person_outline



search
  • Contos
  • Postado em

Pégasus

Vovô que comentara. O espírito do meu bisavô "Xongrio" reencarnara em seu estimado cavalo, Pégasus. Era um belo animal. Alguns mexeriqueiros ousavam a dizer que, vovô se apoiava e muito nessa idiotice pelo cavalo ser o mais belo da região. Diante de tudo o que ouvi de vovô, uma das convicções mais forte de acreditar nesta história foi de Pégasus ter nascido justamente na semana em que bisavô desaparecera, não o deixando uma notícia se quer do seu paradeiro.
Bem, mas isso era somente o início. Pois, na verdade havia outra história antes desta. Bisavô amava e muito uma das antigas moradores do vilarejo. Uma moradora que o enfeitiçava sempre que seus olhos se cruzavam com a sua belezura.
Num certo dia, a tal mulher ficou doente e diante a um determinado comentário percorrido ao vilarejo, Bisavô descobriu que sua amada estaria há dias de cama e que ninguém teria algum contato com ela. Aquilo o entristecia. Mas, diante aquela tristeza, Bisavô nunca deixou de observar que o lindo cavalo manga larga que havia no sítio de onde sua amada morava, vivia solto pelos pastos e que ele era o único que possuía o privilégio do qual o seu coração mais desejava aos últimos dias. A saudade da amada sempre que aglomerava com o momento em que os teus olhos avistava aquele sortudo animal, se recordava, de que o cavalo era o único xodó da amada. Algo que o invejava. Afinal, o cavalo era um dos poucos que mantinha o contato com ela.
Um olhar esgmatizado, sobre um amparo hesitante era o que dominava sempre que Bisavô o avistava. Algo que com o passar do tempo lhe obcecou. Afinal, o amor pela a tal mulher não o deixava em paz. Atitude idêntica a da doença da amada. A saudade. A carência. O desejo de vê-la, ainda mais de tocá-la – purguinava teus sentimentos, já fragilizado pela solidão. Afinal, quem dentre nós, seres humanos que não desejamos andar de lado a lado, agarradinho da felicidade com a presença do nosso amor de lado?
A solidão o transformou num ser frágil. Frágil da qual necessitava teus olhos saciar a sede ao teu grande amor ainda não correspondido. O sufoco era grande. O desespero pelo amor não correspondido, lhe afligia, fazendo desesperadamente por alguns instantes de sua vida transformar-se naquele animal, a fim de alcançar o privilégio de aproximar e tocar-se no grande amor.
"Belo e sortudo o quanto és...
O teu privilégio és o que quero.
Quero a chance que tu tens.
Do meu amor ainda a ver (...)”
Palavras que tornara rotineira todas as vezes que seus olhos lhe agraciavam. Bisavô não imaginava, mas sempre que aquelas palavras tocavam aos lábios, aquilo na verdade surgia das profundezas da sua alma.
 Segundo os mais antigos, existe um determinado Deus, com o nome de "Deus Luz", o nome dos apaixonados. E quando o contato dos nossos desejos se igual com a profundezas da nossa alma, as palavras que desejamos ganham vida.
Vovô jura de pés juntos que Pégasus é o seu pai. Isto, é um mistério que nenhum de nós desvendará. Porém, uma coisa guardo em mim, sem ao anseio de meu avô desgastar, sempre a um determinado horário do dia, Pégasus, a um olhar hesitante em direção de onde sua amada foste enterrada, ao olhar lhe buscar. Era algo como se vovô realmente tivesse razão...
Pin It
Atualizado em: Sex 10 Ago 2018

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222