira a sua máscara,deixando-a em cima da cômoda,e deitando-se em sua cama,que fica ao lado de outra,que pertence a garota dos cabelos curtos,que sai de dentro do toalete,e se depara com a irmã lhe encarando com um sorriso maldoso. _Eu vi que saiu com um belo moço da festa... Ela insinua com um olhar atento,a irmã fica rubra de vergonha,e pega as suas roupas intimas,vestindo-se por baixo da toalha,enquanto pensa em uma boa desculpa,para enganar a sua irmã mais velha,e desviar a sua atenção do tema principal. _Ele queria conhecer o rio...e conversar com alguém... Ela responde inventando uma mentira e depois reconsiderando. Sabendo que não há escolha quando se trata de Alessandra Simpson, ela coloca a camisola,e se senta na cama de frente para irmã,disposta a contar a verdade sobre o louco,que lhe fez abandonar uma das melhores festividades do ano. _Eu não sei o nome dele,o conheci naquele dia em que a Ana Golveia morreu...Ele é o culpado pelos crimes horrorosos, que vem assombrando a todos na aldeia,mas não tentou me machucar.Até chegou a falar em paixão...E eu estou encantada por ele. A garota responde com receio da reação da irmã,que fica com os olhos arregalados,analisando tudo,antes de dar algum veredito, que pelo choque,não parece ser nem um pouco positivo.Alessandra toma as mãos da irmã entre as suas,e olha no fundo dos seus olhos, encarando-a com um pouco de compaixão,como se estivesse prestes a dar uma lição de moral. _Se este homem te fizer feliz para mim é o que importa. Não tenho motivos para odiá-lo depois de tudo que a Golveia fez contra você,sou até grata a ele,por eliminar aquela mulher ...Me preocupo apenas com o fato da mamãe descobrir...Se ela o fizer,te matará com certeza... Diz a irmã mais velha,concluindo que para elas,o Devorador de Virgens,não havia feito nenhum mal,muito pelo contrário,tirou de seu caminho,a corrupta Golveia,que sempre tentava fazer da vida de Ales um inferno,para que pudesse se sentir em paz.Já que era tão fanática,quanto a pastora,para quem trabalhava vigiando as meninas na escola,e atuando como X-9. No mês seguinte...É noite de Lua Cheia,e naquele dia, está havendo uma super lua. Ales está sendo escoltada pela irmã e o namorado,até as montanhas,onde marcara de se encontrar,com o misterioso assassino.Eles finalmente chegam ao local,mas o homem não está lá,no seu lugar encontram um grupo de pessoas encapuzadas de branco,que causam pânico no trio.Reconhecendo aquele símbolo de cruz,Alessandra dá um passo para trás,e puxa a irmã pelas costas. _Ora ora ora...Se não são Alessana e Alessandra Simpson.... Diz uma voz feminina e familiar,causando arrepio nas damas, que abraçam uma a outra,se encolhendo nos braços de Mauro,que parece está disposto a proteger as duas. _Ou será que devo dizer as minhas filhas! Volta a dizer a mulher do grupo,e puxa o capuz,revelando ao seu rosto. A garota dos cabelos curtos,sente a sua pressão descer,e cai nos braços da sua irmã mais velha,que a abraça,encarando aquela figura materna,com total desconfiança. _O que a senhora faz aqui? Pergunta a mais velha,mostrando a sua bravura. _O que eu faço aqui?Será que não deveria ser eu a fazer esta pergunta? Responde a senhora Simpson com um ar de sarcasmo. _Eu avisei para não procurar o Diabo Alessana....Mas como sempre não me ouviu não é? A mãe diz,a raiva parece cada vez mais latente em seus gestos. _E para piorar ainda esteve junto daquele maldito!Fornicando como uma vagabunda! Diz a mãe de forma solene como se fosse o juiz e a filha o réu. _Quem a senhora pensa que é para falar de mim?! Diz a acusada,saindo dos braços da irmã,e enfrentando o poder. Furiosa,a senhora Simpson,não se contém,e acerta um tapa no rosto da jovem,obrigando-a a virar a face.Ela aceita aquele golpe em silêncio, sentindo o ódio crescer dentro do seu corpo,enquanto olha para o nada, pensando no que pode ser feito,diante da situação em que ela se encontra. _Levem-na para o nosso círculo da salvação...Os demônios vão adorar devorá-la.Essa criatura ingrata não merece o meu amor de mãe. Ordena a mulher,mostrando desdém para a menina.Ao ouvir aquelas palavras a outra filha fica incrédula,como pode um ser racional agir daquela forma,com alguém do seu próprio sangue?Mas quando ela resolve reagir,a moça dos cabelos curtos,ergue a sua mão,num gesto de derrota,como se não quisesse mudar,o que estava para acontecer. Ainda naquela noite...Todas as roupas da garota são tiradas,e ela é pendurada de ponta cabeça em uma árvore,como se fosse um pedaço de carne no açougue.Os encapuzados batem os tambores,invocando aos monstros noturnos,com palavras ditas apenas na língua morta,para que venham saborear o sacrifício que estavam oferecendo a eles. Um pouco distante dali...A irmã mais velha não se contenta com a escolha da outra,por isso caminha por entre as árvores mais antigas,e procura pelo tal Devorador de Virgens,esperando que de alguma forma,ele vá salvá-la,já que havia lhe jurado amor,antes da catástrofe acontecer.Ela grita pelo nome que lhe deram,mas nem sinal da criatura das trevas aparecer... _Devorador!Devorador! Berra Alessandra desesperada para todas as direções. _Por favor apareça!Anseio ser morta esta noite! Ela continua tentando convencê-lo de vim ao seu encontro,mas nada acontece.Após horas inventando mentiras suicidas,para atraí-lo ,ela decide se sentar na raiz de uma macieira,e encosta a sua cabeça ,com lágrimas escorrendo pela sua face. _Oras tudo o que detesto é vê uma mulher chorar... O que se passa? Diz um ser das sombras,descendo até a moça,como se fosse uma serpente,rastejando-se pelo tronco. _Ales está em perigo... Ela diz atordoada virando-se para a criatura,que apenas revira os olhos. _Eu devia saber,era apenas mais um truque! Ele diz saltando por cima da garota,um pouco chateado. _Você lhe jurou amor!Tem que ajudá-la! Grita a futura cunhada cada vez espantada com