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Lovecrash-Fim

Renata andava com o cenho duro pelas pontes do Recife e pensava:
“As aranhas estão preguiçosas. Elas arrancam meu cabelo gris para alinhavarem suas teias. Estou quase careca. E elas continuam a furtá-los, quando durmo profundamente pela noite eterna ....
Outro dia, vi uma teia enorme no pomar atrás da casa velha, onde colocam os destroços de toda a cidade. A casa ainda é habitável, o planeta é ainda habitável. Os animais transitam aleatoriamente, sem se importarem, parece, com a poluição. Por que eu devo me preocupar com a lama negra e fétida que cobre persistentemente a superfície de tudo na Terra?
Não somente as aranhas estão preguiçosas. Os seres humanos também. Todo dia labutam por determinada produção, sem se importar, no entanto, com a metodologia, muitas vezes, sem ética, mas também essa não tem quase valia, dependente que é do preconceito humano. Não param para pensar no que exatamente estão fazendo com o resto de suas vidas. São livres? São escravos? Meio lá, meio cá? São felizes? Acreditam em quê afinal?
Preguiça de amar. Preguiça de transar. Preguiça de fazer projetos a médio e longo prazo. Tudo, no fim, acaba insípido e estúpido. Todavia, o desafio levanta defunto para a luta...”
_ Vamos continuar batalhando, querida”, disse Renata para si...
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Atualizado em: Ter 9 Jun 2020

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