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Model Beauty

  




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                O dia dezessete de julho de 2020 nunca mais seria o mesmo para a vaidosa Lorenna de Capri. Os seus olhos esverdeados, cabelos longos de cor escura e pele branca como a neve passariam por uma transformação diabólica, tudo graças ao prêmio sorteado pela empresa  “Model Beauty” que contemplaria para  a ganhadora um kit de beleza caríssimo.
                A protagonista desse conto além de encontrar com a morte desfrutaria de algo maior, um marco inicial que colocaria um fim em quase metade da humanidade. Mas para você caro leitor entender melhor voltarei a algumas horas atrás quando tudo começou.

                                                               ****************************   
                O céu amanheceu chuvoso, o frio intenso era típico da época do ano. O inverno em Monte verde continuava charmoso atraindo diversos turistas, entre eles duas melhores amigas em busca de sossego. Como de costume  Lorenna e Brenda Finner decidiram viajar tendo os seus destinos finais o  Hotel Grand Magestic. Uma excelente rede hoteleira recomenda pela alta classe social devido aos atrativos luxuosos como: Bailes de gala,opera, peças teatrais e os famosos leilões de artes. Porém, dessa vez o que chamou a atenção foi uma empresa internacional que divulgava gratuitamente os seus produtos americanos voltados à estética. A recepção calorosa e deslumbrante com certeza lembrava uma cena de filme.
                - Sejam bem-vindas! Sou Caroline Alencar esteticista da “Model Beauty”. Posso apresentar nossos produtos? 
                - Olá Bom dia. Acabamos de chegar estamos com nossas malas ainda. – Retrucou Brenda.
                - Tudo bem. Posso deixar dois cupons para o sorteio que faremos hoje ás 17 horas?
                - Claro! Desculpa não darmos a devida atenção, o caminho foi longo e queremos um bom banho quente. — Respondeu Lorenna com um sorriso carismático.
                - Eu vou então anotar os seus dados e coloco na urna. Boa sorte meninas!
                - Agradecemos e vamos torcer! Particularmente sou azarada. – Murmurou Brenda.
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                O elevador social banhado a ouro, o quarto com duas camas macias, a banheira, a sacada com vista para as montanhas, todo o contexto causava um alvoroço sem tamanho nas exaustas paulistanas. A tarde seria regrada de champanhe, massagem, petiscos diversos e um delicioso passeio pelas lojas de roupa. O centro era a poucos metros e o termo gastar soava como remédio para qualquer cura contra o “stress”.
                - Já são seis horas?
                - Sim, Lorenna! Acha mesmo que o tempo não para. Ele não é infinito igual seu crédito no cartão.
                - Nossa! Virou humorista a minha querida. Onde quer jantar?
                - Que tal um caldo verde? Soube que o chefe do hotel é Italiano e faz deliciosos pratos.
                - Perfeito. Vou pegar a nossa chave, será que a camareira arrumou a zona que você deixou?
                - Não seja ridícula. Umas toalhas molhadas, meia dúzia de lixo e garrafas de chandon. Não é para tanto. – Risos altos e calorosos saltavam feito pipoca da boca de Brenda enquanto Lorenna arrastava o seu corpo até a recepção.
                - Por gentileza vim pegar a minha chave do quarto 235.
                - A sim! Aqui está. A Sra. é a Lorenna correto?
                - Sou sim. Por- quê?
                - Caroline Alencar deixou uma cesta no seu nome. Você foi à ganhadora! Os meus parabéns.
                - Não acredito! Obrigada mesmo! Isso é incrível. – Gritou eufórica.
                - O problema devo ser eu. Vamos subir e abrir os  seus presentes. Quero ver cada item e experimentar um por um. – Falou Brenda com um tom enciumado.
                - Vamos minha querida. Deixo você usar um pouco para ficar menos feia.
                - Não te xingo agora Lorenna por estar de bom humor rs.
                                                               *******************
                Os dedos suavemente tocavam na pele macia de Lorenna o creme rosado massageava nariz, bochechas, pescoço, testa até mesmo as orelhas não escaparam. De roupão e toalha na cabeça a pequena cobaia sentia um aroma de morango exalar dos potes.
                - Está tudo bem ai? –Gritou Lorenna.
                - Sim. Não me interrompa. Essa Hidro arranca os meus suspiros. – Gemeu Brenda.
                - Venha arrumar a sua carcaça logo. O Garçom logo mais chegará.
                - Peça para ele entrar! Gatinho demais.
                - Brenda é normal sentir a pele formigar e queimar como fogo? – Lorenna começou a se olhar no espelho quando reparou um tom avermelhado em todo o seu rosto.
                - Não! Lave depressa. Pode ser alergia. Lorenna? Lorenna? – Brenda vestiu o seu roupão e saiu correndo quando se deparou com uma cena horrível.
                Em choque, ajoelhada no centro do quarto Lorenna recolhia o que seria o seu olho esquerdo do chão, a orelha direita estava pendurada por um fio de músculo e a sua pele completamente enrugada. O sangue jorrando por todos os lados criavam uma obra de Stephen King.          
                - Meu Deus! Socorro ! - Brenda em disparada bateu de porta em porta para que todos pudessem ajudar. O clima de medo e angustia aflorou no seu peito achando que perderia a sua melhor amiga.
                - Amiga se acalme. Respire fundo. A ambulância já vai chegar.
                - Eu...não...quero...morrer... – Lorenna por mais que tentasse não conseguia se quer pronunciar uma frase por inteiro. A sua consciência perder ia-se em poucos segundos.
                - O que aconteceu com você? Isso é veneno e não um produto de beleza. – Choramingou Brenda.   

                                                               *******************
                Após o suspiro final de Lorenna outras mulheres sucumbiram do mesmo mal. O que ninguém esperava era que todas voltariam à vida como zumbis. E do resto, nós já sabemos: mordidas, infecções, proliferação da nova espécie, canibalismo e bilhões de mortes. O vírus TKHMN1 criado em laboratório acidentalmente foi um dos piores feitos do homem.  Mesmo punindo os culpados o estrago era irreparável. Diversas vacinas e antídotos testados, porém sem sucesso. Fugir passou a ser a única salvação.  

O bilhete a seguir foi achado junto a um zumbi antes de ser executado.

“Deixo essa carta, pois me resta pouco tempo meu nome é Brenda e há anos estou fugindo. Vim para a Amazônia e encontrei dois médicos Thomas e Lucas, ambos escaparam do ataque que sofremos na base e estão indo para o norte. Descobrimos que a planta Vitória – Régia tem efeitos medicinais capazes  de reverter o quadro dos infectados. A fórmula é simples e precisa ser aplicada até dez minutos após o contágio. Temos água e comida enlatada nos armários, duas pistolas com munição dentro do cofre que está aberto. Tomara que você tenha mais sorte que eu. Não abra o hducsnngfhfsfhehf refrrmcvtmeyrnctwruwmi0qr95rm498tu,,9ruwercuwxy”
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Atualizado em: Qua 22 Jul 2020

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