a reação do moço. _Não sei do que está falando. Ele responde de forma rude. _Baixinha,cabelos curtos e negros,branca,de olhos azuis... Ela descreve a irmã,achando que ele poderia ter um lapso de memória. _Eu sei quem é Ales Simpson!Conheço a sua família há muito tempo! Ele explode de raiva mostrando que sabia de quem se tratava. _Como pode agir assim?! Ales está em perigo!Por sua causa! Ela deixa escapar com uma expressão triste,totalmente estarrecida. _Eu vi os membros da Ordem de Cristo.Acham que cairei no mesmo truque duas vezes?Estão muito enganados!Passar bem! Ele revela,enquanto parece se recordar de um momento semelhante ao que vive agora,como se estivesse passando por um deja-vu. _Ales não traiu a sua confiança,ela se apaixonou por você, não te colocaria em risco.Se isso que diz fosse verdade,acha que teria me aventurado até aqui,para te pedir ajuda,sabendo que ia me matar ?Não.Ela precisa de você,por favor me escute,ela precisa mesmo!Os únicos que vieram com ela foram eu e meu namorado,apenas nós dois sabíamos de vocês,não temos ideia de como mamãe descobriu... Ela explica com lágrimas escorrendo em sua face,agarrando as mãos do monstro,e olhando em seus olhos,e implorando que venha com ela,antes que a jovem seja morta por outros da sua espécie. _Vou considerar sua alegação,mas se estiver me enganando vai entender,porquê ganhei o apelido de Devorador. Ele responde,ainda com a pulga atrás da orelha,e os dois partem em direção ao meio da floresta,onde normalmente todos os membros da Ordem de Cristo,que se localizavam em Cristalina,se reuniram. As estrelas brilham no céu,o batuque do tambor,ressoa cada vez mais alto,atingindo as nuvens.Os habitantes da aldeia,encolhem-se embaixo das cobertas,pois sabem que os guardiões dos anjos,estavam invocando as forças das trevas,para que pudessem enfim eliminá-las, ou mandá-las para outra parte do mundo. Os gritos estridentes de Amélia,parecem mais finos a cada segundo,aos poucos ela chega ao som da águia,e todos tapam os ouvidos,com exceção de Ales,que é obrigada a ouvi-la.Sentindo o seu tímpano estourar,a filha da pastora,berra de dor,olhando para a Lua,que começa a ficar com o tom escarlate do nada. _Socorro! Grita a menina despida,forçando os olhos,a ficarem fechados, enquanto os nervos estão a flor da pele. _Hahahaha pobre menina... Diz a mulher com uma voz diferente,que parece ter sido modificada por gás hélio. _Quem está ai? Pergunta a jovem desconfiada com um olhar amedrontado. _Não interessa. A mulher responde,e caminha até a jovem,abrindo a sua túnica,com um sorriso malicioso,que a deixa mais preocupada do que antes.Mas o ser da noite nem mesmo lhe dá tempo para pensar, fica de cocoras na sua frente,e a beija de surpresa,massageando o seu ponto de prazer,enquanto enrosca a sua língua a dela,em uma troca de saliva constante,que lhe deixa extasiada ao ponto de derramar gotas de orvalho. Sentindo um liquido escorrendo pelo meio das suas pernas,a criatura levanta-se,e aproxima a sua genitália,na direção da moça, que fica ainda mais enojada do que antes.Percebendo que não teria o consentimento dela,o ser materializado,segura em seu queixo,e empurra seu corpo,contra a boca dela,forçando-a a beber do seu mel perolado.. _Socorro! A garota tenta gritar,enquanto as partes intimas da mulher lhe sufocam.Até que ela sente o gosto do liquido que escorrega pela sua língua,e é tomada por um mar de ira,que faz com que as águas se elevem para fora,mas não o suficiente,para dar um basta naquela situação asquerosa. _Tire as suas mãos da garota Nahemah! Diz o jovem louro,saindo de trás dos arbustos,com um enorme corte triangular em seu pulso,do qual ainda estava escorrendo sangue quente até a palma.Ao ouvir o seu nome sendo falado,a deusa antiga, demonstra que a presença de um demônio não lhe assusta. Vira-se para ele com um sorriso,e um olhar confiante. _Matt há quanto tempo não nos vemos 111...112 mil anos? Ela o cumprimenta caminhando em sua direção,como se fosse uma velha amiga. _Devora...dor... Diz Ales vendo o borrão de um homem de cabelos louros, enquanto seus olhos ficam cada vez mais pesados,e o liquido branco escorre pelo seu queixo,derramando gotas no solo. _Não estou aqui para tratar de velhos assuntos! Ele responde,saltando para cima da criatura,como um animal ,quando se sente ameaçado.Indo para um ataque direto,no qual concentra o seu punho na direção do peito da sua oponente,que sorri,e segura o seu braço,sem nenhum trabalho. _Achou mesmo que seria tão fácil? Ela faz uma pergunta retórica,e lhe acerta um chute no estômago,atirando-o contra a árvore,que se quebra em vários pedaços devido ao impacto.Ele fica de olhos fechados,por alguns segundos,e então se levanta em um outro salto, preparando-se para um novo golpe. _Seu papai deve está tão orgulhoso de você... Ela o provoca,chamando-o com as mãos. Ele se enfurece e corre em sua direção,tão rápido que chega a desaparecer,e se tornar apenas um manto negro,que voa para cima da adversária.Ela revira os olhos,e então o espera. Sem pensar duas vezes,ela gira e lhe acerta um punho cerrado no pulmão,que parece cortar a circulação do ar em seu corpo,fazendo-o ajoelhar-se,e cair aos pés da divindade,praticamente morto. _O que quer com ela? Pergunta o demônio lutando para respirar,enquanto se arrasta para frente,como se ainda estivesse em condições de lutar. _Sério? Ela pergunta com um pouco de incredulidade,já que obviamente ele iria perder,pois era incapaz de se levantar, para ao menos bloquear o golpe.Mostrando ser uma boa vencedora,ela apenas lhe dá as costas,e caminha até a garota dos cabelos curtos. _A pergunta correta é:O que eu quero com elas... Ela diz segurando o rosto da menina adormecida que está com a boca suja,por seus restos sexuais. Não muito longe dali...Atrás das árvores Alessandra está pasma,vendo aquela cena horrível,enquanto tenta se aproximar da irmã,sem causar algum alarme.Porém quando ouve o pronome “elas” na conversa,fica paralisada com os olhos arregalados,tapando a boca,para que ninguém ouça os seus sons. _São minhas filhas... Ela revela baixando a guarda por alguns segundos,demonstrando remorso e dor em suas palavras,mas isso não consegue despertar a compaixão do rapaz,que usando suas últimas forças,salta em sua direção,e ergue a sua palma,pousando-a sob o coração da Sra. Simpson,que ele puxa para fora,tirando o poder da deusa sob o seu corpo. E apesar ter sucesso dessa vez,está fraco demais,por isso não se aguenta,e desmaia na lama.Percebendo que a batalha terminou, a mais velha das irmãs sai do seu esconderijo,e corre em direção a menina.Sem perder tempo,pega as chaves que estavam no chão,e a liberta daquela tortura,que parecia não ter fim. _Ales acorde...Ales... Diz Alessandra enquanto olha para a irmã,que está deitada entre as suas pernas,dando-lhe alguns leves tapas na intenção de acordá-la. A menina de cabelos curtos abre os olhos,mas suas íris estão tão brancas,quanto a neve,por isso a jovem mulher fica assustada e se afasta dela,que se levanta,e fica olhando para o tempo a sua volta,como se estivesse desnorteada,e acordado de um sono de mil anos. _Akaila Diz a garota dos cabelos curtos,se transformando em água e surgindo sentada no colo da irmã,para quem se materializa, com um olhar doce,que não parece despertar sentimentos de ternura,e sim de pavor.Ao vê Ales naquele estado,a jovem agarra seus ombros,e a empurra,no intuito de afastá-la, mas esta apenas puxa seus pulsos para baixo. _Akaila Volta a pronunciar a mocinha,colocando seus braços envolta do ombro da irmã,que entra em pânico,temendo o que ela possa fazer,mas antes que reaja,os lábios da menina dos olhos brancos já estão grudados aos seus,e sua língua molhada pelo gozo da deusa,está movimentando-se constantemente contra a dela, forçando-a beber também daquele liquido repugnante. _Ales o que diabos está fazendo?! Tenta perguntar a irmã mais velha,enquanto a outra continua a beijá-la a força,até que ela não resiste,e retribui ,entregando-se ao momento,com todo desejo,que seu corpo exalava. _Mamãe Nahemah ordenou... Responde a mais jovem,logo depois da sua língua molhada de saliva,desgrudar-se da língua da outra. Ao ouvir outra vez aquele nome a irmã mais velha fica catatônica,e então é tomada por um súbito sono,que atinge também a primeira vitima da deusa,e ambas ficam caídas na lama,como se já estivessem mortas. No dia seguinte...O sol está nascendo entre as nuvens, as irmãs estão adormecidas sob um carvalho,Matka não se encontra ali,mas ainda sim vários gritos desesperados ecoam por todo o local,como se estivessem crucificando Jesus nos dias de hoje,quando todos já o conhecem,por seus supostos sacrifícios. _O Diabo esteve aqui!E ele tocou as minhas filhas! Diz Amélia totalmente recuperada da ultima noite. Ao ouvir aquela voz,as irmãs despertam e então percebem, que ambas estavam transbordando saliva esbranquiçada,e as alças de seus vestidos estavam desajeitadas.Entendendo, o que havia ocorrido,elas encaram a mãe,com certo peso em seus rostos. _São duas vagabundas!Ninfetas de Satanás! Grita a mulher atirando pedras contra as jovens, que abraçam uma outra,protegendo-se dos ataques da pastora. _Como puderam trair Jesus?! Ela diz com lágrimas em seus olhos,que parecem ser convincentes o suficiente,para que muitos pensem que é uma verdadeira santa. _Pra mim já chega! Grita Alessandra saltando por entre a chuva de pedras, e derrubando a sua mãe na lama. Montando em cima dela como se fosse um leão,ela começa a acertar vários golpes contra o seu rosto,até escorrer sangue dos lábios daquela que lhe criou com mãos de ferro. _Alessandra!Não! Diz Ales em alarme,agarrando a irmã pelas costas. _Estou cansada de tanta humilhação!Você nem mesmo é minha mãe de verdade!Sua deusa imunda me revelou isso!Você não vai mais machucar ninguém por não seguir a sua maldita fé! Proclama a jovem,acertando contínuos socos contra a própria mãe.Tomada por uma ira tão grande,que não consegue se calar ou se controlar,está finalmente fora de si.Depois de tantas torturas e maus tratos,a jovem havia finalmente se tornado uma fera,forte o bastante para se defender de qualquer malfeitor, e também para matar,qualquer infeliz que cruzasse o seu caminho. _Essa não! Diz Mauro avistando a namorada,gritando como uma louca,enquanto a sua cunhada tenta detê-la,mas é jogada várias vezes para trás,e por isso aceita,que não chances de pará-la. _Alessandra! Grita o pobre homem,agarrando os pulsos da jovem,e tirando-a de cima de Amélia,que está com o rosto coberto de hematomas roxos,e não para de cuspir os próprios fluídos, á um fio de alcançar a morte.Mas ela não desiste e tenta se soltar,querendo terminar com o que começou,antes que volte a razão. _CONTROLE-SE! Grita a garota dos cabelos curtos,movendo a água em direção ao rosto da irmã mais velha na forma de um tapa,enquanto o namorado desta,lhe segura por trás,com a melancolia e o medo exposto em seu rosto,e a cunhada o encara com uma expressão de raiva,tomada pela cólera,de braços abertos para trás. _Ales... Diz Matt observando tudo do galho de uma árvore,não muito distante dali,percebendo a ira nos olhos da amada,que ao ouvir o seu nome sendo falado,vira-se na direção do demônio.Este arregala os olhos,e escorrega caindo de costas,na raiz de um carvalho. Mais tarde...Berros de dor e desespero ecoam por toda a casa da família Simpson,mas como Amélia é uma autoridade naquela aldeia,ninguém bate a sua porta,para saber o que se passa... _AINDA VAI BLASFEMAR AO NOME DO NOSSO SENHOR?! Grita a mulher,com o olhar furioso,embora seja uma senhora, é muito bela para a sua idade,aparenta ter alguns a menos.Porém parece ser mais velha que as meninas,por causa das suas olheiras. _Não mamãe! Diz a garota,enquanto sente o calor da última chicotada que a sua mãe lhe dá.Lagrimando devido a dor,que estava sentindo em suas costas. _NÃO OUVI! Grita a mulher mais uma vez,e então acerta outra chicotada nas costas da menina,com tanta força,que essa encosta o rosto contra a parede. _NÃO MAMÃE! Grita a pobre moça,e então encosta ao seu rosto vermelho,no concreto.Amélia então sorri e se retira, ao longe Ales encara Alessandra,com certo pesar,e caminha ao seu encontro,fechando a porta. _Como está Alessandra ? Pergunta a irmã mais nova,preocupada. _Como você acha que estou... Sussurra a jovem,virando-se para a garota,e expondo o seu rosto sombrio a luz.Assustando a pobre,que se afasta horrorizada,devido aos cortes nos lábios da vítima de tortura,que estavam vermelhos de sangue. _Eu vou matar essa vadia!Ales!Eu vou matá-la esta noite! Diz Alessandra,com o olhar furioso e sombrio, demonstrando que não deixaria,aquela afronta passar despercebida. Ao vê a expressão da jovem,a garota apenas dá um passo para trás,e fica com o olhar distante.Pois uma cena assustadora surge em sua mente,onde ela está banhada em sangue,segurando um terçado na mão esquerda,diante do corpo desfigurado de um homem. _É a única forma de nos livrarmos desse pesadelo! Eu te ajudarei! Responde Ales,olhando no fundo dos olhos da jovem, enquanto ambas sorriem uma para a outra,com um olhar tão obscuro,que pode se notar,que não estavam plenas de sua sanidade. Após assassinarem a mãe a sangue frio,as irmãs Simpson, sofreram uma caçada implacável da Ordem de Cristo,que lhes capturaram e jogaram-nas em um cativeiro,onde conheceram Corelle Lorrow,com quem desenvolveram um laço de amizade,já que esta as libertou,e assassinou aos outros... _Vamos sair daqui... Diz Alessandra segurando o pulso da irmã,enquanto ambas correm por entre os restos mortais de Madalena, torcendo para não encontrar nenhum capanga lá fora, elas conseguem fugir,e então vão para uma rua deserta ,onde avistam um táxi vazio. _Por favor nos ajude! Pede Ales batendo contra o vidro do carro,e assustando o motorista,que as encara com uma expressão séria,e então deixa aparecer o seu pingente de cruz dourado. _Droga! Deixa escapar a garota dando um passo para trás. O homem então sorri de forma maliciosa,e caminha na sua direção.Ela continua a recuar com os olhos arregalados,e ele abre o zíper da calça,sorrindo como o gato Cherrise. _SAIA DE PERTO DE MIM! Grita Alessana erguendo sua palma aberta diante do homem,e concentrando-se no sangue,no intuito de conseguir obrigá-lo a cuspir os próprios fluídos,até morrer,mas como ela ainda não é forte o suficiente,sua tentativa não surte efeito,e ele a empurra na parede. _SAIA DE PERTO DELA! Diz uma voz distorcida,e então uma mão atravessa o peito do desgraçado.Ao vê o coração pulsando naquela palma de pele pálida,a mais jovem das irmãs arregala os olhos,esperançosa,e atira o órgão no chão,empurrando-o para longe logo em seguida,e agarrando a palma. _Devora... A dama dos cabelos curtos tenta pronunciar.Caminhando até as costas do motorista,na intenção de encontrar o seu amado, que nem mesmo lhe deixa terminar a frase,e logo a agarra pela cintura roubando-lhe um beijo,bem demorado.Tão entregue ao desejo,que tira seu braço de dentro do corpo do cadáver,para carregá-la. _Meu nome é Matt Russel... Ele finalmente se apresenta a amada,demonstrando que confia nela o suficiente,para lhe dá o verdadeiro nome.Ao ouvir o nome dele,os olhos dela brilham de emoção, e ela volta a beijá-lo. Ao vê a alegria da irmã,Alessandra se recorda de quando brigou com Mauro,por causa das medidas que ele tomou.Ele devia ter lhe dado,todo o apoio,ao invés de simplesmente não deixá-la terminar ao serviço. _Alessandra...? Pergunta uma voz familiar,e então um jovem de cabelos negros, sai de dentro das sombras,e caminha em direção a gótica,que se emociona ao vê o amado,já que acreditava que o romance deles tinha acabado para sempre,agora que ele sabia,do que ela era capaz,e quem realmente era. _Como chegou até aqui? Ela pergunta com a voz chorosa. _Eu andei investigando os arquivos de meu pai,como ele é o mestre da Ordem de Cristo,não foi tão difícil te encontrar.Infelizmente, quando peguei os tais papéis,descobri a verdade,e também perdi a cabeça.Queimei todos os dados sobre vocês,e terminei explodindo a base... Ele revela com certo peso em suas palavras,olhando no olhos da amada,que o encara com um semblante piedoso, compreendo o momento pelo qual ele estava passando, agora que sabia da verdade,por trás da Ordem de Cristo. _Tudo o que eu conhecia era ilusão,mas você sempre foi verdadeira comigo,e eu não quero perder a única pessoa,que realmente vale a pena na minha vida.Eu te amo Alessandra. Ele diz a ela,enquanto segura a sua mão,declarando os seus sentimentos com um sorriso sem humor,pois teme que ela o rejeite,mas antes que uma lágrima escorra pelo seu rosto,ela o abraça forte,e depois o beija,com todo o fervor. E tudo teria terminado bem...Mas infelizmente veio o fim dos tempos,e a garota dos cabelos curtos perdeu a sua nova família, começando pelo namorado, que foi sequestrado pelos querubins,e jogado em Saint Louis junto do seu cunhado Mauro,que foi condenado por traição ao pai,e por fim perdeu Alessandra,que ficou atordoada devido a tanto infortúnio,e desapareceu na névoa.No entanto em meia a tanta dor,ela acabou ganhando um presente,reencontrou a velha amiga,que tirou ela e a sua irmã da cela,onde foram confinadas. _Ales!Ales! Ressoa a voz da moça enquanto a jovem dos cabelos curtos sente o seu corpo balançar. _Hã?O que houve? Diz a moça um pouco desacordada,enquanto vê o borrão de uma moça ruiva de olhos violetas diante dela. _Você estava chorando lágrimas de sangue... Responde Corelle erguendo os dedos ensaguentados diante da amiga. _Eu estava sonhando com os poucos dias felizes que tive... Antes de toda essa desgraça acontecer. Revela Ales,limpando o rosto,enquanto olha para fora,pela janela do trem,e observa o mundo devastado. “As lembranças podem nos ferir mas muitas vezes são a nossa cura quando o passado bater a sua porta não pense em correr ou se esconder pois os fantasmas ficam a sua procura.” CAPÍTULO 16 O FIM DA INOCÊNCIA Está nublado, e o trem se move rapidamente pela locomotiva. Corelle está sentada perto da janela, observando o seu antigo lar destruído. Só há as carcaças dos carros, as ruas estão em ruínas, os restos mortais em cada esquina, e os prédios estão caindo aos pedaços. “Universidade Luz” pensa a jovem ao avistar, o que sobrou da instituição, na qual iria se formar. Triste, ela fecha os olhos, e então a claridade diminui, dando espaço apenas para o vazio trazido pela escuridão. Uma esfera de energia azul clara, surge no meio da penumbra, e então banha o rosto da garota, com a sua luminosidade, levando-a para o passado... _Isso é um alien, ou como chamam... Demônio! Grita a voz de Corelle, e então ela surge ao lado de dois dos seus colegas, mostrando algo em seu celular, que ao que parece é uma evidência clara de um ser de outro mundo.Mas ao invés de ser agraciada, pela compreensão deles, ambos riem com um ar de maldade, fazendo-a se sentir pequena. O sol brilha nos céus, e as nuvens estão cinzentas. Sentado em uma mesa, está um rapaz de beleza grega, que possui o cabelo curto de cor louro escuro, e tem azulados olhos claros, e tem o estilo de um bad boy dos anos 80, adaptado para este tempo. Bebendo um copo de café, ele parece vigiar as ações da jovem, enquanto fica com uma expressão de indiferença. Erguendo uma das sobrancelhas, quando a lâmpada do poste acende-se sozinha, logo depois dos colegas dela, deixarem-na nervosa, ao ponto de ficar rubra de vergonha. _Deixe de fantasiar coisas bobas Core, somos cientistas, não podemos nos dar ao luxo de perder a razão. Diz o rapaz indo embora ao lado de uma moça. A dama fica com os olhos distantes, e começa a se recordar de tudo o que passou, antes de chegar ali. Pensando sempre no homem por trás da máscara, que a enganou, e assassinou todos os que amava, para livra-se da concorrência, e impedi-la de se apaixonar. _Se eu ao menos ainda tivesse os meus poderes... Ela deixa escapar, e então vem uma imagem a sua mente. Está de noite, e Larry está parado a sua frente, com a mão pousada na parede, de uma fábrica abandonada, longe da cidade, enquanto ela vomita palavras, que o fazem se sentir mal, até que ele lhe deixe em paz, para que vá viver uma relativa vida normal, junto da sua verdadeira família, que embora lhe deteste, nunca matou ninguém. Com uma lágrima escorrendo da sua face, ela se levanta, e a seca, caminhando em direção ao bloco onde estuda. Porém quando está se aproximando, ouve os gritos de desespero dos seus colegas, que parecem está em pânico. Curiosa, ela corre em direção a entrada, com um pedaço de madeira em mãos, pronta para acabar com o bandido que está colocando os outros em perigo, mas ao chegar, tem uma terrível surpresa... _O que houve aqui?! Ela se pergunta assustada olhando para o piso, as paredes, e as escadarias, que estão cobertas de sangue. Trêmula, dá um passo a frente, enquanto fica imaginando apenas aquele rosto, coberto de cicatrizes, que tem um parafuso na testa, e não tem um dos olhos, com uma orbita que vive molhada pelos seus fluídos. _Larry! Apareça demônio maldito! Ela grita com a voz distorcida, largando o pedaço de pau, e transformando as suas mãos em punhos, mas ao invés do antigo monstro se materializar na sua frente, como um fantasma, o seu colega de antes desce os degraus lentamente, com as suas roupas rasgadas, e os olhos arrancados, balbuciando as palavras “Carne e fome”, como se tivesse passando por um transtorno psicológico. _Simon... Diz a garota, arrastando seus passos em direção ao colega, com um ar piedoso, olhando para a criatura que ele se tornara, enquanto o encara, e as suas mãos pegam uma perna de uma mesa, que estava caída no assoalho. Eles se aproximam, e o rapaz ergue seus braços para tocá-la, mas ela desvia das suas mãos, e rapidamente o perfura na cabeça, matando-o com um só golpe. _Eu tentei te avisar. Diz com um olhar gélido, e puxa o ferro de dentro do cérebro do jovem. Um ruído ecoa ao longe, e ela olha para trás, preparando-se para lutar, com os amigos do primeiro morto-vivo que encontrou. Sem pensar duas vezes, sobe até o corredor da sua turma, e percebe que o problema se iniciara ali, pois a concentração do cheiro da morte, é mais forte na sala B2-01, para onde caminha. _Corelle me ajuda... Diz uma colega da bela, caída entre as cadeiras quebradas, com o corpo coberto de mordidas. Ao vê a menina, ela avança em sua direção e ajoelha-se, tomando-a em seus braços. A pobre aluna, não larga o seu crucifixo, recusando-se a abandonar a sua fé, mesmo naqueles dias tão tenebrosos. _Cassandra como posso te ajudar? Ela pergunta, olhando para moça, que está fechando os olhos, enquanto as veias no pulso, parecem ficar violetas. A aluna treme em seu colo, lutando para livra-se das trevas, que estavam se apoderando dela, e iriam lhe deixar num estágio em que a mente morre, mas o corpo permanece vivo, para servir como arma, ou brinquedo de alguém. _Pai nosso que estás no céu Santificado seja o vosso nome venha a nós ao vosso reino Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu... Reza a colega da estranha, que apenas olha para o lado, pois embora tenha simpatizado com Cassandra, não deixara de detestar a igreja e as mentiras que criaram. Só que no momento em que ela pronuncia a frase “Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu” seus olhos ganham brilho, e ela acaba se transformando no que mais temia. _Cassandra não! Corelle diz com certa tristeza, lembrando-se do sorriso, da moça mais inteligente que conheceu, em comparação a Simon e Susi, que não passavam de dois céticos, que pouco, ou quase nada sabiam do universo. Percebendo que a mente da jovem havia morrido, a bela, agarra em seu pescoço e o força com a intenção de quebrá-lo, mas quando está perto de conseguir, esta se vira para trás, e crava os dentes em seu pulso, arrancando um pedaço da pele, e fazendo-a gritar e agonizar por alguns segundos. _Droga! A bela deixa escapar em voz alta, olhando para a fonte da sua vida, escorrendo pelo seu braço, enquanto sente seu corpo arder por dentro, e nota que as suas veias estão violetas. “Que bela hora para isto acontecer! Já fazia mais de um ano desde que o cometa chegou, não acreditava que isso era possível agora!” Ela pensa, passando por entre os cadáveres devorados, até encontrar uma colega, e ajoelhar-se ao lado. “Justo agora, que meus dons enfraqueceram, e a me tornei uma mortal” Ela pensa, com a raiva evidente em seu olhar, enquanto rasga a blusa da colega, e usa o pano, para fazer um curativo em seu machucado. Com as mãos trêmulas, ela pega o seu celular, e procura entre os contatos por alguém, até que aparece na tela o nome “Dora Maria” e seus dedos clicam em “chamar”... _Alô? _Dóri! _Oi Corelle. _Precisa me ouvir... _Deixa eu adivinhar, você teve outra das suas “visões”? _Não! Não é uma visão! _Estou chegando em casa agora...Espere um pouco... _Está bem, mas não creio ter muito tempo! _Não pode ser... _Dóri? _Não...Não posso acreditar. _Dóri?! _AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Grita a amiga da dama da noite, e a ligação cai logo em seguida. Assustada, a menina dos olhos verdes, se arrasta para o canto da sala, lutando contra a dor, que estava se expandindo por todo o seu corpo, e se encolhe em um canto, escondendo a cabeça entre as pernas. “Eu estou sozinha, definitivamente estou sozinha” Ela pensa, e gotas de lágrimas molham a sua coxa. “Não, não está.” Diz a mesma voz, que teria tentando lhe acalmar no sequestro, em que conheceu as irmãs Simpson. “Sou a única pessoa viva aqui, e a minha amiga de todas as horas acabou de me deixar” Ela pensa com um ar de grosseria. “Certamente ela teve seus motivos, e isso um dia aconteceria, deveria ter se preparado, pois eu lhe avisei.” a voz responde. “Só porquê aparece quando estou em perigo, isso não o torna o pai do ano, pode ser um Deus para as mentes mais frágeis, mas eu não me importo com o seu status, você me deixou abandonada neste mundo!” Ela responde em sua mente, enquanto olha para as veias roxas, que estavam avançando para o antebraço. “Falou como uma verdadeira princesa mimada. Não sou seu pai, sou o ser que ofereceu as sementes para que fosse gerada, e a fonte do sangue em suas veias, mas pai não é a palavra que me define” a voz retruca. Mas antes que a menina discuta em sua mente. Um ruído ecoa por toda a sala, e muitos passos se aproximam da entrada, enquanto o som de grunhidos parece aumentar, e a voz em sua cabeça desaparece. Ela olha de canto, procurando algo para se defender, mas suas mãos estão trêmulas por causa do presente, que ganhou da colega, quando esta estava para partir. Sua visão fica distorcida, e os lábios começam a enegrecer, a febre superaquece o seu corpo, ela tenta se levantar, mas não consegue, pois está fraca, e seu peso lhe puxa para o piso. Os mortos-vivos sentem o cheiro do seu medo, e o seguem até a origem. A dama tenta se apoiar nas coisas, para conseguir escapar das garras deles, mas é tarde demais, todos os alunos que estão sob o poder dessa coisa, já estão na sua frente e caminham em sua direção, prontos para comê-la, como se fosse feita apenas de músculos. Assustada, ela pula em uma das mesas, mas perde o equilíbrio e escorrega, batendo o seu joelho. _Eu tenho que escapar...Eu preciso... Diz ela, forçando seus pés a se moverem para a saída, arrastando-se o mais rápido que pode, para não virar o prato principal, enquanto atira mesas e cadeiras contra os cinco alunos, que parecem ter fugido dos túmulos. Usando as suas últimas forças para sobreviver, e desafiando as leis da natureza humana, ela faz tudo o que está ao alcance, para chegar as escadas. Depois de alguns minutos lutando, ela finalmente chega ao corredor, e corre até o banheiro feminino, fechando a porta logo em seguida e se escondendo ali, para conseguir algum tempo, e recuperar a energia que perdeu na primeira fuga. “Eu não posso morrer aqui, não posso me tornar uma deles!” Ela pensa, enquanto ofega, e pressiona o ferimento em seu pulso, para manter-se esperta. _Olá? Tem alguém aí? Pergunta a voz de um rapaz, e então a jovem abre a porta em pânico, e se depara com o louro que a vigia, mas ela não sabe. _Preciso de ajuda. Diz ela saindo de dentro do banheiro, com o corpo coberto por veias roxas, os lábios enegrecidos, e os olhos claros como cristais, mostrando o pulso para o rapaz, para que veja a origem do problema. Percebendo a sua situação, ele apenas fica imóvel ali, observando o estado em que ela se encontra agora. _Venha comigo. Diz ele após um minuto de silêncio, puxando o braço dela. Eles correm para fora, e então descem os degraus, ela está cada vez mais fraca, mas o seu salvador não percebe, e a arrasta em direção ao estacionamento, onde se encontra a sua moto. _Está tudo bem? Ele pergunta, segurando o rosto da jovem, com um ar de preocupação, mas ela apenas afirma que sim em silêncio, para não causar nenhum enxame. _Vai ter que confiar em mim... Diz ele montando em sua moto, e dispensando o capacete. _O que isso quer dizer? Ela pergunta com a confusão evidente em seu semblante. _Venha, te levarei em meu colo, pois temo que desmaie. Ele responde, e ela se senta de lado em suas pernas.Dirigindo pela estrada, ele passa por policiais em alta velocidade, que ficam ultrajados com aquilo, e não deixam passar em branco. _Lembra-se de quando pedi que confiasse em mim? Bem agora vai entender o motivo. O jovem pergunta para a enferma, que apenas balança cabeça em um “sim”. Ele olha para trás, e percebe os tiras vindo em sua direção, como um cidadão fica parado, esperando para tomar a multa, mas quando a viatura para, ele acelera a moto, e vai embora pelo asfalto, deixando um rastro negro. _Enlouqueceu!? Ela grita amedrontada, dando tapas em seu herói, que apenas sorri com um ar diabólico, e direciona as rodas para uma rampa que vai direto para a floresta. _Eu quero viver! Ela grita outra vez, após o transporte veloz ser atirado contra o ar, mas antes de caírem nas pedras, eles desaparecem em um raio laranja, diante dos olhos dos homens que entram em pânico, pois acreditam ter perseguido uma visagem, e vão embora. _Já pode abrir os olhos, nunca esteve em perigo. Diz o rapaz com um sorriso confiante, enquanto a dama fica agarrada a ele, forçando os olhos a se manterem fechados. _Acho que o Larry era menos perigoso que você. Diz ela com os olhos arregalados, recuperando todo o fôlego que perdeu na fuga da faculdade. Colocando os pés na terra, e depois caminhando lentamente entre as folhas. _Larry é o seu namorado? O jovem pergunta com um ar de decepção. _Não, está mais para um ex que nunca me deixou ser feliz. Ela rapidamente responde com indiferença. _Certo. Minha casa é por ali, se quiser posso te carregar até lá. Diz ele, desviando o assunto, para não falar desse tal Larry. _Não vai nos teletransportar de novo? Ela pergunta com um pouco de surpresa. _Não tenho tanta energia assim, mas te ofereço as minhas costas, o que me diz? Ele diz com um olhar sem vergonha, e ela apenas balança a cabeça, aceitando a condição proposta pelo estranho. Uma hora depois...O rapaz desce até uma casa, com a menina adormecida em seu ombro. Ele abre a porta, e então entra. Com cuidado, ele acorda a sua hóspede, e a coloca deitada em um sofá, cobrindo-a com um lençol branco, para deixá-la confortável, o suficiente para não despertar. Com um olhar sombrio, ele pega o seu celular, e então caminha para fora da residência. _Sim estou com ela. _Sim, não tenho dúvidas. De todos que foram afetados, ela foi a única, que manteve a razão, mesmo sofrendo todos os sintomas do vírus letal, que implantei na Universidade Luz. _Certo. Ele responde desligando o telefone e colocando-o no bolso. _Com quem estava falando? Pergunta a menina embrulhada no lençol, com a mesma pele pálida de antes, e o olhar confuso, mas o belo moço, apenas sorri, e caminha até ela, colocando o braço envolta do seu ombro, e movendo as mãos, como se quisesse parecer um bom homem atencioso. “Mas embora fosse bonito e tenha me ajudado a fugir, bom ele não era. Não tardou, para que a sua máscara caísse...E assim fui parar em Saint Louis, onde me tornei sua boneca e o seu brinquedo sexual favorito” Pensa a dama, lembrando-se dos torturantes dias, que esteve sob o poder do doutor Kovat. Sentindo o toque daquele homem repugnante, ela se contorce em seu lugar. Forçando as pálpebras, ao imaginar que estaria outra vez na frente do carrasco, que brincou com o seu corpo, como se não fosse um ser vivo, mas sim uma cobaia, com quem ele poderia fazer o que quiser, sem se preocupar com as leis, pois estas não se aplicavam aos da sua espécie. _Chegamos! Diz Ales, puxando as suas pistolas, e caminhando para a porta, com um olhar de matadora, enquanto a dama dos cabelos ruivos abre os olhos molhados, e se levanta lentamente do banco, como se não estivesse preparada, para o que ia enfrentar em breve. _Está tudo bem Corelle? Pergunta Larry um tanto desconfiado, mas ela apenas balança a cabeça, afirmando que sim, e sai andando logo atrás da amiga, que não perde tempo, e vai para o salão da estação. “Você ainda vai voltar a ser minha Corelle Lorrow” Pensa o doutor, com um sorriso cruel em sua face, enquanto vê a menina caminhando junto dos outros. A quem ignora, até perceber, quem é o homem, que está com as damas. “Não pode ser!” Ele pensa assustado, olhando para os olhos vermelhos de Larry, que sente está sendo vigiado, e acaba ficando de frente com o inimigo, sem saber. A jovem dos olhos violetas segue liderando os amigos, lembrando-se de quando Michael lhe obrigou a assistir o estupro de uma das enfermeiras, enquanto dizia, que tudo o que estava fazendo, era para não machucá-la, até que perdeu a cabeça, e arrancou o seu vestido, e as roupas intimas, deixando-a completamente desnuda. “-Não quero te ferir, faço isso para não encostar em você- Ele disse para mim, ao penetrar o cadáver de uma enfermeira, que não havia suportado os seus atos violentos, e tinha perecido em seus braços. Seus olhos claros, me davam calafrios, eu não conseguia esconder o temor e a repulsa, e ele percebeu...” Pensa a jovem atravessando os portões do hospital psiquiátrico a noite, com um olhar obscuro. “Já que todos tinham sido dispensados, estávamos só nós dois naquele quarto imundo. Já que não haviam mais prostitutas, e enfermeiras, ele olhou para mim, e o meu pânico infantil alimentou sua sede, e ao me ver implorar , ele perdeu a sanidade. Agiu como um dos seus doentes. - Não quero te machucar, não me obrigue a isso, apenas faça o que mando- Ele disse com uma voz doce, e eu concordei com os seus termos” Pensa a garota, passando pelos enfermeiros, e deixando uma pilha de corpos mutilados para trás. “Não tinha a mínima intenção de dormir, com aquele demônio, por isso quando ele arrancou minhas roupas, e me aproximei de um bisturi, o cravei em seu pescoço. O que me deu tempo para fugir, mas estávamos sozinhos, e meu oponente não era humano, por isso meu ataque falhou, e contra a minha vontade, me entreguei a ele.” Ela continua a pensar, com um olhar tomado pelo ódio, caminhando pelas alas, e abrindo as portas. _ A cavalaria chegou demônios! Diz a jovem dos olhos violetas, com um sorriso de vitória, libertando todos os pacientes de seus quartos. “ As outras noites não foram diferentes, sempre que o doutor dispensava seus subordinados, a brincadeira começava. Ele contratava uma prostituta de luxo, que não tinha mais serventia para a empresa, e por isso a matava. Depois eu me tornava o seu prato principal, e no fim ele me aplicava sonífero, para me forçar a descansar, e impedir a minha fuga.” Ela lembra, com certo desprezo. “Tive que deixar de ser a protegida do demônio. Tudo o que Larry me ensinou era inútil, matar o meu adversário era impossível, e por isso tive que morrer naquele dia, para me tornar o que sou. A garotinha, que cortava os pulsos, hoje prefere cortar a cabeça de alguém, aquela que se culpava por tirar a vida dos outros, ao ponto de se esquecer de quem era, não existe mais, pois eu não tenho piedade, já que não tiveram de mim.” Ela pensa subindo as escadarias, enquanto as suas mãos se transformam em punhos. _Aqui nos separamos. Vocês vão encontrar o Matt, após passar por aquela porta, e entrarem no elevador, descendo para o andar F na sala 23, onde se encontram as prisões para demônios. Diz a garota dos olhos violetas, parada no meio do enorme corredor, enquanto aponta para a porta nos fundos, deixando tanto Larry quanto Ales confusos, pois mesmo que esteja com uma postura de guerreira , as suas pernas tremem. _E você? Pergunta o belo psicólogo intrigado com aquelas ordens. _Eu vou atrás da Annebell, e acabarei com o Miguel. Ela responde, seguindo em direção a escadaria, que lhe conduzirá para o próximo andar. _Surtou?! Pergunta o homem, agarrando o pulso da bela, com um olhar incrédulo. _Essa luta é minha, e eu já te expliquei que não sou a mesma, não preciso que me defenda, não sou mais a dama indefesa que conheceu! Ela responde de forma rude, e se livra da mão dele, olhando-o com uma raiva tão grande, que o faz sentir calafrios. Espantado, ele vira-se para Ales, que com um olhar preocupado, pede que ele a siga. _Ir buscar o Matt é minha responsabilidade, e cuidar dela é a sua! Diz a moça loura, correndo em direção a porta, para onde a amiga indicou antes de partir. Balançando a cabeça em um “sim” , o belo transforma-se em sombras, e decide seguir o rastro da sua amada, que continua a procurar pelo anjo que destruiu toda a bondade, que ainda restava dentro dela. Após subir ao último andar, ela finalmente chega a sala do doutor, que está sentado em sua cadeira, com a irmã da bela em seus braços, e um sorriso em seu rosto, que a deixa ainda mais irada do que antes. Ao vê onde as mãos do canalha estão, seus olhos ficam brilhantes como neon, e todos os eletrodomésticos se ligam sozinhos, seguido de um raio que atinge o teto explodindo-o, e deixando o céu a vista, mas o homem não se move, apenas a observa. _Eu sabia que voltaria para mim Corelle. Ele diz com um ar confiante, empurrando a irmã da menina para os seus braços, como se esta não valesse mais nada, agora que ele tinha quem mais queria, ao seu alcance. _Annebell! Grita a dama dos olhos violetas, pegando a menininha em seus braços, que está com os olhos distantes, e a pele fria, como se tivesse sido infectada, pelo mesmo vírus que dizimou a Universidade Luz no passado. _O que fez com ela Desgraçado ?! Pergunta a moça em desespero, sentindo que a sua irmãzinha não sobreviveria por muito tempo. _ O mesmo que fiz com você. Com a diferença de que ela não é tão resistente, não cedeu a sede por matança, mas nada faz. É completamente entediante. Já tentou abusar de um zumbi? Não é nada divertido. Responde o homem sem demonstrar interesse. Deixando-a um tanto chateada, ao ponto de morder seus lábios até perfurar. _Mas brincar com você me alegrava...Você não era só uma boneca... Ele prossegue seguindo em direção a garota, que usando o poder da mente, puxa vários móveis para separá-los, mas o anjo os afasta, apenas com um estalar de dedos, e fica mais perto dela. _Era uma perfeita escrava sexual. Ele conclui, atirando a irmãzinha dela para longe, enquanto lhe imprensa na parede, e sussurra a declaração no seu ouvido. Ao ouvir o que ele pensa, ela perde a cabeça e grita, gerando muita energia envolta deles, ao ponto da pele dele começar a se desmaterializar, mas isto não parece ser um ponto fraco, já que a mesma se reconstrói, logo após se desfazer. _Corelle?! Diz a voz familiar de Larry, e então surgem asas transparentes de forças energéticas nas costas do arcanjo, que sorri com crueldade, e rouba um beijo da dama dos cabelos de fogo, obrigando-a a ficar em seus braços, tempo o suficiente para causar a discórdia. _É assim que luta contra o homem que abusou de ti?! Pergunta o homem dos olhos vermelhos, entrando na sala, no momento em que a cobra dá o seu bote, mas a dama não responde, pois se recorda das outras vezes, e sabe que ele nunca confiou nela o suficiente, para acreditar nas suas palavras. _Foi abuso mesmo? Ou será que consentiu ?! Pergunta o demônio, transformando-se na horrenda criatura caolha, de cabelos espetados, e garras afiadas, que assombrava aos sonhos da menina antes. Deixando de ser um anjo, para torna-se por completo em trevas. _ Não é nada do que está pensando Larry, eu a beijei de propósito. Para te deixar furioso o suficiente e atrair alguns dos meus amigos... Responde o arcanjo, com um sorriso maldoso, enquanto aponta para os céus onde surgem vários anjos ,e ele desaparece com a menina nos seus braços, em um lapso de iluminação laranjada. _Larry! Ela grita tentando agarrar a mão do homem que perturba a sua mente, mas não consegue, e é levada pela luz. _Corelle! Ele grita desesperado, enquanto os anjos formam um manto de corpos alados, que cobrem a sua visão. “Os homens foram transformados em monstros, e os demônios foram declarados culpados.Pobres diabos, alimentavam-se do mínimo, e ainda sim acabaram sendo torturados”
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Atualizado em: Qui 30 Maio 2019

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